Notas iniciais
Olá pessoal, primeiramente eu queria pedir mil perdões pela demora em atualizar essa Fic. É que eu estava atualizando outra, e essa acabou ficando mais pra trás, mas agora estou eu aqui com capítulo novo, e prometo não demorar mais tanto assim, pra postar kkkk >.< Obrigada pelos reviews que sempre me deixam, e espero que gostem desse capítulo, que já começa a nos levar para outros caminhos dessa Fic. ;) kkkk Bem, vamos lá então. *-*

Na manhã seguinte, se levantaram e tomaram o café da manhã logo cedo, para só depois se arrumarem para sair. Regina estava tirando a mesa para que Emma pudesse se arrumar, hoje seria a morena a levá-los na escola, já que a loira tinha muita coisa para resolver na Delegacia, afinal no dia anterior ela havia dado uma trégua nos papéis por causa da filha. Emma então terminou de se arrumar e foi até o quarto de Celine, para ajudar a pequena a se trocar.

–Mamãe, eu te atrapalhei ontem, por isso você tem que ir correndo hoje para o seu trabalho, e nem vai poder levar a gente na escola ? -Celine perguntou fazendo bico enquanto Emma a ajudava a colocar o uniforme.

–Não, meu anjinho, você não atrapalhou em nada não. A mamãe só tem que ir correndo pra lá hoje, porque tem muita coisa pra fazer. Mas eu vejo vocês na hora do almoço. -ela tocou na ponta do nariz da filha que riu. Logo depois Celine ficou apenas uns minutos pensativa e a loira percebeu, e então perguntou sorrindo de lado: -O que foi, hein ? No que você ta pensando ?

–Por que você me chama de anjinho, mãe ?

–Ué, porque você é um. Uma menininha linda, o pequeno anjinho da mamãe. -Emma terminou de falar olhando nos olhos da filha, que apenas sorriu pra ela. -Agora a mamãe precisa ir, ta bom ? -ela perguntou e a filha assentiu.

–Meu cabelo ainda ta bagunçado. -a pequena falou fazendo uma careta e puxando os fios de cabelo que ainda estavam bagunçados.

–Eu posso pentear seu cabelo pra você, Celine. -foi Henry quem falou encostado na porta.

–Pronto, seu irmão vai te ajudar agora, ta ? -a loira perguntou e Celine fez careta de novo antes de responder:

–Se ele não embaraçar mais ainda.

–Eu prometo que não. -Henry falou entrando no quarto com as mãos para cima enquanto ele e a loira riam.

–Então, boa aula pra vocês. -Emma beijou o rostinho da filha várias vezes e logo em seguida beijou Henry também. -Tchau, meus amores.

–Tchau mãe. -Henry e Celine responderam juntos enquanto viam a loira sair com pressa.

Henry então foi até Celine, e começou a escovar os cabelos da pequena com cuidado, mas vez ou outra ela começava a reclamar o fazendo rir.

–Henry .. -ela chamou a atenção do irmão que deu permissão pra ela continuar. — .. da pra tocar em anjos ?

–Por que ta perguntando isso ? -o garoto soltou um riso fraco.

–Eu só queria saber. Você já tocou em algum anjo, ou não da pra fazer isso ?

–Bom, eu não sei. Acho que anjos são todas as pessoas que vão embora, que partem desse mundo para outro lugar, aí elas viram anjos. -foi a melhor explicação que o garoto encontrou para dar á irmã.

–Então anjos são as pessoas que a gente perde ? Que se vão pra sempre ? -a pequena se virou para poder olhar o irmão, sua expressão era confusa.

–Eu acho que sim, o que você acha ?

–Agora eu tô confusa. Porque a mamãe Emma disse que eu sou um anjinho e é por isso que ela me chama assim. Mas eu não parti, eu tô aqui. -ela respondeu e Henry deu risada com a resposta dela, enquanto terminava de pentear os cabelos da irmã e se levantava para pegar a mochila da pequena.

–Bom, eu acho que você é um caso a parte. Porque geralmente nós chamamos as pessoas especiais e que nós gostamos muito, de anjos também. -Henry explicou enquanto trazia a mochila para Celine que colocava seus cadernos dentro. -E você se lembra do que a mamãe contou ? De que a sua primeira palavra foi anjo ?

–Lembro sim. -Celine sorriu enquanto assentia com a cabeça. -Eu gostei de ter dito anjo primeiro de tudo. -ela completou e os dois deram risada.

–Então, é isso. Já terminou de arrumar a sua mochila ?

–Já. -Celine fechou a mochila e a deixou em cima da cama enquanto ia até em frente ao espelho para ver seu cabelo. -Você sabe pentear cabelo.

–É, eu sei, você viu ? -Henry tornou a rir, mas logo percebeu que a expressão da pequena continuava confusa. -Que foi ? Tem alguma coisa errada com o seu cabelo que eu não vi ? -ele perguntou enquanto se abaixava ao lado da irmã e a olhava nos olhos.

–Bem, é que você disse que as pessoas viram anjos quando elas partem. -ela falou e o garoto assentiu com a cabeça. -Então o vovô e a vovó por parte da mamãe Regina, viraram anjos ?

Henry pegou a garota no colo e se levantou, procurando uma resposta para aquela pergunta, eles nunca conversavam muito sobre isso, e por isso o garoto não sabia o que dizer, ou tinha medo de dizer algo errado. Mas por sorte, assim que se virou, a morena estava encostada na porta, e ele respirou aliviado.

–Quer que eu assuma daqui ? -Regina perguntou e piscou para o garoto, ela havia escutado a pergunta e ele percebeu.

–A mamãe vai conversar com você agora, ta bom ? Porque eu preciso ir arrumar a minha mochila. -ele terminou de falar e Celine assentiu, enquanto a morena a pegava no colo.

Henry então saiu do quarto, e Regina caminhou com a garota até a sua cama onde a colocou sentada, e então se ajoelhou na sua frente, para poder olhar em seus olhos.

–Então, sobre o que você estava conversando com o seu irmão ?

–Sobre anjos. Ele disse que anjos são as pessoas que partem pra longe da gente, mas eu não entendo mamãe, porque a mamãe Emma disse que eu também sou um anjinho, mas eu estou aqui. -a pequena parecia chateada e Regina não queria falar dos seus pais, era algo que ainda doía nela, mas também não queria deixar sua filha como estava, então resolveu falar sobre o que a pequena tanto queria:

–E o que você tinha perguntado para o seu irmão, antes de eu chegar ?

–Se o vovô e a vovó da sua parte, tinham virado anjos então ?

Regina respirou fundo, sabia o que responder e era essa a parte difícil. Ela sabia como seu pai havia partido e sabia também o que havia acontecido com sua mãe, porém não sabia como explicar o porquê disso tudo, não podia contar toda a verdade para sua filha.

–Bem, o meu pai se chamava Henry, lembra quando eu contei que o seu irmão tem o mesmo nome dele ? -ela perguntou e Celine assentiu sorridente. -Então, o vovô Henry partiu para longe da gente a muito tempo atrás e ele não vai poder voltar, porque nesse lugar pra onde ele foi, ele está muito feliz e por isso a gente tem que ficar feliz por ele também.

–Então ele virou um anjo ?

–É, ele virou um anjo sim. -Regina sorriu enquanto passava a mão pelos cabelos da filha. A única coisa em que ela conseguiu pensar no momento, foi que seu pai era um anjo ainda em vida mesmo. -Mas eu tenho certeza de que se ele estivesse aqui, ele iria amar muito você.

–E a vovó, ela foi junto com ele para esse lugar também ? -Celine perguntou e a morena respirou fundo, essa era a parte mais complicada, afinal ela sabia que a resposta para aquela pergunta era outra muito diferente, ela sabia que Cora não havia partido para sempre.

–Não meu amorzinho, a vovó foi para outro lugar e ela está feliz por lá também.

–Ué, por que eles não foram juntos ? -Celine tinha uma expressão confusa e a maneira como ela perguntou fez Regina rir.

–Porque ela encontrou um outro lugar que a fazia mais feliz, e agora cada um está no cantinho que lhes faz bem.

–Mas ela virou um anjo também ?

–Eu acho que sim. -Regina sorriu para a filha, sentindo uma leve vontade de chorar surgir, mas por dentro acabou rindo com a sua resposta. A realidade era tão diferente, porém essa história foi a melhor que ela encontrou para contar a filha.

–Ela também iria me amar se estivesse aqui ? -a pequena perguntou, fazendo a morena parar por alguns segundos apenas olhando para ela. Regina podia ver a esperança nos olhinhos da filha e por mais que ela soubesse que a resposta seria negativa, não podia fazer isso com sua pequena.

–Sim, meu amorzinho, ela iria te amar muito se estivesse aqui. -a morena passou a mão pelos cabelos da filha e abriu um pequeno sorriso, desejando que essas palavras um dia em algum lugar pudessem ser reais. E Regina só não chorou naquele momento, porque o sorriso enorme que Celine abriu, aqueceu seu coração, mas logo a expressão da pequena se tornou confusa de novo e ela pareceu pensar por alguns segundos.

–Mas então, nós podemos tocar os anjos ? Cada um me fala uma coisa, não sei de mais nada. -a pequena cruzou os braços emburrada fazendo a morena rir.

–Sim, eu acho que nós podemos tocar os anjos sim, assim como eu estou tocando meu anjinho agora. -Regina completou fazendo cócegas em Celine que riu, e logo em seguida a morena segurou o rosto da filha e lhe beijou a bochecha repetidas vezes a fazendo rir de novo.

–Então .. acho que eu entendi agora.

–Já podemos ir para a escola então ? -Regina perguntou enquanto soltava um riso fraco e a pequena assentiu. A morena então a pegou no colo e foi em direção as escadas, segurando a mochila dela pela alça em uma das mãos.

–Agora que eu sei que eu posso tocar mesmo os anjos, eu fiquei mais feliz, então não é coisa da minha cabeça. -a pequena falou enquanto já estavam descendo as escadas.

–Por que você achou que isso fosse coisa da sua cabeça ? -Regina a olhou confusa enquanto chegava na sala, a colocava sentada no sofá e ia pegar as suas coisas para ir para a Prefeitura. -Henry, já está pronto ? -ela gritou para o filho que disse que já ia descer, e então ela caminhou até a filha.

–Eu perguntei tudo isso, porque eu sempre sonho com uma anja, ela sempre está em um lugar que parece um jardim e ela é muito, muito legal, com asas brancas enormes .. -Celine ia contando e abrindo os braços como se mostrasse o tamanho das asas do anjo de seu sonho e Regina prestava atenção em tudo, com uma expressão confusa. — .. e essa noite eu sonhei com ela de novo, mas ela estava triste mamãe e ela me disse que eu era a redenção dela. -a última frase fez o coração da morena acelerar.

–E como era essa anja, Celine ?

–Eu não sei explicar como ela é, e quando ela me disse aquilo, uma luz muito forte quase me cegou, mas eu nunca consigo falar com ela. A gente sempre se encontra nesse lugar, mas nunca conversamos, só dessa vez ela me disse isso. -a expressão da pequena era um misto de tristeza e confusão, e a morena não sabia o que pensar sobre tudo aquilo, algo havia se passado pela sua cabeça, mas ela tentou afastar o pensamento. -Mãe .. -Celine a fez voltar sua atenção pra ela de novo. — .. o que é redenção ?

–Bem, meu amorzinho, não precisa se preocupar com isso, ta bom ? Foi só um sonho. -Regina acariciou o rosto da pequena e sorriu pra ela, enquanto Celine assentia com a cabeça de leve.

Henry então desceu as escadas correndo e Regina pegou suas coisas, a mochila da pequena e então foi até a porta e a abriu.

–Vamos então ? -ela perguntou e os dois correram para fora indo direto para o carro da morena.

Regina fechou a casa, abriu o carro e deixou suas coisas nele, logo em seguida já estavam a caminho da escola. Regina foi em silêncio o caminho todo e Henry percebeu que ela estava pensativa, mas resolveu não perguntar nada, não na frente de Celine que foi o caminho todo falando sobre o seu cabelo, e que o garoto não havia o penteado do jeito que ela queria. Assim que chegaram na escola, os três desceram do carro, a morena colocou a mochila nas costas da pequena e então o sinal logo bateu.

–Boa aula, meu amorzinho. -Regina beijou o rostinho da filha, que retribuiu lhe beijando também e logo em seguida foi até o portão da escola e ficou esperando pelo irmão.

Henry aproveitou o minuto sozinho com a mãe e então foi até ela e perguntou, chamando a atenção dela que estava em Celine, para ele.

–Aconteceu alguma coisa, mãe ? Você parece preocupada.

–Não, não aconteceu nada, meu amor. Eu só estou pensando em toda a papelada que está parada na Prefeitura, é só isso. -ela respondeu conseguindo colocar um sorriso no rosto, então foi até o filho e o beijou no rosto também. -Boa aula, meu amor.

–Obrigado, mãe ! -ele respondeu e logo em seguida também beijou a mãe.

Celine logo reclamou da demora do irmão, que foi correndo até ela, segurou em sua mão e então os dois entraram tranquilamente na escola. Assim que os portões se fecharam, Regina entrou no carro e tocou até a Prefeitura. Quem sabe trabalhar não a distraísse, afinal era disso que ela estava precisando nesse momento.

*-*

A hora do almoço logo chegou, e Regina estava terminando de organizar os papéis para ir buscar os filhos na escola, porém uma dor de cabeça forte havia começado e ela estava sentada em sua cadeira massageando as têmporas quando Emma entrou devagar no escritório da morena, e logo que a loira a viu naquele estado, com os olhos fechados, franziu a testa preocupada.

–Regina .. -ela chamou a atenção da esposa que se assustou, enquanto a loira ia até ela. — .. tudo bem, meu amor ?

–Ta tudo bem sim. -Regina assegurou enquanto se levantava e a loira a segurava pela cintura ainda preocupada. -É só uma dor de cabeça chata que começou.

–Vamos pra casa então, aí você toma um remédio e logo passa. Eu saí mais cedo da Delegacia e vim direto pra cá, para irmos buscar as crianças na escola juntas, mas se você quiser eu te deixo em casa primeiro.

–Não, não precisa, amor. Eu estou bem e vou buscar eles com você. -Regina completou sorrindo e a loira sorriu também antes de lhe dar um selinho. -Vamos então ?

As duas saíram juntas da Prefeitura e foram buscar os filhos no carro de Emma, que não quis deixar a morena dirigir naquele estado, por mais que Regina houvesse reclamado e dito que estava bem. Logo chegaram a escola e os pequenos já estavam os esperando, eles entraram no carro, se sentaram no banco de trás e vieram o caminho todo falando sobre as coisas que havam feito na escola. Na realidade, Celine veio falando e só deixava o irmão contar as coisas nos momentos em que ela havia esquecido de algo importante.

–E hoje nós desenhamos bastante também, e eu fiz um desenho igual ao que nós fizemos pra você ontem, mamãe Emma .. -a pequena contava eufórica, sem dar pausa e com um enorme sorriso no rosto. — .. e eu mostrei pra professora e ela falou que tava muito lindo. -Celine completou e a loira respondeu sem tirar o olhar do trânsito:

–Deve ter ficado muito lindo mesmo. -Emma completou e um certo silêncio se estabeleceu, Henry aproveitou para poder falar.

–Agora eu acho que eu posso falar. -o garoto olhou para a irmã que continuou quieta e então continuou. -Eu tirei nota alta na prova de matemática hoje, também eu tinha estudado tanto ..

–Ah, mãe, nós brincamos de roda na hora do intervalo .. -Celine interrompeu Henry que apenas revirou os olhos, mas logo a pequena foi interrompida também, pela morena.

–Amores, ta tudo bem com vocês ? Foi tudo bem na escola hoje, tudo normal como sempre ? -Regina se virou e perguntou para os filhos, após ter ficado em silêncio o caminho todo e os dois assentiram dizendo que sim.

Emma que havia vindo o caminho todo prestando atenção no que os filhos falavam, e vez ou outra comentava sobre algo, olhou para Regina nesse momento, afinal era ela que estava a deixando preocupada. A morena veio em silêncio o tempo todo, com o cotovelo apoiado na porta do carro e com a cabeça apoiada na mão, parecia que pensava em algo importante. Emma tinha certeza que aquilo não era apenas por causa de uma dor de cabeça, principalmente pelo fato de que Regina várias vezes já havia perguntado aquilo para os filhos, se Celine e Henry estavam bem e se o dia havia sido tranquilo para os dois e logo em seguida, sempre voltava para a mesma posição.

Chegaram então em casa e desceram do carro, as crianças logo correram para a porta de casa e assim que Emma a abriu, entraram jogando as mochilas no sofá e indo em direção da cozinha dizendo que estavam com fome. Regina entrou em silêncio e a loira aproveitou que estavam sozinhas na sala para conversar com ela.

–Amor .. -ela chamou e a morena se virou olhando pra ela. — .. o que aconteceu, hein ?

–Nada Emma, é só uma dor de cabeça mesmo. -Regina respondeu forçando um sorriso e a loira assentiu.

–Celine, Henry .. -Emma gritou pelos filhos que logo vieram correndo para a sala. — .. levem as mochilas para o quarto de cada um e depois vão lavar as mãos para podermos almoçar. -a loira completou e os dois pegaram as mochilas e subiram as escadas apostando corrida. -Cuidado. -a loira os repreendeu, mas deu risada assim que viu eles deixarem as mochilas caírem na escada e as pegarem dando risada.

Assim que os dois sumiram no corredor dos quartos, Emma voltou seu olhar para Regina que agora havia se sentado no sofá, e tinha os cotovelos sobre os joelhos, e segurava o rosto entre as mãos. A loira se sentou ao seu lado e passou a mão pelas costas da morena, enquanto a abraçava. Regina então ergueu o olhar pra ela e sorriu, antes da loira lhe beijar o rosto e falar baixo ainda abraçada a ela:

–Aconteceu alguma coisa que eu sei, você não é de ficar assim quietinha só por causa de uma dor de cabeça.

–Emma .. -a voz da morena quase não saiu enquanto ela abraçava a loira, envolvendo o corpo dela com os braços e apoiava a cabeça no peito da esposa. — .. eu estou assustada.

–Com o quê ? -a loira perguntou enquanto mexia nos cabelos da esposa, porém não obteve resposta, apenas escutava a morena respirando fundo. Ela levou então os dedos ao queixo da morena e puxou seu rosto para poder olhar em seus olhos. -Você confia em mim ? -ela perguntou e Regina assentiu com os olhos brilhando. -Então me conta o que aconteceu, deixa eu te ajudar, meu amor. -ela completou acariciando o rosto da morena e sorrindo pra ela.

Regina então se sentou de novo no sofá e respirou fundo enquanto segurava forte na mão de Emma. Conversar sobre aquilo era difícil pra ela, ter que pensar nas coisas que ainda a assustavam também, porém ela sabia que precisava desabafar e confiar em alguém, e essa pessoa tinha de ser Emma.

–A Celine hoje cedo começou a fazer algumas perguntas para o Henry sobre anjos, e depois eu fui conversar com ela sobre isso. -ela contava e a loira a ouvia atentamente. -Ela queria saber se nós podíamos ou não tocar em anjos, quem eram os anjos, e se ela era um.

–Ela me perguntou mesmo hoje cedo antes de eu sair, por quê eu a chamava de anjinho.

–Ela me falou que você disse a ela que ela era um e por isso ela estava confusa, porque o Henry tinha dito pra ela que anjos são todas as pessoas que já partiram. E depois ela me perguntou dos avós dela, dos meus pais, se eles eram anjos. -a morena deu uma pausa e respirou fundo, e a loira sabia o por quê da morena estar naquele estado, ela sabia que tocar naquele assunto ainda mexia com ela. -E eu disse que sim, porque eles haviam partido para um lugar distante e não iam voltar.

–Meu amor .. -a loira puxou Regina de novo para perto de si e a abraçou. — .. então é por isso que você está assim ? Eu sei que falar dos seus pais mexe com você.

–Não Emma .. -a morena se distanciou e Emma a olhou confusa. — .. eu estou assim, porque depois a Celine me explicou o motivo de estar perguntando tudo isso. Ela disse que sempre sonha com uma anja, mas ela nunca consegue conversar com ela, e nessa noite passada, ela sonhou com essa anja que lhe disse que a Celine era a redenção dela.

–Ela nunca contou desse sonho pra gente antes. -a loira franziu a testa.

–Acho que porque sempre era igual, mas dessa vez ela se preocupou porque ela disse que a anja estava triste.

–E por quê isso te preocupou, amor ? Foi só um sonho dela. -a loira apertou forte a mão da esposa e sorriu de canto, mas Regina permaneceu com a expressão preocupada.

–Mas foi um sonho muito estranho Emma. Quem é essa anja ? Por que ela sempre aparece nos sonhos da nossa filha e por que ela disse isso pra ela nesse sonho ? -a morena agora parecia nervosa e quando terminou de falar, voltou a segurar o rosto entre as mãos enquanto respirava fundo.

–Fica calma amor .. -Emma passou a mão pelas costas da morena tentando acalmá-la. — .. foi só um sonho, e os sonhos geralmente são estranhos mesmo, principalmente os de criança. Essa anja não deve ser nada demais, a Celine deve sonhar com anjos porque ela adora eles, e essa história de redenção, ela pode ter escutado essa palavra alguma vez em que estávamos conversando sobre isso, e você sabe como a Celine é, ela sempre guarda tudo com ela.

–Você acha mesmo que não é nada demais ? -Regina ergueu o olhar para a loira e perguntou com a voz baixa. -Não tem nada assombrando a nossa filha ?

–Eu tenho certeza que não, amor. E se ela nunca contou sobre esses sonhos pra gente antes, é porque sempre foram tranquilos e ela gostou, porque se fossem sonhos ruins, ela ia vir correndo contar pra nós, como ela sempre faz e como ela fez dessa vez.

–Só você pra me tranquilizar mesmo. -Regina abraçou a loira e deitou a cabeça em seu peito de novo, enquanto soltava uma longa respiração. -Tomara que você esteja certa, mas de agora em diante eu vou começar a perguntar para os nossos filhos se eles sonharam com algo a noite. -ela completou e a loira riu fazendo a morena rir também e erguer o olhar pra ela. -Eu fico muito encafifada com as coisas, né ?

–Não, você só é uma mãe maravilhosa que quer proteger os filhos. -Emma tocou na ponta do nariz da morena que riu. -E eu tenho muito orgulho de ser sua esposa por isso e de saber que essa é a mãe maravilhosa, dos nossos filhos. -a loira deu ênfase na palavra "nossos" e a morena sorriu antes de aproximar seu rosto do de Emma que a beijou de maneira delicada. -Se sente melhor agora ?

–Sim, Obrigada, meu amor. -a morena se aconchegou melhor nos braços de Emma. -Eu não sei o que seria de mim sem você.

–Você ia continuar sendo essa mulher incrível e forte, essa mãe maravilhosa que você é, porque isso vem de você e não de mim. -a loira puxou a morena a fazendo se sentar para que pudesse olhar em seus olhos.

–Nem pensar, porque eu só sou tudo isso quando eu estou com você. -a morena se aproximou da loira que lhe roubou um selinho.

–E eu sou tudo o que sou, por causa de você. -Emma falou e foi a vez da morena lhe roubar um selinho, que as faz rir logo em seguida, porém a loira puxou a morena para os seus braços e lhe beijou agora de maneira intensa. -Vamos chamar as crianças agora pra almoçar, e depois vamos dar uma volta pra você se distrair, ta bom ? Nós voltamos para o trabalho mais tarde.

–Vamos na loja do Gold ? -Regina franziu a testa. -Por mais que você tenha feito eu me sentir melhor, eu quero contar esse sonho pra ele e ver o que ele acha.

–Ta bom, se isso vai fazer você ficar mais tranquila, nós vamos na loja do Gold depois. -a loira respondeu sorrindo.

–Obrigada ! -Regina sorriu antes de beijar a loira mais uma vez, mas Emma não lhe soltou e lhe deu vários selinhos depois a fazendo rir. Emma queria fazer Regina se distrair e sorrir e conseguiu.

–Hey, ninguém ta com fome, hoje não ? -a loira gritou olhando para a escada e logo Henry e Celine apareceram e desceram as escadas correndo e rindo, o que fez as duas darem risada também enquanto se levantavam do sofá.

–O Henry é muito bobo, ele achou que podia correr mais do que eu e derrubou todos os cadernos da mochila dele no corredor. -Celine contou e em seguida soltou uma gargalhada enquanto Henry lhe mostrava a língua.

–E você é uma pirralha, porque nem me ajudou a pegar os cadernos. -o garoto rebateu e Celine lhe mostrou a língua também.

Emma e Regina deram risada, antes da morena ir até Celine e lhe pegar no colo, então beijou o rostinho da filha várias e várias vezes, e depois a abraçou forte e quando seu olhar se encontrou com o da loira, elas sorriram. Emma podia perceber que Regina queria proteger a filha, mas agora a morena sorria e isso a deixou mais aliviada, a loira então se aproximou de Henry e lhe beijou várias vezes também antes deles irem até a cozinha para almoçarem.

Notas finais
E então minha gente, o que acharam desse sonho da Celine ? E dessa anja, hein ? Quem é ela ? A pequena tava toda preocupada querendo saber sobre os anjos, afinal ela gosta bastante deles. *-* Esse sonho preocupou Regina, mas Emma a tranquilizou. Em que explicação vocês acreditaram mais ? Será que isso é algo importante ou não ? Saberemos nos próximos capítulos. ;) E pois é, a primeira palavra da Celine, foi anjo kkkkk gostaram de saber disso ? >.< Pois bem, espero que tenham gostado do capítulo, porque eu adorei escrevê-lo. *-* Deixem reviews !! ♥