Celine's Paradise
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Logo depois que terminaram de almoçar, Celine e Henry ajudaram as mães a arrumarem a cozinha, claro, em meio a brincadeiras animadas e muitas risadas. Após a aflição de Regina ao saber do sonho da filha, Emma resolveu descontrair para que ela não ficasse preocupada e pareceu surtir efeito nos momentos em que passaram juntos, porém ela sabia que a morena ainda supria uma certa desconfiança e por isso a levaria até Gold para que ele tentasse acalmá-la, ou pelo menos era por isso que ela torcia.
Depois de terminaram de arrumar tudo na cozinha, e de se arrumarem após a bagunça, saíram para irem até a loja de Gold com a desculpa de que queriam visitá-lo, o quê deixou Celine muito feliz e animada, porém Henry sabia que algo estava acontecendo, devido ao jeito estranho que Regina estava pela manhã, e a visita repentina ao avô.
–Mãe, mamãe ... –Henry chamou as duas assim que Celine já estava na cadeirinha no banco traseiro e só os três do lado de fora do carro. As duas voltaram a atenção para ele. – ... o quê está acontecendo ? –as duas se olharam, não queriam preocupar o filho. –Não adianta esconderem de mim, eu vi como você estava estranha hoje de manhã, mãe. –ele se voltou para Regina. –E agora sem programar nada, resolveram fazer uma visita ao meu avô. Tem alguma coisa acontecendo, e eu quero saber, porquê nós sempre passamos por tudo junto e seja lá o que for que esteja acontecendo agora, eu quero ajudar vocês, quero que confiem em mim.
Emma e Regina se olharam mais uma vez, sabiam que não podiam esconder nada de Henry, e que ele estava certo, e a situação nem era tão preocupante assim, era ? Optaram por contar ao filho.
–Vamos fazer assim, antes de irmos até a loja do Gold, vamos passar na casa dos meus pais fingindo uma visita, assim nem eles ficam preocupados por não termos ido trabalhar e sim ir falar com o Gold, e a Celine não fica chateada por chegar na loja e ele só dar atenção para nós. –Emma ia falando e os dois prestavam atenção nela. Um sorriso vitorioso apareceu nos lábios do garoto, algo realmente estava acontecendo. –E então lá a Regina te conta tudo, ta bom ? Enquanto eu distraio a Celine com os meus pais.
–Ta certo. –Henry sorriu antes de serem interrompidos por Celine que gritou de dentro do carro:
–O quê ta acontecendo aí fora, hein ? –os três apenas deram risada enquanto entravam no carro e dirigiam para o apartamento dos Charmings.
*-*
–Mas que delícia de visita. –Mary falou ao abrir a porta e Celine entrar correndo indo em direção aos braços dela, que a pegou no colo. –Você ta passeando ?
–Nós vamos visitar o tio Gold. –Celine falou fazendo Mary e David olharem confusos para Emma e Regina. Nunca visitavam Gold do nada durante o horário de trabalho, a não ser que tivesse um motivo importante.
–E eu posso saber o quê você vai fazer lá ? –David fingiu estar com ciúmes da neta, o quê a fez rir enquanto esticava os braços para ir para o colo dele que a pegou prontamente e a encheu de beijos no rosto.
–Bom, o dia estava sendo cansativo, e resolvemos sair para dar uma volta com a Celine. Então viemos aqui e como vocês sabem, passeio pra ela sem o tio Gold, não é um passeio completo. –Emma soube mentir bem, não queria preocupar os pais com nada, afinal era apenas um sonho e elas iriam até a loja apenas para comprovar isso. Regina a olhou em entendimento.
–Então vamos aproveitar o momento .. –Mary começou a falar enquanto se virava e via Celine e David brincando no pé da escada. Ela deu um revirar de olhos antes da pequena falar.
–Eu posso ver seu quarto, vovó ? Quero ver os seus vestidos de princesa de novo. –Celine pediu com uma carinha irresistível para os avós, e David a pegou no colo e a encheu de beijos de novo a fazendo rir.
–Claro, vamos lá ver os meus vestidos de princesa então, minha princesinha. –Mary ia guiando Celine pela escada, com David logo a frente. –Vocês não vem ? –olhou para Emma, Henry e Regina que permaneciam na sala. Emma olhou para Regina e a morena sorriu como se dissesse que ela podia ir.
–Eu estou com uma dor de cabeça tão chata, por isso não voltei para o trabalho. Eu vou me sentar um pouco aqui, tudo bem ? –Regina apontou para a sala e Mary desceu as escadas indo em direção a ela.
–Claro, se precisar comer ou tomar alguma coisa, fique a vontade. –ela ajeitou uma almofada para que a morena se encostasse nela.
–Obrigada, Mary ! Pode ir lá com a Celine, antes que ela volte correndo atrás de você. –Regina falou os fazendo rir enquanto se ajeitava no sofá.
–Vamos lá, eu vou também pra me certificar de que ela vai se comportar. –Emma e Mary se direcionaram até a escada.
–Eu vou ficar aqui com a minha mãe. –Henry sorriu antes das duas mulheres subirem as escadas.
Enquanto Mary, David e Emma brincavam com Celine no quarto, Henry se sentou junto de Regina na sala, e a morena contou a ele o que havia acontecido. Sobre o sonho e o medo que havia se instalado nela por causa disso, contou também a opinião de Emma e que eles iriam até a loja de Gold pedir uma segunda opinião.
–Bom, eu acho que a minha mãe pode estar certa, mas eu também sei como as coisas por aqui são e nada acontece por acaso. –ele ia dizendo após Regina terminar o relato. –Eu não quero te preocupar, mãe, mas acho mesmo que será bom consultarmos o meu avô quanto a isso.
Regina o puxou para perto de si e o abraçou. Não podia negar que estava preocupada, por mais que tentasse esconder isso e que Emma pudesse estar certa, ela sabia que tinha motivos para se preocupar.
–Obrigada ! –ela falou abraçada ao filho. Henry afrouxou o abraço para poder olhar para a mãe, estava confuso pelo agradecimento. –Por estar aqui, você sabe que sempre me da forças quando eu mais preciso.
–Não precisa agradecer, eu sou seu filho. –ele revirou os olhos os fazendo rir. –E eu amo você, e amo a minha irmã, por isso quero me certificar de que está tudo bem. E eu tenho certeza de que está. –completou para não preocupar mais ainda a mãe. Regina apenas o abraçou de novo.
–Depois você não quer que eu te agradeça. –ela o olhou de lado e os dois riram, antes dela o beijar várias vezes o rosto. –Vai estar tudo bem sim, isso é só coisa da minha cabeça. –falou mais para si mesma, tentando acreditar em suas próprias palavras. –E você deve imaginar como cabeça de mãe é.
Henry apenas riu, mas não teve tempo de responder, pois ouviram risadas vindo do quarto de Mary e acabaram rindo também, imaginando a bagunça que Celine deveria estar fazendo. Por fim subiram as escadas e foram se juntar a eles.
Ao chegarem no quarto, Emma e Mary estavam sentadas na cama, enquanto Celine estava em pé no chão e David ajoelhado em sua frente, dançando junto da neta, que tinha um laço vermelho em seu cabelo. Os quatro davam risada.
–Você leva jeito, vô. –Henry brincou da porta chamando a atenção para eles e fazendo todos rirem mais ainda.
–Coisa da sua irmã. –David respondeu ainda com as mãos na cintura e rebolando, ou pelo menos tentando, junto de Celine. Mary então começou a cantar uma música e os outros a seguiram com palmas. –Minha princesa. –ele puxou a neta para si, a pegando no colo e a beijando enquanto os outros paravam com as palmas.
Emma voltou seu olhar para Regina, e discretamente a morena assentiu com a cabeça dizendo que já podiam ir. Henry piscou para a mãe também em entendimento e a loira se levantou da cama.
–Bom, vamos visitar o tio Gold, então ? –perguntou para a filha e os avós da pequena deixaram um “aaaah” escapar.
–Eu vou visitar o tio Gold, mas eu volto pra ver vocês e pra dançar com o vovô David, ta ? Eu prometo. –a pequena completou e David se levantou do chão com ela no colo, logo Mary também se levantou e todos desceram as escadas.
–Vou ficar te esperando, hein ? –David falou quando já haviam chegado na sala, então colocou a pequena no chão e Mary foi ajeitar o laço em seu cabelo.
–Vem cá, deixa a vovó ajeitar o laço em seu cabelo. –foi até a neta e arrumou a fita vermelha que havia em seu cabelo, Regina percebeu que era uma fita igual a que Mary usava quando as duas se conheceram, na época ela ainda era apenas a pequena Snow. Mary levantou o olhar e as duas sorriram uma para a outra, com os mesmos pensamentos passando por suas mentes.
–Você não vai agradecer a vovó pelo lacinho lindo que ela te deu ? –foi a morena quem perguntou, quando pararam em frente a porta.
–Obrigada vovó ! –Mary se abaixou para poder beijar a neta, e David se abaixou também e fez o mesmo, logo em seguida receberam beijos da neta de volta.
Todos se despediram, com beijos e abraços, e Emma, Regina, Henry e Celine entraram mais uma vez no carro, agora para irem até a loja de Gold para enfim esclarecerem tudo e ficarem tranquilos novamente. Principalmente Regina.
*-*
Quando chegaram na loja de Gold, Celine foi a primeira a sair do carro correndo e gritando por ele. Suas mães foram atrás pedindo pra ela esperar, e Henry dava risada da situação. Quando a pequena chegou na porta do estabelecimento, não teve forças para empurrá-la, o quê fez o irmão rir mais ainda.
–Deixa que a mamãe abre. –Regina falou abrindo a porta e vendo a filha entrar na loja saltitante.
–Tia Belle. –a pequena gritou ao ver a moça apoiada no balcão mexendo em algumas coisas. –Cadê o tio Gold ?
–Hey, você não ta feliz em me ver ? –Belle brincou ao pegar a pequena no colo e logo em seguida lhe beijou o rosto.
–Claro que tô. –a menina virou as duas palmas das mãos para cima, como se o que dissesse fosse óbvio, e era. Belle apenas deu risada, enquanto viam Gold sair dos fundos das lojas e sorrir ao ver a menina.
–Mas que surpresa boa. –ele olhou para a pequena que se remexeu para que Belle a colocasse no chão, e ela assim o fez. Gold se abaixou ficando na mesma altura da menina e recebendo um beijo dela no rosto.
–Eu vim te visitar, gostou ? –a pequena girava o corpinho sem sair do lugar.
–Mas é claro que eu gostei. –Gold respondeu, porém voltou seu olhar intrigado para Emma e Regina, que se olharam entre si e depois pra ele como se assim dissessem que precisavam conversar. Tanto ele quanto Belle entenderam o recado. –Por quê você não vai passear pela loja com a tia Belle, enquanto eu converso com as suas mães ?
–Mas eu vim aqui pra te ver, e você quer ficar com elas. –Celine acabou fazendo todos darem risada, quebrando o clima tenso que havia se instalado no local.
–Vamos lá Celine, vamos explorar a loja do tio Gold, e deixa ele pra lá. –Belle lhe estendeu a mão e juntas de Henry foram andar pela loja, os outros três precisavam ficar sozinhos.
Gold então se dirigiu para um canto da loja, e remexeu as mãos em cima de algo no qual estava mexendo, fazendo a fumaça roxa subir para sua mão, e ao abri-la, havia apenas um pequeno frasco com a magia dentro.
–Melhor não deixar essas coisas espalhadas pela loja. –brincou e as duas assentiram, antes de se dirigirem para os fundos do local. Gold foi o último a ir até lá, e quando foi colocar o frasco com magia no bolso, o deixou cair no chão sem que percebesse.
Belle foi mostrando tudo da loja para Celine, ou pelo menos aquilo que podia mostrar. Henry já conhecia quase tudo, mas adorava poder explorar as relíquias de seu avô, e adorava ver a cara de surpresa da irmã ao bisbilhotar em tudo e pegar coisas que não deveria pegar, deixando Belle louca de preocupação.
Os três passaram um tempo olhando tudo animados e dando risada. Henry então voltou seu olhar para um canto e viu algo que parecia novo.
–Aquilo eu não conhecia. –ele apontou para o objeto e Belle voltou seu olhar para onde ele apontava.
–Ah, esse estava nos fundos, o Gold trouxe para cá a pouco tempo. Venha cá, vou te mostrar. –ela sorriu para o garoto que a acompanhou sorridente.
Celine aproveitou o momento sozinha e resolveu ir atrás de suas mães e de Gold. Saiu de trás das prateleiras e se encaminhou para a porta que dava para os fundos da loja. Quando chegou lá, viu um pequeno frasco com um líquido roxo e brilhante caído no chão. A pequena então o pegou e o olhou intrigada, estava pronta para abrí-lo, quando um vento fez a porta da frente se mexer e tocar o sino que havia nela como se alguém tivesse acabado de entrar.
A pequena foi até lá calmamente e levando o frasco consigo, viu a porta entreaberta, olhou para os lados para ver se ninguém estava a olhando e então saiu para fora correndo. Queria brincar lá fora e sabia que ninguém a deixaria se pedisse. Belle e Henry estavam distraídos demais em um canto da loja, que nem se deram conta de que a pequena havia saído.
Enquanto isso, nos fundos da loja, Regina já havia contado todo o pesadelo de Celine para Gold. Contou da anja que a filha mencionou, sobre a redenção citada pela mesma e que essa não era a primeira vez que a menina havia sonhado com ela. Contou também tudo que Celine disse ter sentido e o quê ela também havia. Emma permaneceu ao seu lado todo tempo e também contou para Gold, que as ouvia atentamente, as perguntas que a pequena havia lhe feito logo de manhã.
Ao terminarem de contar tudo, Gold se levantou pensativo e caminhou pela sala em que estavam, o quê deixou Regina mais nervosa do que já estava, por ele ter ficado calado durante o tempo todo e ainda permanecer assim, deixando o silêncio pairar entre os três.
–Gold, o quê você acha disso tudo ? –a morena perguntou já não suportando mais a angústia que estava sentindo.
–Bem ... –ele que estava de costas, se virou para elas e veio caminhando lentamente enquanto dizia em um tom de voz normal. – ... sonhos são coisas normais e na maioria das vezes neles acontecem coisas que nem nós mesmos sabemos explicar, coisas malucas e insignificantes.
–Eu te falei, não foi ? –Emma apertou a mão da esposa e sorriu pra ela que respirou fundo.
–Ou então ... –Gold continuou e as duas voltaram o olhar para ele apreensivas. – ... podemos sonhar com coisas que nos afligem, ou que teriam algum significado para nós. Creio que Celine, pela idade que tem, não deve ter coisas com as quais se preocupar, mas ela gosta de anjos, disso todos nós sabemos, além dos gatos ... –ele tirou uma risada das duas e riu também. – ... ela pode sonhar com anjos por causa disso, ou pode gostar de anjos porquê sonha com eles.
–Bom, nós a chamamos de anjinho desde pequena, por isso ela pegou amor por eles. –foi a loira quem explicou.
–Sim, mas no sonho ela não é um anjo, ela vê um. –ele tornou a andar. Emma e Regina trocaram um olhar assustado de dúvida, antes da morena se voltar para ele de novo e perguntar:
–O quê você quer dizer com isso ?
–Que isso pode ter sido um sonho normal, ou então essa anja que ela viu pode ser alguém querendo se comunicar com a Celine, provavelmente para dar um recado para alguma de vocês, já que ela é apenas uma criança.
–Ah meu Deus. –Regina se desesperou no mesmo instante. –E ela pode estar querendo vir atrás da Celine ? Por causa dessa coisa de redenção ?
–Se essa anja disse que a Celine é a redenção dela, por quê iria querer dar um recado para uma de nós duas ? –Emma perguntou antes dele responder a pergunta de sua esposa.
–Talvez Celine faça parte de tudo isso, porquê ela é apenas uma criança, e se essa pessoa apareceu para ela, é porquê tanto vocês quanto ela fazem parte de algo. –ele terminou de falar e Regina já chorava.
–Regina, se acalma, por favor. –Emma pediu, porém a aflição também já havia tomado conta de si. –E como nós fazemos para saber se foi só um sonho ou se tem alguém assombrando a nossa filha ? Seja lá o que isso for, um anjo, ou uma pessoa.
–O fundamental é proteger a Celine, porquê se em todos os sonhos a anja nunca se comunicou com ela, apenas nesse, é sinal de que seja lá o que for que essa pessoa pretende, está chegando perto. –ele terminou de falar, e a morena se comunicou com ele pelo olhar, recebendo um menear positivo de cabeça como resposta. Ambos haviam pensado o mesmo.
–Minha filha. –Regina levantou correndo e foi direto para a frente da loja acompanhada de Emma e Gold que correram atrás dela. –Celine ? –gritou assim que passou pelo balcão, e Belle e Henry voltaram a atenção para ela.
–O quê foi mãe ? –Henry veio até ela assustado ao ver a mãe chorando desesperada.
–Cadê a Celine ? Cadê a sua irmã ?
–Celine ? –ele olhou a sua volta, assim como Belle e então ambos se olharam assustados. –Ela tava aqui agora mesmo com a gente.
–Celine ? –Belle entrou atrás das relíquias procurando a pequena. –Não pode ser, ela não está aqui.
O vento então soprou forte fazendo o sino que havia na porta balançar e chamar a atenção de todos para ela, que só então se deram conta de que a porta estava aberta.
–A porta ta aberta, a Celine saiu. –Emma correu com todos os outros logo atrás de si, porém ao chegarem na rua, não encontraram a garota.
–Onde está a minha filha ? –Regina gritou por entre as lágrimas antes de sentir as pernas fraquejarem e Emma a segurar a tempo, antes dela cair. Henry também correu até ela e a abraçou, assim como Emma fazia enquanto também já chorava.
–A culpa é toda minha. –Belle gritou com lágrimas também escorrendo pelo seu rosto. –Eu devia ter olhado ela com mais atenção, era eu quem estava cuidando dela. –o seu choro foi abafado por Gold que a abraçou a fazendo enterrar a cabeça em seu pescoço.
–Nós precisamos procurá-la, agora. –ele falou antes de soltar Belle e voltar seu olhar para as duas mulheres.
–Vamos nos dividir, eu vou ligar para os meus pais pedindo ajuda também. –Emma pegou o celular, porém Regina não esperou e saiu correndo desesperada a procura da filha. –Regina ? –a loira gritou antes de correr atrás dela. –Henry, fique com o seu avô. –ainda gritou para o filho que assentiu assustado.
–Belle, fique aqui na loja e me ligue se acaso a Celine aparecer. –Gold pediu e a moça assentiu ainda chorando. –A culpa não foi sua. –ele falou antes de beijá-la na testa. –Henry, vem comigo. –e então ambos correram para o lado oposto em que as duas haviam corrido e Belle entrou na loja totalmente desolada.
*-*
Celine caminhava sorridente pelo meio da floresta de Storybrooke, vez ou outra enroscando os cabelos nas árvores, porém isso não a impedia de continuar andando por entre elas, enquanto olhava e brincava com o frasco que havia pego na loja do seu tio Gold. A pequena nem sequer imaginava que suas mães e outras diversas pessoas estavam preocupados com ela.
Por fim chegou perto do poço e correu até ele ficando na ponta dos pés para tentar olhar dentro dele, o quê mesmo assim não conseguiu fazer. Então se sentou e abriu o pequeno frasco antes do vento soprar fazendo as folhas voarem, o quê a assustou e a fez levantar de novo, mas acabar rindo ao perceber que eram apenas as folhas secas.
Celine tentou mais uma vez subir no poço para olhar o quê havia dentro, porém o frasco ainda estava aberto em sua mão e ao tentar apoiá-la na beirada no poço, deixou o frasco virar derramando todo o líquido roxo, magia, dentro dele. No minuto seguinte uma luz começou a emanar de dentro do local fazendo a pequena se afastar um pouco enquanto via a luz crescer e junto de uma fumaça roxa circundar o poço e ela. Na beirada do local uma figura se ergueu e Celine apertou os olhos para poder ver o quê era e assim que conseguiu, abriu um enorme sorriso antes de dizer:
–Gatinho. –e correu atrás da figura do gato que também sorria grandemente. Ela apoiou as mãos na beirada do poço e foi como se uma força maior a tivesse puxado para cima. Seus pés saíram do chão e em questão de segundos, Celine foi sugada para dentro do poço e ao sumir a luz se apagou totalmente como se nada daquilo um dia tivesse acontecido.
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