Celine's Paradise
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Regina, chegou na Prefeitura e Henry e Celine desceram do carro e correram direto para a entrada do local, enquanto a morena fechava o carro, pegava suas coisas nele e gritava para que eles a esperassem, logo em seguida rindo.
Ela mal abriu a porta da sua sala e os dois entraram correndo. Quando Henry se juntava com sua irmã, ele voltava a ser criança pois adorava fazê-la rir e brincar com ela. E Regina amava ver seus dois filhos brincando juntos.
–Fiquem a vontade e não baguncem tudo, por favor. -Regina pediu fingindo estar séria o que fez os dois darem risada. -Eu preparei um lugar pra vocês na minha mesa, podem pegar os papéis e as canetas enquanto vou guardar minhas coisas. Eu já volto, ta bom ?
Regina terminou de dizer enquanto saía de sua sala. Henry e Celine correram para a mesa da mãe, o garoto pegou uma cadeira do outro lado da sala e a colocou do lado da cadeira de Regina e lá se sentou com seus cadernos para fazer a lição de casa. Quando Regina voltou, encontrou apenas Henry sentado com um sorriso divertido no rosto e a sua cadeira giratória de costas pra ela.
–Cadê a Celine ? -ela perguntou olhando a sua volta franzindo a testa.
–Não sei. -Henry respondeu tentando conter um riso.
–Vocês já estão aprontando, não é mesmo ? -ela estreito os olhos e sorriu assim como Henry que colocou um sorriso enorme no rosto de novo.
Então Henry virou lentamente a cadeira de sua mãe mostrando Celine sentada nela com um sorriso sapeca no rosto. A cadeira era enorme perto dela sentada, o que fez Regina dar risada enquanto se aproximava dos dois.
–Então a Prefeita agora é você ? -Regina perguntou se sentando em uma cadeira a frente de sua mesa e Celine assentiu estreitando os olhos o que fez Henry e a morena darem risada.
–Prefeita é o que manda na cidade ? -Celine perguntou ainda encostada na cadeira e a morena assentiu de leve. -Então se eu for Prefeita eu posso pedir pra todo mundo ter gatos ? -ela perguntou fazendo Regina dar risada.
–Esse é o seu primeiro decreto como Prefeita então, Celine ? -Henry perguntou sorrindo.
–O quê que é isso ? -a pequena perguntou enquanto se desencostava da cadeira e franzia a testa fazendo Henry e Regina darem risada de novo.
–Bom, vamos trabalhar e fazer a tarefa então. -Regina falou se levantando, então foi até sua cadeira e pegou Celine no colo. Colocou a pequena sentada em uma cadeira ao seu lado e então se sentou na sua.
Ela começou então a assinar alguns papéis enquanto Henry fazia sua lição e Celine retirava seus cadernos da bolsa, cada um estava sentado de um lado da morena. A pequena então abriu o caderno, pegou um lápis em cima da mesa e se ajeitou na cadeira de uma maneira que pudesse olhar para sua mãe. Regina percebeu que Celine estava a olhando e sorriu sem tirar os olhos dos papéis, assim que terminou de assinar o que tinha em mãos, se virou pra ela e perguntou:
–O que foi, hein ?
–Como assim o que foi mãe ? -Celine perguntou como se fosse óbvio. -Eu vim trabalhar com você, porque eu tenho que aprender o que você faz.
–Ah, é claro. Que cabeça, né mamãe ? -Regina deu risada enquanto distanciava sua cadeira da mesa e se ajeitava para olhar a filha. -Então, como eu posso te ensinar ?
–Eu posso te entrevistar. -Celine ergueu as mãos com as palmas para cima, o que fez Regina e Henry trocarem um olhar enquanto sorriam.
–Tudo bem então, você pode me entrevistar. -Regina respondeu sorrindo.
–Então mãe, quero dizer, Prefeita ... -Celine corrigiu com uma carinha que fez a morena querer pegá-la e apertar suas bochechas, mas ela apenas sorriu, assim como Henry que parou a tarefa para assistir a entrevista. — ... o que você faz aqui na Prefeitura ?
–Bom ... -Regina se ajeitou na cadeira e arrumou o cabelo antes de responder. — ... eu cuido da cidade, de tudo que tem nela e pertence a Prefeitura, cuido das coisas que a cidade precisa, dos patrimônios, das necessidades dos moradores.
Regina ia dizendo enquanto a pequena escrevia lentamente, como ainda estava aprendendo a ler e a escrever, ela repetia as palavras em voz alta e pausadamente.
–Você cuida da cidade, assim ta ótimo. -Celine falou assim que terminou de escrever e seu irmão e a morena riram. -O que você mais gosta de fazer aqui na Prefeitura ?
–O que eu mais gosto ? -Regina repetiu a pergunta enquanto pensava sobre isso. Essa cidade que ela mesma criara, era especial pra ela, pois foi aqui que ela construiu sua família. -Eu gosto de fazer tudo aqui, eu gosto de cuidar de Storybrooke como se fosse minha casa. Na verdade é a minha casa, a nossa, a de todos os moradores daqui.
Celine mais uma vez anotou a resposta resumida no caderno, enquanto Regina e Henry trocavam um olhar e a morena acariciava o rosto do filho.
–O que é mais difícil de fazer aqui ? -a pequena perguntou decidida a fazer um bom trabalho, e ela estava fazendo.
–Acho que pouca coisa é difícil, se é que tem alguma coisa difícil. -a morena soltou um riso fraco, afinal tudo havia ficado calmo na cidade nos últimos quatro anos, mas antes nada era calmo. -Eu só não gosto de ter que ficar assinando esse monte de papéis que me dão até dor no pulso depois. -ela completou remexendo nos papéis que estavam em cima da sua mesa.
–Deixa eu ver ? -Celine pediu e a morena então se levantou e pegou a filha, logo se sentando de novo com a pequena em seu colo. -Para o quê é esse papel ? -ela ergueu um deles.
–Esse é sobre os gastos da cidade.
–E esse daqui ? -Celine ergueu mais um papel.
–Esse é sobre o hospital, tem que cuidar das pessoas também, lembra ?
–Nossa, quanto papel. É complicado. -a pequena fez uma careta e largou os papéis de novo sobre a mesa.
–Tem um jeito mais fácil de entender. -Henry falou chamando a atenção das duas. -A mamãe é uma Rainha e a Prefeitura é o Castelo dela.
Os olhos de Regina brilharam no mesmo instante e ela sorriu para o filho. Ouvir ele dizer aquilo lhe aquecia o peito. Enquanto isso Celine abria um enorme sorriso animada com a conversa.
–Mamãe Emma diz que a mamãe Regina é uma Rainha mesmo. -a pequena não tirava o sorriso do rosto.
–E ela é. A mamãe é uma Rainha de verdade, só que aqui em Storybrooke ela é Prefeita, mas é a mesma coisa porque ela tem que tomar conta de tudo por aqui, como ela tinha que tomar conta do Reino. -Henry contou para a irmã, sabia que tudo aquilo era verdade mesmo que Celine estivesse levando tudo apenas como uma brincadeira. Então seu olhar se encontrou com o da morena que tinha os olhos cheios de lágrimas e a cabeça encostada na cabeça de Celine. -Ela é linda como uma Rainha, você não percebeu ?
–É verdade, e olha que ela nem usa coroa. -Celine falou dando risada e então se virou para olhar a mãe que também sorria tentando disfarçar uma lágrima que teimou em lhe escorrer o rosto.
A morena então segurou o rosto da filha e lhe beijou a bochecha várias vezes antes de dizer:
–Vocês dois são os meus maiores tesouros. E eu só sou uma Rainha porque eu sou mãe de uma princesinha ... -ela tocou na ponta do nariz de Celine que riu. — ... de um pequeno príncipe. -sua mão então alcançou a mão de Henry em cima da mesa e o garoto sorriu pra ela. — ... e casada com uma mulher maravilhosa. -ela falou os fazendo rir. -Mas eu também preciso ser a Prefeita e trabalhar. -a morena riu olhando para a papelada em cima da mesa.
–Mãe, você não cansa ? -Celine fez outra careta enquanto perguntava. -Porque eu já cansei disso, será que eu posso brincar agora ?
–Pode. -Regina deu risada e logo em seguida beijou o rostinho da filha mais uma vez. -Você ta fazendo seu trabalho direitinho, parabéns meu amorzinho. A mamãe ta orgulhosa.
–Obrigada mãe. -Celine falou enquanto a morena a colocava no chão, então ficou nas pontas dos pés e pegou alguns papéis e lápis em cima da mesa e correu para o outro lado se sentando no chão para desenhar.
–Ela é inteligente. -Henry comentou enquanto Regina voltava sua cadeira para perto dele.
–Igual ao irmão. -ela sorriu para o filho que retribuiu da mesma maneira. Ele continuou fazendo a tarefa e Regina mexendo nos papéis, mas algo que estava a incomodando desde mais cedo não a deixava se concentrar, não com o filho ali tão perto pronto para conversar. Então se voltou para o garoto de novo e falou: — Henry ... -ela o chamou e o garoto tirou o olhar dos cadernos e o ergueu para a mãe. — ... eu quero te perguntar uma coisa e quero que você me responda a verdade, ta bom ? -Henry assentiu e ela continuou: -Você se sente sozinho ? Eu quero dizer, depois que a Celine nasceu, cresceu. Eu percebo que você ás vezes fica olhando eu e a sua mãe brincarmos com ela, que você é muito apegado ao seu avô também e os dois são amigos, mas me preocupa imaginar que talvez você esteja se sentindo excluído, porque nós jamais faríamos isso, é só que a Celine exige um pouco de atenção, você sabe como ela é, né ? -ela completou soltando um riso fraco e o garoto apenas riu, se ajeitou na cadeira e segurou na mão de sua mãe antes de falar:
–Não mãe, fica tranquila, eu não me sinto sozinho e nem excluído. Eu sei que essa pirralha da trabalho, que ela precisa de atenção afinal ela ainda é pequena. Eu gosto de ajudar a cuidar dela, gosto de ver a amizade dela e do meu avô, gosto de ver vocês duas cuidando dela. Nós somos uma família, eu amo vocês, e me sinto um garoto amado por vocês e isso me faz muito feliz. -quando Henry completou, Regina havia começado a chorar e então ele se aproximou e abraçou a mãe.
–Você me salvou meu amor, você é o meu maior tesouro, você me devolveu a felicidade, e me fez querer ser uma pessoa melhor. -Regina falou abraçada ao filho, então segurou o rosto do garoto e lhe beijou várias vezes como havia feito com Celine, e isso fez o garoto rir. -Você ainda é o meu bebê. -ela acariciou o rosto do garoto e então falou olhando em seus olhos. -Eu amo você Henry, muito mesmo meu filho, com todo o meu coração ! -e completou lhe beijando a testa de maneira demorada.
–Eu também amo muito você mãe ! Você é a minha Rainha. -Henry falou e os dois riram.
–E você é o meu pequeno príncipe ! -ela apertou a bochecha do garoto que reclamou enquanto os dois riam, então voltaram seu olhar para Celine que agora largava papéis desenhados por toda a sala da morena.
–Olha o que eu fiz mãe. -Celine parou no meio da sala de braços abertos apontando para os papéis e sorrindo. -Decorei a sua sala, gostou ?
–Deixa eu ver essa nova decoração. -Regina se levantou e veio andando até o meio da sala enquanto enxugava suas lágrimas, Henry veio logo em seguida. Então viu todos os papéis onde tinham desenhos de flores, corações, gatos. -Que lindos meu amor, a mamãe amou tudo ! Obrigada minha pequena. -Regina pegou a filha no colo e lhe beijou. -Agora é que eu vou ficar mais feliz ainda de trabalhar nessa sala.
–Espera que eu quero deixar meu desenho também. -Henry falou as fazendo rir enquanto ia até a mesa e pegava papéis para desenhar.
–Quer saber, vamos todo mundo desenhar. -foi a morena quem falou sem parar de sorrir.
–Oba ! -Celine ergueu os braços e gritou alto. -Podemos fazer desenhos para a mamãe Emma também ?
–Claro, vamos fazer um desenho lindo pra mamãe Emma dizendo que amamos muito ela, que tal ? -Regina falou enquanto se sentavam de volta na mesa e a pequena comemorava mais uma vez. -Deixa esses papéis pra lá hoje. -a morena falou empurrando seus papéis de trabalho para um canto e logo os três começaram a desenhar. -Eu quero encher essa sala com os desenhos de vocês, pra mim ficar olhando enquanto eu fico aqui trabalhando todo dia.
–Olha o que eu fiz. -Henry ergueu o seu desenho onde havia uma menina feita de palitos com um gato. -É você Celine. -ele completou rindo e a pequena o fuzilou com o olhar mas acabou rindo também depois que ele disse que o gato era o Billy.
E assim ficaram os três desenhando por um longo tempo. Regina não parava de sorrir, amava ver seus filhos felizes e tê-los pertinho dela o tempo todo. Quando deu por si, já estava na hora de irem embora e de deixar os filhos na Delegacia com Emma.
–Ta na hora de ir já. -ela avisou arrumando as canetas e os papéis que estavam na mesa. Celine e Henry resmungaram um "Aaah". -Mamãe Emma ta esperando vocês. -e então ouviu-se um "Aeee" o que a fez rir.
Regina então ligou para a loira avisando que já estavam indo enquanto os filhos arrumavam os cadernos na mochila. A morena deixou todos os desenhos arrumados em cima de sua mesa e de lá eles não iriam sair.
–Os desenhos vão ficar aí mamãe ? -Celine perguntou já no colo da morena que já havia pego suas coisas. -Você gostou deles ?
–Vão ficar todos arrumadinhos em cima da minha mesa, essa pilha de papéis eu amei e vou ficar olhando sempre. -a morena respondeu sorrindo para os filhos e acabaram os três rindo.
Então apagou a luz de sua sala, fechou tudo e saíram da Prefeitura. A conversa no carro foi animada enquanto Regina dirigia até a Delegacia, Celine trazia em mãos o desenho que haviam feito juntos para Emma.
–Vocês acham que a mamãe Emma vai gostar do desenho ? -a pequena perguntou olhando para a folha que tinha em mãos, então ergueu o olhar e seu irmão se virou para falar com ela. Regina ficou olhando a filha pelo espelho retrovisor.
–Ela vai amar Celine, ela ama tudo que a gente faz. -Henry respondeu sorridente enquanto Regina pigarreava chamando a atenção deles, e acabaram rindo.
–Aí eu vou ter que discordar, porque vocês gostam de aprontar bastante. -a morena falou olhando fixamente para frente e os três deram risada de novo. -Mas ela vai amar, eu tenho certeza, principalmente porque foram vocês que fizeram.
–Nós, fomos nós. -Celine a corrigiu e riram de novo. -Você também fez mamãe.
–Claro, todos nós fizemos com muito amor, por isso ela vai amar. Mas tratem de se comportar na Delegacia, ouviram ? -Regina voltou sua atenção para os filhos que assentiram enquanto davam risada de novo.
Chegaram então na Delegacia e o primeiro a entrar correndo na sala de Emma foi Henry, e a loira assim que o viu abriu um sorriso e se levantou de sua cadeira para poder abraçá-lo.
–Meus amores chegaram. -ela falou sorrindo enquanto Regina entrava com Celine em seu colo, a pequena tinhas as mãos para trás do corpo segurando o desenho, e queria fazer surpresa.
–Pronto, depois de bagunçarem a Prefeitura, eles vieram bagunçar aqui. -Regina respondeu sorrindo e olhando para a filha que também sorria esperando para entregar o desenho. Emma então se aproximou e fez cócegas na barriga da pequena que riu, mas continuou com as mãos para trás do corpo.
–O que você ta escondendo aí, hein sapequinha ? -Emma tentou olhar, mas a pequena não deixou, ambas estreitaram os olhos uma para a outra fazendo Henry e Regina darem risada. -Deve ser algo muito secreto então, né ? -ela perguntou e a filha assentiu. -E eu não posso ver ?
–Pode, mas é surpresa. -Celine respondeu, enquanto a morena e o garoto apenas assistiam a cena das duas e trocavam olhares entre eles. -Eu, o Henry e a mamãe Regina que fizemos juntos pra você, ta bom ? -ela perguntou e a loira assentiu sorrindo.
Celine então trouxe as mãos para a frente do corpo e entregou o desenho para Emma. A loira segurou a folha e abriu um enorme sorriso enquanto via o desenho de um enorme coração e dentro dele a família toda de mãos dadas, e claro, Billy também estava lá. Logo acima da folha estava escrito: "Nós te amamos muito !"
Os olhos de Emma se encheram de lágrimas no mesmo instante, enquanto os três sorriam junto dela. A loira olhou o desenho mais uma vez e respirou fundo antes de voltar seu olhar para eles.
–Eu também amo muito vocês ! -ela falou sorrindo, então foi até Henry, o abraçou e lhe beijou a cabeça várias vezes. Logo em seguida colocou o desenho em cima de sua mesa, então foi até a morena, pegou Celine no colo e também lhe beijou o rostinho muitas vezes. -Agora deixa eu dar um beijo na mamãe também. -ela falou os fazendo rir e então foi até Regina e selou seus lábios nos dela de maneira demorada.
–Você gostou mamãe ? -Celine perguntou sorridente.
–Eu amei, foi um dos presentes mais lindos que eu já ganhei em toda a minha vida. -a loira tornou a beijar a filha, que comemorou toda sorridente.
–A gente também encheu a sala da mamãe Regina com desenhos, lá na Prefeitura. -Celine olhava a loira de frente, abraçada a ela com cada um dos pés de um lado de seu corpo e as mãos mexendo nos cabelos da mãe. -Mamãe disse que vai deixar tudo lá pra poder ficar olhando todo dia. Você vai deixar esse desenho aqui também ?
–Mas é claro que eu vou. -Emma abriu um sorriso enorme e a filha fez o mesmo. -Vai ficar aqui do meu lado, na minha mesa pra mim poder olhar toda vez que eu sentir saudades. -ela completou de maneira divertida erguendo a filha e a balançando, o que fez todos darem risada. -Mas eu mato as saudades rapidinho quando eu chegar em casa. -ela brincou com a filha mais uma vez, era sempre assim entre elas.
–É, parece que fomos esquecidos. -Regina falou abraçada a Henry do outro lado da sala, enquanto assistiam a cena entre Emma e Celine, que voltaram a atenção para eles.
–Ai, que dois bobões, né ? -Emma perguntou de maneira divertida olhando para a filha que assentiu rindo pra ela.
–Ah é ? Bobões ? -Regina perguntou enquanto elas se aproximavam deles. -A bobona aqui tava pensando em comprar pizza para o jantar, mas eu acho que eu não vou mais. -a morena estreitou o olhar, mas segurava um sorriso.
–Viu no que deu chamar a gente de bobões ? -Herny falou de maneira divertida também. -Vão ficar sem pizza.
–Ah não mamãe, você e o Henry não são bobões, eu tava brincando. Né mamãe Emma ? A gente tava brincando. -Celine se agitou no colo da loira que apenas deu risada, e todos a acompanharam.
–Pizza para o jantar então ? -Regina perguntou e os três responderam juntos:
–Pizza ! -e acabaram rindo de novo.
–Então eu vou estar esperando vocês em casa, ta bom ? -Regina perguntou enquanto se aproximava e beijava Celine e logo em seguida beijava Henry.
–Eu vou acompanhar a mamãe até a porta. -Emma falou colocando Celine sentada em sua cadeira e Henry se sentou ao lado dela.
–Tchau mãe. -os dois disseram juntos enquanto Regina e Emma iam até a porta da sala.
–Tchau meus amores. E se comportem, hein ? -a morena completou e então as duas pararam do lado de fora da sala.
–Seus olhinhos não me enganam, você chorou. -a loira arqueou uma sobrancelha e a morena sorriu enquanto Emma a envolvia com os braços.
–O que eu posso fazer se você me deu dois filhos perfeitos, hein ? -Regina falou e a loira selou seus lábios nos dela de maneira demorada antes de dizer abraçada a ela e sorrindo.
–Eles tem uma mãe maravilhosa.
–Você também é uma mãe maravilhosa. -a morena sorriu pra ela.
–Mas era de mim mesma que eu estava falando. -Emma brincou e as duas deram risada enquanto Regina lhe dava um tapa de leve e a loira lhe roubava vários selinhos que se transformaram em um beijo assim que Regina envolveu o pescoço dela com seus braços.
Celine e Henry assistiam a cena pelo vidro acima da porta. A pequena apenas deu risada ao ver elas se beijando e voltou seu olhar para o irmão.
–Elas estão se beijando. -a pequena falou os fazendo rir.
–Porque elas se amam. O amor mais forte, mais puro e verdadeiro que existe, e é um amor tão grande e especial que fez você nascer. -Henry tocou na ponta do nariz da irmã que riu antes de dizer:
–E você também, mesmo que você tenha vindo só da mamãe Emma e do tio Neal, mas é da mamãe Regina também.
–Claro que sim. -o garoto sorriu para a irmã e então tornaram a olhar as duas se beijando, e logo em seguida deram risada de novo enquanto saíam da mesa e iam olhar a sala da loira.
Emma e Regina pararam de se beijar, a loira então olhou para dentro da sala e viu que os filhos não estavam olhando, então puxou a morena para mais perto dela e lhe beijou o pescoço.
–Eu mal posso esperar para chegar em casa. -ela sussurrou perto do ouvido de Regina.
–Ah Emma, sua sem vergonha. -a morena sorriu maliciosamente antes de completar. -Até imagino porque você quer chegar logo em casa.
–Porque eu quero pizza, ué. -Emma a olhou fixamente enquanto segurava em sua cintura e a morena apenas deu risada e lhe deu outro tapa de leve.
–Sua sem graça. -ela falou e as duas riram.
–Quero pizza e depois quero você. -a loira falou de novo no ouvido de Regina antes das duas se beijarem de novo.
–Agora me deixa ir, que você tem um trabalho enorme pra fazer. -Regina olhou para dentro da sala, onde os filhos estavam e as duas riram. -Tchau, meu amor.
–Tchau, meu amor. -Emma e a morena trocaram mais um selinho, Regina acenou com a mão para os filhos dentro da sala e eles retribuíram e então a morena saiu. -Vamos trabalhar então ? -Emma perguntou entrando na sala, e os filhos apenas comemoraram.
–Mamãe, eu fiz uma entrevista com a mamãe Regina pra entender sobre o trabalho dela, posso te entrevistar também ? -Celine perguntou enquanto a loira se sentava em sua cadeira e colocava a pequena em seu colo. Henry estava sentado em uma cadeira ao lado.
–Claro que pode meu amorzinho. -Emma arrumou o cabelo da filha. -O que você quer saber ?
–Deixa eu pegar meu caderno. -Celine pulou do colo de Emma no chão e foi até sua mochila, pegou seus cadernos, voltou e se sentou em uma cadeira em frente a mesa da loira. -Primeiro, o que você faz ? -ela sussurrou para a mãe como se fosse um segredo.
–Eu sou a Xerife de Storybrooke. -Emma respondeu no mesmo tom e a pequena assentiu fazendo a mãe e o irmão darem risada.
–Bom, então Xerife é a pessoa que trabalha na Delegacia ? -Celine perguntou e Emma assentiu. -E o que você faz aqui Xerife ?
–Eu cuido da segurança da cidade, dos lugares e das pessoas, pra que nada de ruim aconteça a ninguém. E se alguma coisa acontecer, eu resolvo, ou pelo menos ajudo.
–E que tipo de coisa ruim acontece ? -Celine fez uma careta enquanto perguntava. -Coisas que fazem as pessoas ficarem alí ? -ela apontou para a cela do outro lado da sala e Emma se ajeitou melhor na cadeira pensando em como iria explicar aquilo para Celine, enquanto trocava um olhar com Henry que parecia lhe dizer que estava tudo bem.
–Bom, algumas pessoas fazem coisas que não deveriam fazer, que não são certas, que machucam outras pessoas. Por isso elas tem que ficar um tempo ali dentro ... -Emma apontou para a cela também. — ... até esse tempo já ter sido bom o suficiente para aquilo que aconteceu. -a loira completou respirando fundo, explicar aquilo já não era algo fácil, ainda mais para uma criança e essa criança sendo sua filha, ficava mais complicado ainda. Emma tinha medo de que Celine se assustasse, mas a pequena apenas assentiu e parecia pensativa.
–Mas deixar a pessoa ali dentro também não é errado ? -Celine tinha uma expressão confusa e uma sobrancelha arqueada. Emma e Henry se entreolharam, refletindo sobre aquilo. -Porque aí elas ficam longe da família, isso também machuca as pessoas.
–Você tem razão minha pequena, mas é por isso que elas precisam ficar alí, pra pensarem no que fizeram, pra se arrependerem e não sentirem vontade de fazer de novo. -Emma se inclinou na cadeira para poder olhar a filha nos olhos e então sorriu pra ela e Celine sorriu também. -Entendeu ? -e a filha assentiu e então escreveu em seu caderno, mas a expressão de seu rosto continuou confusa, o que fez a loira ficar confusa também, mas soltar um pequeno riso. -O que foi ?
–É que eu pensei que o trabalho da mamãe Regina na Prefeitura é que era difícil, cheio de papel, mas o seu também é. Agora eu não sei o que eu quero fazer quando eu crescer, é tudo complicado. -Celine bateu as mãos nas pernas, Henry e Emma trocaram um olhar enquanto sorriam.
–Eu tenho uma maneira melhor de entender de novo, Celine. -Henry falou chamando a atenção da irmã para ele. -Mamãe Emma é a Salvadora, ela ajuda, salva as pessoas. Se lembra de quando te contamos que ela te protegeu quando você tinha acabado de nascer ? -o garoto perguntou e Celine assentiu com um sorriso enorme em seu rosto por causa da conversa, enquanto se ajoelhava na cadeira e levava as mãozinhas para perto da boca.
–Lembro, lembro sim. Mamãe Regina disse que a mamãe Emma é o meu anjo da guarda e que naquela vez, algo ruim levou a gente pra longe de vocês, mas mamãe Emma me protegeu e me trouxe de volta. -a pequena agora havia ficado eufórica com a conversa.
Emma então voltou seu olhar para Henry e sorriu e o garoto sorriu de volta pra ela antes de dizer:
–Você não viu que até roupa de Salvadora ela tem ? -ele perguntou e a pequena analisou a mãe confusa. -Olha a jaqueta vermelha, é só pra Salvadoras essa. -ele completou e os três deram risada.
–Mamãe é Salvadora todo dia então. -Celine falou de maneira divertida e logo em seguida soltou uma risada, Henry e Emma fizeram o mesmo.
–Hey, deixem a minha jaqueta em paz. -Emma falou também de maneira divertida e quando pararam de rir, ela olhou um de cada vez sorridente antes de completar: -Eu sou a Salvadora de vocês, eu sempre vou proteger meu pequeno ... -ela segurou uma mão de Henry. — ... minha pequena ... -segurou uma mãozinha de Celine. — ... e a mamãe que ta em casa esperando a gente com pizza. -ela completou e tornaram a rir.
–Mas já ta na hora de ir embora ? -Celine fez carinha triste.
–Não, eu ainda tenho umas coisas pra fazer, já que a Delegacia hoje foi só para o seu trabalho escolar. Mas tudo está calmo. -Emma abriu sua gaveta onde tinham alguns relatórios guardados, mas apenas os olhou. -E por falar nisso, ainda tem mais alguma pergunta, hein entrevistadora ? -ela brincou e a pequena riu enquanto negava com a cabeça.
–Acabei mamãe. Você acha que eu fiz certo ?
–Claro que sim meu anjinho, fez tudo perfeitinho, vai ser um trabalho incrível. -Emma apertou de leve a bochecha da filha que riu mais uma vez, antes de descer da cadeira enquanto dizia:
–Obrigada mamãe. -e foi até sua mochila guardar seu caderno.
Emma então se voltou para Henry sorrindo, o puxou para perto dela e lhe deu um beijo demorado na testa, logo em seguida o abraçando, deixando que o garoto apoiasse a cabeça em seu peito.
–Eu sou a Salvadora por causa de você, que acreditou nisso sempre. -ela puxou o rosto do garoto para poder olhar em seus olhos. -Eu amo você, ta bom ? -falou sorrindo e com os olhos brilhando.
–Eu também amo você, mãe. -Henry respondeu e a loira lhe beijou a testa de novo.
–Então, o que a gente faz agora ? -Celine chamou a atenção dos dois que deram risada quando viram ela parada na frente da mesa, com as mãos apoiadas na cintura.
–Não sei. O quê você quer fazer ? -Emma perguntou de maneira divertida, imitando Celine com as mãos na cintura. A pequena então olhou a sua volta, parecia pensativa e então sorriu antes de dizer:
–Esconde-esconde. Aqui na sua sala da pra brincar. Pode, mãe ? -ela juntou as mãozinhas perto da boca como se suplicasse por aquilo, o que fez a loira sorrir.
–Esconde-esconde ? -Emma perguntou alternando o olhar entre os filhos.
–Esconde-esconde. -os dois disseram juntos.
–Então, é você que conta primeiro. -a loira levantou correndo da mesa e tocou em Celine, que afundou o rostinho das mãos, se encostou em uma parede e começou a contar enquanto Emma e Henry corriam procurando um esconderijo na sala. Tentavam conter o riso, mas não conseguiam.
–Prontos ou não, aí vou eu. -Celine anunciou e então ergueu o rosto, se virou e começou a olhar pela sala toda. Cantinho por cantinho, até que escutou um barulho embaixo da mesa de sua mãe, ela foi caminhando lentamente até lá e então entrou de uma vez embaixo da mesa e gritou: -Te peguei. -enquanto tocava em Emma que estava lá, sentada com as pernas cruzadas uma sobre a outra. A loira deu risada enquanto puxava a filha para o colo e lhe beijava o rostinho inúmeras vezes.
–Agora cadê o seu irmão ? -ela sussurrou e Celine balançou a cabeça negativamente mostrando que não sabia onde ele estava. As duas em seguida estavam saindo debaixo da mesa, quando escutaram a voz de Henry gritar.
–Pique. Estou salvo. -o garoto gritou tocando na parede em que Celine havia contado.
–Sem graça. -Celine fez cara de emburrada. -Agora é você que conta mãe. -ela apontou para Emma e então saiu correndo pela sala, arrancando seus sapatos e jogando um para cada lado enquanto gargalhava.
Emma apenas balançou a cabeça rindo e então foi até o pique contar. Quando já estava os procurando, Celine saiu correndo de algum canto até o pique, mas Emma a deteve no meio do caminho e a pegou no colo enquanto Celine gargalhava, e aproveitando a deixa, Henry se salvava mais uma vez. Brincaram de esconde-esconde por um longo tempo, que nem viram o tempo passar e quando a loira deu por si, já era hora de ir.
–Bom, acabou a brincadeira. Ta na hora de ir pra casa. -ela anunciou batendo as mãos e fazendo os dois filhos saírem de seus esconderijos com carinha triste. -Mas que carinhas são essas, hein ? Ninguém ta com a barriga roncando de fome, aí não ?
Henry e Celine trocaram um olhar e então saíram correndo até a porta enquanto gritavam: -Pizza !
–Hey, esperem. Vocês não estão esquecendo nada pra trás, não ? -a loira perguntou e então Celine veio até ela e lhe puxou pela mão.
–Vem mamãe, eu não me esqueci de você. -a pequena falou e Emma e Henry deram risada, enquanto o garoto pegava suas coisas.
–A mamãe ta falando da sua mochila, meu anjinho. E das minhas chaves. -a loira foi até a mesa e pegou suas chaves do carro. -Não esqueça seu sapato também, Celine.
A pequena então pegou sua mochila, a colocou nas costas, pegou os sapatos que estavam jogados um em cada canto e então tirou o cabelo que estava caindo no rosto e saiu junto do seu irmão e da sua mãe, logo já estavam no carro da loira. Emma dirigiu o caminho todo fazendo os filhos darem risada e ela não parava de sorrir.
Chegaram na mansão e Regina mal abriu a porta e Henry já entrou correndo e gritando: -Vou tomar banho. -e logo em seguida entrou Emma segurando os sapatos da filha em uma mão e com a outra a segurava no colo, descalça e com os pés sujos.
–Mas o que vocês aprontaram, hein ? -a morena perguntou vendo o estado em que chegaram.
–A sala da mamãe Emma é ótima pra brincar de esconde-esconde. -Celine respondeu rindo e a morena assentiu enquanto dizia de maneira divertida:
–Mas que menina mais sujinha. -e então pegou a filha no colo. -Vamos tomar um banho então que você deve estar com fome, né ? -a pequena assentiu e então as três subiram as escadas. -Vai tirar sua roupa que a mamãe já ta indo, ta bom ? -Celine então correu para seu quarto tirar a roupa para tomar banho, enquanto Henry já tomava o seu. Emma se sentou em uma cadeira no seu quarto e olhou para a morena de maneira sem vergonha, o que fez Regina rir e se aproximar da loira que a segurou pela cintura.
–Que sorrisinho é esse, hein ? -a morena mexeu no cabelo da esposa.
–Você vai me dar banho também ? -Emma perguntou fazendo cara de inocente e a morena apenas riu antes de dizer:
–Acho que você já está grandinha o suficiente pra tomar seu banho sozinha, não é mesmo ? -ela completou e a loira fez bico.
–Eu ganho pelo menos um beijinho ?
–Um ? Acho que não. -Regina brincou agora com um sorriso sem vergonha no rosto também. -Eu posso te dar um ... -ela deu um selinho na loira. — ... dois ... -mais um selinho. — ... três ... -mais um.
–Hum, eu tô gostando. -Emma falou entre um selinho e outro fazendo Regina rir, então puxou a morena para mais perto de si e sussurrou em seu ouvido. -Eu não tô grandinha só pra tomar banho sozinha não, eu tô grandinha o suficiente pra fazer outras coisas também.
–Sua sem vergonha. -Regina riu alto enquanto dava um tapa de leve na loira que a puxou para um beijo.
–Ué, pra cortar minha pizza sozinha. -a loira brincou, após o beijo, fazendo a morena dar risada e logo em seguida deixar um enorme sorriso em seu rosto.
–Eu amo quando você me faz rir, sabia ? -Regina perguntou segurando o rosto de Emma entre suas mãos e olhando dentro de seus olhos.
–E eu amo te fazer rir, porque você tem o sorriso mais lindo do mundo todo e é por ele que eu vivo, por ele e pelo o dos nossos filhos que são iguaizinhos a mãe maravilhosa que eles tem. -Emma sussurrou de volta e a morena se inclinou um pouco mais para poder beijá-la. Seus olhos brilhavam e assim que se separaram, a loira brincou mais uma vez: -Eu tava falando de mim, ta bom ?
Regina lhe deu outro tapa de leve e saiu dos braços da loira enquanto as duas davam risada.
–Eu vou dar banho na Celine e você vai tomar seu banho logo, que quem sabe mais tarde eu possa pensar nessas outras coisas que você me falou. -a morena arqueou uma sobrancelha e sorriu maliciosamente.
–Opa, tô indo para o banho agora. -Emma levantou correndo, pegou roupas limpas e entrou no banheiro enquanto a morena ria.
Assim que Regina chegou no quarto da filha, Celine ainda não havia tirado suas roupas, ela estava sentada em sua cama e segurava Billy no colo. Assim que sua mãe entrou no quarto, ela ergueu seu olhar pra ela e sorriu:
–O Billy tava com saudades de mim, mamãe. Hoje eu não fiquei com ele o dia todo.
–Eu tenho certeza que ele sentiu sua falta. -Regina se sentou ao lado da filha e passou a mão em seu rostinho e logo em seguida passou a mão no gato. -Mas agora deixa ele dormindo aí na sua cama e vamos tomar um bainho ?
–O Billy pode ir tomar banho também ?
–Eu acho que não é uma boa ideia colocar o Billy dentro da banheira, ele não vai gostar. -a morena respondeu soltando um pequeno riso.
–Billy, você tem que tomar banho, se não fica com os pés sujos iguais os meus. -ela ergueu um de seus pés. -Você é um gato, não um porquinho.
–Tem porquinhos que são limpos, sabia ? -Regina perguntou e a pequena a olhou confusa. -O que não é o seu caso, porque você ta sujinha mesmo e tem que ir tomar banho. Vamos lá porquinha.
Celine então largou o gato em cima de sua cama enquanto Regina pegava roupas limpas para a filha no guarda-roupas. Logo seguiram para o banheiro e a pequena tirou as roupas sujas e então entrou na banheira. A morena lhe deu banho enquanto ouvia a filha contar tudo o que tinha feito na Delegacia junto com Emma, ela conversava com a pequena, dava risada e lhe parabenizava a cada coisa que ela dizia ter feito certo. Assim que terminou de dar banho nela, a vestiu e então Henry veio pegá-la, desceram as escadas enquanto a morena ia tomar seu banho. E assim que Regina terminou e também desceu, viu Emma, Henry e Celine arrumando a mesinha de centro da sala para poderem comer.
–Hum, já arrumaram tudo. Mas por que aqui e não na cozinha ? -ela perguntou confusa.
–Porque aqui tem TV. -Emma respondeu e os filhos deram risada enquanto se sentavam no chão, em volta da mesinha de centro e começavam a comer. -Vamos comer no estilo japonês. -a loira completou os fazendo rir.
–Mãe, tem cebola na pizza ? -Celine fez uma careta enquanto perguntava. A pequena odiava cebola.
–Não meu amorzinho, não tem. A mamãe sabe que você não gosta e então pediu pra não colocarem. -Regina respondeu, e Celine permaneceu olhando para o seu pedaço de pizza antes de dizer:
–Se eu for Prefeita, vou proibir a venda de cebola. -a pequena completou e todos deram risada.
A TV ficou desligada o tempo todo, pois resolveram conversar sobre como havia sido o dia dos filhos com cada uma delas. Os filhos contaram tudo animados e a conversa continuou mesmo depois de terem terminado de comer. Eles disseram se haviam gostado ou não dos trabalhos e elas perguntavam coisas sobre o dia.
–Mas sabem o que eu amo fazer de verdade ? -Regina perguntou no meio da conversa alternando o olhar entre todos. -É ser mãe de vocês dois. -Henry e Celine sorriram e então se aproximaram da mãe para poderem lhe abraçar. -Mas eu acho que o dia já foi corrido o bastante e vocês devem estar cansados, não é mesmo ? -os filhos assentiram. -Vamos subir e arrumar as camas pra dormir então ?
Os dois levantaram e subiram as escadas correndo, Regina então voltou seu olhar para Emma que a puxou para perto de si antes de perguntar enquanto a envolvia com os braços:
–Então o que você mais gosta de fazer na vida é ser mãe dos dois ? -ela tinha um sorriso divertido no rosto.
–O que eu amo é ser mãe dos seus filhos, Emma. Dos nossos filhos. -Regina respondeu e então as duas se beijaram, um beijo lento e cheio de amor. -O que eu mais amo é ser isso e ser a sua esposa, meu amor.
–Disso eu já sabia. -Emma falou a fazendo rir e então a beijou de novo. -São as coisas que eu mais amo ser também.
Então logo em seguida tiraram as coisas da mesa, levaram até a cozinha e subiram para colocar os filhos pra dormir. Os pequenos colocaram seus pijamas e então as duas juntas colocaram os dois para dormir.
–Eu amei o dia hoje, poder ficar o tempo todo com vocês duas foi ótimo. -Henry falou enquanto Emma e Regina puxavam as cobertas para cima do garoto, e ele adorava isso. Estava crescendo, mas amava aquele carinho de mãe das duas como se ele ainda fosse um bebê.
–Eu também amei, meu amor. Você foi um garoto incrível ajudando sua irmã e eu não podia estar mais orgulhosa. -a morena falou enquanto se aproximava e lhe dava um beijo demorado na testa. -Boa noite filho !
–Meu orgulho. -Emma falou de maneira divertida o fazendo rir, então se aproximou e lhe beijou a testa de maneira demorada também. -Boa noite, meu amor !
–Boa noite mãe e mamãe ! -Henry falou enquanto as duas saíam do quarto rindo.
Assim que entraram no quarto de Celine, a pequena estava sentada no chão e com o caderno apoiado em sua mesinha enquanto escrevia algo.
–Mas cadê o sono dessa menina ? -foi Regina quem perguntou enquanto as duas entravam no quarto.
–Eu só queria escrever um pouco mais sobre como foi o dia. Quero que a professora goste do meu trabalho. -a pequena respondeu com uma expressão confusa no rosto.
–Eu tenho certeza que ela vai adorar seu trabalho, meu amor. Você fez tudo certinho. -Emma falou segurando o rostinho da pequena com uma das mãos, enquanto se abaixava na frente dela e a morena arrumava a cama. -Não precisa se preocupar com isso, ta bom ? -a loira perguntou e então Celine assentiu com a cabeça enquanto fechava seu caderno e logo em seguida Emma a pegava no colo.
–O Henry me explicou direitinho sobre os trabalhos. Eu quero que ele vá no dia de apresentar para a classe. -Celine falou enquanto elas a colocavam deitada e a cobriam.
–Ele vai sim. Ele é um ótimo irmão e vai estar lá junto com você pra te ajudar se você precisar. -Regina falou sorridente e a pequena assentiu antes de bocejar. -E o sono chegou. -a morena falou as fazendo rir. -Boa noite, minha pequena ! -ela se aproximou de Celine e lhe beijou o rostinho de maneira demorada.
–Boa noite, meu anjinho ! -Emma também deu um beijo demorado no rostinho da filha.
–Boa noite mãe e mamãe ! -Celine respondeu sonolenta e quando enfim dormiu, Emma e Regina saíram do quarto da pequena e foram para o quarto delas.
A morena então entrou no banheiro enquanto Emma fechava a porta e logo em seguida se sentava na cama para esperar a esposa. A loira já estava com seu pijama, uma regata e um short de tecido macio. Regina então saiu do banheiro e se encostou no batente da porta sorrindo maliciosamente. Ela usava uma camisola preta curta e por cima um robe da mesma cor. Emma sorriu da mesma maneira ao vê-la, enquanto se ajeitava melhor na cama.
–Amor, será que você pode passar creme em mim ? -a morena perguntou e Emma sem hesitar se levantou e foi até ela, pegou o tubo de creme das mãos da morena e as duas se sentaram na cama. Regina na frente e a loira atrás dela.
Emma desceu o robe da morena para que pudesse passar creme em suas costas, mas parou alguns segundos para poder beijar a pele macia da esposa que estava exposta. Regina então se sentou e colocou as pernas em cima da cama e Emma passou creme em suas pernas, a loira agora sorria maliciosamente também, a morena então remexeu nas cobertas e riu antes de dizer:
–Hey Billy, já veio dormir na cama ?
–Ah não. -Emma largou o tubo de creme em cima da cama e bateu as mãos nas próprias pernas. -Eu achei que isso ... -ela apontou para o creme. — ... era algo que indicava que a noite seria nossa, e não com o gato dormindo na cama.
–A noite vai ser nossa, amor. -a morena pegou o gato e lhe colocou no chão. -Billy, vai dormir embaixo da cama, vai. -e o gato sumiu embaixo da cama. -Agora, onde estávamos ? -Regina sorriu de maneira sem vergonha enquanto terminava de retirar o robe e ia até a loira envolvendo a cintura dela com suas pernas.
Emma sorriu maliciosamente também e então a beijou enquanto suas mãos retiravam sem pressa a camisola de Regina, deixando seus seios amostra e apenas a lingerie na parte de baixo. Então foi se inclinando até que a morena estivesse deitada com ela por cima enquanto Emma descia os beijos pelo seu pescoço, mas então voltou e sussurrou no ouvido de Regina.
–Nessa noite eu vou fazer você miar. -ela completou e mordeu a orelha da morena enquanto esta dava risada.
Emma continuou descendo seus beijos até chegar nos seios de Regina e então ela os tomou para si. Beijava e sugava os seios da morena que gemia com o toque, enquanto as mãos da loira desciam e lentamente separavam as pernas da morena e ela e se colocava entre elas. Emma então pressionou seu corpo contra o sexo de Regina que gemeu mais alto.
–Ainda bem que o quarto dos nossos filhos não é tão perto. -Emma falou enquanto retirava a última peça de roupa do corpo de Regina e sem hesitar levou a língua ao sexo da morena.
Regina gemia e se segurava nos lençóis da cama enquanto Emma sugava seu sexo, horas de maneira mais lenta a provocando, horas de maneira mais rápida. Até que ouviu-se um miado do outro lado e a loira parou, olhou para trás e Billy estava sentado olhando para a cama.
–Eu não vou conseguir com esse gato olhando pra gente.
–Emma, esquece o gato e não para. -Regina pediu ainda ofegante e assim que a loira se virou, Billy miou mais uma vez.
–Ah não, com esse gato aqui não da. -Emma rapidamente se deitou do seu lado da cama, de costas para Regina.
–Emma, eu sei que você quer isso tanto quanto eu. -Regina sussurrou no ouvido da loira enquanto deixava sua mão descer em direção ao sexo de Emma, mas a loira a deteve antes.
A morena então revirou os olhos, colocou apenas seu robe, se levantou, pegou Billy e o colocou do lado de fora do quarto, logo em seguida fechou a porta e voltou até a cama. Emma olhava para o que ela estava fazendo e então viu Regina vir até ela e se sentar sobre o seu quadril.
–Pronto, já dei um jeito no gato. Agora vamos continuar da onde a gente parou, vai ?
–Não sei do que você ta falando. -Emma se fingia de desentendida e tentava não olhar a morena nos olhos.
–Emma, você sabe do que eu estou falando. -a morena se movimentou em cima dela e a loira pode sentir na parte exposta de seu corpo o sexo molhado de Regina. -Vamos lá. -Emma a olhou de lado, mas continuou deitada. -Eu sei que você quer. -a morena sorriu de maneira sem vergonha enquanto abria seu robe lentamente expondo seu corpo nu.
–Ah não Regina, isso é golpe baixo. Você sabe que eu não resisto a você. -a loira tentava em vão não olhar, mas ela sabia que estava só fingindo, pois queria aquilo tanto quanto Regina.
–Você não precisa resistir mesmo. -Regina mantinha aquele sorriso no rosto e assim que terminou de tirar o robe, Emma a agarrou e a girou com rapidez na cama se colocando por cima da morena de novo enquanto esta ria.
–Agora quem vai te provocar sou eu. -Emma piscou pra ela enquanto começava a tirar a sua roupa lentamente e a morena apenas assistia tudo.
Assim que a loira retirou sua última peça, se inclinou e beijou a morena de maneira calma, enquanto Regina deixava suas mãos chegarem aos seios da loira e começava a massageá-los. A loira soltou um gemido, mas logo voltou a se sentar, então entrelaçou suas pernas ás pernas de Regina de maneira que seus sexos pudessem se tocar e assim começaram a se movimentar, primeiro lentamente e depois aumentando o ritmo enquanto deixavam gemidos escaparem. Emma inclinou seu corpo sobre o da morena, mas sem pararem de se movimentar, as duas se olharam nos olhos e a morena falou:
–Eu te amo Emma, meu amor !
–Eu também te amo Regina, meu amor ! -a loira respondeu e então chegaram juntas ao ápice. O corpo de Emma caiu sobre o de Regina e então se deitaram juntas, com seus corpos aninhados um ao outro.
Assim que suas respirações voltaram ao normal, as duas se olharam sorrindo e então se beijaram mais uma vez. Logo em seguida Emma se ajeitou no lugar e Regina deitou sua cabeça no peito da loira que a envolveu com os braços e puxou o lençol pra cima delas, mas a morena ainda ergueu a cabeça mais uma vez e ambas sorriram antes de se beijarem de novo.
–Eu te amo ! -Regina repetiu sussurrando e fazendo Emma sorrir.
–Eu te amo ! -Emma sussurrou de volta colocando ênfase no "eu" e então selaram seus lábios um no outro de novo, antes da morena tornar a deitar a cabeça no peito da loira e as duas dormirem juntas.
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