Cecidit Terram
1 00 Saindo com o inimigo
Notas iniciais
Naquela noite fria e escura de novembro, Samantha não podia se sentir mais infeliz. Seu aniversario de 18 anos acabará de acontecer, havia brigado com sua irmã mais velha no refugio e todos os seus amigos estão todos mortos. O mundo que ela conhecia não era o mesmo há muito tempo. Nessas terras agora caminhavam seres que ninguém nunca imaginou realmente existir. Ela se tornou uma caçadora e tudo que não era caçador, era caça.
Saíra àquela noite desprevenida, sem armas, sem espada. Seus passos lentos mostraram que ela não se importava muito em ser atacada, parecia até querer isso. E foi com esse pensamento suicida que ela andou distraída pelos becos da cidade deserta logo depois da meia-noite.
Virou a esquina de uma rua qualquer e sentiu seus pelos arrepiarem, logo depois sua temperatura aumenta e uma forte luz cega seus olhos por alguns instantes. No lugar da luz duas criaturas saem de um portão em chamas.
-Ora, ora, ora. O que temos aqui? — a "mulher" loira de vestido justo e vermelho se aproxima da garota.
Os olhos daquele ser eram totalmente negros e perversos, assim como o seu sorriso.
Ao seu lado se encontrava uma jovem, aparentemente mais nova, essa usava algo semelhante a mais alta, mas de cor negra. Seus olhos, diferentes dos da outra, eram azuis cintilantes, chegavam a brilhar.
-Megan, não sei se devemos leva-la. Seria uma vergonha lutar com alguém que nem pode se defender. Pobre criança! — diz a mais baixa.
Samantha alcança uma barra de ferro na beira da calçada e fica em posição de ataque.
-Não sou uma pobre criança, suas filhas de Lúcifer — a garota grita e chama atenção.
Megan ignora a loira a sua frente e fala com sua subordinada.
-Lizie, você não deve sentir pena de todo ser insignificante como esse — ela gira o dedo no ar e uma corrente de ferro prende o corpo de Sam — além de insignificante, é burra. Sair sem o colar supremo só pode ser burrice — dá uma risada rouca.
Sam havia jogado colar na irmã quando brigaram e esqueceu-se de coloca-lo de volta quando saiu. Foi realmente burrice. Ainda mais quando ver a demônia de olhar negro se aproximar e senti uma força lhe fazendo-a ficar de joelhos.
-Caçadora, linda e tola. Você me lembra muito alguém que conheci antes desses tempos — ela toca o pescoço da garota e aproxima os seus rostos, suga o ar que sai dos lábios rosados da menor. Sam não entendeu aquilo, mas tenta lutar em vão — Hum, como eu esperava... Mande lembranças a sua irmã. Ah, não... Você não vai voltar pra ela.
Megan levanta e vai até Lizie. Diz algo em seu ouvido e desaparece no mesmo fogo que lhe levou até ali.
Depois daquilo Sam não pode se concentrar no que via.
Imagens estranhas invadiam a sua cabeça.
"Só pode ser coisa daquela demônia" pensou ela.
As medidas de Lizie preenchem sua cabeça de todas as formas e em vários cenários. Mas todas elas estavam completamente sem roupa. Imaginava-se a tocando, beijando-a, amando-a. A garota tentava tirar aqueles pensamentos de todas as maneiras da sua mente, mas o máximo que conseguiu foi desejar ainda mais a garota na sua frente.
Seu corpo tentava se livrar das correntes para tocar Lizie e isso lhe machucava.
-Saia da minha cabeça, por favor — ela implora.
Liz lhe olha confusa e ver o brilho vermelho em uma pequena parte do seu pescoço.
-Eu já sei o que está acontecendo — se aproxima da garota ajoelhada ao chão e tira algo de seu pescoço.
Grita de prazer com o contato dos dedos de Lizie em sua pele. Quando ela se afasta, Sam cai com cansaço e satisfação.
-O que... Aconteceu? — perguntou sem fôlego.
-Você estava sendo manipulada pela pedra do prazer. Suponho que saiba o que é.
-Sei, mas o que eu senti foi diferente.
-Porque geralmente usamos apenas o pó. Usar a pedra pode causar a morte de um humano. Você devia ter morrido com uma pedra de três centímetros grudada em você, seu corpo deveria tem explodido em êxtase em 5 segundos.
-Por que eu não morri? — pergunta tomando fôlego.
-Eu não sei, não existe esse tipo de caso registrado. Então, das duas, uma. Você já tinha um desejo subconsciente por mim ou é uma humana com dons especiais.
-Acredito que eu tenho dons especiais — tenta levantar, mas tem dificuldade.
-É tão ruim pensar em desejar sexualmente um demônio?
Lizie sorrir pra ela e estala os dedos soltando as correntes. Estende a mão para Sam, que ignora e levanta sozinha.
-Muito ruim. Seres como vocês não tem coração, não podem amar. Só amam a si mesmo e aos seus interesses.
Um vislumbre de magoa passa pelos olhos azuis de Lizie. Coisa que Sam nunca imaginou ver.
-Tudo bem — ela vira e abre o portal flamejante — se cuida e para de sair de casa assim. Nem todo demônio é como eu.
Entra nas chama e desaparece.
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