Caçadora de Asas
19 Por um fio
Notas iniciais
John teve que ser internado, pela suspeita de um futuro trauma, a constatação dos policiais foi de furto com resistência por parte dele. Perguntei onde ele guardara o livro sobre minha história, eu deveria agir com calma, eram dois contra uma, mas não era nada comparado com a raiva que sentia por eles. Eu faria cada um sentir o gosto da minha katana com o próprio sangue.
Analisei o livro tentando encontrar alguma coisa que pudesse me auxiliar em minha vingança. Encontrei um trecho diferente no meio "Αλήθειες για το παρελθόν της Eshy του" não soube interpretar, mas continuei a leitura não mudou a leitura como se fosse um pedaço de algo perdido lá. Demorei 3 dias para analisar as informações e possibilidades para o ataca, eu tinha os dados de cada um de acordo con o trabalho que tive que fazer sobre eles.
– Mei, sei no que está pensando — disse John segurando meu braço — não se vingue, você pode acabar mal nesta história. Eu não me importo com o que fizeram comigo, só não vai se meter em encrenca.
– Fique tranquilo John — respondi soltando meu braço e me despedindo para o último ato — não me machucarei, vou voltar para casa logo que possível. Eu te prometo.
– Mei — Falou com tom repreensivo — só não faça o que possa se arrepender.
– Ok.
Sai do quarto de hospital onde ele estava e fui para casa, ele estava bem, mas o risco de ter um colapso pelo "assalto" era grande. Peguei minha katana, coloquei uma regata, de modo que não precisasse rasgar uma blusa caso precisasse voa, e comprei uma máscara no caminho da casa de Nick, iria pegar primeiro o chefe, se não convencer o subordinado depois disso, a morte sempre é uma opção.
Observei seus passos de longe, até ele ir perto de um beco, eu estava por cima, então pude chegar ao local antes que ele passasse. Cortei meu dedo e deixei o sangue escorrer. Eu ainda tinha sangue, não era uma assassina injusta. Ele olhou para o beco, sangue de akuma quase srmpre representa morte, para ele respresentava um oportunidade de poder.
Ao chegar perto de onde eu escondia, retirei a espada e ataquei. Movimentos rápidos e leves. Acertei de raspão seu braço, desfigurando a tatuagem de asas do ombro, ele gritou olhando com desprezo.
– Seu bastardo! Como ousa me ferir? Sou filho do homem mais rico da cidade. Você pagará caro por isso.
– E eu sou um akuma — respondi mudando a voz — conhece?
– Olha — dicimulou — um besta que veio pedir vingança, o que eu fiz? Mandei alguém matar alguma mosca familiar a você? Ou foi aquele idiota que se acha no direito de ser um guardião?
O ataquei com destreza, ele desviou devagar de mais, me deixando cortar seu lado, mas não foi profundo. Não havia sangue algum saindo do ferimento, para humanos tinha uma sangramento, mas para akumas era somente um buraco escuro e vazio.
– Ha! Acertei — riu sacando tonfas com lâminas nas pontas — Mei, não é? Hoje eu mato você, sua fama de justiceira não me agrada, poder é melhor que justiça. A morte de dos meus foi culpa sua, e nem fez um bom trabalho com Eliot, tive que acabar com ele, mas depois aprendeu a fazer certo com Lucien, ou quase, muitos cortes.
Retirei minha máscara que já me sufocava, empunhei a esoada com mais força e o ataquei novamente, como ele matou um dos seus a sangue frio? Consegui cortar uma das tonfas, menos trabalho para desviar. Ele me atacou chutando minha espada para o lado e descendo a arma em direção a minha cabeça. Puxei rapidamente minha espada, a virando a favor do pé de Nick, assim o pé dele deslizou e eu me defendi de seu ataque. Girei para o lado esquerdo que estava ferido, polo golpe anterior e desferi um golpe acertando a mão dele, mas ao mesmo tempo ele me acertou na perna fazento um corte.
Ao contrário do seu ferimento o meu sangrava e as asas de Nick se formava, rasgando a camiseta preta que ele estava. Os olhos dele começaram a ficar mais azuis e na base de suas branca asa tinha uma tonalidade de vinho.
– Sabe o por quê de não sangrar mais? — interroguei com um pouco de dor e assustada de ter conseguido acertar o dedo do anel
– Não, mas vejo que não aprendeu a matar de uma vez, quando puder mate a presa com velocidade, ou uma hora será destruida.
– Seu próprio sangue o nega, por isso suas asas tem uma base tão intensa. Seus atos são tão ruins para si mesmo quanto para os outros. Sua asa é a única coisa pura que você tem, por que veio de seus ancestrais.
– Quanta idiotice — respondeu rindo e me atacando — eu faço e me aceito. Agora perguente a sua perna se ela aceita suas ações.
Eu me defendi com dificuldade, minha perna doia ainda tinha feridas da última luta com Lucien. Ele distribuía golpes consecutivos, quanto mais convencido que estava ganhando mais deixava sua guarda aberta, apesar de não me acertar mais. Me estabilizei, mudando a base que estava com os pés deixando a perna esquerda, machucada, para trás e contra ataquei.
– Resolveu agir como assassina? — Ninck se gabou, mas logo sua feição mudou — V...Você me cortou?!?!
Eu havia o acerdado na sobrancelha não foi fundo, foi um pequeno corte na vertical marcado o canto direito. O sangue não escorrera, ele gritava por tê-lo atingindo e me atacava com fúria e sem dicionar os golpes. Nick, e os outros FN's, não sabiam lidar com a perda ou com golpes sofridos, eram crianças mimadas com sede de poder. Seu golpe foi um investida, nada funcional com uma tonfa, mas esta se quebrou ao atingir a parede depois deu ter desviado. Se revelando uma espada, tornando mais difícil a luta, eu sangrava um pouco, mas sangrava, Nick não, ele não podia sangrar até eu fazer o que devia ser feito.
– Gostou do meu brinquedo? — se gabou — será otimo para te marcar, como fez em mim.
Ele me atacou pela frente, eu estava segurando minha katana com as duas mãos, corpo levemente virado e com o pé direito a frente, negando um pouco a esgrima. Defendi-me virando um pouco a katana e avançando com o pé esquerdo, fazendo que as lâminas deslizarem em direção ospostas. Abaixei e passei por ele com o movimento, subi a katana com rapidez e cortei a asas direita de Nick, em um golpe afiado.
– Aaaaaaaaaaah!!!! — ele gritava de dor — Como pode cortar minha asa?!?!
– Você marcou meu irmão e mandou matar muitos, um corte não é tão ruim.
Olhei minha katana e ela estava com sangue, o livro tinha razão o sangue estava lá então o resto devia ser verdade também. Cortei o ar retirando o sangue, escorria também nas costas de Nick, deveria estar doendo, senti remorso pelo ato, mas quando entrei na luta uma regra foi estabelecida. Só haverá um futuro sem consequências se somente um sair vivo daqui, contudo eu voltei ao ser racional e não o matei.
– Nick — comecei mantendo a calma — você pode viver ainda.
– Piedade? Não me venha com essa.
– Se convencer a si próprio de seus atos, talvez seu sangue volte a te reconhecer. Assim poderá viver como um humano normal.
– Humano — respondeu rindo — matei e passei por cima de muitos até hoje, quase 20, para me tornar um humano patético? Não.
– Ou você pode morrer de hemorragia, suas asas o mantem vivo, seu protetor foi quebrado, aceite e viva tranquilamente. Ou ainda eu posso terminar o serviço.
– Ou eu te mato e pego o seu protetor — ameaçou Nick — Faço um novo contrato com ele e estou salvo. Como acho que eu controlo os FN's o sangue deles foi dado a mim.
– Do jeito difícil então.
Começamos a lutar, estavamos igualmente machucados, o primeiro deslize da minha parte e perdia o pescoço. Achei uma oportunidade e o ataquei chegando as costas de Nick, e com outro golpe cortei sua asa esquerda. Ele estava indefeso o chutei e caiu de costas.
– Ganhou — Nick cuspiu as palavras — e agora vai fazer o que cortar minha cabeça?
Não respondi, o deixaria ali, não o mataria, mas também não ia salvá-lo. Observei que havia sangue em minha katana escorrendo, por impulso marquei um x na boca de Nick, ele segurou meu pé que se alojava no seu peito e sibilou:
– Se não me matar irá se arrepender de ter feito eu sentir meu próprio sangue com metal.
Sai de lá com ele desacordado, que se virasse, segundo o livro as asas não apareceria para humanos, só para iguais, o marcando para sempre. Fui a uma cachoeiras fora da cidade para deixar minhas roupas manchadas de sangue e lavar minha kata em água corrente deixando o ocorrido ir embira junto a água da correnteza. Passei em média 1 hora nela, relaxando um pouco, até receber uma ligação de John.
– Mei, onde está?
– Em uma cachoeira, por que?
– Os policiais que investigam o ataque que sofri foram em casa e acharam um adolescente enforcado na porta.
– O que? — gritei ao celular — Quem é?
– Não sabem, só sabem que tinha um bilhete no muro e o garoto tinha cortes na face e nas costas.
– Entendo, o que dizia no bilhete?
– Dizia " obrigado por ter me ajudado a me livrar dele, mas logo será você e todos que ama, porque eu o amava". Não tem muito sentido, né?
– Sim Jonathan, tem sentido. Peça para os policiais fazerem escolta no hospital, ok? Já estou indo.
–
– John? Você ainda está ai?
–
– John! — gritei — o que aconteceu.
–
– John quem está ai?
– Olá! Calma, tudo ficará igual entre nós, me encontre daqui a uma hora no ginásio abandonado e talvez John esteja vivo até lá — respondeu uma voz que não me era estranha.
– Não se atr...
A ligação foi cortada e eu corri em direção ao único ginásio abandonado da cidade, que não era muito longe da minha posição. Eu iria proteger minha família.
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