Caçadora de Asas

20 Fim ao pesadelo


Notas iniciais
Minha primeira recomendação ^-^, muito obrigada. Agora: Imaginem-se na situação da Mei. Primeiro seu irmão foi atacado (sem irmãos, alguém próximo como John); segundo deixaram um cara que você deixou viver enforcado na frente de casa; terceiro sequestram seu irmão; quarto os FN's são sanguinários sem coração. Pronto, todos encarnados? Agoram leiam o que aconteceu com vocês...

– O que você quer? — gritei ao entrar no ginásio.

– Eu lhe disse daqui a uma hora. Não sabe o que isso significa? — essa voz vinha atrás de mim.

– Cadê o Jonathan?

– Por que já está pensando no prêmio? Nem lutou comigo ainda.

– Você não o feriu, não é?

– Calma, ele é muito fofo e bonito para eu fazer algo que o machuque. Os ferimentos de antes foram feitos por Nick, ele era um sádico, eu mesmo sofri um pouco em suas mãos, mas eu amava aquele psicopatinha metido a meu chefe.

– Vamos decidir logo isso.

– Não quer saber de nada? Nick me contou sobre sua conversa ele me perguntou se ficaria com ele se depois dele virar um humano.

– E você o matou não foi?

– Não foi tão simples. Depois de um tempo me acostumei ao sadismo vindo dele e quando o vi naquele estado indefeso tentei experimentar algo novo, como uma coleira.

– Não me importo, quero acabar com isso e ir embora com John.

– Quieta, se não mato seu irmão. Você não sabe a situação dele — aquilo era verdade, chegara e não vira ninguém por essa razão eu gritei — então eu coloquei a coleira e o puxei até em casa, mas ele não resistiu a viagem.

– Acabou? Vamos, o que quer de mim?

– Uma disputa com lâminas, perdi meu chefinho medido a besta e gato, principalmente gato. Se eu ganhar você morre e seu irmão fica comigo, e eu poderei seguir o caminho que Nick começou a trilhar.

– Se eu ganhar, faço o que quiser, não é? Quanta prepotência, meu irmão não ficará com você.

– Sim, prepotência a sua. Saiba que quando se bate forte na cabeça em um determinado local a pessoa entra em estado de amnésia.

– Me lembrarei.

Saquei minha katana e apontei para Thiago, ele não era o vilão para mim, mas mudou meu conceito em apenas 15 minutos, minha esperança de persuadi-lo acabou, agora seria vida ou morte. Com minha perna machucada seria um pouco mais lenta, mas ele era grande e forte o que significa ser lento, pouco agil. Meu sentido havia acertado, ele era lerdo não me acertava com precisão apenas focalizava a força e atacava, um golpe e eu perdia um membro.

A luta foi feita por ataques ineficientes de Thiago e defesas patéticas minhas, estava tudo super chato, mas assim eu o cansaria mais rápido. Ele não se calava, sempre se gabando e me provocando sobre as mortes que causou, contudo um detalhe me chamou atenção. Thiago sempre mencionava uma coleção, ora falava em aumentar essa, ora que havia ganhado a coleção dos outros depois de suas mortes. Felizmente ele notou minha expressão de duvida e me explicou:

– A sim, não lhe contei sobre as coleções — ele ainda me atacava — são frascos com sangue de quem eu matei, sangrar antes de matar sempre foi dito aos FN.

– Como podem fazer isso?

– Nick selava um contrato com cada um de nós, para isso ele precisava de sangue. A união dos sangues sobre o protetor sela um contrato que fere o protegido na separação. Como Nick mataria depois de formar a Foice Negra ele fez um estoque do próprio sangue, e como na primeira morte ele o perdeu. Fazíamos depois uma pequena competição para ver que tinha mais, eu ganhei.

– Quantos você tem? — perguntei nervosa.

– Eu consegui este ano 5, mas devo ter 29, com o de Nick. Ele nunca teve conhecimento que todos guardavam esses frascos, às vezes, nem mostravamos para ele que tinha matado.

Neste momento John deu um grito abafado, devia estar amordaçado, eu tinha que procura-lo. Ataquei com velocidade a mão de Thiago a cortando, não podia contar com a sorte como da última vez, as asas dele apareceu. Brancas com a base vermelha quase negra, aproveitei o movimento e impulso do último golpe para parar agachada nas costas dele.

Levantei minha katana acima do meu corpo com toda a força que possuia, cortei a primeira asa, depois desci ela usando o peso do corpo. Ele estava sem suas asas, indefeso como Nick, gritava e ria ao mesmo tempo:

– Agora eu virarei um humano patético? — disse se virando para mim — Não me importo, assim aumentarei minha coleção.

– Se você conseguir sobreviver, fazendo o seu sangue te aceitar.

Arrependi de ter dito aquilo, ele me jogou contra a parede, antes que eu pudesse perceber. Para Thiago a raiva era uma aliada, lhe aumentou a percepção, ele reparou que eu tinha um corte na perna, pois este voltara a sangrar.

– Mais um frasco para a minha coleção! — ele estava avançando em minha direção — E seu bilhete estava errado, EU é que era o amante.

Ele me ergue pelo pescoço me enforcando, ainda falava sobre coisas da sua coleção e sangue. Reuni minhas forças restantes daquele momento e o golpeie na tempora, Thiago cambaleou me soltando, no o cortei apesar de ter uma boa chance. Não queria matar mais ninguém, chutei o rosto dele, ele estava agachado se recuperando, e o vi cair no chão e cortar a testa em uma pedra. E sangrava, seu sangue o aceitara de volta.

– Jonathan! — gritei tantando ver onde estava.

– Hum. Hum! Hum!!!!

Assim o achei dentro da cabine de locução, um pouco óbvio, o desamarrei e verifiquei se estava machucado, mas felizmente não. O hospital foi processado por não ter tomado conta de John como deveria, o carreguei meio desajeitado, pois ele era maior que eu, até a quadra. Thiago estava lá com sangue nas costas e no rosto, sentado encarando o vazio.

– Já se decidiu o que vai pedir como prêmio? — Thiango perguntou ao notar que eu havia voltado — Como perdi aceitarei sua condição.

– Que história essa? — perguntou John meio zonzo.

– Esqueça disso, só queria meu irmão, agora como humano você pagará por seus crimes de agora, os outros como akuma foi pago pela perca das asas.

– Mesmo criminosos têm palavra, deixe seu irmão lá fora e resolveremos isso.

– Mei?! O que fará? Não me importo de esperar um pouco lá fora, da parara tomar um ar.

– Ok Thiago, logo volto.

Deixei Jonathan sentado do lado de fora perto da minha moto e voltei. Ele não estava mais no mesmo local, entrei o procurando, estava escuro mais do que quando sai. Senti uma presença atrás de mim, saquei minha espada e ataquei sem virar o rosto para ver, eu acertei Thiago, mas ele parou a katana com os dentes.

– Palavra? — falei sem emoção — Qual palavra?

– Eu estou vivo, ainda posso lutar, tenho que completar o trigésimo frasco.

Soltei-me antes dele me atacar, o chutei no peito fazendo o cambalear e bater em uma viga. Ele caiu quase desacordado a perca de sangue foi grande, não bastava fazer o sangue te aceitar, precisava tratar os ferimentos como um humano qualquer. O amarrei na viga que ele estava, até que ele se acalmasse, mas só sibilava:

– Preciso completar minha coleção.

– Se concordar, chamo os médicos — tentei persuadi-lo — e você sai vivo como um humano.

– Não eu vou completar minha coleção.

– Você tem que por um frasco com sangue em qual lugar? Tenho uma solução para um maníaco como você.

– Como assim?

–Pode ficar tranquilo, eu vou guardar o seu sangue para por na sua coleção.

E sai do ginásio, eu escutava os gritos dele sempre feliz por ter completado a coleção, um pouco triste por não ver está tal coleção inteira. Já um pouco distante minha espada caiu, parei para pegá-la tive que acomodar John para não o machucar, o deixei junto com minha moto perto de algumas árvore da beora da estrada e fui procurar minha katana, me senti uma idiota por não prendê-la direito, sorte que estava na bainha não cortaria ninguém.

– V...Você esqueceu o meu sangue — me virei assustada para a direção do som e vi Thiago com sua espada o apoiando se arrastando para minha direção — a minha coleção tem que ser completada, eu prometi ao meu irmãozinho que iria acabar.

– Espere — caminhei em direção a ele, devia estar fraco por minha culpa? Deixei uma lágrima escorrer quando perguntei — Você quer que eu entregue a ele?

– Não dá — ele cuspiu sangue — o meu primeiro assassinato foi o dele. Mate a quem mais ama e torne-se uma foice, "me mate onii-chan e guarde meu sangue como recordação, desde que acabe a coleção".

Peguei o frasco e liguei para os médicos, eu havia me tornado um monstro, como os FN's? Carreguei John para colocá-lo na moto e fui embora. Meu destino cruzou o meu caminho e me fez matar alguém, mas eu fiz o certo, o meu caminho e meu sangue aprovava isso, ainda sangrava e talvez deveria ir ao hospital.

– Não se preocupe eu completarei a sua coleção com seu sangue — repeti para o alto me conformando — agora poderá dizer ao seu irmão que tudo deu certo, na medida do possível.

Notas finais
Lado positivo, os FN's acabaram; lado negativo, alguém percebeu que eram 7 FN's? Agora eram só 4, o que aconteceu com 3? Não sou louca que some com pessoas no meio do nada. Se não perceberam tá no capítulo 1, tá... Quem matou esses 3? Beijos, até os comentários