Notas iniciais
Boa tarde para os leitores mais lindos do mundo!!! Voltamos! hohoho Bom, hoje temos muitos agradecimentos!! Aos lindos leitores Natália Cristina Silva, que recomendou a fic lá no Sasusaku, e a Cherry Bomb e o Marcos Moreira, eterno Fúria Cega que recomendaram aqui!! Nossa obrigada por suas palavras! Cada recomendação mais linda que a outra! Gente, vocês são demais!!!!!! Sem palavras para isso, obrigada por cada palavra de carinho, isso nos deixa muito feliz e grata!!! De coração, obrigada! E agora, boa leitura!!

Sakura sentia o corpo entorpecido por aquela sensação de urgência e angústia. Uma guerra se aproximava e as pessoas fugiam como se não fosse da conta delas. Era o lar deles que iria ser atacado, o lugar onde nasceram, cresceram e formaram suas famílias. Onde criaram laços e agora era desfeito como se fosse papiro fino jogado na água.

Corria em cima do cavalo de Naruto com o pensamento à mil.

Não poderia deixar de se sentir culpada. Ela, assim como todos que moravam ali, maldizia o nome de seu lorde. Já havia discutido sobre como o homem deveria passar seus últimos dias como penitência por seus atos, já havia desejado sua morte e eu sofrimento por vezes demais.

Até que o conhecera.

Cavalgou pela orla de eucaliptos sentindo os olhos arderem. Ele era tão frágil e tão forte ao mesmo tempo. Havia passado por provações que poucos conseguiriam aguentar. Fora testado no grau máximo da sanidade humana.

Poucas lágrimas eram levadas pelo vento enquanto ele a castigava na velocidade em que corria para o vilarejo.

As semanas que se seguiram antes da morte de sua mãe, foram de real reconhecimento. Ele lhe falava seus planos, suas preocupações, a escutava com atenção e e perguntava sobre os problemas do lugar. Não havia, em momento algum, se irritado com suas revoltas e, por vezes, até ria um pouco da forma como ela xingava Hiashi ou de como ela pensava sobre a sua pessoa.

Ele era um homem marcado pela desgraça, renegado à tristeza e de alma partida. Ele sobrevivera se segurando nas bases da sanidade, entregando-se à qualquer sentimento que pudesse camuflar seus pesadelos.

O rosto se contorceu com a vontade de chorar. Segurou o soluço sentindo o coração apertar-se de maneira sufocante.

Teria que ser forte, ele precisava daquilo. Ele precisava dela.

Viu homens montados e a pé irem em direção ao castelo com o brasão de Konoha. Eles marchavam com Juugo a frente deles.

Os homens viraram os pescoços ao vê-la passar, mas somente Juugo a cumprimentou com um aceno de cabeça.

Apesar dele parecer ainda mais sério e taciturno, ela sabia que os sentimentos eram os mesmos que explodiam dentro de si própria.

Queria dizer algo para ele, mas sabia que não precisava, pois, assim como ele, todos aqueles homens tinham lealdade e fariam o que pudessem por Konoha.

As árvores haviam acabado e os portões de entrada para o vilarejo fizeram o coração de Sakura quase parar. Ali estavam carroças sendo carregadas as pressas e rostos conhecidos em choque e revolta prontos para partir.

Queria gritar, mas no estado em que estavam todos, sabia que não iria conseguir ter a atenção deles para seu propósito.

Alguns a observaram se aproximar enquanto a mesma cavalgava em velocidade inferior. Tentou achar um ponto em que chamasse a atenção do povo, mas não conseguia, o caos estava instalado.

Olhou aflita para os lados sentindo que seu tempo era curto. A primeira coisa que lhe veio a mente foi feita, e na frente da primeira carroça ela fez o cavalo parar e fazer a revolta desesperada dos homens se reascender.

– Vocês não podem abandonar Konoha — ela gritou por cima das vozes tentando fazer-se clara. Teve que repetir a mesma coisa mais algumas vezes até ter toda a atenção para si. — Esta é a nossa terra, temos que lutar…

– Para quê? — um dos homens gritou de volta com o rosto lívido — para matarmos nossas mulheres e filhos de fome?

– Nos abandonaram. Nos deixaram a míngua enquanto desfrutavam do luxo naquele castelo. Iremos atrás da nossa salvação. — uma mulher parruda falou tirando gritos de concordância.

– E há esperança para onde pensam em ir? — ela rugiu forte erguendo uma mão em exasperação. — Até o dia de hoje não vi nenhuma carroça sair daqui para tomar caminho do que chamam de salvação, nenhuma ação contra o que sempre sofreram. — Ela apontava para todos os cantos direcionado ao céu sentindo seu corpo vibrar em sua alma revolucionária e cansada. — Nunca ergueram suas foices e pegaram suas tochas para confrontar os que nos faziam mal. Agora fogem como os covardes que aprenderam ser.

Alguns ficaram pensativo outros continuaram com seus gritos de revolta. Sakura segurava com força as rédeas do cavalo rezando para que ela tocasse alguns, somente alguns para sentir que conseguiu fazer a diferença.

– Eu aceito ser chamado de covarde se isso significar salvar minha família — um homem disse e Sakura via um pouco de incerteza nele.

– Como podes dizer tais palavras, menina? Você é uma de nós, sabes o que passamos, sabes o que nos acontecia se nos revoltássemos.

Sakura sabia. Ela mesma havia sido torturada, tanto física quanto moralmente pelos guardas. Ela saba o que eles falavam.

– O lorde não merece…

Sakura não ouvira o resto. A menção de Sasuke a fez sentir um sentimento maior de urgência. Ele a esperava.

– Eu vivo no castelo do lorde — disse chamando a atenção surpresa de todos — Eu conheci o homem que todos conhecemos como o demônio. O verdadeiro demônio, no entanto, não era ele. Há muito mais do que vocês conseguem enxergar. Há muito mais do que uma simples rejeição. Vocês não conseguiriam compreender a profundidade do que estamos vivendo. E digo mais, se vencermos esta guerra, a verdadeira esperança e aquela vida que sempre sonhamos, poderá acontecer.

Cada palavra sua era regada de sinceridade e emoção. Ela acreditava no que dizia, e via que alguns a olhavam de forma curiosa, esperançosa. Ela sabia que não tinham para onde ir. Iriam andar a esmo esperando que fossem abrigados por algum lorde bondoso.

– O demônio — continuou depois da pausa que dera para que eles absorvessem — não está do nosso lado. Os verdadeiros vilões desta história se juntaram com o lorde Akasuna. Os responsáveis por nossas desgraças serão os responsáveis por nossa aniquilação. Se acham que podem fugir, fujam. Mas fujam com a consciência de que o nosso lar poderia ser salvo, as nossas vidas poderiam ter melhorado…

– E se perdermos? E se morrermos? — perguntou um dos homens que antes a atacara.

– Morreremos por nosso lar. Com coragem e com honra. Não como ratos, mas sim como homens de bem que lutam por seus direitos.

Ela viu pessoas se entreolharem, alguns negarem com a cabeça enquanto outros falavam algo. A expectativa a matava, seu coração bombeava com força e seus músculos doíam pela tensão. Ela saba que não iria conseguir convencer todos, não se surpreendendo quando parte deles subiram em suas carroças e saíram de lá sem olhar para trás.

Seu coração esmoeceu ao ver as crianças que ficaram olhando-a com devoção, com os homens fortes e corajosos que desceram de suas carroças e a olhavam esperando pelo o que ela pregara. Mulheres que mostravam estar firmes ao lado de seus maridos diante da decisão que eles tomaram.

Ela sorriu sentindo os ombros relaxarem. Agora sentia os raios de sol que batiam em sua pele. As nuvens estavam se retirando somente naquele momento, e os mais religiosos a viram com uma nova perspectiva. Como se ela fosse uma enviada para salvá-los. Sakura não sabia disso, mas os seus olhos otimistas e seu sorriso gentil foram o que deu força para que aquelas pobres almas a seguissem em direção ao castelo.

(...)

Naruto achou que se o ar ficasse um pouco mais tenso, poderia tocá-lo. Caminhava a passos firmes pelas fileiras de seu pequeno exército e uma sombra apertava seu coração.

Os homens olhavam fixamente para o horizonte como se esperassem as hordas inimigas a qualquer minuto, isso era pior do que qualquer sensação que pudesse ser sentida.

– Só vieram esses? — perguntou o loiro para Juugo.

– Só. Naruto — disse puxando o amigo pelo braço — não sei quanto tempo aguentaremos. Pelas informações de Konohamaru estamos em grande desvantagem.

O chefe levantou a cabeça para fitar o outro. Um brilho perpassou pelos olhos azuis, e naquele momento Juugo soube que ele não desistiria fácil.

– Nós vamos aguentar Juugo, ou vamos morrer tentando. — falou com a voz firme.

– Morrei do lado certo então, velho amigo.

Os dois então voltaram ao seu trabalho, e, a partir daquele momento guiaram os homens, incentivaram com palavras de guerra e os armaram com o que tinham.

Ao final da tarde Naruto observou as fileiras agora equipadas, desta vez seus soldados tinham uma expressão diferente, aquela digna de homens que vão à guerra.

(...)

– Está tudo… quieto demais — sussurrou Konohamaru para a velha Tsunade.

Ambos estavam na torre mais alta do castelo observando o exército do Lorde. Ao longe podiam ver a cabeleira loura do querido chefe da guarda. Tsunade sentiu um aperto no peito, no fim, seu menino era forte como os grandes homens de outrora.

– É o folego que se toma antes da batalha pequeno. — respondeu de forma sombria.

– Nós vamos morrer?

Ela suspirou e pousou a mão sobre o ombro magro e sujo do garoto.

– Vamos, mas na hora de Deus. Agora, que tal comer uma sopa quente?

Konohamaru sorriu diante da gentileza da antiga cozinheira. Pensou em negar, pois gostaria de observar os próximos passos de Naruto, mas, ao lembrar que poderia estar morto nas horas seguintes, decidiu que comer era uma boa escolha.

(...)

Sasuke permanecia irriquieto e preocupado. Sakura havia saído de seus domínios e isso estava lhe dando nos nervos.

– Como pode ser tão impulsiva? — sibilou para Titã que soltou um uivo em resposta.

Passou as mãos pelos olhos opacos e novamente odiou sua má sorte. Daria tudo para ter seus olhos novamente, daria tudo para estar na frente de batalha com uma espada em mãos e sentir o gosto do sangue inimigo.

Suspirou ao ouvir a batida seca na porta.

– Entre.

– Sasuke — disse Naruto adentrando ao quarto — os homens estão reunidos. Não sei quanto tempo iremos segurar, mas sabe que faremos o melhor. Eu farei o meu melhor.

O Lorde andou até o amigo e apertou seu ombro com força.

– Confiei minha vida à você amigo, confiarei a vida de meu povo também.

Naruto sentiu uma súbita emoção ao ouvir aquelas palavras, mas a segurou apenas assentindo com a cabeça.

– Mantenha-se em segurança. Você é nosso grande trunfo, eles ainda acham que você é um monstro ou algo assim, o medo vai ser nossa melhor arma.

Sasuke assentiu e ouviu os passos de Naruto se afastarem, antes da porta se fechar não pôde deixar de falar:

– Naruto, obrigado.

(...)

Sasori andava elegantemente em seu corcel negro, o sorriso de escárnio prevalecia em sua face desde que os primeiros raios de sol invadiram o céu.

– Parece confiante — ouviu Hiashi falar.

A cada minuto que passava com o Hyuuga o detestava mais, era um parasita de qualquer homem que lhe prometesse poder. Mal podia esperar para arrancar-lhe a cabeça assim que a maldita guerra terminasse e ele tomasse o reino Uchiha para si.

– Diga-me Hyuuga, não deveria estar confiante? Tenho um exército três vezes maior do que o Lorde, homens bem preparados e que estão com fome de sangue. Toma-me por tolo?

O outro resetou diante daquela afirmação, e, após fitar as faces concluiu que os homens provindos do deserto eram tão bárbaros quanto os mais antigos animais.

– Claro que não meu senhor, peço perdão pela ofensa. Mas, sabe o que dizem sobre o Lorde Uchiha.

– Dizem que ele não é humano.

– Isso não o preocupa?

O ruivo soltou uma risada torta.

– Acha que estes são humanos? — perguntou apontando para os soldados que, com pressa arrumavam as coisas para a partida — Hyuuga, as coisas que eles fazem, estão longe de serem humanas.

Hiashi observou Sasori esporear o cavalo e rumar para o centro do acampamento. Era hora de reunir as tropas, era hora da guerra.

Viu as catapultas serem carregadas por soldados e sentiu um peso no peito, agora, não poderia escapar. A guerra começara.



***

Hinata se olhou no espelho ricamente adornado. Os cabelos presos, as vestes de batalha, o arco posicionado e a aljava cheia de flechas.

Suspirou e saiu sorrateiramente do quarto que encontrara para se trocar, não queria ser vista pela cozinheira, pois tinha certeza que a mesma tentaria impedir sua união ao exército.

Fechou a porta com cuidado e sem fazer o menor barulho deslizou pelas escadas em direção a uma das portas laterais que ainda estava sem contenção.

– Hinata.

Parou em chofre ao ouvir a voz calma, porém forte. Girou o corpo para encará-lo.

– Naruto. — desta vez não gaguejou. Não poderia ser fraca naquele momento.

O loiro se aproximou do corpo pequeno e tocou-lhe a face pálida.

– Obrigada por se juntar a nós.

Ela piscou confusa.

– Não vai tentar me impedir?

– Não, ao contrário. Quero que conduza os arqueiros, tenho certeza que saberá o que fazer.

A morena assentiu com firmeza.

– Confie em mim Naruto, não cairemos fácil.

Ele suspirou e com calma puxou o rosto da mulher para si. Ela fechou os olhos e sentiu o toque macio dos lábios dele nos seus.

Ficaram naquela posição por alguns segundos até que ele se afastou.

– Fique viva.

Sim, ela ficaria. Por ele, para ele.

***

A noite caíra junto com pesados pingos de chuva. A lua iluminava a todos e até os pássaros faziam silencio em meio aquela cena triste.

Os arqueiros a postos, os soldados com suas espadas, e nem o mais corajoso dos homens deixou de tremer quando viu na linha do horizonte o exército inimigo. Suas tochas iluminavam as faces sombrias, e, o que eles não possuiam: catapultas.

Dentro do castelo, Tsunade corria junto de outras mulheres para abrigar aquela mulheres, crianças e idosos que iram se abrigar na fortaleza do castelo. Todos observavam os detalhes do lugar com atenção e espanto, não vendo o luxo que sempre desenharam em suas cabeças. Mas o momento para apreciação não era aquele, pois cada um, criança ou adulto, podia sentir que o mal estava próximo, que a guerra estava para começar.

Sakura andou a passos rápidos até as escadas, iria contar a seu lorde o que conseguira. Por uma das janelas viu, e não conseguiu acreditar, Hinata parada no topo do muro com os cabelos voando ao vento de tempestade e o arco apontado para o além dali.

Um grito a fez voltar seu olhar para cima e um grande lobo vinha em sua direção com seu lorde a seu lado. A presença deles era forte. Ela sorriu parando nos primeiros degraus enquanto as exclamações da mulheres e das crianças enchiam o lugar de murmúrios assustados.

– Meu lorde. — Sakura disse vendo a cabeça de Sasuke erguer-se de súbito em sua direção, como se realmente a estivesse vendo ali.

Sasuke andou em direção a voz que tanto ansiava em ouvir e a abraçou com força.

– Você demorou.

– Por bons motivos, meu lorde. — ela disse sorrindo e escutou a surpresa de todos ao saberem de quem se tratava a imagem soberana que descia as escadas. Ela o abraçou de volta sentindo uma explosão de sentimentos em seu peito.

– O que aconteceu? — ele perguntou a segurando pelos ombros com os olhos fechados.

Os refugiados se entreolharam sem entender o que estava acontecendo. Tsunade refreou a vontade de ir lá e ajudá-lo a descer as escadas, Sakura tomou a mão dele e o puxou com cuidado para se colocar a frente de seu povo.

Ele sentiu, então, uma vibração no ar maior que o normal. Os murmúrios de mulheres e percebeu que não eram o exército que Juugo trouxera.

– São os moradores… — murmurou entendendo a situação.

Antes que qualquer coisa pudesse ser dita ouviram a explosão e sentiram o choque de rocha contra a rocha. Sakura olhou assustada para cima e os gritos de pavor encheram o local.

– Tsunade! Leve todos lá para baixo agora — soou a voz do lorde em meio ao desespero — Sakura — disse ele segurando a mão dela com força — fique comigo. Tudo vai ficar bem.

Notas finais
Esperamos que todos tenham gostado! Ja ja responderemos os comentários do cap anterior, gratas a vocês amores da Pan e da Nihal! Beijoca em todos!!