Notas iniciais
Oi pessoas! Nossa, que sacanagem hein? Dissemos o segredo dele e sumimos na semana passada!!!! Desculpem mesmo!! A vida anda meio complicada!! TT Mas aqui estamos!! Atrasadas mas com a promessa de que não iremos desistir da fic! Super dedicamos este capítulo à Jade Jenner, uma lindeza que fez uma mega Recomendação linda onde comparava Cavaleiro com uma das primeiras fics que ela leu em questão de sentimento! Muuito obrigada mesmo Jade! Esperamos que curta este cap! Olha, as coisas vão ferver a partir de agora e a causa da cegueira do lorde vai ser dita! Boa leitura ;)

Mortes eram acontecimentos naturais para homens como Sasuke, criados num treinamento rigoroso para ser o guerreiro perfeito. Desde pequeno induzido a lutar e matar sem perder a sanidade. Quase caiu com a noticia da morte de sua mãe. Foi enviado ao reino de Suna para espionar os passos de Lorde Akasuna e depois foi chamado para lutar ao lado do pai na guerra do Rei contra Kurotsuchi.

Ao lado do irmão conquistou honras com guerreiro naquele campo.

O sangue, o suor, os gritos e a morte faziam-se presente naquele cenário sanguinário.

As lâminas se encontravam em faíscas a cada ataque, e logo o inimigo era abatido como um animal inepto para a luta.

O cavaleiro negro lutava ao lado do irmão sobrepujando as habilidades dos inimigos.

Uma orda de guerreiros os encurralaram e Sasuke viu Itachi caindo com um corte profundo em sua costela. A distração causou a perca de seu elmo, uma perca que mudaria sua vida de maneira súbita.

Sempre fora fácil suprimir seus sentimentos em campo de batalha, mas ver seu único irmão caído a seu lado o deixou em modo assassino.

Seu grito vinha junto de jugulares sendo cortadas e sangue sendo esguichado em cima de si. Ele não via, não se importava. A orda foi dizimada e homens se afastavam do cavaleiro negro coberto de sangue, que andava sem fraquezas.

A lenda do cavaleiro de sangue nascia, um guerreiro que mesmo coberto de sangue, não sentia dor ou morria. Porém, o sangue não era dele.

A visão de Sasuke estava rubra, Kurotsuchi lutava contra seu pai. Sasuke gritou para que um soldado tirasse seu irmão dali.

Virando a espada nas mãos ele foi firme contra o rei inimigo que brandia seu machado de guerra.

– Como aconteceu? — Sakura perguntou num sussurro passando os dedos levemente pelos olhos fechados do homem.

A lembrança daquilo fazia sua sanidade vacilar.

– Meu elmo havia caído durante um ataque — ele respondeu no mesmo tom e Sakura percebeu um pontada de dor em sua voz — Estava perto de um paredão quando cheguei até meu pai. — um bolo se fez na garganta do lorde que apertou os olhos com força. Sakura afagou o rosto dele arrependendo-se de cutucar aquela ferida. Já desistira de ouvir o resto quando ele, para sua surpresa, prosseguiu — O machado dele bateu nas rochas a meu lado… me sujando ainda mais de sangue e estilhaço de pedra. Depois disso só veio a escuridão.

Sakura viu as pálpebras de Sasuke abrirem-se e parecerem exaustas. A beleza daquela negritude a pegava em cheio no peito, mas a dor que ele emanava através daqueles espelhos a fazia querer abraçá-lo.

O coração de Sakura derreteu-se ao ver os olhos sem vida dele marejarem, mas nenhuma lágrima cair, sua postura de ferro era quase impenetrável. Sakura apertou os lábios contendo a vontade de se jogar nos braços dele. Ao invés disso tomou a mão grande e calejada pelo treinamento e levou em seus lábios. Sasuke sentiu o corpo relaxar diante do toque e virou seu rosto para a direção dela, levantando a outra mão e tocando o rosto com suavidade. Ela fechou os olhos para sentir o carinho, mas logo as mãos caíram sobre o colo dele.

– Meu lorde… — ela começou vendo as sobrancelhas dele se enrugarem em angústia.

– Sabe qual foi a última coisa que vi? — a voz saiu grossa e embargada. Sakura somente ficou em silêncio trancando a respiração vendo aqueles olhos se fecharem novamente. Ela sabia que iria ser algo terrível perante a expressão dele, mas aguardou sem interromper. — O machado, antes de acertar as rochas, decepou a cabeça de meu pai… bem na minha frente.

A boca de Sakura abriu-se em choque. Tentou imaginar e se colocar no lugar dele, mas só de pensar em ter a mais traumática das imagens como sendo a última lembrança de alguém que perdera a visão, embrulhava teu estômago.

Ela não sabia o que dizer, apenas sentir. Sentir a dor de um filho que sofreu a pior das experiências em sua vida e sofria sem conseguir apagá-la, porque novas não iriam surgir para aliviar aquela.

Sasuke sentiu as mãos pequenas cobrirem os lados de seu rosto e a testa dela pousar na sua.

Ele ignorou a nudez dos dois, aquele ato, apesar de simples, mexeu com seu interior, e ele a abraçou com força, se agarrando àquela pequena mulher. A pequena desbocada que fazia ferver dentro de si algo poderoso. As mãos dela afagaram as costas largas e marcadas pela batalha com cicatrizes. Sasuke sentia seus pesadelos irem embora naquele ato.

Toda noite, sua mente vagava para os campos de batalha e para o seu corpo coberto de sangue.

Foram anos difíceis dentro daquele castelo. A tristeza o rasgou por dentro mostrando toda a sua inutilidade. Todas as janelas e cortinas foram fechadas, as velas apagadas, os archotes deslocados. Ele não queria que as pessoas soubessem de sua desgraça.

Aos poucos, as pessoas que trabalhavam ali foram deixando seus posto com medo da lenda que ele virou. Viu-se um homem de pouca sorte, pelo menos ninguém atacaria o demônio do lorde Uchiha, o Cavaleiro coberto de Sangue e imortal.

Os pesadelos o enlouqueciam, deixou-se ser entregue à depressão e quase morreu por conta dela, até que seu fiel capitão lhe trouxe um filhote achado na floresta. Um filhote de lobo que lhe fez companhia e o agraciou nas noites de tormenta. Mas o coração do lorde continuava ferido e uma mulher virgem fora arranjado para ele, mas ela não conseguiu amansar os demônios que viviam dentro de si.

Tudo era a solidão. As lembranças bonitas haviam morrido junto com seus pais, ou desaparecido como seu irmão.

Ali, naquele castelo vazio ele havia apurado sua audição em compensação à sua falta de visão. Quando falavam perto da escada ou dentro da biblioteca, que ficava logo abaixo de seu quarto, ele podia ouvir as maldições proferidas em seu nome, as alcunhas que havia recebido por ter acolhido a escuridão e a esperança que seus próprios servos haviam perdido.

Mas a situação jamais tomara sua cabeça nas proporções que realmente estavam.

Ele já não tinha mais esperanças da própria vida.

Até que um dia uma voz o acordou. Uma voz bonita que cantava perto do túmulo de sua mãe. Uma voz ferina que gritava os seus pensamentos sem temer o demônio Uchiha. A mesma mulher que aparecia em seus sonhos como um anjo sem rosto, envolta num luz própria e que cantava em seu ouvido para que ele dormisse. Naruto nunca conseguira descrever corretamente como descrevia a jovem Hyuuga, mas sabia que tinha olhos tão verdes quanto jades e cabelos exótico num tom claro de vermelho, mais para cor de rosa. E que era linda.

O mesmo anjo que agora lhe dava um beijo suave nos lábios e se aconchegava em seu peito.

– Estou aqui com você, meu lorde. — ela sussurrou deitando-o e se colocando a seu lado abraçando-o com força.

– Sasuke.. me chame assim — ele quase suplicou e ela sorriu olhando-o novamente como se quisesse guardar aquela imagem para sempre em sua memória. — Cante… Cante para mim, Sakura.

O pedido dele jamais seria negado. Ela fechou os olhos acariciando o cabelo negro e começou a cantarolar a música que Tsunade disse que Lady Mikoto cantava pelo castelo. Ela não se lembrava exatamente do ritmo, mas lembrava-se o suficiente para fazer um lorde derramar lágrimas de nostalgia.

***

Naruto derrubava os homens bloqueando os ataques que vinham por todos os lados. Suas forças eram alimentadas por sua grande determinação. Ele precisava voltar ao castelo, o motim estava começando, Sasuke não poderia se proteger sozinho.

Com sua espada ele fez um sinal de infinito a sua frente, matando 3 de uma só vez.

Era triste ver seus colegas tendo este destino, mas fora eles quem haviam escolhido.

Mais sete vieram em sua direção e ele sabia que sozinho não conseguiria.

– Seus desgraçados! Como ousam trair seu lorde? — Naruto urrou sentindo o suor descer pelo pescoço e pelas têmporas, usando isso para parar os ataques enquanto esperava que uma brecha se abrisse ou um plano se fizesse. Fugir não era um plano.

– Hiashi e Lorde Akasuna nos prometeram riquezas — disse o mais próximo a Naruto de forma cobiçosa — o Demônio Uchiha não é digno de nosso serviço…

– Calado! — Naruto gritou vendo o mais próximo com a guarda baixa pela surpresa. Este foi golpeado e caiu sem vida no chão, os outros avançaram sem nunca chegar ao Chefe da Guarda, pois um pequeno exército de 30 homens entraram no loca liderados por Juugo e um pequeno Konohamaru.

Naruto sorriu e os homens de Hiashi ajoelharam-se em rendição.

– Juugo — Naruto o cumprimentou com o peito aliviado.

O grande homem acenou a cabeça e deu ordem para prender os traidores.

– O pequeno tem algo para lhe contar. — Juugo disse sério quando os homens saíram de perto.

Naruto ajoelhou-se para ficar da altura do menino e ouviu sua versão dentro da floresta. A informação de ter um exército de centenas dentro das terras de Konoha fez Naruto saltar na mesma hora.

– Juugo, chame os homens de todas as casas, as tropas de Suigetsu não chegarão a tempo, precisamos de todos os homens aptos a lutar. — A ordem saiu inquestionável e Juugo logo saiu correndo com mais homens por aquela madrugada atrás do que fora mandado.

Konohamaru começou a sentir medo. Não tinha para onde ir e se proteger se tivesse uma guerra. Poderia se safar de outras coisas, mas uma guerra era difícil de ser imaginada saindo salvo. Mas uma mão pesada bateu em seu ombro e os olhos azuis de Naruto olharam sérios para ele.

– Você vai para o castelo comigo, e não sairá de lá.

O garoto sorriu e subiu para a mesma sela que Naruto ocupava. O coração aquecido sentindo-se protegido. O sorriso de Naruto o fez sorrir ainda mais e quando o cavalo começou a galopar ele se sentiu um herói, daqueles que os bardos contam pelas tavernas, daqueles que salvam vilarejos e matam dragões.

O cavalo galopou por todo o vilarejo e Naruto, com tristeza, pôde observar homens tirando suas famílias e arrumando carroças para partir. Juugo acenava desesperado, mas ele não poderia parar naquele momento, havia um lorde que, se os aldeões não iriam proteger, ele mesmo iria com força de todos eles juntos.

***

Tsunade acordou antes da hora que deveria. Tivera pesadelos àquela noite, pesadelos que a fizera rezar de joelhos por mais de horas. Seu coração estava apertado, uma angústia subia por seu ventre e sua intuição dizia que coisas ruins estavam por vir.

Com o xale envolto em sua cabeça, ela saiu de seu quarto a fim de pegar algumas ervas calmantes para fazer um chá.

Ao abrir a porta da cozinha, não reconheceu a princípio o que era aquela coisa no chão jogado de qualquer forma. Ela se aproximou com cautela olhando ao redor sem ver ninguém por perto.

Quando se aproximou o bastante para conseguir enxergar, um grito saiu de sua garganta sem ter tempo para ser segurado.

O corpo de Karin fora retalhado e jogado às portas do castelo.

A mulher quase caiu para trás quando tropeçou nos próprios pés no desespero de sair dali. Gritou mais uma vez sentindo a própria voz arranhar sua garganta e as mão trêmulas cobrirem sua boca.

Ela sabia o que aquilo significava, ainda mais quando reconheceu a marca de Suna marcada à ferro na testa da infeliz meretriz.

***

O sol começava a nascer quando Naruto alcançou os portões do castelo. Os dois vassalos contratados retiravam um corpo da frente do local.

Naruto correu até o corpo temendo ser Hinata. Nenhuma outra havia passado por sua cabeça. Mas ao ver o corpo da meretriz não pôde se sentir aliviado, pois o convite à guerra estava, literalmente, estampado em sua testa.

– Enterrem em uma vala — Naruto ordenou aos assustados homens que acenaram rapidamente a cabeça não escondendo o nervosismo.

Correu para dentro da casa com Konohamaru em seu encalço. Tsunade estava em estado de choque enquanto Hinata dava-lhe chá para acalmar-se.

– Sir Uzumaki… — A Hyuuga soltou num misto de alívio e surpresa.

Naruto acenou com a cabeça apertando os lábio com apreensão. Ela entendeu que a guerra havia chegado.

– Vocês estão bem? Alguém tentou invadir em minha ausência? — perguntou rapidamente recebendo uma negação da garota de olhos claros. — Onde está Sakura? — perguntou vendo as outras mulheres em volta do fogão preparando mais chá para a cozinheira.

– Ela não estava em seu quarto. — Hinata disse vislumbrando o vulto de Naruto sumir logo que recebeu a informação.

Subiu aquelas escadas sem conseguir respirar direito. Seu corpo não sentia aquela adrenalina desde a última guerra. Bateu no quarto de Sasuke com violência e urgência.

Do lado de dentro, o casal despertou num salto.

– Sasuke! Vou entrar! — Naruto disse já abrindo a porta.

O archote já havia se apagado e isso foi a sorte de Sakura que se vestiu rapidamente aproveitando a escuridão.

– O que aconteceu? — Sasuke vestiu suas calças e a capa por cima do tronco.

– Sakura sumiu e…

– Eu estou aqui… — a voz tímida dela quase saiu engasgada de constrangimento.

Naruto fez uma pausa, mas a urgência era demais para cogitar qualquer coisa.

– Ótimo. Sasuke, o exército de Suna está nas florestas à Leste, centenas de homens. Karin foi morta e marcada como chamado de guerra. Eles estão chegando.

Sakura sentiu um frio subir-lhe a espinha e Sasuke não ficou atrás. O que faria estando daquele jeito? Era um inútil, não poderia comandar suas tropas de onde estava.

– Naruto… — pensou no que deveria dizer, mas as únicas coisas que sabia fazer era liderar, e do jeito que estava, não havia como.

Sakura sentiu a hesitação dele. Naruto também.

– Estamos em desvantagem. Há poucos homens e…

– E os do vilarejo? — Sakura interpôs com a voz mais alta.- Chame-os para a gue…

– Eles estão partindo. Não… Nós teremos que nos virar sozinhos. — a voz de Naruto abaixou um oitavo, porém sem deixar suas esperanças caírem também.

Sasuke e Naruto sabiam o porquê deles estarem partindo e sabiam que eles não poderiam fazer nada para impedí-los. A negligência havia tirado o respeito que eles deveriam ter.

As cortinas farfalharam e Naruto pôde ver a barra de um vestido esfarrapado saindo pela janela.

– Sakura? — Sasuke chamou sentindo Naruto correr por ele e parar mais adiante.

– Ela… ela está correndo. — Naruto disse vendo a garota correr pelo pátio e pegar o cavalo do chefe da guarda e sair em direção ao vilarejo.

– Vá atrás dela! Faça alguma coisa! — Sasuke se desesperou puxando o cabelo com força. Naruto deixou um mínimo sorriso aparecer em meio àquelas turbulências. Ela era ousada, tinha um poder além do que ela própria conhecia.

– Não vou — Naruto disse se desencostando da janela vendo a expressão mortificada de Sasuke pela faixa de sol que entrava. O lorde fez uma careta quando a luz tocou seu rosto e Naruto as fechou na hora — Não vou interromper o trabalho da castelã.

(...)

Naruto não soube dizer e nem o que pensar. A porta do quarto fora aberta e um lobo gigante saiu com seu lorde em sem encalço.

– Você não vai atrás dela! Droga Sasuke, eu vou! — Naruto gritou atrás do lorde que já descia as escada segurando-se na lateral de pedra com seu lobo bem ao lado das pernas.

– Ela vai voltar — ele simplesmente respondeu parando abruptamente aos pés da escada.

A luz tênue que havia ali machucava seus olhos. Os fechou e seguiu seu mapa mental. O lobo a seu lado o guiava até onde todos estavam reunidos. Naruto não conseguia acreditar naquilo.

Hinata ergueu a cabeça quase correndo ao ver o lobo adentrando a cozinha e um imenso homem que ela jamais viu a seu lado e de olhos fechados. Tsunade abriu a boca em terror, mas logo se transformou em surpresa e logo em compreensão.

Poderiam se passar décadas, ela jamais esqueceria aqueles traços. Os traços de uma lady que morrera mas deixara sua beleza ao filho mais novo. Este que tateava o lugar como se não pudesse abrir os olhos e ver onde estava indo.

Todos ficaram num silêncio tenso até que Naruto se adiantou e segurou Sasuke pelo braço o levando até o centro da mesa em que se sentavam.

Os olhos não foram abertos e os rosto de Tsunade se contorceu em um sentimento que jamais poderia ser descrito. Havia um homem ali, de carne e osso. Um homem machucado e taxado como monstro. Um homem que só viveu na escuridão porque a escuridão fazia parte dele. Um homem que sofreu e ela somente ajudou a machucá-lo.

– Sei que não posso pedir nada à vocês. Sei que não mereço o respeito, seus serviços e nem a compaixão — ele disse com a voz alta e Hinata arfou reconhecendo a voz como sendo de seu lorde — Mas, somente hoje, por nosso lar, por Konoha, eu imploro — e a voz embolou na garganta com a angústia que tomava seu coração mais uma vez. — Me emprestem a sua força.

Notas finais
Uauuuuuu!!!!! O lorde pôs a cara no sol!!!! Como a ser agora? A Sakura correu para o vilarejo, o que será que ela vai fazer??? Bom, não dou certeza que irá sair o próximo cap no sábado, mas juro que não vai demorar mais que uma semana ;) Mil beijos, nos vemos nos coments ;)