Notas iniciais
boa noite pessssssssoas!!!!!!!!!! eu tive uma semana bunda, porém fiquei muito feliz com os comentários nas duas fics, então se o ritmo continuar assim, eu tentarei postar, duas vezes por semana, já que terei um período de três semanas em casa. espero que gostem do cap, boa leitura e espero comentários.

Narrador pov

Rachel a postura, dura, rígida, semelhante a dos militares nos desfiles de quatro de julho, a diferença estava, no sorriso de lado e os braços firmemente atrás do corpo. Quinn a olhava pelo canto olho

Q: você precisa tirar essa armadura que carrega Rachel, não tem ninguém aqui que possa te fazer mal, aqui você pode ser apenas você, não tem um palco, ou uma platéia, ou críticos, não há flashes, no meu caso não há pressão por casamento, uma família e nem clientes insatisfeitos.

R: sua comida é ótima.

Q: eu sei.

Rachel riu.

Q: como eu sei que você sabe que é divina no palco e não ninguém como você quando está lá encima

R: Barbra.

Quinn a olhou confusa.

Q: quem?

R: Barbra Streisand, ela é melhor que eu.

Q: a nariguda? Não mesmo, eu já a vi no palco e não é, apesar dela ter a emoção, você parece viver para aquilo, é bonito de se ver.

Quinn voltou a olhar o céu estrelado deixando Rachel com um sorriso no rosto, poucos minutos depois Quinn já tinha se desligado completamente de tudo a sua volta e passado contemplar apenas as estrelas. Ao seu lado Rachel parecia uma criança encantada na manhã de natal quando avistou uma estrela cadente, o sorriso não sairá do deu rosto em nenhum momento e agora uma pequena lágrima escorria pelo seu rosto, a morena limpou e quando a estrela passou, Rachel abaixou a cabeça e pensou no quão estúpido foi fazer um pedido, no qual ela sabia que milagres não existiam e que aquilo nem era uma estrela de verdade, apenas algum meteorito com velocidade absurda, que devido ao atrito com partículas e o ar tinha entrado em combustão, Rachel suspirou e olhou para o céu mais uma vez e pediu para ir embora, Quinn concordou um pouco contrariada.

A loira levou Rachel até o carro, a morena andava de cabeça baixa o tempo todo, Quinn podia que ela estava em alguma briga interna e que se olhasse para ela ou para frente iria chorar, Quinn só não via o problema dela fazer, afinal é normal as pessoas terem sentimentos e chorar seja por alegria ou tristeza faz parte deles. Rachel entrou no carro e colocou o cinto e viu Quinn andando e direção oposta.

R: Quinn!

A loira se aproximou

R: não se aproxime por favor, você com certeza vai se arrepender depois.

Quinn revirou os olhos.

Q: não decida por mim Rachel, eu sou grandinha o suficiente, você sabe onde me encontrar, ou só me de um sinal verde e eu vou atrás de você

R: você vai me procurar depois disso?

Q: você quer que eu procure?

Rachel não respondeu apenas começou a bater os dedos no volante e olho para o carro que estava estacionado na frente.

Q: acho que você já respondeu para mim.

Quinn tirou o braço do vidro e voltou a andar, Rachel saiu do carro e fechou a porta.

R: eu quero Quinn.

Quinn sorriu sem virar

Q: boa noite Berry.

R: boa noite Quinn..

.....

Quinn chegou em casa e a solidão não era mas tão vivida, ela gora pensava me Rachel, ela mentiu ao dizer que não lia os tablóides, ela tinha conhecimento daquela Rachel problemática, Rachel tinha uma filha, Deus, se as pessoas soubessem tudo seria pior, aloira pensava, Rachel era interessante, talvez fosse o mistério, Quinn via o brilho nos olhos dela, mesmo tudo parecendo automático, a loira queria saber mais de Rachel, poderia ser clichê, mas ela tentaria consertar Rachel.

Algumas quadras dali, Rachel entrava me casa, Dolores já dormia, a casa estava completamente escura, as únicas luzes que entravam pelas grandes janelas, eram as luzes da cidade, que nunca dormia. Rachel fechou as cortinas e foi preparar um chá, saiu da cozinha e passou pela sala, indo até as escadas, parou na ponta, segurando sua caneca, olhou para o corredor paralelo a escada, quanto tempo ela não entrava ali, o primeiro lugar da casa que ela escolheu, tudo que era ela estava ali, uma sala com uma estrela dourada na porta, contrastando com a madeira escura, deu meia volta e foi até porta, colocou a mão na maçaneta, parecia queimar, Rachel entrou e parecia que nunca tinha saído, o ambiente perfeito.

Uma sala com acústica perfeita, luzes na medida certa, uma sala que exibia a gloria, o grande piano de calda ao fundo, os acordes perfeitos pintados ao fundo, o preto em contraste com o branco, o sofá de couro preto ao fundo, remetia ao chic clássico, uma única parede vinho, exibindo todos seus troféus e todas as suas conquistas, os quatro Tony no topo, ela nunca sonharia com tanto, mas abaixo, alguns de musica e de algumas participações em filmes, ela olhava aquilo e precisaria de mais espaço, afinal ela teria mais uma peça para estrear. Uma pilha de revistas se encontrava em uma cesta, ao total, cinqüenta e seis revistas, trinta e duas dela, tinham Rachel na capa.

A cortina escura dava um ar sombrio, Rachel entrou e trancou a porta, permitiu sentir o ar diferente que aquela sala emanava, olhou as partituras encima do piano, mostrava as musicas que ela abandonara. O ambiente a deixava nostálgica, ao olhar os prêmios ela não sentira nada ao ganhar a maioria deles, ela apenas fazia sua cara de surpresa, forçava a humildade, ela sabia que merecia aqueles prêmios e deixava algumas lágrimas caírem para dar um pouco de realidade a tudo, resumindo, ela realmente era boa atriz, afinal conseguia interpretar fora de um palco.

Nada naquela sala refletia ela agora, ela tão pouco saberia como seria uma sala que fizesse isso, uma foto de Harmony ainda bebê, alguns fios do cabelo, que eram claros em pé, com um laço vermelho, um sorriso gigante, ostentando seus dois primeiros dentinhos, os olhos azuis grandes expressivos, adornado por cílios volumosos como os dela. Rachel era uma bagunça quando se tratava da filha, pensava em como seria as coisas se fosse diferente, se ela tivesse feito outras escolhas, ela podia não ser feliz, mas se sentia realizada, se ela abandonasse a carreira pela família? Não! Brody nunca quis uma, não valeria à pena. Harmony não era um erro, só veio em hora e de outra pessoa, teria dado certo? Ela não sabia, ela não sabia de muita coisa e isso deixava as coisas como estão hoje, ela sempre nunca saber o que fazer e deixarem as decisões serem tomadas por um outro alguém.

Dizer que Rachel não tinha o sempre sonhou, ela estaria mentindo, ela tinha pessoas que amavam o que ela fazia, ela tinha a fama, o sucesso uma legião de fãs, se aquela Rachel de dez anos atrás olhasse para a Rachel de hoje, ela teria orgulho, tinha construído, um império e um nome, ela podia continuar solitária, afinal as duas Rachels são solitárias, porém a de hoje, conhecia o que era ter uma companhia se sentir desejada sem interesse, se isso não tivesse acontecido, como tudo seria? Rachel deitou no sofá e acabou pegando no sono.

Notas finais
comentem, não esqueça. ps1: parece um pouco confuso esse cap, mas ele foi essencial para algumas coisas no futuro ps2: está pequeno, mas compenso no outro. ps3: estou amando a resposta aqui, alguns leitores estão conseguindo captar a densidade perfeitamente. até o proximo, bjsss!