'Cause I'll Try To Fix You
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Narrador pov
Rachel pegou no sono me meio aqueles pensamentos, o dia já estava clareando, alguns fios de luz passava pelos vãos da cortina, uma incomodo no pescoço fazia Rachel despertar, resmungou um pouco, olhou a hora ainda era cedo, saiu da sala e a trancou, subiu tomando um banho quente, colocou algo confortável, deixou os cabelos molhados, não teria necessidade de uma escova, colocou o celular na tomada, ao descer a escada a campainha tocou, isso podia ser karma.
A morena abriu e um cara estava na porta, parecia ter meia idade, usava uma roupa azul e segurava uma prancheta junto a um arranjo de lírios com um laço de fita amarelo ouro e um cartão de mesma cor. Rachel assinou no local indicado, olhou as flores e ficou analisando durante um tempo, pegou o cartão e brincava com ele entre os dedos.
D: vai demorar muito para abrir menina?
Rachel pulou e colocou a mão no peito.
R: Dolores!!!!!! Quer me matar?
Dolores riu.
D: não menina, quero saber o que está no cartão, nem abriu e já tem essa cara de boba.
Rachel abriu a boca em espanto
R: isso é pessoal!
D: estou esperando Rachel.
Dolores jogou o pano de prato no ombro e sentou em uma das poltronas que tinham na sala, Rachel bufou e abriu com cuidado e lacre do envelope, puxou um cartão em um papel diferente, tinha as bordas douradas e uma caligrafia clássica, escrita a mão.
D: leia alto, por favor.
R: okay..
Rachel respirou fundo e começou
R: “ Estrelas são astros que possuem luz própria, como você. Pense no universo como o palco. A constantemente admirada, mas poucos sabem sua historia. O caminho ao topo assemelha-se ao chegar da luz de uma estrela a terra. Chegar ao topo não significa o ápice, o ápice é aprender a contornar os obstáculos, como o brilho da estrela. Não me pergunte o por que das palavras, apenas reflita, me pergunte o porque dos lírios e não rosas, essa flor eu te entrego talvez um dos maiores papeis da sua vida, eu te desafio a amar.
Bom dia, Quinn.”
Nenhuma das duas falou nada, Dolores enxugava uma pequena lágrima e Rachel apenas encarava o papel, nas mãos, não tinha expressão no rosto e aos poucos foi abrindo um sorriso de lado, ela estava encantando com o gesto nunca tinha ganhado flores assim e ninguém nunca ousou atribuir significado a flores para a ocasião o se quer esclarecer o que significavam, ela apenas recebia flores e comum cartão pronto.
Tudo naquele simples arranjo remetia a carinho, cuidado, compreensão, passou o dedo por uma pétala de lírio, Rachel pegou seu melhor vaso e colocou as flores e levou até seu quarto, colocou na mesa e abriu a janela para que a flor pudesse ter luz solar e desceu para tomar café com um sorriso enorme, ficou envergonhada com os comentários de Dolores e seguiu para o teatro em seguida, durante o caminho, um barulho infernal tocando os olhos ao verificar o nome no visor.
R: o que devo a honra da sua ligação a essa hora da manhã?
B: bom dia para você também, estou bem e você?
R: não é muito cedo para sarcasmo? Fala logo o que quer, não posso ficar muito tempo falando, estou dirigindo.
Rachel ligou e ouviu Brody rindo, quando colocou o celular no colo.
B: como sempre boa motorista, enfim, eu preciso que fique com a Mony até amanhã.
R: não dá.
B: eu não posso deixar ela sozinha ou uma babá durante muito tempo e nem quero ligar para os seus pais para ficar com ela, eu preciso fazer essa viagem e fui avisado agora.
R: eu pago a babá.
B: eu não preciso que você pague alguém para ficar com ela, eu só quero deixar ela com alguém conhecido Rachel, deixa a Dolores ficar com ela então.
R: Dolores não é babá Brody, ela não recebe para cuidar de criança.
Rachel batia os dedos no volante impaciente com o engarrafamento.
B: Rachel pelo amor de Deus, é sua filha, custa você ficar com ela algumas horas? Eu não estou pedindo para ela morar com você ou abandonando ela nas suas mãos, estou pedindo para não deixar ela sozinha enquanto eu tenho que resolver algumas coisas do trabalho.
Rachel ficou alguns minutos em silêncio ela pode ouvir a voz da menina ao fundo perguntando se iria para casa da mãe .
R: eu pego ela na escola depois que sair do trabalho.
B: ela não vai para escola hoje, ela está com a garganta irritada é normal depois da alergia.
R: eu sei, mas eu tenho ensaio hoje, eu tenho trabalho, eu não posso ficar faltando.
B: não consegue nem renegar um ensaio para ficar com ela?
R: Brody...
B: tudo bem Rachel, eu me viro aqui.
Brody desligou o telefone e Rachel bufou e abaixou a cabeça no volante e xingou um motorista que estava buzinando para ela, pegou o celular e ligou para Brody.
B: o que foi?
R:eu fico com ela.
B: não precisa se for para fazer grosserias, descontar sua raiva e gritar com ela.
R: eu não vou..
Rachel sabia que Brody não ia ceder tão fácil.
R: eu não vou fazer mal à ela, não sou tão vadia assim, só pede ela para pegar algumas coisas que gosta que vou levar ela ao teatro comigo
B: você vai o que?
R: levar ela para o teatro, está surdo Brody?
B: okay..
Rachel ouviu o homem suspirar.
R; já tomaram café?
B: não, acabamos de acordar estou indo para cozinha agora, não vai demorar.
R: arruma ela, que eu vou levar o café de vocês, chego em vinte minutos.
Desligou o telefone e fez o retorno indo para a Starbucks mais próxima, pediu o especial infantil sem carne e algumas frutas e levou algo com bacon para Brody, mais dois café grande e um chocolate, ligou para o diretor e comunicou o atraso, seguiu para o apartamento e Harmony abriu para ela ainda só de meia calça e com os cabelos molhados, Brody chegou logo atrás apenas de toalha, a morena colocou as coisas encima da mesa e foi terminar de arrumara Harmony, tirou a meia calça e colocou uma legging, uma blusa de manga, as botas e pegou o casaco e prendeu a parte da frente do cabelo da filha, levou a menina para cozinha e sentou com ela para comer, Brody voltou já de roupa e se sentou na mesa, terminou primeiro que a menina e Rachel deixou que ela fosse no carro tomando o chocolate, Rachel começou a tentar ligar para Quinn de novo, sem sucesso.
H: eu vou para o teatro com você?
Rachel respirou fundo e olhou para a criança.
R: sim, eu tenho que trabalhar.
H: mas você disse que não era para eu pisar lá e o dia que isso acontece você estaria doente, você está doente?
R: hoje é necessário e eu não estou doente.
Harmony batia o pé no banco e segurava seu bicho de pelúcia enquanto olhava pela janela.
H: o que eu vou ser sua?
Rachel respirou fundo mais uma vez e olhou para filha pelo retrovisor
R: como assim Harmony?
H: eu já fui sua filha do seu namorado, filha do tio Noah, filha de uma amiga e hoje quem eu vou ser?
Rachel ficou surpresa com a pergunta da filha, ela sabia que não tinha maldade, mas talvez magoa, Rachel pressionou os dedos no volante e voltou a olhar para frente, sentiu o coração apertar e um nó se formava em sua garganta.
H: mãe me responde, eu não quero você gritando comigo quando eu te chamar de mãe sem querer.
R: você vai ser só você, só minha filha.
A menina pareceu satisfeita com a resposta, mas Rachel disse aquilo mais para si do que para a filha.
Chegaram ao teatro e tinha uma infinidade de paparazzis na porta, Harmony olhou aquilo assustada.
H: mãe.. eu não quero ir.
Rachel xingava baixinho, não tinha uma outra entrada, ela estava em obra, a única era essa
R: olha para mim.
Harmony levantou a cabeça
R: eu vou te levar no colo, você segura bem forte e abaixa a cabeça e não solta o seu bichinho
E menina afirmou com a cabeça, Rachel colocou o casaco e fechou e virou para trás para soltar a filha, colocou o casaco na menina e puxou o capuz na sua cabeça, pegou a manta que a menina trouxe e entregou para ela, passou a bolsa pelo ombro e saiu do carro, e pode sentir uma quantidade absurda de flash na suas costas, abriu a porta de trás e pegou a filha no colo, seguiu o caminho tentando desviar dos fotógrafos, as perguntas inconvenientes, um segurança avistou Rachel e tirou os fotógrafos de perto e a levou para dentro do teatro.
H: eu não gosto deles
Rachel riu da cara emburrada da menina e concordou, entrou no camarim e deixou a bolsa e o casaco, pegou o celular e entregou para Harmony, Rachel seguiu para o palco com a criança atrás dela, os olhares que eram dirigidos as duas era ignorado, ninguém teria coragem de falar nada ou se quer perguntar.
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