Catarina e Petruchio
7 Capitulo 7- parte1/2
Notas iniciais
Inesperadamente para surpresa de todos começa a chover intensamente. Era impossível prever uma tempestade daquelas, pois há algumas horas o sol brilhava intensamente.
Ouve-se uma faísca, a luz vai abaixo… toda a cidade fica escura.
Os convidados ficam assustados e agitados pois estavam desprevenidos. Mimosa, Neca e Benedita distribuem velas por todos, tentando amenizar o desconforto que se havia instalado.
Mais uma vez, preocupada, Catarina procurava por Petruchio no meio da escuridão, mas era quase impossível encontrar alguém no meio de tanta gente e ainda por cima quase sem luz alguma.
De repente Catarina lembra que tinha deixado a porta da varanda de seu quarto aberta!
“Bianca eu deixei a porta da varanda do meu quarto aberta, vou subir pra fecha-la volto já.”
“Tudo bem, mas não demore muito Catarina.”
“É rápido volto num instante, com licença! Há e se por acaso vir Petruchio diga que espere por mim aqui!.”
Bianca responde afirmamente com a cabeça. Catarina sobe apressadamente as escadas não pretendia que seu quarto ficasse inundado…
Petruchio estava sentado perto da mesa da sala de jantar, cada vez mais aborrecido com aquele noivado que parecia que só ia terminar quando amanhecesse. Deixa de ver Catarina se levanta e decide ir perguntar por ela a Bianca.
“Bianca você por acaso viu Catarina?”
“Há sim ela foi lá em cima trancar a varanda do quarto dela, ela já vai descer.”
Petruchio pensa por uns momentos...
“Haa ela tá lá em cima! Obrigado Bianca!”- Diz sorrindo com segundas intenções.
“Mas ela falou pra você esperar por ela aqui!”
“Ta certo, mas eu vou subir pode ser que ela precise de alguma coisa, não é memo!”
“Tudo bem Petruchio, mas diga a Catarina que não pode demorar muito tempo, papai quer que estejamos todos juntos hoje.”
“Pode deixa Bianca, não precisa de preocupar, eu memo não vou deixar ela demora!”
Num instante sobe as escadas…
Catarina estava fechando a porta da varanda e secando o chão do quarto molhado com um pano…Ele chega no quarto de Catarina, ele entra sem ela dar por isso... olha em volta, vê que estava tudo igual desde a ultima vez que lá havia estado, os armários, a secretária, os espelhos... á exceção da cama que havia sido substituída por outra maior, "deve de ser porque ela se mexe muito de noite... Perfeito" pensa sorrindo.
O barulho da chuva era tão forte que ela nem deu pelos passos dele, se levanta se vira e logo dá de caras com ele, se surpreende:
"Petruchio? Agora deu de me seguir pra todo o lado? A Bianca não lhe disse pra esperar por mim la em baixo?"-Diz tentando ser o mais fria possível, não podia mostrar qualquer tipo de sentimento ou ele certamente iria pra cima dela com tudo e ela não iria conseguir controlar a situação.
"Ela me disse mas eu fiquei preocupado com você e pensei que você fosse precisa de ajuda."
"Não pode deixar, já acabei. Eu não posso demorar é melhor descermos."-Diz
Ele olha pra ela sorri.
"Riu de quê?”-Séria.
Ele não responde simplesmente se dirige a porta a fecha a tranca e guarda a chave em sua mão.
“O que está fazendo?”-Dizia ela olhando pra ele assustada, indo atrás dele.
“Petruchio você ficou doido?”-Dizia exaltada com a uma mão na barriga e outra nas costas.
“Porque você trancou a porta.”-Pergunta com um ar inocente e tentando pegar a chave da mão dele.
Ele a agarra pela cintura, os rostos ficam colados, ele a beija,
Ela se deixa envolver, era mais forte do que ela! Ficam ali por alguns segundos.
Depois ela se separa dele, a muito custo:
“Agora abra a porta… vamos descer… e vamos embora não vou ficar nesse noivado nem mais um minuto.”-Diz decidida, certa de que ele iria concordar com ela.
"Descer? Não! Você só vai descer quando eu quiser!"- Ele diz abrando-a.
Se eles ficassem por muito tempo ali sozinhos ela iria perder a noção de tudo e iria fazer o que não devia…
“...é melhor agente ir pra casa… é melhor Petruchio…”- Diz com voz baixa, mansa.
“Catarina você ainda não entendeu que tá chovendo ?”
“Sim já! E o que importa?”
“Você que se diz tão inteligente, tão estudada não sabe que quando chove não dá pra usar carroça se não quiser ficar toda molhada? E nem carro porque se atola no meio da lama fica sem andar? Você ainda não entendeu que agente não pode ir hoje pra casa?”
Catarina fica aflita:
“Então quer dizer que nós… que agente não vai…?!”- Diz abanado a cabeça se afastado dele.
Catarina se concentra, se stressa:
“Não posso acreditar Petruchio, então agente vai ter que dormir em quartos separados, se agente dormir junto… eu não posso… e o que meu pai irá dizer, já pensou…”- Diz incomodada, com a mão na cabeça, com se fosse a maior tragédia de sempre.
“Você acha que hoje logo hoje eu vou dormir longe de você meu favo de mel?!”
Catarina se sente aliviada ao ouvi-lo dizer que não iria deixar que dormissem separados, mas por outro acreditava que era a melhor hipótese.
“Eu também não queria mas…”- Diz aflita.
Petruchio nem deixa Catarina terminar de falar, vai até a porta da varanda,abre-a, sai e atira a chave pro jardim. Catarina corre atrás dele.
“O que você fez seu loco?!”- Diz olhando lá pra baixo, desesperada.
Ela fica brava serra os dentes, olha pra ele.
“E agora o que a gente vai fazer seu asno! Eu vou acabar com você agoora!”- Gritando, se preparava pra partir pra cima dele, bravissima.
Ele não resiste ao vê-la com aqueles olhos bravos brilhando, a puxa pela cintura e a beija.
Os dois ficam ali indiferentes a chuva que caia, trocando beijos intensos.
(...)
Petruchio beijando e abraçando Catariana a conduz para dentro do quarto (que estava escuro, apenas iluminado por uma vela) fecha a porta da varanda e a encosta nela, querendo demonstrar que ela não iria a lado nenhum.
“Agora não tem jeito…”-Fala Petruchio, olhando nos olhos de Catarina.
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