Cat Boy
9 Akrep
Notas iniciais
Novo narrador-personagem, primo de Boris e Angeline, sem parentesco com Joline, não conhece Óliver, Roy, Ryan ou Herdinando.
Imaginem um cara descolado, imaginem um cara muito gato, imaginem um galã, essa criatura da cor do pecado, tinha um cabelo marrom liso, curto, e I-RE-SIS-TÍ-VEIS olhos da cor do mel mais dourado de todo o mundo!
[— Já parou com a autobajulação Matteo? — O Boris interrompendo uma crise de suspiros da plateia.
— Tá, parei, mas todos vocês se introduziram do mes...—...mo jeito.
— Admita...
— Eu “exagerei”...
— Continuando, meu primo era um babaca, conquistador barato, e era... A OVELHA NEGRA DA FAMÍLIAAAAAAAA!
— Eu concordo! — Matteo e Joline disseram em uníssono, embora, ela coberta de razão, e ele, de desdém.]
Um dia, uma sexta, eu estava voltando da escola de bicicleta, tudo ia normal, e eu estava quase chegando em casa, quando, de repente, o pneu da frente prendeu num... Nunca soube o que foi, estourou, eu caí, e, embora a rua não fosse suja o suficiente, uma poeira subiu, tanta que eu fiquei tossindo, no chão, estatelado, e não conseguindo ficar de pé, a poeira foi baixando, eu comecei a ver a sombra de uma bicicleta, um pneu amassado, e um escorpião. A criatura não era um escorpião normal, era todo vermelho com preto, as duas cores foscas, ele tinha o tamanho de um controle-remoto, e uma velocidade incrível, quase não vi o vulto quando ele correu na minha direção, e usou aquela cauda assassina. A dor foi insurpotável: foi como se tivessem cortado meu braço fora, e jogado gasolina em cima.
No dia seguinte, eu acordei numa maca de hospital, minha mãe, Gabriela, era a única pessoa além de mim que estava no quarto, o médico explicou para ela:
— Está tendo uma infestação de escorpiões em sobradinho, o veneno da criatura que o atacou era muito forte, mas nós tínhamos um soro forte o suficiente. — Ele nem sabia que não foi o soro que salvou minha vida...
— Quer dizer que ele já melhorou?
— Eu recomendaria uma hora de repouso. — O doutor saiu do quarto eu estava cheio de perguntas, mas pelo menos uma delas ia ser respondida!
— Cadê o Boris?
— Ele passou a noite esperando sua melhora, tinha algo urgente para contar. — O que me deixou bastante curioso...
No dia seguinte, eu acordei com um susto: quando eu fui me trocar, em frente ao espelho, eu vi uma anomalia: NA “BASE DA MINHA COLUNA” HAVIA UMA CAUDA!!
— Essa aqui. — Disse ele enquanto empurrava aquela coisa para dentro de um buraco na calça, puxando a blusa larga que a escondia, levantando e revelando uma cauda vermelha de escorpião, com 1,75m de altura, com aquela ponta de 15cm X 10cm X 5cm (largura, altura, e profundidade).
A minha primeira atitude foi cortar um círculo na minha cueca, vesti-la, cortar um buraco na minha calça, e enfiar aquele troço lá, estranho foi que eu consegui mexê-lo, acomodei a cauda dentro de uma camiseta larga, e cortar toda a minha roupa de baixo, a segunda, e mais difícil, foi contar pra minha mãe, foi o óbvio: ela não engoliu, e eu mostrei, eu disse que deveria esconder, e cortar minhas calças para acomodar a cauda, e... ELA COMPREENDEU, e disse que só ela precisaria saber. O mais interessante foi quando meu primo chegou:
— EU TENHO QUE CONTAR UMA COISA AGORA!! — Dissemos juntos, aquela coisa sinistra, como eu era impaciente e eu SEI que ele ia deixar eu contar, eu disse:
— Deixa que eu conto Big B. — BB, o apelido que eu dei pra ele, que só eu usava, era tipo “Grande Boris”. Eu puxei minha camisa pra cima, e a cauda desceu quando eu pensei que ia acontecer, soltei a blusa, e ele olhou espantado pra minha cauda:
— Pensei que só eu... — E então ele fez toda a força do mundo, e começaram a nascer uma pelagem malhada de branco e preto por cima da roupa dele, e duas orelhas de gato em cima da sua cabeça, é óbvio que tinha uma cauda, e dizendo: — Pena que eu não sei controlar — A forma animal durou pouquíssimo tempo, minha cauda ficou tímida e entrou debaixo da blusa, e nós caímos na gargalhada.
No final da tarde, minha cauda começou a formigar, e se mexer freneticamente, eu pedi pra jogar bola com os moleques da rua, eu saí de casa, eles falaram comigo, eu nem me lembro o que eu respondi, corri para um beco, e uma coisa bizarra aconteceu:
A cauda balançou, e jogou a blusa pra longe, começaram a crescer placas duras em todo o meu corpo, minhas mãos viraram pinças de caranguejo, cresceram 4 braços finos de escorpião na minha barriga, que tiraram minha calça fora: eu era um escorpião musculoso de cuequinha, correndo com as oito patas no chão. Depois disso eu apaguei e não sei o que fiz por impulso...
[— BB é? — Disse a Larissa num tom carregado de malícia...
— CALA A BOCA!! sua va** ! — Um gravador, com a voz do Boris, seguida da voz de Joline, que Matteo trouxe consigo.
— Pra usar a minha voz assim precisa de credencial e...
— CALA A BOCA!! Sua va** ! — De novo o gravador.
— Ei, ele me chamou de va** !
— Chega Matt. — Disse Boris
— Eu só não entendo o que aconteceu... Você não sabe mesmo? — Pensamentos Yaois de Larissa.
— Eu fui controlado pelo meu... Pelo meu... (Como se diz mesmo?)
— Instinto animal. — Angeline.
— Isso. E saí correndo pela cidade, o resto, não convém contar agora.
— Resto? QUE RESTO!!? NINGUÉM ME CONTA NADA!!! — Larissa tendo um “piti”.
— Preferimos manter o mistério.
— Que nem você fez depois que A nave apareceu Angeline?
— Exatamente, e já que você mencionou...]
Notas finais
(O QUE VOCÊS ACHARAM DA "CENINHA DO GRAVADOR"?)
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