Castelos de gelo

14 Linhagem real


Notas iniciais
Hey pessoinhas. Obrigada pelos comentários do capítulo anterior e que muitos venham nesse :3 Desculpa não postar antes, na verdade, esse capítulo tava pronto, mas meu celular apagou um monte de coisas por causa de uns negócios de memória, aí eu escrevi a metade, e acho que reescrevi de novo. Desculpa mesmo pessoal. E também teve uns problemas pessoais e não tava com jeito para escrever. Obrigada a todos que acompanham e comentam, desculpa pelo tamanho, no próximo eu vou compensar, sério. Não vai demorar tanto, sério também. E comentem por favor :3 Façam uma escritora feliz :) Enjoy.

Sempre fui uma garota bem educada.
A educação e eu somos melhores amigas. Sintam a ironia.
Assim que William soltou aquelas palavras, não conseguia pensar em mais nada para chamá-lo a não ser referência à animais.
—Desistiu de falar?- o eco de sua voz levemente sarcástica e arrogante me fez lembrar que ainda estava naquele mundo.
Sabia que se falasse alguma coisa gaguejaria, e pelo olhar de desprezo que ele já me lançava, tinha até medo de sua seguinte reação, de qualquer forma estava prestes a arriscar perguntando se ele estava de TPM, mas o que ele fez antes, pausou totalmente meus sentidos.
Ele me olhou.
Não, ele não me olhou de uma maneira maliciosa do tipo "gata, se você fosse um ovo, eu conseguiria uma granja", mas sim aqueles tipos de olhares que intricam repulsa.
Cavalo.
Apertei os braços cruzados me protegendo do frio de estar com apenas um roupão e estar sob seu olhar.
Ok, tudo bem que eu não tenho um corpo bonito, do tipo " Oh! A miss universo faltou, você irá desfilar por ela", mas de forma ou de outra eu ainda sou uma garota...mas de certa forma, seria um erro achar que ele algum dia olharia para mim.
O "ele" da questão, tocou o fone que havia em um de seus ouvidos, e fitando o nada, saiu destilando mais um pouco da sua arrogância.
—Vou esperar você se trocar. Estou do outro lado da porta.
E saiu, andando como se fosse a última bolacha do pacote, o último carvão do saco, a única coca- cola do deserto.
Quando ele bateu a porta, me olhei no espelho que havia ali.
Eu era praticamente uma tábua. Quer dizer, não que eu fosse magra. Eu com certeza não cabia no tamanho 36. Mesmo sofrendo com seu olhar e palavras, sabia que aquilo não era nada demais, afinal, já estava acostumada a ser pisada por várias solas, a ser humilhada.

*~*
Há muitas coisas que você imagina que nunca aconteceriam na sua vida.
Tipo, ter uma herança milionária.
Pular de paraquedas.
Agora ver o rei da Inglaterra entrar em meu quarto, com seu terno feito sob medida e lançando-me um olhar paternal, foi uma das coisas que nem em mil anos eu achei que iria acontecer em minha vida.
Mas aconteceu.
E olha, qualquer pessoa no meu lugar estaria se sentindo o último cupcake da vitrine, mas eu apenas tinha medo do que aquele nome, o meu nome, poderia trazer.
Assim que ele adentrou mais o quarto, recolhi-me mais os joelhos contra o peito, agradecendo mentalmente por estar coberta com o lençol.
Eu sei que William/ vulgo: o Sr arrogante/ vulgo: meu guarda costas/ vulgo: bonitinho da guarda/ vulgo: ator de novela mexicana, me disse para trocar de roupa, mas simplesmente depois de revirar meu guarda roupas todo afim de procurar uma roupa boa pra usar, que não fosse uma calça rasgada ou uma blusa que assim mesmo não tivesse a estampa do Incrível mundo de Gumball, e que estivesse adequada para usar para conversar com o rei da Inglaterra, desisti e continuei com o roupão debaixo da coberta, enquanto esperava minhas mechas castanho claras secarem naturalmente.
—Você era o tio que mandava dinheiro.
Sussurrei me lembrando de ter achado que deveríamos ter mais dinheiro, devido ao trabalho dela e o dinheiro que recebíamos.
—Não, eu não era o tio que mandava dinheiro- por um instante quis rir por seu sotaque meio britânico pronunciando "tio", mas a seriedade da situação impediu.
Mas perai, se não era ele, quem era?
—Se não era você...
Deixei a frase morrer no ar, transmitindo mesmo assim minha dúvida.
—Não havia ninguém mandando dinheiro. Sua mãe acabou de me dizer. Ela apenas não queria que você estranhasse quando ela precisasse gastar muito dinheiro...
—Ou a falta dele- completei, o olhando em seguida.
Ele ainda estava parado no meio do quarto, e devagar se aproximou de minha cama, me olhando como se pedisse permissão para sentar.
Fui mais para o lado.
Ele sentou-se e colocou as mãos no colo.
Ficamos em silêncio por aproximadamente 10 minutos, olhando para pontos diferentes do quarto com pensamentos tomando lugares em nossa mente.

Não queria fazer a pergunta que estava entalada na minha garganta, mas eu sentia, eu devia fazê-la.

— E o que acontece agora?


Ele me deu um olhar. Aquele olhar. E eu soube que independente da sua resposta, minha vida mudaria para sempre.

— Você não é mais Amanda Lancaster.

—Então...quem eu sou? — minha voz soava partida, como mil pedaços de vidro perfurando minha realidade, que por tanto tempo achei ser segura.

—Você a partir de agora é Amanda Lancaster Preston Schreave Bouvier D'vila, princesa e herdeira do trono da Inglaterra.

Notas finais
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