Castelos

11 Fogo Nas Nuvens


Notas iniciais
Fazia tempo que não escrevia nada, aproveitei o feriado para dar a vocês o capítulo que chama a trilogia dos últimos.

A manhã estava nublada, Avelar de pé olhava a névoa passar pelas folhas das árvores. Ela estava mergulhada em pensamentos, quando Políbio se aproximou e abraçando-a por trás, beijou-lhe também o pescoço. Ela virou-se afastando ele dela, dizendo: “Ontem foi apenas um impulso.”

Ela não tirava os olhos do chão, para ele fora como se seu coração estivesse sendo extirpado.

O clima de tensão se formou entre eles que seguiram o caminhos calados. A floresta parecia estar calma, nada se podia ouvir a não ser o uivo do vento nas árvores. Políbio não conseguia acreditar naquilo, na noite em que se amaram, não podia ser tudo mentira.

“Você vai ter que dizer isso olhando nos meus olhos, vai dizer para mim que foi tudo impulso.” Ele disse puxando o braço dela. Que assustada respondeu “Porque está fazendo isso, comigo?”

Políbio soltou o braço dela que ficou alisando e olhando para baixo, ele lhe respondeu: “Ontem você parecia outra pessoa!” Quando ele disse isso ela olhou em seus olhos, e ele percebeu que estavam verdes e não pretos como na noite passada. “Quem é você?” perguntou, ao que ela respondeu: “Núbia.” A mente dele deu um nó. Ontem era Avelar e agora é outra chamada Núbia, o que estaria acontecendo ali? Ele não sabia, a única coisa que sabia era que estava apaixonado pela mulher da noite anterior, ou seja: por Avelar.

Eles continuaram indiferentes quando ouviram um baralho, logo uma labareda de fogo veio de encontro a eles. Era um dragão negro.

Eles começaram a correr e o dragão os perseguia. Políbio disse para a loira: “Faça alguma coisa, lance uma magia”, ela respondeu com um simples não manejando a cabeça. Ele não sabia o que fazer, então pegou um tronco que estava no caminho e tentou lançar contra a fera, mas foi em vão, o gigante animal parecia implacável. Ele olhou súplice para ela e disse “Nós vamos morrer!”

De repente ela parou, parou depois de um tempo e tentou puxá-la, pois o dragão estava se aproximando. Foi quando o cabelo dela passou de loiro para negro, então ele não pode duvidar, sua amada estava de volta, poderosa, irresistível.

Ele a soltou lentamente e ela se virou na direção que vinha a fera. Quando o dragão estava próximo deles inspirou fundo e já ia lançar uma rajada contra eles, Avelar lançou um feitiço que o congelou por inteiro. Avelar voltou-se para políbio que estava atônito dizendo “Vamos ainda temos um ninho destes para congelar.”

Ele sentiu uma enorme vontade de beijá-la, mas aquela não era a situação mais apropriada. Ele esperaria o cair da noite e se estivessem vivos, se amaria outra vez.

Estavam no zênite, onde havia um precipício que separava a floresta do pântano vermelho. O fedor de enxofre era forte, eles andaram calados a maior parte do tempo ate chegarem ali. Mas desta vez Avelar foi quem puxou o braço de Políbio: “ Eu voou ter que unir nossos corpos”

Assustado ele exitou: “Como assim? Explique-me isso.”

“Não há tempo para explicações agora...” Ela respirou fundo parecia se importar com ele. “Você lembra que pela manhã quem estava em meu corpo era Núbia?” Ele só manejou a cabeça afirmativamente. Ela continuou. “Pois bem, preciso reestabelecer minhas forças por isso troco de corpo. Faz parte do poder de Ithely, mas ela não sabia. Isso me deixa mais forte... Se eu unir nossos copos vou ficar muito forte, pois vamos nos tornar um monstro.”

Ele ia dizer não, mas ela não esperou resposta e puxou-o para si. Logo a metamorfose começou. Um ser com dois braços, asas em forma de ossos, ao invés de pernas a cauda de uma serpente e a face dividida entre Avelar e Políbio se formou. Eles tinham a mesma visão, a mesma audição olfato, tato e voz, mas os pensamentos eram diferentes, então ela disse dentro da mente dele: “Você precisa fazer tudo o que eu mandar ou então você vai morrer. Porque eu sou imortal!”

Ele sentiu muito medo, consequentemente ela também. A besta agora partia para sobrevoar sobre o precipício. Quando estavam na metade do caminho, eles pararam. “Porque você parou Avelar?” “Eles estão vindo, olhe para baixo.” Ao olharem para baixo, uma ninhada de dragões vinha em direção deles, como serpentes se entrelaçando. Eles vinha rapidamente, e quando estavam muito próximos Avelar liberou um ruído como de uma serpente. Então todas as criaturas pararam. Ela fez um movimento mínimo e todos foram para cima deles, que ficaram imersos entre corpos de dragões e fogo. Mas não durou muito, logo aquele amontoado se fez gelo e explodiu.

Eles seguiram para chegar do lado, mas uma voz horripilante gritou dizendo: “Vocês mataram meus filhos, eu vou lavar vocês híbridos para o inferno.” Quando olharam para trás viram Tabôr, o demônio que protegia os dragões. Ele era invencível, então não havia outra saída a não ser correr. Na fulga muitas lágrimas caíram, pois o demônio não rinha nenhum poder ao invés do mental, ele trazia a tona todas as piores lembranças para afetar quem o subestimava.

Políbio viu que Avelar transou com ele apenas para consegui a ultima pedra, ele viu e sentiu quando ela matou Ithely. Ela pensou em matá-lo várias vezes, mas não podia, porque ele estava destinado a conseguir juntar todas as pedras, mas o poder consumira Avelar e ele não tinha poder especial nenhum a não ser o de lutar pelo que queria. Ele sim era um vencedor, ela só era alguém capaz de tudo pelo poder.

Avelar viu todo o sofrimento que Políbio passou para estar vivo, a ausência da mãe que morrera no parto, o pai sofredor. As dores de ser uma raça desprezada.

Eles chegaram no pântano e o demônio não os pode alcançar. Era a hora de desunir os corpos. A metamorfose aconteceu, corpos separados, Políbio sentou-se no chão e pôs-se a chorar. Avelar o levantou grosseiramente dizendo: “O que o Tabôr lhe contou? Vamos não estou brincando.”

Ele não conseguia dizer palavra, apenas chorar, pois estava apaixonado por ela e ter que afastar-se por saber de tudo era mais uma dor que ele iria enfrentar. Ela apertava o ombro dele com muita força, ela também lagrimava, mas de raiva. Todos seus planos estavam esvaindo como o sangue de alguém que morre de hemorragia.

Ele enfim respirou e ia dizer-lhe algo, mas foi interrompido com a voz sinistra de uma das bruxas que perguntou: “O que fazem se atrevendo a entrar no pântano vermelho? Hoje vocês serão nosso jantar.”

Um medo absurdo tomou conta deles que nada podiam fazer pois qualquer que entra no pântano perde todos os poderes. Agora somente a sorte e a verdade seria a válvula de escapa para eles.

Notas finais
Quero muitos comentários, pois preciso de estimulo para fazer o final desta história.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.