Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo. :)

Os dias se passaram e Tales estava tão focado no quadribol quanto estava em achar Laurel. Mariana também estava focada em encontrar a garota, mas ainda se dedicava para as matérias e brigava com Tales para fazer o mesmo, pois o garoto parecia ter se esquecido das aulas.

As noticias sobre o desaparecimento da garota iam se espalhando pela escola e muitos sensacionalistas inventavam mais coisas. Tales chegou a escutar que a garota fora transformada em um sapo pelo professor de história da magia. A diretora colocou os monitores e professores para vigiarem a escola e procurarem pela garota no tempo livre e, quando Tales decidiu falar para Hernonum sobre o quadro, o professor ficou bastante confuso e disse que não sabia sobre esse quadro, a mesma resposta dada pelos outros professores quando o garoto decidiu contar isso à eles.

Os alunos da casa Solus pareciam estar bastante preocupados com a garota que sumiu, mesmo que alguns não conhecessem a mesma. Resumindo, o clima para alguns parecia estar mais tenso.

Nada se soube sobre a garota até três estudantes, Tom, Gustavo e Leoffer, descobrirem uma pista, após cinco semanas de desaparecimento da garota.

Tom e Gustavo discutiam sobre como fariam para sair do dormitório sem a estátua gritar e avisar os professores que caminhavam pela escola de madrugada. Leoffer escutava os dois enquanto comia uma barra enorme de chocolate branco.

—Cara, eu não conheço nenhum feitiço que faça aquela armadura não gritar. — disse Tom.

—Já pensaram em pegar o caminho oposto? — perguntou Leoffer, mordendo o chocolate.

—A armadura fica mais atenta ao anoitecer. Ela grita se a porta se abrir. — disse Gustavo.

—Por que não tem uma armadura dessas perto dos dormitórios das outras casas? — perguntou Tom, indignado. O garoto tomou o chocolate de Leoffer e deu uma mordida, enquanto o garoto apenas observou sem reação.

—Cara, eu vou querer outra barra. — disse o garoto.

—Eu compro. Mas agora, precisamos descobrir um jeito de...

—Eu acho que tenho um jeito! Venham comigo. — disse Gustavo, caminhando até a porta da saída, seguido pelos dois garotos.

Gustavo contou até três e abriu rapidamente a borta, correndo em seguida. Os dois fizeram o mesmo quando perceberam que o plano era correr enquanto a armadura gritava. Após correrem e se esconderem atrás de uma estátua de um dragão de três cabeças, Tom olhou com indignação para o Gustavo, que se justificou dizendo que Tom também vivia fazendo coisas parecidas com ele.

Depois disso, os três garotos tiveram que caminhar lenta e calmamente para não chamar atenção, mas após cinco passos, perceberam que não sabiam aonde estavam. Nunca tinham visto aquela estátua de dragão e, então, decidiram explorar.

Assim como Laurel, após alguns minutos caminhando, eles acabaram achando a mesma escada pelo fato de estarem perdidos na escola naquela madrugada. Nesta altura, os três garotos estavam curiosos para saber aonde aquela escada levava e, quando começaram a descer, Leoffer disse:

—Tem certeza disso? Digo, a garota que desapareceu...- disse ele.

—Que tem ela? — perguntou Tom.

—Ela estava andando pela escola na hora errada. — disse o garoto.

—Então, espere aí enquanto eu e o Gustavo vamos averiguar. — respondeu Tom.

—Que? — exclamou Gustavo.

—Gustavo, o garoto tá com medo. — disse ele.

—Não estou. — respondeu Leoffer, sem expressão no rosto. Os dois seguiram em frente e convenceram Leoffer a ficar sentado na escada.

Tom e Gusta seguiram o caminho e chegaram no mesmo corredor e viram o quadro sem rosto. Assim como aconteceu com a garota, o quadro abriu dois olhos que pareciam bolas negras e o seu sorriso com dentes afiados em seguida. Tom engoliu o seco e Gustavo deu um passo para trás.

—Olá. — disse o quadro, com uma voz risonha. Os garotos não conseguiram responder e o quadro prosseguiu. — Vocês não deveriam estar aqui de madrugada, mas como estão, vamos conversar.

O quadro começou a contar uma história que prendeu os garotos no trama.

Leoffer esperou, sentado na escada. Os minutos foram passando e suas pálpebras pesando, até o momento em que o garoto adormeceu. Leoffer acordou, mas não estava na escada aonde adormeceu, mas sim, em seu quarto. Seus colegas do primeiro ano dormiam e um deles roncava fortemente.

O garoto esfregou os olhos e levantou. Era uma bela manhã de sábado e Leoffer foi ver se Tom e Gusta estavam no salão.

Chegando lá, os dois estavam conversando sobre o dever de adivinhação e Leoffer se sentou perto deles.

—E então? — disse o garoto.

—O que? — perguntou Tom.

—O que vocês viram de madrugada ao descerem as escadas? — perguntou Leoffer.

—Que escadas? — perguntou Gusta, curioso.

—Aquelas escadas que estavam perto da estátua do dragão de três cabeças...

—Cara, não sei o que você tá dizendo. — disse Tom. Leoffer pensou que estivessem brincando.

—Claro que não sabem...- disse o garoto.

—Sim, não sabemos. Apenas ficamos discutindo sobre como passaríamos pela armadura. Como não achamos solução, fomos dormir...

—O que foi algo ruim, pois eu queria muito pegar aquilo para a Marilya. — disse Tom.

—Cara, pare de falar sobre seu amor platônico. — disse Gusta.

—Ei, vocês realmente não se lembram? O que houve? Forem obliviatados? — perguntou Leoffer.

—Caso tivéssemos sido, não poderíamos responder, pois não nos lembraríamos. — disse Tom.

—Ata. Então, eu dormi na escada e, de repente, as caiporas sentiram vontade de fazer uma boa ação e me trouxeram para a minha cama, me embrulharam e fizeram um cafune em mim. — disse Leoffer, sem expressão no rosto, como a maioria das vezes.

Gusta olhou para Leo e começou a contar, detalhadamente, como foi a madrugada. Ele contou tudo corretamente sobre a discussão da armadura, mas após isso, disse que eles simplesmente foram dormir e, para Leoffer, eles não pareciam estar mentindo.

Leoffer saiu rapidamente do dormitório, usando seu pijama, e refez o caminho da madrugada, mas quando chegou no dragão de três cabeças, ele olhou para a direita e o corredor que tinham pego simplesmente sumiu. Apenas existia aquela área circular com a estátua no meio.

Leoffer sentiu-se muito confuso enquanto retornava para o dormitório. O que será que aconteceu? Quem o trouxe para o dormitório e vestiu um pijama azul com coelhos desenhados nele? Era estranho.

Enquanto passava pelos corredores de pijama, chamou a atenção de vários alunos que estavam arrumados e caminhavam pelos corredores.

***

Naquela manhã de sábado, o time de quadribol Solus iria começar o seu treino.

Danielly fez um discurso motivacional e determinado. A garota era loira e extremamente linda, chamando a atenção de vários dos jogadores. Giovanni, um jovem com uma pele clara e morena, cabelos pretos e olhos castanhos, que era batedor, estava em uma conversa animada com Alex, o outro batedor do time. Miguel, Katelin e Lury, que eram os artilheiros do time, escutavam a goleira e capitã falando.

—Esse ano, a taça será nossa. — dizia ele. A jovem olhou para Tales. — Tales, contamos com você para ser rápido em capturar o pomo. Lembre-se que você tem uma firebolt. — disse a garota, olhando a firebolt e se apaixonando pela vassoura. Danielly tinha o costume de conversar sobre as vassouras e sua aerodinâmica e, na opinião da garota, uma firebolt era perfeita para um apanhador e isso deixava ela determinada.

Ela falou com as duas artilheiras e o artilheiro, contando sobre o plano de jogo que ela tinha feito nas férias.

Gabriel Bittencourt e Estefy estavam nas arquibancadas, junto de Mariana e outros alunos da casa Solus. O garoto estava lendo o jornal do dia e Estefy estava desenhando em um caderno.

—Mari. — idsse Estefy, chamando a garota. Mariana olhou para ela e sorriu.

—Que foi, coisinha fofa? — disse Mariana, apertando a bochecha de Estefany e puxando até ficar vermelha. A jovem esfregou as bochecha vermelha e Gabriel riu. Estefy sempre teve suas bochechas pelos alunos da Solus e isso deixava Gabriel fascinado, pois todos lá sempre foram unidos.

—Você já teve noticia sobre a Bruna Laurel? — perguntou Estefy.

—Não. Tales está muito preocupado com ela. Os dois são muito amigos. — disse Mariana.

—O Tales é um ótimo amigo mesmo. — disse Estefy.

—Sim, mas ele tá deixando de frequentar muitas aulas de poções e isso é ruim. Além das atividades de todas as aulas. — disse Mari. As garotas conversaram enquanto o treino já começava. Tales era realmente bom e os olhos de Danielly pareciam fascinados pelo esforço do time. Algo convencia ela de que eles seriam os campeões daquele ano.

O treino terminou e os alunos que estavam na quadra foram almoçar, mas Tales foi para a biblioteca.

Mariana pegou um prato e encheu com coxas de frango e pegou um copo com suco de abobora e levou até a biblioteca, mas foi barrada pela Sr. Alena, que era responsável pela biblioteca. Tales viu a situação e decidiu sair da biblioteca para ver o que Mariana queria.

—Eu trouxe almoço para você. Você está comendo pouco esses dias e eu acho que isso deve ser ruim. — disse a garota. Tales agradeceu e se sentou no chão, comendo as coxas de frango.

—Obrigado, Mari. — disse ele.

—Não vai se acostumando. Não sou empregada. — disse ela, se sentando do lado do rapaz. Tales riu, mas não foi um sorriso como o de antes. Tales estava muito preocupada com a Laurel, assim como os outros membros da casa Solus, e ela sabia que ele faria isso por qualquer outro amigo. Esses dias ele pode descansar mais pois os monitores das casas estavam procurando pela garota, fazendo ele ter tempo para os treinos e para fazer algumas atividades (mesmo que não fossem todas).

Notas finais
Desculpe a demora. Fiquei sem o notebook e demorei muito.