Castelo de Martenfield
1 Die electionis
Notas iniciais
– Acorde – Desta vez, Axel foi curto e grosso – Você irá acabar se atrasando para o dia mais importante da sua vida – O camareiro acendeu as luzes do quarto rigidamente.
Finalmente! O Grande Dia! Conhecido por todos como... não, não há um nome específico para o dia em que somos designados para passar o resto da vida aprendendo certa técnica. Por isso, chamo simplesmente de “Dia da Escolha”.
– Siga-me – Orientou o homem. Chegava a ser ridículo um doméstico nord de 1,67, vestindo armadura leve, bancando o durão. Ainda mais sendo Axel, meu fiel amigo de todas as noites. Tinha algo errado. – A propósito... feliz décimo sétimo aniversário – Soou frio demais.
Sem saber em outras opções, segui o homem. Domésticos usam armaduras quase como uma roupa de gala. Abandonados desde pequenos pela sua falta de talento, seres exclusos da sociedade por terem sido abandonados no Dia da Escolha e ido para uma das três patentes inferiores (Domésticos, fazendeiros e pequenos comerciantes), não veem motivos em exibir força de combate já que nunca entrarão em um. Hoje, entretanto, era um dia especial para mim. O décimo sétimo aniversário de um homem(não me refiro apenas aos nords) marca seu dia de virar um homem de verdade.
– Parabéns, Marco! – A primeira a acender as luzes da cozinha fora Nora. Uma meio-elfa linda, assim como eu. Exceto pela parte do lindo. Com um bolo em mãos, seguida de meus amigos Noel e Padrão(o único jovem nord da casa), começaram uma cantiga de aniversário puxada por Axel. Eu sabia que o safado não iria estar frio assim à toa. Queria era me dar uma festa surpresa. Infelizmente, eu não tinha muitos amigos e a festa não fora das melhores. Tentei fingir agrado. – Como meu presente pela sua data, dou-lhe este bolo feito pelas minhas mãos. – Isso sim era um presente. Só a doce voz de Nora valeria mais que o melhor arco do reino. Com um sorrisinho, ela acrescentou – Tem gotas de chocolate!
–Obrigado, Nora! – Sem jeito nenhum agradeci – Fico realmente muito feliz por ter se lembrado de minha data.
– Minha vez, minha vez! – O atrapalhado orc Noel trazia um grande embrulho – Pela sua data, dou-lhe este presente. – Com bastante ansiedade, abri o pacote. Um livro antigo, cuja o nome na capa era Gigante(literalmente, o nome era “Gigante”), transmitia uma das maiores lendas de todo o Ênio. – Vamos lê-lo depois, senhor Axel? – Após concordar com a cabeça e eu agradecer, padrão se apresentou sorrateiramente. Aquele nasceu para ser um arqueiro.
– De minha parte à sua data, apresento-lhe um dos meus primeiros arcos, para você guardar como recordação. Quantas histórias já passamos com ele, querido Marco? – Concordei e agradeci. Realmente, quantas histórias não passei com este arco? Uma vez, eu e Padrão estávamos nas torres norte de Ênio comemorando sua data, local proibido para menores de quinze anos, e dois guardas nos interceptaram. Para não nos punirem, cobraram cinco guaceletes. Ênio tentou pagar a oferta com uma maçã dourada, em uma árvore próxima. Entretanto, não acertava uma flechada. Depois, quando tentei, errei também. Ao pegar o arco de minha mão para tentar novamente, ele conseguiu de primeira.
– Está certo – Axel tomou a palavra – De minha parte, darei o presente em posterior – Seu sorriso agora abrangia toda a largura de sua boca – Vamos à história.
Tempos como este nunca foram tão fortes na cidade outrora sem nome. Ladrões e mendigos utilizavam-se da situação para furtar bens de homens-bons, enquanto escravos fugiam. Mas, quando o grande Orc aparecia diante de nossos portões, nada funcionava bem. A infantaria de orcs era esmagada – Isto nunca acontecera antes! – As flechas de nossos elfos arqueiros inutilizadas, a cavalaria não controlava seus filhos de Poseidon, os quais fugiam desesperadamente destes monstros.
Havia, entretanto, um guerreiro especial. Não tão alto, mas maior que os outros elfos. Fortíssimo, com músculos espalhados por todo o corpo, ao andar pelas masmorras do grande castelo oculto da família Martenfield, os ecos eram quase ensurdecedores. Seu nome? Ênio Martenfield. O fundador de nosso belíssimo reino.
De sua janela, Ênio assistia a tudo: O grande orc, ou gigante, pisava nos nossos belíssimos muros como se estes fossem vulgos e insignificantes insetos. Com nosso exército, fazia o mesmo. Nem nossa marinha extremamente treinada conseguia detê-lo. Foi a guerra mais difícil que passamos, apenas contra uma criatura.
E, da mesma forma, apenas uma criatura o detém! Nosso glorioso, honrado, heróico e forte Ênio. Com sua espada um tanto personalizada(tinha a forma da juba de um leão na ponta), o homem provindo de uma família rica que nunca trabalhou ou estudou, apenas ficava na sua mansão no alto da montanha de BeautyMontain, desceu aos berros e em extrema velocidade, de espada empunhada apenas em uma mão(curiosamente, mesmo sendo uma espada de apenas uma mão, ele não usava escudo), se aproximou do monstro. Em segundos, alguns dizem que nem chegou a tocá-lo, o derrubou morto no chão.
Tudo tem uma causa. Porque Ênio iria sozinho até o monstro que acabava com a cidade? Honra. Heroísmo. Civismo. E, a partir daí, decidiram dar o nome de uma rua de Ênio. Era pouco. Quem sabe um bairro? Um feudo? Uma província? Não. O reino regido por Paulo, seria chamado de Ênio.
– Fim de história, jovens. – Axel declarou, para a infelicidade de todos – Agora, o jovem Marco tem que subir para se arrumar, pois seu dia é hoje e ele precisa usar a mais forte armadura. Padrão, empreste-o uma aljava de flechas para ele por nas costas, ajuda na aparência. Prenda um escudo também e leve um machado nas mãos. Não se esqueça do seu elmo! Além da aparência, talvez eles te testem!
– Sim, senhor – Após dito, subi para meu quarto.
O caminho nunca fora tão longo. Talvez, a última vez que eu usaria este quarto como meu condado. Provavelmente não: deveria ser excluído pela minha falta de habilidade e retornaria para cá e tentaria a sorte no mercado negro. Mas, havia algo que eu não havia previsto.
– Oi – O sorriso de Nora me fez pensar que estávamos sonhando. – Achei que deveria ficar aqui por último para, sabe... me despedir. Tenho fé que você conseguirá ir para alguma ótima patente. O rei Monstro, o Indestrutível, contam os boatos, não desiste de alguém até realmente não haver mais opções.
– Obrigado, Nora... – Eu estava vermelho. Fato. – Não sei se é o que realmente quero... na verdade não sei se estou pronto. – Após vê-la corar, dirigi-me até a grande janela do meu quarto. Ela me acompanhou – Quero dizer... e se meu lugar for aqui, com vocês?
Após soltar uma risadinha, a garota retrucou:
– Axel daria um ataque se ouvisse isso. Entretanto, Marco, ele estaria certo. Todos nós um dia passaremos pelo Dia da Escolha. É parte da nossa formação como cidadãos de Ênio.
– O próprio Ênio, segundo a história, não passou – Respondi – Porque eu deveria passar por essa droga de Dia da Escolha?
– Naquela época não existia Dia da Escolha, acho.
– Nunca existiu. Nós que demos esse nome.
– O que quero dizer, é que todos devemos definir nosso destino, para podermos ser alguém na vida! E não perderemos o contato, haverá vários feriados! Em todas as suas datas irei te visitar, por exemplo.
– Você sabe que só quem é de patente diferente e passa bastante tempo juntos são os casados! – Estava quase gritando, não queria ficar longe dela! – E isso está bem longe da nossa situação. – Disfarcei – Quero dizer, minha, sua, do Padrão, do Noel e até do próprio Axel.
– Não é tão difícil assim – Ela chegou mais perto. Fiquei nervoso, arrepiado.
– É óbvio que é! – Eu não sabia o que fazer, os lábios dela quase tocavam os meus – Não quero isso, Nora – Ela se afastou, magoada. Que burro sou! Estava dizendo sobre ficar longe dela, isso eu não quero... ela não iria me beijar, iria?
– Tudo bem, Marco. Boa sorte – Poderia jurar que ela chorou antes de sair do quarto. Sem me cumprimentar, a garota foi embora do aposento.
– Obrigado – Agora, era só eu, minha janela e, ao longe, a inalcançável montanha de BeutyMontain, seguida do velho e inabitado castelo de Martenfield. Agora sei a origem história deste castelo.
Depois de um tempo refletindo, ouvi pancadas de cascos de cavalo na rua. De súbito, levantei-me e fiz meus últimos ajustes. Felizmente, Axel veio me ajudar.
– Bom dia, sr. Marisque. – Meu nome era Marco Marisque. Não sabia quem era o homem que falava comigo. E sim que ele era alto, com uma armadura leve e carregava um rolo de pergaminho – Meu nome é Sir. Oracro Martolo, sou o mestre da patente cavalariana e estou aqui para levá-lo à sua audiência de maioridade. Por favor, acompanhe-me até a carroça. – Levantei-me – Hm... infelizmente, armaduras pesadas são proibidas. Use vestimenta comum. O vestuário de seu teste será disponibilizado por nós.
Teste?! Pensei que era só dizer o que queria, falar porque e o cara nos avaliar pelo físico! Porque haveria um teste? Estou ferrado, olá mercado negro! Obviamente, limitei-me a trocar de roupa e dizer “Sim, senhor”.
Era triste descer aquelas escadas pela última vez. A espiral tirava-me do meu quarto em direção do hall do, o que podemos chamar isto, orfanato? Orfanato este o qual passei minha vida toda, sem saber quem são meus pais ou o que eles representavam para a sociedade. Orfanato o qual fora minha casa. E o que seria de Axel depois que todos fizéssemos dezessete? Eu faço hoje, mas todos têm dezesseis, exceto por Nora com quinze. Sem mais delongas, saí do orfanato e entrei na carroça. Seu interior já era bem diferente do que eu já vi em toda minha vida: decoração vermelho imperial, detalhes verdes, vários cachos de diversas frutas – Banana, uva, fruta do conde... – era como se um pedaço do Castelo Monárquico (o qual o Rei Monstro, o Indestrutível, reside) estivesse ali.
– Você sabe alguma coisa sobre os testes para a maioridade? – Indagou-me amigavelmente Sir Oracro Martolo – Como eles são feitos ou qual sua patente preferida?
– Eu adoraria ir para a patente sorrateira – A patente que representava os “ladrões legais”, abrangia os arqueiros do reino que, além da arte do arco e flecha, treinavam em como passar despercebido pelos inimigos e como usar com perfeição uma adaga. Era quase impossível entrar lá, mas era um sonho. Meu físico era inadequado, entretanto: baixo e magro.
– Interessante. Sua alteza, Monstro, O Indestrutível, deverá pedir ao mestre sorrateiro que avalie com melhores olhos seu teste. Gostei de você, garoto. – Após ir falar com o motorista e voltar, anunciou – Estamos chegando. Arrume suas coisas e se prepare para descer.
–Sim, senhor. – Fiquei alguns minutos ajeitando minhas vestes – Estou pronto.
Lá, no fórum monárquico (também no bairro Monárquico, centro do reino) era lindo. Ao contrário de OldVillage, o bairro aonde meu orfanato se localiza, Monárquico há apenas coisas bonitas. As pessoas são bonitas, as ruas são bonitas, os enfeites são mais bonitos, até o céu parece ser mais bonito. É claro que fica longe do inalcançável, entretanto belíssimo edifício de Martenfield. Se o castelo é inabitado há tanto tempo, como consegue continuar tão bonito?
– Vamos andando, por aqui – O mestre me orientou. Dava-se para ver que outros jovens também chegavam ao local. A maioria, entretanto, forte, alta, preparada. Vários vinham com seus pais. – Tenho que me preparar para a seleção de jovens, encontre sua alteza na sala principal do fórum.
– Sim, senhor. Obrigado, até mais – Dito isso, o homem chamou um camareiro para pegar minha mala e me orientou o caminho. Não acreditava que iria ver o rei pessoalmente!
Os corredores de dentro do fórum eram longos, mas era prazeroso andar lá dentro. Havia um cheiro de jasmim, além de lindas pinturas nas paredes. O fórum principal, localizado à direita do fundo, tinha detalhes em dourados em suas gigantes portas. Todo o tipo de gente andava lá dentro: prisioneiros, réus, e ricos proprietários de terra que processavam alguém. Por isso, vários guardas monárquicos se encontravam espalhados.
–Por aqui, senhor – Era a primeira (e provavelmente última vez) que alguém me chamava de senhor. O camareiro, provavelmente, estava acostumado a atender filhos de riquíssimas pessoas, mimados.
–Obrigado – Era óbvio que ele também não estava acostumado com agradecimentos – Posso me sentar aqui? – Perguntei ao chegar no salão. Havia vários sofás distribuídos pela sala.
– Sim, só se lembre de se levantar e ficar em posição respeitosa quando o rei chegar – Assenti com a cabeça.
O que será que eu deveria dizer? Eu, de longe, não teria chances ao concorrer com esses garotos. Minha melhor chance era fugir e não passar vergonha. Não havia tempo, dava-se para ouvir o movimento dos guardas no corredor e todos aderindo à posição de sentido. Da parte dos civis, se levantando e se agachando. Levantei-me de súbito e agachei-me, de forma que minha cabeça ficasse mais baixa que sua cintura. Ele era majestoso, bonito, alto, forte, com uma armadura pesadíssima e uma espada de duas mãos, segurada apenas em uma, conforme a tradição para honrar Ênio (mesmo ele tendo morrido há mil anos).
– De pé – Todos os mestres chegaram e após prestar uma saudação ao rei, sentaram-se nas cadeiras da grande mesa. Havia duas grandes cadeiras no centro: uma o rei ocupou, outra o ministro do fórum. Sir Oracro parecia muito mais sério neste momento oficial. O rei voltou a falar – Bem vindos ao dia em que serão escolhidos para suas patentes. É meu dever informar-vos o procedimento: cada mestre falará os requisitos mínimos para sua patente e, após ter seu nome dito, deverá falar em ordem decrescente de interesse nas patentes que deseja ficar. Após isso, está à escolha do mestre e de mim se você poderá ou não fazer o teste. Vamos começar com Sir Demerval Whiteriver.
Olhei envolta. Havia várias cadeiras, provavelmente de civis e aprendizes na patente de direitos. Na mesa principal, além das duas principais cadeiras, havia seis cadeiras, três de cada lado das principais. A da esquerda, ocupada por Demerval, teve seu dono de pé:
– Bom dia – Anunciou. O homem era um nord alto, forte, vestindo armadura leve e com uma adaga na bainha. – Sou o mestre da patente de cálculos, para quem quer ser comerciante este é seu lugar. O único pré-requisito que peço é passar num teste escrito e, caso não passe, poderá ficar aprendendo na escola de Cálculos, localizada aqui em Monárquica, até se achar apto para o teste novamente. –Após prestar uma saudação ao rei, sentou-se novamente.
– Minha vez – Anunciou, dessa vez, o homem que conheci – Meu nome é Oracro Martolo e estou aqui para anunciar os pré-requisitos da patente de cavalaria. O candidato deve ter mais de 1,70 m de altura e deve ter escolaridade completa, além de fazer o nosso teste. – Ele olhou para mim, de esguelha – Aceitarei candidatos com mais de 1,65m.
E os mestres foram falando, um por um. Eu tinha capacidade para entrar nas minhas duas patentes preferidas: Cálculos e Sorrateira. Entretanto, os testes eram muito difíceis e é costume de quem fica muito tempo tentando perder tempo e virar um aprendiz velho demais. Eu não estava treinado. O rei tomou a palavra.
– Agora – Todos se calaram – Os candidatos devem dizer ao ministro do fórum o que querem. Façam uma fila enfrente ao...
–Um minuto, Monstro. – Um homem baixinho, que estava sentado na platéia, com roupas comuns, sem nenhum armamento e nenhuma força física aparente, interrompeu o rei. Seu casaco tinha um capuz que tornava impossível ver seu rosto. Isso poderia dar o que? Pena de morte? Todos o encararam incrédulos. Os guardas foram na direção do homem que chamou o rei pelo nome. O Indestrutível ergueu a mão, fazendo seus guardas pararem. – Ou devo dizer... – Ele soltou um risinho – Vossa alteza. – Depois de levantar-se e ir até o ouvido do homem, dizendo algumas palavras sem reverência nenhuma, Monstro perguntou:
– Tem certeza, senhor? – Senhor!? Desde quando o rei chama alguém de senhor? As únicas vezes que ele faz isso é quando fala com o chefe de uma nação amiga. Deve ser o caso. — Marco Marisque, de pé. – O rei dirigindo-se diretamente à mim? Levantei-me de imediato, e em sequência reverenciei o rei.
– É a mais alta autoridade que deve reverenciar, Marisque. – O homem desconhecido disse.
– Ênio é maior que todos, senhor. – Retruquei respeitosamente.
– Concordo – Em tom irônico, o homem disse.
– Marisque, siga-o. – Sem indagar meu rei, segui em passos largos o homem, o qual tomou a palavra:
– Oblítus – Falou o homem. Decidi não perguntar o que era aquilo, mas notei que, rapidamente, a palavra veio a minha cabeça como “esqueçam”. Mais rápido ainda, já estava fora da sala. – Fique tranqüilo, ninguém além de eu, você e Monstro saberemos do que aconteceu.
– Desculpe-me... quem é o senhor? – Perguntei.
– Pode me chamar de você... sou o mestre de uma patente não muito procurada, e você irá passar pelo teste dela agora. – Estávamos quase que andando na velocidade da luz. Olhei ao redor.
–Desculpe-me, senhor... você, digo. Mas estamos ao lado de BeautyMontain!
– Eu sei – Ele arqueou as sobrancelhas – E seu teste é chegar lá em cima – O homem, por fim, apontou para o castelo de Martenfield, inabitado há mil anos.
– Tenho muitas perguntas a fazer ainda! – Indaguei-o. – Não escolhi esta patente, seja lá qual for, e nem me acho apto a subir uma montanha considerada impossível de ser atravessada pelo próprio Rei Monstro, O Indestrutível!
– Você foi escolhido desde o momento em que nasceu. As demais perguntas serão respondidas quando chegar lá em cima. Mas fique tranqüilo, a montanha é uma pequena verificação... caso você pertença a esta patente, irá subir facilmente, num piscar de olhos. Caso contrário, terá uma morte rápida e sem dor – O pior de tudo, era que o homem mantinha uma expressão facial imutável – Estou brincando, você tem quase um por cento de chance de morrer, é apenas a droga de uma formalidade que Marvolo insiste em fazer.
– Quem é Marvolo? – Perguntei novamente.
– O chato do meu conselheiro chefe. – Respondeu o homem, indiferente.
– Como devo chamar a você? – Fiquei curioso quanto a isso.
– Você, de jeito nenhum senhor – Ele arqueou as sobrancelhas – Pelo menos não antes da sua iniciação. Você já não tinha me perguntado isso antes?
– Eu não perguntei, o se... você que me disse. Mas eu me referia à sua graça.
– Sou um homem muito sério, garoto. – Ele respondeu. Comecei a me irritar com o desconhecido. – Estou brincando, meu Ras pode ser conhecido como Sr. Ê (ou minha graça, se preferir. Mortais e seus nomes estúpidos)
– Porque Sr. Ê? O senhor não é mortal?! – O Sr. Ê. não estava mais lá – Espere, tenho muitas coisas a perguntar ainda! – E, como um passe de mágica, um cajado com uma boca de leão moldada na ponta surgiu na minha mão.
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