Caso dos ressuscitados
2 Capítulo 2: Swanenburg
Notas iniciais
Ao chegarem à Holanda, a policia local aceitou a ajuda dos estrangeiros no caso, já que envolvia muito mistério. A vitima foi Anko Van Sueesen, policial também. Morreu envenenado, provavelmente por arsênio, em casa. Novamente, nem uma pista para quem seja o assassino.
Dessa vez, o assassino copiou Maria Catherina Swanenburg, serial killer holandesa dos anos 1880. Tentou envenenar mais de 100 pessoas, sendo que apenas 27 morreram. Ela matava para poder receber pertences e dinheiro por herança ou seguro, e, por isso, a maioria dos seus assassinatos foram contra familiares. Após ser acusada por assassinato, foi sentenciada a prisão perpétua e morreu na cadeia em 1915.
Anko era aposentado, já que tinha uns 60 anos de idade. Era viúvo, sem filhos. Morava sozinho na casa que já pertencera à esposa também. Muitos vizinhos o descreviam como solitário, já que, depois da morte da esposa, raramente saia de casa. Por esses motivos que a pericia foi chamada quase um dia depois do acontecido. O assassinato quase não teve repercussão na TV e nos jornais, Anko era um fracassado. As únicas pessoas que ficaram realmente sabendo sobre o que aconteceu foram os vizinhos, que se apavoraram.
Maurício investigou o caso. Conversou com vizinhos, pesquisou sobre o assassinado e sobre Swanenburg. Descobriu que o pai do assassinado, Lotje Van Sueesen, também era policial. Também descobriu parentes com antecedentes criminais, mas nada grave. Dois primos de segundo grau tinham assaltado de 3 a 5 carros, mas, pelo o que estava escrito, Anko não tinha ligações com eles.
Deixando os primos problemáticos de lado, a família de Van Sueesen era como qualquer outra família, mas com destaque em Lotje. Lotje trabalhou em muitos casos interessantes e foi muito bem parabenizado por isso. Magalhães então estudou a vida do velho Van Sueesen para ver se havia alguma relação com o assassinato do filho, e, por sua surpresa, o respeitoso policial tinha posto Maria Swanenburg atrás das grades.
Nesse momento, Magalhães descobriu o que estava acontecendo. O assassino mataria policiais que prenderam serial killers! Mas... John, o policial americano que foi assassinado, não tinha relações com Dahmer... Ou não que ele sabia.
O detetive brasileiro, tentando esclarecer suas ideais, contou à sua pequena equipe sobre o que tinha descoberto. Um dos policiais mais velhos, Michael, logo se surpreendeu com o que o jovem ali dizia. Há muito tempo atrás, Michael e John trabalharam juntos em vários casos, incluindo o de Dahmer. Contou que Gellert foi uma peça chave nas investigações do caso, levando maior parte do credito quando o assassino foi pego.
Maurício não conseguia ficar sentando na pequena cadeira de plastico da delegacia europeia, andando de um lado para o outro. Agora tudo fazia sentido! Van Sueesen prendeu Swanenburg e Gellert prendeu Dahmer!
Rapidamente, a equipe americana foi mostrar suas idéias para a policia local, que, com um pouco de dificuldade para entender, se surpreenderam.
Imediatamente procuraram sobre casos semelhantes que aconteceram no mundo. Sem muita dificuldade, um caso parecido aconteceu na Inglaterra havia alguns meses, tendo percussão por todo o mundo. Até onde essa onda de calamidades irá?
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