Caso dos ressuscitados
3 Capítulo 3: Allit
Notas iniciais
Toda a equipe começou a investigar como podia sobre o que aconteceu no pais inglês. Quem morreu foi Oliver Harrison, uma criança de 7 anos, filho de Arthur Harrison, que era policial. O menino estava hospitalizado e morreu por uma alta dosagem de insulina, que, de acordo com a policia, tinha sido injetado no lugar de soro.
Dessa vez, quem “ressuscitou” foi Beverly Gall Allit, assassina de crianças da época de 90. Beverly era uma enfermeira que sofria da sindrome de Munchausen Modificada, ou seja, desejo de matar ou machucar para ganhar atenção. É acusada de matar mais de 9 crianças, todas por ter injetado insulina em suas veias. Recebeu 13 penas perpétuas, mas foi internada em um hospital para doentes mentais de alta periculosidade, onde continua até hoje.
Mas...A assassina ainda estava viva, talvez ela apenas fugiu do hospital. Todavia, como o detetive esperava, a policia inglesa já tinha checado isso, e Beverly continua internada. Maurício não tinha mais duvidas se esse caso se encaixava na categoria que ele procurava.
Sem ter como investigar um caso no Reino Unido da Holanda, os americanos e o brasileiro pegaram um barco para a Inglaterra. A viajem foi tranquila, mas o jovem detetive quase não conseguiu se segurar parado dentro do barco por quase 7 horas. Para se tranquilizarem, ele e seus companheiros contaram histórias, piadas e velhos casos. Maurício fez o que pode, mas não estava acostumado a contar sua vida aos outros.
Ao chegarem lá, a policia inglesa não ficou muito feliz com aquele bando de xeretas, mas depois que Magalhães explicou o que estava acontecendo, eles concordaram em mostrar mais detalhes do caso. As entrevistas com os vizinhos nem o local do crime trouxeram nenhuma informação sobre o assassino.
O hospital tinha instalado câmeras por quase todo o prédio, dando uma luz de esperança tanto para o brasileiro como para toda a equipe americana e inglesa. Foram o mais rápido possível para o hospital. Infelizmente, todas as suas boas expectativas estavam erradas. As câmeras não estavam funcionando na semana do assassinato, pois houve uma pane em todo o sistema dias antes, apenas não prejudicando os equipamentos medicinais.
Nesse momento, Maurício percebeu o nível do seu adversário. Esse não era um caso no qual assassino apenas selecionava suas vitimas aleatoriamente. Era um plano muito bem planejado, que com certeza levou anos.
Como sempre, o detetive e seus companheiros investigaram os casos no qual Arthur tinha trabalhado. Harrison prendeu Allit, mas isso não surpreendeu ninguém.
Arthur estava arrasado, aquilo... Aquilo era culpa dele. Aquela criança morreu como tantas outras que ele tentou salvar na época. O homem quase não saia de casa, e nem falava com a policia. Ficava trancado em casa com sua mulher. Mesmo sendo uma peça chave para as investigações, Magalhães preferiu deixar o homem inglês em paz por hora.
Na época do caso Allit, Arthur quase não ficava com o filho, um menino recém-nascido com graves problemas pulmonares, com medo de perdê-lo. Quando prendeu aquele monstro, Harrison pensou que seu filho estava a salvo de massacres como esse, nunca lhe veio a cabeça que a assassina iria “reviver”...
Com a culpa o consumindo vivo, o velho policial britânico Arthur decidiu sair de casa e se juntar a equipe de Magalhães. Mesmo se não fosse muito útil, Harrison era um homem dedicado e não deixaria um caso desses passar. O detetive o aceitou de bom agrado, já que era um excelente policial e poderia ajudar.
A equipe fez o possível. E, como todos os outros casos, não acharam um culpado. Todavia, ele existia, e precisava ser encontrado o mais breve possível, para evitar mais mortes.
Procuraram por mais casos semelhantes. Um assassinato na Rússia era um tanto parecido, mas correu a 2 anos atrás. A vitima foi Heins Kasparov, policial aposentado. Seu corpo foi encontrado no meio de uma floresta próxima, totalmente mutilado. Estava irreconhecível, descobriram a identidade do homem pelos documentos que continuavam com o corpo, como se o assassino quisesse assim.
O “ressuscitado” foi Sergey Golovkin , assassino russo da época de 80 e 90, acusado de assassinar 11 pessoas. Ele geralmente as condizia até as florestas, onde as assassinava brutalmente e depois as mutilava. Foi sentenciado em 96 à pena de morte.
Já que o caso aconteceu na Rússia, não havia informações para os policiais na Inglaterra. Maurício e seus parceiros tiveram que viajar para o maior país do mundo.
Ao chegarem ao país, a policia local não quis ajuda-los, mesmo depois que o detetive contou o que estava acontecendo. Foram obrigados a conseguirem informações por eles mesmos. Estavam desorientados no local, perdidos feito um bando de americanos no meio de Moscou. Agora, sem ajuda e sem ideias do que fazer, como Maurício irá achar o culpado antes que outra catástrofe aconteça?
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