Caso dos ressuscitados
1 Capítulo 1: Dahmer
Notas iniciais
Espero que gostem!!
No ano de 97, um importante policial americano morre parcialmente esquartejado e com partes do corpo mastigadas e arrancadas. Canibalismo, com certeza. A população de Wisconsin ficou horrorizadas com o assassinato, muitas se escondiam em casa e exigiam que a policia achasse o culpado e o colocasse atrás das grades.
Quando a pericia chegou ao local, viram o corpo de John Gellert naquele estado horrível. Ele era colega de todos, um amigo. Era difícil ficar naquela casa, vendo o companheiro semi-devorado, mas tinham que trabalhar.
Procuraram por algum sinal do culpado, passaram o pente fino no local, não acharam nada. Tudo tinha sido perfeitamente limpo na casa. Todavia, a causa da morte não ficou clara, mas descobriram que o homem continuou vivo quando teve o braço arrancado, então deduzindo que ele morreu de hemorragia.
Havia apenas as coisas de Gellert, que morava sozinho. John era divorciado, tinha uma filha adolescentes, mas nem a mãe nem a filha queriam saber do velho policial que só queria trabalhar.
As pessoas que moravam na região a mais tempo logo conseguiram relacionar esse caso com outro mais antigo. Dahmer. Ele fugiu da cadeia? Esse monstro está a solta novamente? Era muita coincidência dois assassinatos tão parecidos na mesma cidade.
O caso de Jeffrey Dahmer ocorreu em 88. Ele foi um famoso serial killer, que sequestrava, matava e, algumas vezes, comia as vitimas. Tinha um cemitério pessoal em casa e fazia seus próprios acessórios, como cintos e pulseiras, com partes dos corpos de suas vitimas.
Mas... Dahmer morreu em 94 na prisão. Não foi ele que cometeu os assassinatos. Provavelmente, foi alguém tentando copia-lo. Mesmo sendo totalmente apavorante, é comum alguns lunáticos copiarem serial killers famosos.
A policia fez o que pode. Continuou a procurar pistas no local, interrogou pessoas da vizinhança, conversaram com a ex-mulher e a filha de John e qualquer outra atividade que não levou a lugar algum. No final de tudo, como esperado, não acharam um culpado.
O caso foi arquivado, poucas pessoas continuaram procurando um culpado. Não acharam nem uma relação com qualquer outro assassinato em Wisconsin, nem nos Estados Unidos.
Se passou quase um ano, ninguém mais se lembrava do que aconteceu com o velho policial Gellert. Esse assassinato só chamava a atenção do novo detetive estrangeiro, Maurício Magalhães. Ele veio do Brasil, com uma ótima reputação, e logo que ouviu falar sobre o caso começou a investiga-lo.
Magalhães trabalhava bastante. Estava investigando outros casos, os tratando com prioridade, já que ninguém mais se preocupava com o assassinato de John. Mesmo sendo tão ocupado, ele arranjava tempo para o caso do velho policial Gellert. Afinal, era jovem e solteiro, não tinha outra coisa para se preocupar. Maurício sempre foi assim, priorizando o trabalho ou os estudos... Talvez, por essas prioridades, ele seja tão isolado de sua família.
Nos primeiros meses no pais americano, o jovem detetive não conseguiu fazer grande avanço no caso de Gellert (em compensação, solucionou vários outros casos que trabalhou “de verdade”, sendo parabenizado por suas incríveis deduções). Maurício interrogou de novo os vizinhos do assassinado, procurou por possíveis inimigos... Nada.
Magalhães estava quase sem esperanças, não conseguia progredir nesse caso de jeito nenhum. Um assassino voltou a vida? Isso é impossível! O detetive nunca foi uma pessoa religiosa para poder acreditar nisso.
Enquanto o detetive pensava no seu escritório mal iluminado, durante um sábado a noite, andando de um lado para o outro freneticamente, olhou por um instante para fora de sua sala. Viu um casal de estrangeiros, mesmo não entendendo o que falavam, percebeu que estavam muito assustados.
Chegou perto do angustiado casal caucasiano e perguntou o que estava acontecendo. Seu colega de escritório, Paul, logo explicou tudo de maneira direta e fria, que era mais do que tipico de quase todos os policiais com que vivia em Wisconsin . Disse que o casal pegou um avião para qualquer lugar, pois estavam com medo de um assassino que reviveu.
Ao ouvir o que o outro policial disse, Magalhães arregalou os olhos e perguntou, quase surtando, da onde o casal veio.
Sem demora, juntou uma pequena equipe e pegou o primeiro avião para a Holanda, pais natal do casal e do crime. Mesmo não tendo nada para se basear a não ser uma misera ''cópia de identidade'' de algum serial killer, Maurício sentia que o que aterrorizava os eufóricos estrangeiros estava relacionado com Gellert. Se era ele quem dizia, quem iria retrucar? O novato conseguiu solucionar vários casos com perfeição, mas nenhum com tão poucas informações como esse.
Esse seria mesmo o maior caso da vida de Magalhães, mas ele ainda não tinha percebido isso...
Notas finais
Estou aberta a elogios, sermões, avisos, conselhos e tudo mais!
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