Armando tinha razão, conhecia Daniel desde sempre. Claro que a intenção de Daniel. Estava louco para colher aquela frutinha, como dizia. Mal podia aguentar a excitação dentro das calças ao sentir de perto o cheiro da inocência qe emanava do dorpo de Beatriz. Ao contrário de Armando que preferia envolver-se com moças mais experientes, com as quais pudesse desfrutar livremente sua sensualidade sem se preocupar, ele preferia seduzir e iniciar as meninas. Geralmente, não era gentil, mas não lhe importava a pinima. Assim que, depois lancharem na mesa de seus pais, a levou para cavalgar.

—E onde vai com a criada?

—Cavalgar por aí.

—Só você mesmo, Daniel.

—Shiu, Marcela. Já conversamos sobre isso.

Daniel levou Beatriz para passear.

—Vou te levar para outros lugares.

Um deles era o enorme lago.

—Veja!

Beatriz abriu bem os olhos, estava admirada com a beleza do lago a sua frente, rodeado de flores.

—Não disse que era maior que dos Mendoza? Até nosso lago é maio e mais lindo. Quando te conheci, tomava banho no rio. Não sente vontade de nadar aqui comigo como nadava no dos Mendoza?

—Er...

—Vamos Beatriz! Ou tem algo contra os Valencia?

—Não, imagina. Só não penso que fica bem. Fui criada naquela fazenda. Já aqui é notório que sua irmã não gosta de mim e não conheço bem seu pai.

—Conhece a mim, não? -disse segurando seu queixo.

—Sim, claro. -disse Beatriz, sentindo-se desconfortável que Daniel a segurasse pelo queixo.

—Vamos?

—Não creio ser uma boa ideia.

Daniel riu com deboche.

—Não se sente à vontade aqui como na fazenda dos Mendoza. -riu- Tudo bem, logo se acostuma -sorriu-lhe. -Mas não pode negar-se a um passeio no lago, não? De barquinho ou é contra isso também?

—Não, creio que está bem. -disse com um sorriso tímido

Quando estava no meio, Daniel parou de remar.

—Está uma bela tarde.

—Na verdade está bem tarde.

—Não tão tarde assim!

—Creio que é melhor voltarmos.

—Não tão cedo.

—Seu pai e sua irmã podem ficar preocupados.

—Sou adulto, não creio que se importam.

—Neste caso, meu pai ainda se importa. Melhor irmos, já está tarde.

—Quantos anos tem agora?

—17!

—Uma flor que ainda está desabrochando.

—Como disse?

—Adoro as flores puras que ainda não foram colhidas como você. –disse acariciando seu rosto, Beatriz teve medo.

—Não tenha medo. Somos amigos. Sempre trago minhas amigas novas aqui.

—creio que não entendo.

—Posso fazê-la entender. Voltou tão bela. Deve ter aprendido tanta coisa, mas o principal deixaram para mim. Pois bonita deste jeito é até pecado que não seja já mulher! Mas posso resolver isso e vai gostar! -se aproximando dela. Olhou em volta e só via água. Não sabia se eram águas profundas ou não.

—Seu Daniel, não!

—Desde quando se pôs assim orgulhosa? Sabe que não é nada aqui, só a filha do caseiro dos Mendoza. A ex-feia, criada, a bela professorinha, qual a diferença? Vamos, Beatriz. Não se faça de difícil, Se for boazinha posso me contentar com um beijinho, embora, gostaria de fazer o serviço completo.

—Não. Não!

—Com esta nova forma já deve ter beijado muitos e porque não eu? Venha!

Ele a segurou pelo braço e vendo que se contorcia, ficou ainda mais excitado.

—Sabe que uma mulher arredia assim, me deixa ainda mais louco de fazer com ela o que quero?

—Não! Armando tinha razão!

—Que pena que o idiota está muito longe daqui para ser seu herói. Nestas horas nos braços de minha irmã ou de qualquer uma, já que gosta de se revolcar com qualquer vagabunda! Eu só gosta das florzinhas puras como você! Vamos Beatriz, quero sentir o sabor de seus lábios ou vai dizer que nunca beijou ninguém?

Daniel havia deitado sobre ela, prendia seu corpo contra o casco do barco, não havia como escapar. Ele mordia seu rosto no caminho para sua boca enquanto ela se virava negando-se. O cheiro da pureza o estava levando a loucura. Não sabe se conseguiria parar depois dela ceder-lhe um beijo. Não havia motivo para esperar mais, afinal, se não tinha paciência para ser bom moço nem com as filhas dos peões, belas camponesas virgens, por que iria ter com ela? Era só a ex-feia, a filha dos criados. E era só um beijinho, embora lhe provocava fazer outras coisas. Mas era a querida dos pais Mendoza e não queria brigas com eles. Um beijo era um beijo, quem poderia condená-lo? Afinal, ela havia aceitado passear sozinha com ele por sua fazenda. Não havia testemunhas de que não havia lhe beijado também e acabaria lhe agradecendo. Todas as moças lhe agradeciam pelos beijos que dava ou era o que pensava. Ela era só mais uma.

—Que está tão agressiva? Acaso vai dizer que não sou atraente?

—Largue-me, seu Daniel!

—Só um beijo.

Ele a deixou imóvel, não podia se soltar, era mais forte que ela.

—Socorro!

—Não vê que não tem ninguém aqui? Ninguém pode impedir!

Estava quase roçando seus lábios contra a pobre Beatriz.

—Tira as mãos dela, Daniel Valencia!

Daniel não podia acreditar, Armando estava ali, molhado, vestido apenas com sua calça jeans exibindo seu peitoral másculo e os belos braços enormes e musculosos. A camisa quadriculada e o cinturão havia deixado na grama antes de pular no lago. Havia ido atrás de sua amiga, sabia qe as intenções do cunhado não eram boas. E depois de procurá-los pela fazenda, avistou um barco parado no meio do lago e viu que se tratava dos dois. Não podia escutar o que diziam, mas o conhecia e sabia que não tinha boas intenções. Beatriz cresceu em sua casa, sempre foi amiga de Camila e sempre a protegeu de todos que a perturbavam e agora não seria diferente.

—Saia daqui, Mendoza! Não vê que estou em minha propriedade e muito bem acompanhado? Marcela está atrás de você.

—Pouco me importa. Largue Betty agora!

—Hahaha! Acha que acato suas ordens? Não vê que eu e sua amiga estamos muito à vontade? Ela até me pediu para lhe ensinar coisas, mas muito menina até para mim, vou apenas ensiná-la a beijar.

—Armando, socorro!

—Shiu, calada! Fora, Armando! Aqui você não manda nada!

Armando se lançou no barco e arrancou Daniel de cima dela.

—O que pensa que está fazendo?

—Não sabe que uma mulher não se obriga a fazer o que não queira?

—Armando! –Beatriz ia se colocar nos braços protetores de Armando, quando Daniel a empurrou, por pouco não caiu no lago.

—Só estava querendo um beijo! Mas não vale tanto a pena. Estou acostumado que as mulheres me implorem.

—Nunca te imploraria! Me dá asco! -disse agarrada a Armando

—Prefere este aí, não aí? Sou muito melhor que Armando!

—Beatriz não é uma dessas que pode sair pegando e jogando fora!

—Olha só quem diz: Santo Armando!

—Não sou santo, mas não obrigo uma mulher a fazer o que não quer!

—E quem disse que não quer? Não sabe se ela me provocou.

Com medo, ela balançou a cabeça, em sinal de negativa, pois não suportava Daniel e jamais o provocaria.

—Ela é apenas uma empregadinha, Armando. Já peguei muitas na fazenda, nós dois ou vai dizer que não se lembra?

—Não, Beatriz é minha amiga!

—Minha irmã vai saber disso que está no quarto abraçado com a empregadinha e sabe como a detesta.

—Conte o que quiser!

—Já foi, não corre mais riscos. -disse ele abraçando-a

—Tive tanto medo. Com raiva, pois sabia que não venceria Amando em uma briga,

Daniel pulou com tudo na água, fazendo com que o mesmo virasse com Armando e Betty.

O lago era fundo e ela desesperada, começou a se debater. Armando a tomou em seus braços e ela abraçou-o pelo pescoço, abandonando-se. Logo, ele se colocou em pé, era tão alto que a água batia apenas no abdomen. Deixando o restante de seu corpo de fora da água. Beatriz agarrou-se mais ainda.

—Jamais iria provocá-lo. Ele queria forçar-me. Não queria só um beijo. E jamais daria um beijo nele.

—Acredite o conheço suficiente para saber que não queria só um beijo.

—Me mataria se ele me obrigasse!

—Eu o mataria!

—Tinha razão sobre ele. Como sabia que eu estava em perigo?

—Quando saiu da escola, fiquei preocupado e resolvi vir atrás.

—O odeio! Como acreditei que havia mudado? Ele parecia tão gentil.

—Eu te avisei!

—Por sorte, meu protetor estava novamente para me salvar! –disse, abraçando.

—Sempre estarei para salvá-la. Mas seria melhor ter evitado.

—Atchim!

—Vai se resfriar!

Por sorte, ele havia tirado seu chapéu e a camisa quadriculada na grama, e agora tinha uma roupa seca para cobrir Betty.

—Mas e você?

—Estou acostumado a andar com camisa. Melhor que não fiqe doente.

—Er, er está bem. reparando agora naqueles braços e peitoral musculosos de fazer trabalho duro.

—Troque-se, sim. EU vou ficar bem.

—Está bem.

—Eu me viro.

—E se ele contar algo para os Mendoza ou para meu pai?

—Não creio que terá ânimo para isso. Ele tem mais a perder que ganhar!

—Mas sou a filha dos criados de sua fazenda.

—Não. É minha amiga. Sou testemunha e seu defensor.

—Continuo com frio. –dizia Betty se abraçando, mesmo depois de ter trocado a blusa.

Armando a abraçou para esquentar como fazia quando era só um menina. Betty abandonou-se em seus braços grandes e aquecidos. Se na camisa já tinha o cheiro dele, muito melhor senti-lo emanando de sua pele bronzeada.

—Melhor agora? –disse ele todo gentil e sorridente.

—Sim.

Lógico que estava melhor.

Beatriz sorriu.

Ao ver aquele sorriso, Armando sentiu algo atravessar-lhe.

“Beatriz está tão bela. Até o cretino do Daniel quis beijá-la!”

Se imaginou beijando-a como um louco e se afastou dela bruscamente.

—O que foi?

—Nada. Desculpe. Está mais calma?

—Sim.

—Melhor irmos para a Laços! Devem estar procurando por você por todas as partes.

Durante o caminho ficou calado, a imagem que viu ao abraçá-la o havia deixado perturbado.

—O que foi? Por que está assim?

—Não é nada.

—Você está estranho. Não quer falar comigo.

—Apenas pensando.

—Está bravo comigo? Não tenho culpa, Daniel me pegou à força.

—Eu sei.

—Não. Acha que eu quis, juro que não sabia.

—Sei que não faria isso.

—Por favor, não pense. Jamais faria.

—-Eu sei que não faria.

—Acredite em mim não suporto os Valencia, achei que estava sendo gentil, pois havia mudado.

—Te falei que não. Mas tudo bem.

—Jamais me entregaria para Daniel Valência, o detesto. -o abraça

—Eu sei.

—Sabe que jamais me entregaria a ele. -disse olhando-o nos olhos. Armando desviou, aqueles olhos castanhos amendoados o perturbavam de uma forma inesperada, mas ela havia passado por um trauma e não podia negar-se de abraçá-la~.

—Grata por proteger-me. Por favor, não conte nada a ninguém.

—Temos que contar, ele pode tentar de novo. Seu Hermes e meu pai tem que saber.

—Se souberem, meu pai vai me proibir de sair, não via querer que vá à escola.

—Está bem. Mas vou ficar de olho nele, se tentar te machucar, o mato! Devo protegê-la. É só uma menininha.

—Melhor agora? –disse ele todo gentil e sorridente.

—Sim.

Lógico que estava melhor.

Beatriz sorriu.

Ao ver aquele sorriso, Armando sentiu algo atravessar-lhe.

“Beatriz está tão bela. Até o cretino do Daniel quis beijá-la!”

Se imaginou beijando-a como um louco e se afastou dela bruscamente.

—O que foi?

—Nada. Desculpe. Está mais calma?

—Sim.

—Melhor irmos para a Laços! Devem estar procurando por você por todas as partes.

Durante o caminho ficou calado, a imagem que viu ao abraçá-la o havia deixado perturbado.

—O que foi? Por que está assim?

—Não é nada.

—Você está estranho. Não quer falar comigo.

—Apenas pensando.

—Está bravo comigo? Não tenho culpa, Daniel me pegou à força.

—Eu sei.

—Não. Acha que eu quis, juro que não sabia.

—Sei que não faria isso.

—Por favor, não pense. Jamais faria.

—-Eu sei que não faria.

—Acredite em mim não suporto os Valencia, achei que estava sendo gentil, pois havia mudado.

—Te falei que não. Mas tudo bem.

—Jamais me entregaria para Daniel Valência, o detesto. -o abraça

—Eu sei.

—Sabe que jamais me entregaria a ele. -disse olhando-o nos olhos. Armando desviou, aqueles olhos castanhos amendoados o perturbavam de uma forma inesperada, mas ela havia passado por um trauma e não podia negar-se de abraçá-la~.

—Grata por proteger-me. Por favor, não conte nada a ninguém.

—Temos que contar, ele pode tentar de novo. Seu Hermes e meu pai tem que saber.

—Se souberem, meu pai vai me proibir de sair, não via querer que vá à escola.

—Está bem. Mas vou ficar de olho nele, se tentar te machucar, o mato! Devo protegê-la. É só uma menininha.

—Estou prestes a completar 18 anos.

—Uma menina ainda.

Beatriz bufou. Precisava mostrar a ele que não era mais, mas não iria seguir os conselhos de Aura e tentar provocar-lhe ciúmes.

Daniel chegou em casa, encharcado.

—E o que aconteceu? Onde está sua amiga?

—Pergunte ao Mendoza.

—Diz Mendoza pai ou de

—Sabe que falo de Armando.

—E o que fez desta vez?

—Estava no lago com a sonsa da criadinha ex-monstro para fazer o que sei de melhor.

—Você e seus gostos. por que não pega uma mais experiente? Vai gostar das loucuras que sabem fazer.

—Isto não interessa! Escuta, mamãe sabe desse seu lado?

—Sabe que sua mãe já está idosa e doente e não. Bem não te interessa! Quando tive rminha idade vai entender! E ai conseguiu desfrutar da menina?

—Não! Porque o idiota do Armando apareceu do nada e veio resgatar a jovem donzela.

—Acha que está interessado?

—Não creio. Estou mais louco por ele. Não creio que Armando a queira, não faz seu tipo, mas se fizer, me dará muito mais gosto colher esta frutinha. -disse mordendo uma maçã.

—Deliciosa.

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