Notas iniciais
Olá garotas.

PDV Isabella Swan.

Eu já havia procurado Edward em quase todos os cantos de New Moon e nada dele. Quando eu chegava ou ele havia acabado de sair ou passara ali mais cedo. Que raiva! Eu sabia que tinha sido infantil, estúpida e teimosa em não escutá-lo, mas agora estava decidida a resolver tudo. Frustrada e ansiosa decidi voltar para casa, quando Riley montando Scorpion me alcançou no topo da colina, e acenou para mim, fazendo sinal para que eu parasse. Desliguei rapidamente o motor e desci.

- Conseguiu encontrar o Edward?

- Ainda não, — respondi cruzando os braços sob o peito chateada. Nesse instante a tampa do capô do jipe balançou e começou a sair uma espessa fumaça.

- O que foi isso?!

Perguntei dando um pulo, assustada. Riley desceu do cavalo, tirou o chapéu e chegou mais perto para ver o que estava acontecendo.

- Acho que o motor bateu.

- Xii...

- O que você fez com o pobre jipe mulher?!

- Nada!

Exclamei rapidamente, me dando conta de que ele estava se divertindo com a situação logo em seguida. Estirei língua e ele sorriu aproximando-se do veículo.

- Vou deixar esfriar um pouco para dar uma olhada, mas saiba que você matou o coitado do veículo.

- Droga! Agora não tenho mais como voltar para casa, — retruquei emburrada, sem conseguir me divertir com as piadas dele. A ansiedade me consumia.

- Ei, calma. Por que não vai com Scorpion? É só ir devagar que logo mais você estará na casa sede, — ele disse.

Concordei rapidamente e montei.

- A propósito, Bella, o Edward deve estar no campo de pouso agora. Ele me disse que...

Nem esperei que terminasse de falar. Meu coração deu um pulo. Alcancei as ancas do animal com as botas e incitei-o a cavalgar depressa, Riley gritou algo, mas as palavras perderam-se no vento que soprava. Eu não poderia deixar meu marido ir embora sem conversar com ele. De jeito nenhum Ao longe pude ouvir as hélices e o motor do aparelho sendo ligados. Acelerei o cavalo ainda mais, num galope veloz.

À medida que eu me aproximava pude ver ao longe a camisa preta, os óculos escuros em seu rosto e o boné da empresa sobre a cabeça, escondendo os cabelos acobreados. “Por favor, meu amor, não vá, eu preciso falar com você”, minha mente gritava silenciosa.

Tudo aconteceu muito rápido. O aparelho levantou vôo e eu desacelerei o cavalo, ainda distante, me sentindo impotente. Um bolo formou-se em minha garganta que travou seca. Fiquei parada observando o gigante prateado subindo, o vento provocado pelas hélices açoitando tudo o que havia ali por perto. Edward estava partindo. Quando atingiu poucos metros do chão, do nada, o helicóptero começou a despencar, caindo no campo de pouso, fazendo um barulho enorme e ensurdecedor diante dos meus olhos. Eu congelei, paralisei. Em questão de segundos fui até o inferno e voltei. Não conseguia acreditar no que estava vendo. Edward! Oh, meu Deus! Eu estava em choque quando uma pequena espiral preta de fumaça surgiu sobre a fuselagem. Fogo! Que Deus me ajudasse.

Estapeei o cavalo com força, subindo em direção ao campo de pouso numa louca e insana disparada. Meu peito parecia que ia explodir tamanha era a dor.

- Edward! Edward!

Meus gritos ecoavam desesperados no meio da vegetação escassa. Vi dois vultos se arrastarem, para fora do aparelho, cambaleantes, mas não consegui ver quem eram.

-Edward! Oh Senhor, proteja o meu marido! Edward!

Eu continuava gritando correndo em direção ao helicóptero, quando alguém me ultrapassou e quase no mesmo instante me atirou no chão. Senti uma dor enorme nas costas e no ventre, mas não liguei.

- Edward!

Esbravejei mais uma vez com toda a força que ainda me restava.

- Não se mexa sua maluca!

Alguém dizia tentando me segurar, imobilizando-me com o peso do corpo. Lágrimas grossas rolavam pela minha face angustiada.

- Edward! Edward, oh meu Deus! Eu tenho que tirá-lo de lá!

Bradei tentando me libertar dos braços que pressionavam meu corpo de encontro ao chão. A poeira entrava pelos meus olhos, meu nariz e pela minha boca. Eu fazia força para respirar quando de repente não vi mais nada. Tudo ficou escuro.

Horas mais tarde...

PDV Edward Cullen.

Eu andava feito um louco de um lado para o outro, vendo o corpo inerte de Bella sobre a cama. Sua respiração era lenta.

- Calma, filho.

- Como posso me acalmar pai?! Ela quase morreu, droga! E o meu filho também!

Gritei.

- Mas foi só um susto, Edward. O médico a examinou e garantiu que Bella está bem, assim como o bebê, — disse minha mãe.

- O impacto foi grande filho, mas você amorteceu a queda com o seu corpo, emendou Carlisle.

Respirei fundo, tentando me controlar. Devido ao ocorrido, todos estavam em New Moon: meus pais, Alice, Kate e Emmett. Houve um problema qualquer nos circuitos do helicóptero, uma pane segundo o piloto, e o mesmo caiu, poucos minutos após a decolagem. Graças a Deus o aparelho não chegou a explodir e o piloto e o meu cunhado escaparam ilesos. Os dois tinham tido escoriações leves, mas estavam bem. Na hora Rose, Riley e todos os funcionários tinham corrido até o local para ajudar. Meu sogro coitado, quase chegou a enfartar. Primeiro quando viu o acidente, depois quando eu cheguei a casa com Bella desmaiada em meus braços. Eram emoções demais para um homem velho, dizia ele, sendo amparado por Riley, Siobhan e Nahuel.

Um médico que morava nos arredores havia sido chamado e chegara quase uma hora depois. Eu quase matei o pobre homem devido a minha ansiedade. Lancei minha fúria assassina sobre ele, que fez questão de ignorar dizendo estar acostumados ao nervosismo dos “pais de primeira viagem”. Humf! Ele garantira que tudo estava bem tanto com ela como com o bebê, mas nos aconselhava a voltar par a cidade assim que possível. Devido ao susto que ela sofrera e ao tempo de gestação, o parto poderia antecipar.

- Você não se machucou Edward?

- Eu estou bem pai. — Apenas escoriações leves marcavam meus braços, cotovelos e alguns arranhões na perna esquerda. Ou seja, eu estava ótimo.

- Quando vai partir Edward?

- Assim que for possível mãe.

Ela suspirou.

- Faça isso filho, mas eu acho que seria mais prudente deixar a Bella descansar por hoje. O dia foi muito tumultuado. Amanhã vocês retornam. O que acha?

Fitei-a com atenção. D. Esme tinha o semblante tranqüilo e sereno. E como sempre estava certa.

- Acho que tem razão mãe.

Falei dando um suspiro agoniado. Nesse instante Bella começou a voltar a si.

- Edward! Edward!

Gritava chorando, tentando se erguer da cama.

- Fique calma, prima, — disse Rose com suavidade passando um pano limpo e úmido no rosto sujo de terra.

- Oh meu Deus! Ele não pode estar morto, não pode! Edward!

Caminhei até a cama, sentando ao seu lado, abraçando-a com força. Rose entendeu que o momento era nosso e saiu discretamente.

- Não chore carinho. Eu estou aqui. Se acalme. Pense no bebê.

Ela me fitou confusa e piscou os olhos algumas vezes. Meus pais nos observavam em silêncio.

- Edward?

Ergueu as mãos procurando me tocar no rosto, nos ombros, no peito, nos cabelos. Eu sorri amplamente.

- Sim amor, sou eu.

- Oh, Edward! Eu pensei que você havia morrido!

Respondeu agarrando-se a mim com força.

- Achou mesmo que ia se livrar de mim assim tão fácil?!

Brinquei para descontraí-la. Minha mãe rolou os olhos. Meu pai disfarçou um sorriso com um pigarro. Sem se incomodar com a presença dos outros, ela levou seus dedos aos meus lábios, silenciando-me. Depois aproximou sua boca da minha devagar, beijando-me tão suavemente que eu mal pude sentir seu toque. Depois me beijou diversas vezes, levando os braços ao meu pescoço e puxando-me para si, colando nossas bocas num beijo longo e voraz. Esqueci tudo, menos da boca macia sobre a minha.

- Já ouvi falar em respiração boca a boca, mas nunca de forma tão intensa, — Carlisle falou divertido. Só então Bella percebeu que nós não estávamos sozinhos ali no quarto.

- Como? O que?

Indagou confusa olhando para mim, para meu pai e para mamãe em seguida.

- Houve um acidente querida, mas nada muito grave, — disse D. Esme.

- Sim, — completou meu pai. – Jasper teve apenas escoriações leves e o piloto fraturou o punho e queimou o antebraço, mas os dois estão bem.

-Jasper?

-Sim Bella. Era o Jasper e não eu, amor. — Respondi afagando seus cabelos.

- Oh meu Deus! Jasper!

- Calma Bella, está tudo bem.

Ela olhou para cada um de nós e por fim relaxou.

- Eles estão bem mesmo?

- Sim. Alice e Kate estão com ele no quarto de hóspedes, mimando-o.

Falei em tom de piada. Minha mãe mandou um olhar pra lá de severo, repreendendo-me.

- Alice está aí?

- Sim, querida. Kate e o Emmett também, papai falou.

Ela suspirou novamente.

- Acho que preciso de um banho.

- Também acho, — disse D. Esme com um sorriso brincando nos lábios.

- Você está sentindo alguma coisa, algum desconforto, dor ou algo assim?

Papai perguntou. Ela negou com a cabeça. Sob três olhares atentos, Bella levantou.

- Quer ajuda?

Perguntei solícito.

- Não, Edward, tudo bem. Eu acho que consigo andar, — respondeu dando alguns passos tímidos. Mamãe adiantou-se.

- Bella, meu anjo, tome um banho para relaxar, mas depois volte para cama e tente repousar ok? Sei que não é fácil, mas você levou um susto enorme filha e realmente precisa descansar. Tudo o que a mãe sente, transmite ao seu bebê, então Thomas já teve agitação de sobra por um só dia.

Ela falava com calma e convicção ao mesmo tempo. Bella concordou e seguiu para o banheiro. Meus pais saíram do nosso quarto em seguida.

PDV Isabella Swan.

Fechei o chuveiro ainda atordoada, me enxuguei e vesti uma camisola branca folgada de renda e algodão. Retornei para o quarto e Edward estava terminando de trocar a roupa de cama, recolhendo os lençóis sujos. Ao me ver ele sorriu e fez um gesto para que eu deitasse. Atendi prontamente e afundei no colchão macio. Uma batida na porta chamou minha atenção. Edward foi até lá. Era Esme com uma bandeja, torradas, biscoitos e duas xícaras quentinhas de chá de hortelã. Edward agradeceu e se afastou, permitindo que sua mãe adentrasse. Ela deixou a bandeja na cômoda e veio até mim, dando um beijo em meus cabelos.

- Vai ficar tudo bem querida.

- Espero que sim Esme, respondi.

- Quer que eu fique com ela agora Edward?

- Não, mãe. Eu vou ficar, obrigado.

- Ok filho. Se precisar de mim, estou na sala com seu pai e Charlie.

Respondeu compreensiva.

- Certo.

Ela retirou-se em seguida, fechando a porta atrás de si. Edward entregou-me o chá, tomou o dele, trocou de roupa e veio deitar ao meu lado. Nós nos encaramos por um breve instante.

- Quer comer alguma coisa?

- Não, — eu disse sentindo o calor de seu corpo e seu perfume almiscarado. Ele balançou a cabeça lentamente me abraçando. Só então pude relaxar de verdade.

- Quem me derrubou no chão?

Inquiri começando a lembrar de tudo através de pequenos flashes.

- Eu.

Fitei-o sem compreender.

- Era o único modo de deter você Bella. Não podia deixar que algo de ruim lhe acontecesse. Quando vi que você estava indo na direção do helicóptero, enlouqueci.

- Eu rodei a fazenda inteira procurando por você, — falei baixinho.

Ele fechou a cara.

- Eu sabia que havia o risco de uma explosão e não podia permitir que você chegasse mais perto. Mas posso saber o que você estava fazendo montada naquele garanhão?! Perdeu o juízo de vez Isabella?!

Disse com uma expressão pesada, onde vi medo e ansiedade se mesclando.

- Eu, eu...

Tomei fôlego para continuar.

- Eu precisava falar com você e te pedir desculpas. Achei que era você indo embora da fazenda e não o Jasper. Me desculpe, Edward! Me desculpe, por favor! Fui uma idiota por ter duvidado de você! Me perdoe por não ter te dado a chance de se explicar, me desculpe por achar que por um segundo você poderia ter sido infiel a mim e ao nosso casamento. Desculpe se foi uma tola estúpida, mas eu agi daquela forma porque eu te amo desesperadamente. Eu te amo tanto, meu amor.

Falei de uma só vez, sentindo meus olhos ficarem marejados.

- Eu também te amo, Bella. Eu te amo demais. Mais do que eu posso suportar.

- Deixe-me terminar ok? Eu não fui inconsequente hoje. Eu estava procurando você dirigindo o velho jipe de papai, mas houve um problema qualquer com o motor e eu estava longe da casa sede. Foi quando o Riley apareceu e se ofereceu para dar uma olhada no veículo, me entregando Scorpion para que eu pudesse voltar. Não fazia parte dos meus planos cavalgar novamente enquanto Thomas não nascesse. Eu nunca colocaria a vida do nosso filho em risco. Mas foi justamente aí que tudo aconteceu, — conclui num sussurro.

- Acabou?

- Sim, — respondi aliviada.

- Minha vez. Eu fiquei em pânico quando vi a sua expressão indo embora da empresa naquela tarde. E ao me aproximar do carro eu vi a maldita calcinha e soube na hora o quanto você deveria estar magoada. No início fiquei possesso, com vontade de quebrar tudo, de bater em todo mundo. Eu não entendia porque aquilo tinha de acontecer justo quando estávamos tão bem. Fiquei com raiva por você não me escutar, é claro, mas depois entendi que a minha vida de libertino havia pesado para você naquele momento.

- Realmente pesou.

- Eu sei. Também não facilitei as coisas para você quando te obriguei a casar comigo e tenho que dar um desconto devido à gravidez. Vocês mulheres ficam extremamente sensíveis nesse período, — concluiu.

- Me perdoe, pedi outra vez.

- Está perdoada princesa. Desta vez. Mas nunca mais fuja de mim novamente.

Disse com seriedade.

- Eu prometo. E juro que nunca mais vou agir dessa forma, Edward.

- Eu espero.

- Pode ter certeza Tigrão. Qualquer problema que exista entre nós vai ser discutido e resolvido com calma e não por impulso. Somos adultos e vamos ser pais. Reconheço que o que eu fiz foi errado e imaturo.

- Tudo bem minha linda, já passou. O que importa agora é que nós dois estamos bem, o bebê e o tio Jasper também.

Dei-lhe um sorriso.

- Bella, hoje nós vamos dormir aqui, mas eu quero voltar para casa amanhã mesmo se você não se opuser.

- Podemos ir para casa sim, — respondi deitando a cabeça em seu peito.

- Você está em vias de dar a luz e tem passado por muito estresse ultimamente. Aqui tudo é mais distante e se houver alguma emergência com você ou Thomas, estaremos encrencados, — completou.

Dei um grande bocejo antes de responde.

- Por mim tudo bem, amor. Não quero correr nenhum risco desnecessário. Voltaremos a Richimond amanhã mesmo.

Ele sorriu, se acomodando melhor na cama.

- Edward?

- Sim?

- E quanto a Tânia?

Ele suspirou pesadamente.

- Meus pais trouxeram algumas novidades da cidade, linda.

Mordi o lábio inferior em expectativa. Ele continuou.

- Eleazar a levou para uma clínica de tratamento para pessoas compulsivas por sexo. Ela foi internada e terá que se tratar querendo ou não. Ele bateu tanto que ela quebrou o nariz e perdeu três dentes.

Arregalei meus olhos, enquanto ele continuava.

- Ele conversou com Carlisle depois disso e contou que quer ficar sozinho por um tempo e hoje a tarde embarcou para a Suíça levando Irina, a babá e alguns empregados de confiança. Também já deu entrada no pedido de divórcio e na guarda permanente da criança.

Senti pena dele e da filha, pois não mereciam sofrer, mas não consegui sentir nada por Tânia. Ela estava pagando por tudo o que estava acontecendo. “Quem planta chuva colhe tempestade” dizia minha mãe, e agora Tânia Denali teria que sofrer as conseqüências de todas as maldades e infidelidades que havia cometido.

- Que tal um cochilo agora?

Perguntou bocejando.

- Ótima idéia, — respondi com os olhos pesados pelo sono.

-------

Durante a madrugada...

PDV Edward Cullen.

Despertei com uma fome grande. Meu estômago roncava sem parar. Olhei para Bella que dormia tranquilamente e saí da cama de fininho para não acordá-la, procurando uma camisa, vestindo rapidamente e saindo do quarto pé ante pé. Já era madrugada e a casa toda encontrava-se silenciosa. Nós não tínhamos jantado e por isso o meu estômago estava protestando com veemência. Caminhei descalço até a cozinha, estranhando ver a luz acesa. Cheguei à porta e havia alguém com a cabeça enfiada dentro da geladeira. Aquela calça listrada, aquele traseiro enorme e assaltando a geladeira no meio da noite... Só podia ser uma pessoa...

- Boa noite, falei com uma voz cavernosa.

- AAAAAHHHHH!!!!

Emmett pulou como uma galinha assustada, batendo com a cabeça da porta do freezer e quase caindo no chão, enquanto eu me embolava de rir.

- Caralho, Edward! Que susto da porra! Que me matar é?! Meu coração quase sai pela boca!

Disse irritado.

- Há, há, há, há! Devia ter visto a sua cara, grandão! Pego no flagra, assaltando a geladeira de madrugada.

- Vai se foder porra, e vê se não faz mais isso, mano. Ainda tô tremendo aqui.

Resmungou tirando do refrigerador um pirex retangular contendo uma sobremesa pela metade e enfiando uma colher no mesmo.

- Não pode comer no pirex, Emmett! Vai azedar a comida depois!

Ele riu com a boca cheia.

- Não se preocupe, não vai sobrar nada. Gastei energia demais com a Rose agora de noite, respondeu levando outra colherada a boca.

Sacudi a cabeça, rindo e fui até a geladeira pegando duas maçãs e um suco de caixinha. Comemos em silêncio, para não acordar o resto do pessoal.

- Hum, isso aqui tá uma delícia. Não quer experimentar um pouco? Foi à sobremesa do jantar.

Depois que ele havia comido quase tudo?! É ruim!

- Não obrigado, respondi.

- Siobhan cozinha bem pra caramba.

Concordei.

- Edward, fala sério.

Ele disse quando terminou de comer, deixando o pirex na pia, olhando para os lados, como se estivesse com medo de alguém pudesse ouvir.

- O que foi agora?

Perguntei cético.

- O Jasper.

Franzi o cenho, fitando-o sem entender nada.

- O que tem ele?

Emmett revirou os olhos como se eu fosse uma anta.

- Você é lerdo ou o que?!

- Explica direito, porra. Não estou entendendo nada, retruquei.

- Você não acha melhor a Alice ou a mamãe levarem o nosso cunhado para um padre benzer, ou qualquer coisa assim?

- Depois eu é que sou o lerdo aqui?! Fala sério você, Emmett! E cuidado para a nossa irmã não escutar ou quem vai estar FERRADO é você, grandão.

Ele continuou sussurrando.

- Isso é sério, mano. Primeiro casar com a Alice, o que nós sabemos que não é moleza. Depois aquela doença no pulmão e agora esse acidente? Putz! Só podem ter feito um trabalho poderoso, jogado uma mandinga carregada e das brava em cima do pobre.

- Não viaja Emmett!

Repreendi segurando o riso. Ele procurava outra coisa para comer.

- Sei não, mano, o negócio para o lado dele tá pesado. É urucubaca das bravas, pode apostar.

- Ok, mestre cigano. Pode ficar aí com as suas teorias esdrúxulas e sobrenaturais, porque eu vou dormir certo?

Ele rolou os olhos.

- Bella está bem?

- Sim, boa noite e cuidado com fantasmas e assombrações.

Ele estirou o dedo e eu saí rindo. Agora Emmett estava comendo uma generosa fatia de bolo de café. Como é que ele conseguia comer daquele jeito?! Acho que eu nunca conseguiria entender.

Notas finais
Bem meninas ultimo cap. (Epílogo) no Sábado.
Beijos
Kiki.
E na próxima semana estaremos postando a próxima fic.
https://www.fanfiction.com.br/historia/208605/Armadilha_Do_Destino.