Casamento Sob Suspeita.
60 Capítulo 60 – Epílogo.
Meses depois...
PDV Isabella Swan.
Cheguei à porta da mansão e buzinei. Os seguranças abriram imediatamente. Thomas agora estava com oito meses e era o centro de nossas vidas. Ele era uma perfeita miniatura de Edward, mas o temperamento era meu. Depois que ele nasceu eu ia para a faculdade a força, sem querer deixá-lo por um só momento que fosse, mas como aquele era o último período antes da formatura, decidi que seria melhor para todos se eu concluísse o curso de uma vez. Estacionei em frente à casa. James se adiantou para receber o carro e levá-lo até a garagem.
–Boa tarde madame.
–Boa tarde, James. Meu marido já chegou?
–Sim. O patrão chegou há uma meia hora.
Agradeci a informação e observei-o entrar no carro, sorrindo discretamente. Os seguranças adoravam dirigir o meu carro. Acho que dava um tipo de sensação de poder ou algo assim por ser blindado e existirem poucas unidades como aquela, disponíveis no mercado automobilístico.
Subi os degraus da frente e entrei. Agucei meus ouvidos e não havia barulho. Sorrindo, caminhei até a cozinha. Eu já sabia onde encontrar os meus homens.
–Oi, filha. Como foram as coisas na Universidade?
Perguntou Siobhan ao me avistar, preparando uma sopa de legumes para o jantar.
–Foi tudo bem, respondi dando um beijo estalado em sua bochecha e saindo pela porta que dava para o terraço da piscina. Não dei nem dois passos quando escutei a algazarra.
–Minha vez agora, Edward, falou papai.
–Não Charlie. Você estava com ele há cinco minutos.
–Pá!
–Muito bem filho, é a vez do papai.
–Não entendo porque ele ainda não diz vovô, disse papai contrariado.
Precisei me controlar para não rir.
–Por que não é uma palavra fácil, pai, respondi me aproximando. Os três olharam para cima.
–Oi linda.
–Oi filha.
–Mã! Mã!
Disseram quase ao mesmo tempo.
–Oi meu amorzinho, a mamãe chegou. E eu posso saber que bagunça é essa na piscina, há esta hora?!
Falei como se estivesse brava.
–Foi idéia do Edward, disse papai.
Virando-se para ele, Edward estreitou os olhos e fitou Thomas, tentando parecer sério.
–Está vendo filho? Nem no seu avô nós podemos confiar, respondeu gracejando.
–Mã, mã!
Falou estendendo os bracinhos em minha direção. Peguei a toalha dele sobre uma espreguiçadeira e fui até a borda da piscina, Edward ergueu os braços me dando o bebê. Ele tinha os olhos verdes do pai e os cabelos cor de cobre. Poderosa a genética dos Cullen. Beijei sua cabecinha e enrolei-o, segurando bem. Apesar de alguns imprevistos durante a gestação ele havia nascido no tempo previsto e esbanjando saúde. Ele levou a mãozinha até minha boca brincando, balançando as perninhas. Edward nadou até a outra margem e tomou um impulso, saindo da piscina. Meus olhos logo foram atraídos para o corpo perfeito trajando apenas uma sunga justa vermelha, pequenas gotas de água deslizando sobre a pele firme, do cabelo até os pés. Ele se aproximou e eu esperei hipnotizada. Sorrindo, ele me beijou de leve e apertou minha bunda.
–Como foi o seu dia?
Perguntou alcançando o roupão negro atoalhado sobre uma das mesinhas de apoio e vestindo, enquanto papai dava um pigarro e eu corava até a alma.
–Agitado.
Respondi imaginando que assim que Thomas dormisse, eu estaria nos braços dele mais uma vez. Nossos olhares se cruzaram trocando promessas mudas e intensas de desejo. A noite chegaria em breve.
–E o seu?
–Desgastante. Por isso resolvi sair da empresa mais cedo e relaxar um pouco na piscina, respondeu me dando um olhar lascivo, que percorreu o meu corpo de cima até embaixo.
–Hum-hum.
Papai pigarreou novamente. Decidi mudar de assunto.
–Que horas são?
–Cinco, Edward respondeu.
O dia havia passado depressa.
–Preparado para o banho filho?
Perguntou ao pequeno que sorriu.
–Vamos lá, respondi animada, carregando meu lindinho no colo.
–Já soube do Emmett?
Perguntei. Edward jogou a cabeça para trás e gargalhou.
–Sim papai me telefonou.
Balancei a cabeça sorrindo.
–Vou zoar da cara dele até não poder mais. Desmaiar na clínica no meio da ultrassonografia?! Isso é coisa de gay!
–Mas não é todo dia que olham para você e anunciam que a sua esposa está esperando trigêmeas.
–Realmente. Deve ter sido uma gozada do caralho!
–Edward!
Ralhei olhando para o Thomas. Ainda bem que o meu filho quase não sabia falar, ou aprenderia a dizer palavrões rapidamente. O Emmett havia caído duro no chão em plena consulta quando a médica olhou para eles e disse que a Rose estava esperando três garotinhas.
–Mesmo assim é frescura. Muita frescura. Quero ver o que ele vai fazer com três mini Roses correndo pela casa.
–Coitada da Rose! Se o Thomas já dá um certo trabalho imagina três? E juntando com o Emm...
Edward coçou o queixo divertindo-se com a situação.
–Agora eles voltam para cá.
–Com toda certeza. Sua mãe será super necessária quando as meninas nascerem, respondi.
–E você continua reinando sozinho filho Ninguém teve a competência de fazer um filho homem, só eu! Disse vangloriando-se, enquanto Thomas segurava seu dedo indicador, apertando-o na mãozinha rechonchuda.
Subimos os três juntos. Papai continuou na piscina se refrescando. Já havia virado rotina de certa forma os três passarem algum tempo juntos todos os dias. Fomos até o quarto de Thomas, na frente do nosso e demos o banho dele juntos. Edward procurava participar de tudo. Dava banho, trocava fraldas, preparava a mamadeira e sempre que possível colocava o filho para dormir.
–Prontinho. Já está limpo e cheiroso.
O bebê mal saiu da banheira e já começou a bocejar.
–Ele está cansado, Edward.
–Ótimo, pois ele precisa dormir e nos dar um pouco de privacidade, carinho.
Respondeu colando os lábios em meu pescoço, me deixando arrepiada.
–Eu estava com saudades dele, falei sentindo um calor familiar começar a se espalhar pelo meu corpo.
–Só dele?
Retrucou com sua respiração batendo em minha nuca. Sorri e ele levou uma mão ao início daminha coxa. Ficava difícil me concentrar. Meus seios intumesceram na hora, ele percebeu e saiu piscando um olho, retornando com a mamadeira pronta.
–Me dê ele aqui, pediu.
–Dê boa noite ao papai filho, falei carinhosa.
Edward abraçou-o com força e deu um sonoro beijo no rostinho redondo.
–Boa noite filho. Eu amo você.
Disse segurando o pequeno junto ao corpo, enquanto eu fitava a cena com o coração transbordando de amor.
Minutos depois...
Deitei meu filho adormecido no berço, cobri-o com cuidado, liguei a babá eletrônica e fui até o meu quarto, desabando de costas sobre a cama, cansada.
–Ele já dormiu?
–Sim. Ele estava exausto, respondi fechando meus olhos.
–Thomas estava pronto para cama. E eu também, falou carinhoso.
–Você também?
Questionei me espreguiçando.
–Sim. Mas dormir não faz parte dos meus planos, carinho.
A frase soou como uma carícia envolvente. Sentei-me na cama e fitei-o diretamente nos olhos, onde promessas veladas de uma maravilhosa noite de amor se faziam presentes.
–Preciso de um banho primeiro, retruquei.
–Faça isso. Tome um relaxante banho de imersão, linda e se prepare para mim.
–Nossa!
Exclamei sorrindo. Ele se aproximou, segurando meu rosto com as mãos.
–Seu Tigrão está com fome de você, respondeu me beijando. Retribuí o beijo, mas me afastei rápido, pois realmente queria tomar um bom e relaxante banho.
Levantei e caminhei até o banheiro, fechando a porta atrás de mim tendo uma agradável surpresa. A banheira já estava cheia, a água perfumada com meus sais de banho favoritos. Havia um roupão de seda preto pendurado num gancho com as iniciais B.C. bordadas no lado esquerdo. Sorri em antecipação. O que ele estaria aprontando? Mordendo os lábios em expectativa, tirei toda minha roupa e mergulhei na água quente. A noite estava apenas começando.
PDV Edward Cullen.
Assim que ouvi Bella mergulhando seu corpo na água, espalhei as pétalas de rosas vermelhas em todo o quarto, fazendo um caminho especial que ia do banheiro até a cama. A idéia tinha sido da Alice, mas eu confesso que adorei. Eu queria que a nossa noite fosse mágica, especial, pois estaríamos completando um ano e oito meses de casados no dia seguinte. Siobhan dormiria com Thomas para que nós tivéssemos privacidade total. Ela só nos chamaria se houvesse algum problema. Tirei o roupão atoalhado, vestindo outro, negro de seda. Dispensei a boxer. Ela apenas atrapalharia. Acendi algumas velas de formas e tamanhos diferentes e apaguei as luzes criando um clima íntimo, sensual e acolhedor. A atmosfera perfeita para uma noite de sedução e muito prazer. Verifiquei o balde de prata com o gelo e a champanhe, bem como as duas taças de cristal e o frasco contendo chantilly. Sim tudo estava ali, concluí dando um sorriso maquiavélico e sacana. Minha intenção era de que Bella jamais esquecesse aquela noite.
Algum tempo depois...
Ouvi o “clique” da porta do banheiro abrindo e me virei para fitá-la. Bella olhava a tudo surpresa. Seus olhos percorreram a cama, o chão, o restante do ambiente e por fim pousaram sobre mim. Um sorriso maroto brincava em seus doces lábios. Só em vê-la tão próxima, os cabelos molhados, nua, usando apenas o roupão que eu tinha colocado no banheiro, meu pau latejou. Inspirei profundamente e o cheiro adocicado de morangos de sua pele e dos seus cabelos invadiu minhas narinas de forma potente. Hum...Eu iria provar cada pedacinho, degustando-a por inteiro.
–Edward! Mas o que...
Sorri satisfeito por ter conseguido surpreendê-la.
–Tudo isso é para você Bella.
Respondi caminhando até ela e entregando uma taça com champanhe. Ergui a minha e ela me acompanhou num brinde.
–A nós.
Propus, nossas taças se tocando, o fino barulho dos cristais ecoando baixo.
–A nós, respondeu degustando a bebida com pequenos goles.
–Você é perfeita, sabia?
Falei segurando uma mecha dos cabelos molhados entre meus dedos, fazendo com que ela suspirasse.
–Edward tudo isso é maravilhoso. Eu amei cada detalhe. As pétalas de rosa, o champanhe, o banho, a iluminação das velas... Mas quando o Thomas acordar, a nossa festinha vai ter que acabar Tigrão, retrucou com um sorriso lindo.
Dei um sorriso malicioso de volta, deslizando meus dedos ao longo dos seus braços, deixando-a arrepiada.
–Não se preocupe com o nosso filho, amor. Siobhan vai passar a noite toda com ele.
Eu disse fazendo questão de frisar a palavra. Ela me encarou com os olhos bem abertos.
–A noite? Toda?!
Respondeu levando a taça até a boca e de uma vez só engolindo todo o líquido levemente amarelado, umedecendo os lábios com a ponta da língua. Meu pau latejou mais uma vez. Segurou sua taça vazia e depositei-a na mesa, junto com aminha, vazia da mesma forma. Lentamente voltei-me e caminhei até ela, segurando-a pala nuca e inclinando-me ligeiramente sobre o corpo macio, tocando a orelha delicada com minha boca, fazendo Bella estremecer fechando os olhos.
–Sim, a noite toda. E enquanto o nosso filho dorme tranqüilo, eu vou te levar a ver estrelas, bebê. Hoje você é só minha.
Falei e em seguida me ajoelhei a sua frente, fazendo com que ela recuasse, até quase cair sobre a cama. Quando Bella sentou as pétalas foram sacudidas exalando um perfume suave. Ela sorriu, mordendo o lábio inferior entre os dentes logo depois. Permaneci de joelhos e afastei o tecido de seda preto, afastando também suas coxas, expondo a bocetinha. Ela me fitou novamente, agora umedecendo os lábios. Meu olhar foi do seu rosto a sua boceta e voltou ao rosto. Meu desejo era feroz, lascivo, apaixonado, devorador.
–Edward...
Foi seu último sussurro antes que eu voltasse toda minha atenção para o se sexo e me enterrasse com gosto no meio daquelas pernas macias e cheirosas.
–Oh, Edward, isso, Oh...
Gemia arqueando as costas em busca de apoio enquanto minha língua brincava entrando e saindo várias e várias vezes de sua carne quente e úmida. Ela dizia alguma coisa ininteligível e eu apenas continuava provocando, lambendo, sugando e chupando aquilo que era meu. Afastei-me um pouco e substituí minha boca por dois dedos, ela protestou debilmente.
–Bella...
–Edward...
–Quer sentir você tremendo em minha boca carinho. Quero sentir o gozo se apoderar desse seu corpo lindo. Quero lamber até a última gota dos seus sucos e me lambuzar todo nessa boceta deliciosa. E vou fazer isso a noite inteira para que você nunca, jamais esqueça esse momento.
Ela gemeu em antecipação, balançando os quadris contra os meus dedos.
–Faça o que quiser comigo, respondeu aos arquejos, levando uma mão aos meus cabelos e puxando-os com força. Sorri diante da entrega absoluta dela e me concentrei em devastar seu sexo, enterrando minha boca outra vez no meio de suas pernas, dizendo coisas picantes de vez em quando, levando um dedo ao cuzinho, massageando também aquela zona erógena. Tomada pela luxúria Bella afastou mais as pernas me dando acesso total.
–Quero ver todo esse tesão escorrendo por suas pernas bebê. Quero te fazer gozar e gemer como nunca fiz antes. Quero ver você desfalecer, cair trôpega e arrebatada pelo prazer.
–Oh, Oh...
Gemia descontrolada, esfregando a bocetinha contra minha boca.
–Assim você está me provocando amor, retruquei dando lambidas seguidas em seu clitóris.
–Por favor, choramingou baixinho.
–Está me deixando maluco para foder você princesa. Meu pau está explodindo aqui embaixo.
–Por favor...
Voltei toda minha atenção para o clitóris inchado ao mesmo tempo em que um dedo entrava e saía do ânus apertado dela. Menos de um minuto depois Bella era tomada por fortes espasmos e estremecia de maneira violenta, desabando de lado sobre a cama. Afastei o roupão de sua pele e tirei o meu deixando-o cair, virando-a de frente pra mim, dobrando suas pernas e abrindo-as. Olhei para baixo. O tesão escorria da grutinha ensopada, descendo pela parte interna das coxas. Ela estava com os olhos semi cerrados, o rosto afogueado, a boca fazendo um biquinho sexy, envolta no abismo do orgasmo. Rapidamente inverti a posição, deitando-me na cama, colocando-a sobre mim, suas pernas na lateral do meu corpo, baixando-a devagar fazendo com que sentisse o quanto eu estava excitado. Ela gemeu e fechou os olhos, jogando a cabeça para trás.
–Vou me enterrar fundo dentro de você carinho. Vou foder essa boceta até não ter mais forças. Vou esfolar meu pau hoje a noite, de tanto que eu vou te comer.
–Agora, respondeu baixinho enquanto rebolava os quadris contra os meus, o sexo quente tocando o meu pau. Investi forte, me enfiando de uma só estocada dentro dela que gemeu alto ao sentir meu pau contra o seu músculo.
Segurei forte em seus quadris enquanto ela espalmava as mãos em meu peito e começava a rebolar.
–Isso linda, rebola para mim. Rebola para o seu Tigrão amor. Engole meu pau, carinho. Engole tudo. Isso, assim...
–Oh, Edward...
–Vou me enfiar em você a noite toda. Se prepare para não poder andar amanhã...
Ela rebolava com maestria, fazendo a boceta envolver meu pau todo, mastigando-o. Bella era quente, apertada, fogosa, gostosa demais. Uma perdição. Minha perdição.
–Assim está bom?
Perguntou subindo e descendo em cima do meu membro latejante, impulsionada pelas pernas e pelos joelhos.
–Porra... Está... Ótimo
Consegui responder meio sem fôlego.
–Edward...
–O que...
Consegui falar entre dentes, sentindo que ela começava a se apertar em torno do meu pau. Eu estava quase lá....
–Você vai me enlouquecer...
Foi a última coisa que ela falou e que eu ouvi com clareza antes de me liberar num jato forte, um gozo potente, uma verdadeira avalanche de esperma. Bella gozou em seguida, a cabeça pendendo para trás, as mãos apoiadas sobre minhas coxas, sua boceta me apertando, os músculos se contraindo. Ficamos trocando carinho por uns quinze minutos e eu comecei a provocá-la novamente. Minha libido estava a mil, minha mente abarrotada de idéias pervertidas.
– Hum, você disse alguma coisa sobre eu te deixar maluca, carinho...
Ela suspirou.
–Eu disse que assim você vai me enlouquecer.
Espalmei minhas mãos sobre seus seios, excitando-os com a palma de cada mão. Ela gemeu alto.
–É exatamente o que eu pretendo fazer agora.
Respondi colando nossos lábios num beijo sedento.
PDV Isabella Swan.
Eu nunca esperaria por aquilo. Ao sair do banho encontrei-o a minha espera usando apenas um roupão de seda igual ao me, com duas taças de champanhe nas mãos, pétalas de rosas vermelhas espalhadas no chão e sobre a cama, e vela em locais estratégicos do quarto, proporcionando um clima sedutor e envolvente. Amei a surpresa.
Nossas bocas se fundiram num beijo quente, lascivo, voraz. Paraíso. Aquela era a única palavra que povoava a minha mente agora. Edward havia me feito gozar por duas vezes em tão pouco tempo e falava sem cessar que aquilo era apenas o começo. Me lancei no mar de sensações e luxúria. Nossas mãos começaram a trabalhar em conjunto, explorando um ao outro, arrancando gemidos, suspiros e sussurros do fundo de nossas gargantas, desfrutando das sensações enlouquecedoras e reverberantes. Cada célula da minha pele reagia a ele. Eu estava me sentindo prestes a entrar em combustão espontânea. Os roupões haviam evaporado. Sem qualquer aviso, Edward segurou minhas mãos e se afastou. Balancei a cabeça e tentei alcançá-lo mais foi em vão. Mordi meu lábio inferior, frustrada, minha pele ardia, meu sexo latejava.
–Clama linda. Eu já te disse, nós temos a noite inteira Bella.
Falou sorrindo e caminhando até a cômoda onde havia um grande e trabalhado balde de prata com gelo e a garrafa de champanhe e pegou alguma coisa. Estreitei meus olhos em fenda, tentando ver o que era. Ele sorriu malicioso e eu corei ao descobrir que se tratava de um frasco com chantilly. Colocou o frasco na cama e começou a se tocar, deixando o membro duro, apontando para mim em questão de segundos. Salivei com a visão.
–Alguma idéia princesa? Que tal me surpreender também?
Falou me instigando. Surpresa? Se era surpresa que ele queria, ele teria! Segurei o frasco e abri apertando o gatilho, despejando um pouco sobre os meus lábios, retirando tudo com a língua sensualmente. Ele me fitava hipnotizado, continuando a se tocar. Levantei da cama e andei pelo quarto calçando sapatos de salto alto de verniz vermelhos, começando a andar sensualmente em volta dele, tocando nos mamilos, na pelve, na boca, jogando pequenas porções de chantilly em suas costas e em suas nádegas em seguida, lambendo tudo e mordendo-o de leve.
–Porra...
Ele falou baixinho, os olhos acompanhando atentos cada movimento meu. Contornei-o mais uma vez, parando a sua frente, sentando na cama com uma calma estudada e abrindo bastante as minhas coxas para que ele visse o quanto eu estava molhada. Coloquei chantilly no meu dedo médio e levei-o a boca, lambendo tudo que havia lá. Ele urrou em antecipação. Eu sorri e levei dois dedos ao meu próprio sexo, molhando-os e levando em seguida até a boca máscula. Ele segurou minha mão lambeu de cima a baixo. Depois me aproximei mais, acariciando com a língua cada canto de sua boca. Ele tentou me beijar, mas eu recuei e sentei na cama novamente.
–Posso?
Perguntou estendendo a mão em direção ao frasco. Assenti e levei meus braços para trás, apoiando-me neles, permanecendo com as coxas abertas, privilegiando-o com a visão do meu sexo inchado e ensopado. Edward apertou o gatilho e espalhou o creme em toda extensão do seu membro, nos testículos e uma porção extra sobre a glande. Em seguida fechou o recipiente e jogou-o sobre a cama. Então aproximou-se mais, colocando uma das perna sobre a cama e parou com seu membro ao lado do meu rosto. Lambi meus lábios fitando-o com puro desejo.
–Abra a boca.
Obedeci com prazer. E ele, por sua vez, enfiou quase por inteiro o pênis em minha boca, as mãos segurando minha cabeça, os dedos entrelaçados em meus cabelos, balançando os quadris.
–Isso Bella. Me engole linda. Quero ver sua boca engolindo meu pau.
–Não preciso nem dizer que obedeci com prazer.
–Isso... Me chupa gostoso, princesa... Ah...
Falava ofegando, estocando com vontade.
–Isso... Caralho... Agora é você quem está me enlouquecendo... Ah...
Ele falava, gemia e tornava a falar. A cabeça dilatada roçava a parte interna de minhas bochechas e alcançava a parede próxima a minha garganta, minha língua deslizava ajudando e incentivando.
–Adoro quando você me toca, bebê. Amo quando você me chupa dessa forma... Assim...
Ele sussurrava, dizia coisas obscenas, mexia nos meus seios... Achei que eu fosse desmaiar de tanto tesão.
–Engole Bella. De novo. Porra... Você tem idéia de como fica linda com meu pau entrando e saindo dessa sua boca deliciosa?! Engole. Quero ver você engolir... Engolir tudo.
Falou sacudindo os quadris freneticamente, segurando firme em meu rosto. Deslizei os dentes para cima e para baixo em toda sua extensão por três vezes, indo e voltando. Ele gemeu alto liberando-se em minha boca.
–Porra, porra, porra...
Dizia ofegando, sendo transpassado pelos espasmos do gozo. O jato quente invadiu minha boca, descendo garganta a baixo. O gosto singular de Edward me preencheu. Levei uma mão ao pênis ainda duro, retirando-o com cuidado e lambendo-o de cima a baixo. Minha língua não deixou nenhum vestígio de chantilly, nem no pênis e muito menos nos testículos. Ele me puxou para um beijo urgente e logo depois deitou-se sobre mim na cama. Seus lábios então deixaram os meus, sua respiração alterada batendo em minha orelha. Ele foi acalmando-se aos poucos. Aproveitei a oportunidade e com a ponta dos dedos passei a alisar suas costas subindo e descendo vagarosamente. Ele apoiou o cotovelo na cama e me fitou com os olhos escuros de desejo. As pétalas das rosas grudavam na fina camada de suor que cobria nosso corpos.
– Espero que esteja pronta, linda.
–Pronta? Pronta para o que?
Respondi.
–Para mim. Por que agora é a minha vez, retrucou virando-se e agarrando o frasco mais uma vez. Engoli em seco.
–Edward...
Tentei protestar, mas ele me desarmou com seu sorriso torto.
–Eu avisei que ia foder você a noite toda. Que ia destruir sua bocetinha e esfolar meu pau e é justamente isso que eu vou fazer. Agora.
Dizendo isso ele despejou um quantidade generosa do creme em minhas pernas e coxas veio lambendo tudo. Cada pedaço de pele que aparecia por baixo era coberto de beijos. Minha ansiedade cresceu. Meu sexo latejou, pulsou, tremeu. Eu queria mais, mais, mais.
–Diga o que você quer que eu faça, Bella.
Pediu com a voz rouca e sexy, provocando. Eu não tinha porcaria de força nenhuma para responder.
– Bella.
Fechei os olhos ao escutá-lo pronunciar meu nome num tom firme. Se ele queria conversar, eu só queria sentir. Levando os dedos hábeis até minha virilha, ele prosseguiu:
–Se você não disser o que quer exatamente,, vou ficar aqui onde estou, brincando com as suas coxas macias.
–Edward...
–Fale.
–Isso não é justo.
–Diga. Eu quero ouvir você dizer. Fale. Agora Bella.
Continuou provocando. Inebriada pela torrente sensual do momento, abri meu sexo com as mãos, me expondo totalmente.
–Aqui. Eu quero você aqui, respondi arrancando um sorriso devasso dos seus lábios.
–Boa menina, respondeu me empurrando mais para cima na cama e acomodando-se outra vez entre as minhas pernas. Olhei para baixo e estremeci involuntariamente. Meu sexo estava a milímetros do rosto dele. O calor começou a se espalhar em meu corpo, quando senti uma mão massageando meu ventre, descendo pela minha virilha, e em seguida encontrando minha feminilidade. Gemi retirando minhas mãos e deixando tudo a cargo dele. Seus dedos devastaram todo o meu sexo, cada dobra, cada linha, cada reentrância, provocando, dedilhando, me enlouquecendo.
–Você consegue ser tão doce em minha boca que eu poderia passar horas aqui te chupando, carinho.
As palavras reverberaram diretamente no meu centro de prazer, já inchado pelo tesão abundante. Então ele soprou de leve sobre meu clitóris, me fazendo ficar totalmente arrepiada e aplicou o chantilly na minha vagina. A sensação foi extremamente intensa. Um misto de dor e prazer se mesclando, me entorpecendo. Só consegui gemer...
–Ahh...
Ele mais uma vez naquela noite enterrou o rosto de anjo sedutor em minha vagina, chupando com vontade, como se degustasse uma guloseima, me fazendo gemer e gritar como uma louca. Delirei, urrei de prazer e quase esquecer de respirar. Quase. Sua língua percorria minhas entranhas como um animal faminto vaga atrás de alimento. Língua, dentes e lábios se revezavam. Gozei. O orgasmo me tomou por inteiro. Um soluço abafado rasgou em meu peito. Meu corpo sacudiu. Gozei em sua boca. Ele lambeu tudo, tudo, até a última gota da minha excitação e sem demora virou-me de costas, abrindo minhas nádegas e espalhando o chantilly no meio delas com vontade.
–Eu... Eu não vou aguentar, consegui balbuciar.
–Relaxe carinho. Eu ainda vou exigir muito desse corpinho hoje, respondeu. Eu não tinha opção. Enquanto me dava um banho de língua na bunda, dois dedos me penetraram com força, entrando e saindo do meu corpo em sincronia com os movimentos circulares de sua língua lasciva em meu ânus, me fazendo beirar o abismo entre a inconsciência e a sanidade mental.
–Oh, céus... Oh... Edward...
–Geme Bella. Geme o meu nome.
–Edward, Edward...
O prazer me engolia, me engolfava, me arrastava num frenesi único e poderoso da luxúria. Meu corpo parecia ter vida própria. Eu me contorcia toda, me sacudia, me balançava contra suas mãos e sua boca, implorando por alívio. Meus músculos estavam no comando. Meu corpo soluçou em seus dedos. Eu quase desmaiei. Mas Edward não parou. Ele me virou de frente novamente, espalhando o creme agora nos meus seios, chupando-os por boa meia hora, seus dedos experientes trabalhando com maestria em meu sexo devastado. Parecia que ele só me libertaria quando sua fome estivesse completamente saciada. Doce e deliciosa tortura. Quando finalmente Edward se levantou, eu havia gozado mais uma vez.
–Quero você agora princesa. Preciso me enfiar todo em você, sentir essa boceta quente me apertando, começou a falar enquanto afastava minhas coxas e me penetrava com uma estocada só.
Gememos juntos. Ele forçou o quadril para baixo, praticamente esmagando meu corpo sob o seu. O pênis completamente alojado batendo nas paredes lisas da minha vagina aumentando a fricção. O momento era delicioso, mas eu não tinha mais forças para acompanhá-lo. Edward me tomou até explodir num gozo intenso. Senti seu líquido quente se derramando em meu interior. Logo depois ele me virou de costas, me colocou de quatro e começou a estimular seu pênis agora relaxado em minha bunda, batendo de leve friccionando seu membro contra minha carne. Afundei meu rosto nos travesseiros empinando minha bunda mais para cima. Ele gemeu diante da visão.
–Linda. Gostosa. Delícia. Você é gostosa pra caralho, Bella.
Permaneci nessa posição enquanto ele me olhava e continuava se tocando. Minutos depois seu membro estava enorme outra vez, completamente rijo. Olhei sobre meu ombro e vi o pênis duro, vermelho, excitado, apontando para mim. Seus olhos verdes estavam semi cerrados e percorreram o meu corpo mais uma vez como um vampiro sedento por sangue quando se depara com uma presa. Meu coração batia com tanta força que eu achava que ele a qualquer momento escutaria. Senti meu sexo ensopar novamente. O cheio de sexo estava impregnado em cada canto do ambiente.
–Fique assim linda. Quero ver sua bunda balançando enquanto estou fodendo sua boceta, falou encostando o pênis em minha entrada. Gemi. Ele gemeu de volta e se enterrou profundamente, segurando em minha bunda com as mãos. Edward agitou os quadris contra os meus. Empurrei meu corpo para trás recebendo-o todo. Senti os testículos encostando em meu corpo com as fortes estocadas. Gemi. Ele gemeu de volta. Edward veio mais forte. Doeu. Ele havia encostado em meu útero. Gemi novamente. Ele soltou algo como um rosnado. Senti dois dedos em meu clitóris e afundei mais o rosto na cama. Eu não aguentava mais. Havia chegado ao meu limite. Meu corpo implorava por descanso. Resolvi provocá-lo.
–Isso tigrão, assim..., falei fechando os olhos, mandando a vergonha para o espaço. Se ele podia por que eu não poderia também?!
– Tá gostoso?
Perguntou aumentando o ritmo. Não senti mais dor, apenas uma sensação gostosa.
–Muito.
–Então empina essa bundinha.
Obedeci imediatamente.
–Quem está com você Bella?
Disse dando uma tapa leve na minha bunda.
–Você, Edward.
–Quem é o seu homem?
–Você Edward. Você é o meu tigrão, o meu homem, o meu marido.
–O que eu estou fazendo?
–Me comendo.
Ele urrou com aquela resposta e eu disfarcei um sorriso.
–Rebola Bella. Rebola gostoso.
–AHH... AHH...
Gemeu alto liberando-se mais uma vez. Seu corpo tremia sem parar, seu abdome se contraía, as ondas do orgasmo transpassando-o. Ele ofegou um pouco e em seguida se retirou de dentro de mim, acabando por levar o membro ainda enrijecido a minha bunda e expelindo o restante do sêmen ali. Eu ia me virar quando Edward subitamente levou um dedo ao meu ânus e fez por alguns minutos uma massagem sensual e erótica. Gemi e continuei de quatro. Quando suas pernas falharam bambas, ele me puxou para um beijo apaixonado e caímos os dois abraçados e exaustos sobre os lençóis. Ficamos alguns minutos em silêncio. Ele me fitou carinhoso.
–O nosso casamento foi à manobra de um homem desesperado, mas nunca, jamais esqueça o quanto eu te amo, Bella.
Disse solenemente.
–Eu também te amo Edward.
–Eu sei. E a nossa noite ainda não acabou linda. Esta é apenas uma pausa para que nós possamos nos recuperar. Como eu disse antes, hoje estou com fome de você.
Sorri satisfeita e exaurida. Eu havia lutado muito contra aquele sentimento, por longos anos. Mas acabei descobrindo de uma forma maravilhosa que nós precisamos estar disponíveis para o amor. Precisamos abrir o nosso coração. Descobri que precisamos arriscar, nos dar a chance de sermos felizes. Eu me permiti ser feliz quando aceitei me casar com Edward. Era ele quem eu queria e por ele eu lutaria. Olhei mais uma vez em seus olhos verdes, me perdendo no turbilhão de emoções ali refletidas. Aquele era o meu paraíso particular na Terra. Meu refúgio, minha fortaleza. Ele e Thomas eram a hoje a minha vida, o meu mundo, a simples razão da minha existência.
FIM.
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