Casamento Sob Suspeita.
57 Capítulo 57- Rendição - Parte II
Notas iniciais
PDV Isabella Swan.
Um barulho abafado me acordou. Minhas pálpebras e meus olhos duelaram por alguns instantes, mas as pálpebras saíram vitoriosas. Resmungando baixinho, procurei uma posição melhor para voltar a dormir, mas novamente um barulho próximo e abafado se fez ouvir. Dessa vez abri os olhos sonolenta, levando cinco segundos para me acostumar a semi escuridão do ambiente, olhando em volta tentando descobrir de onde vinha o tal barulho. Edward se mexeu inquieto, chamado a minha atenção. Sentei na cama, abrindo os olhos totalmente.
-Bella...
Ele dizia num gemido angustiado. Seu rosto estava tenso como se ele estivesse vivenciando uma agonia ou coisa do tipo. Estreitei os olhos, inclinando-me chegando mais perto, sentindo o cheiro poderoso de homem que seu corpo emanava.
-Não vá, por favor...
A frase foi dita num fio de voz.
-Bella, não vá, não vá, não me deixe...
Ele repetia se mexendo em agonia. Meu coração apertou. Ele remexeu-se outra vez. Edward estava tendo um pesadelo comigo.
-Bella, Bella, volte...
Agora ele começava a falar mais alto, virando a cabeça de um lado para o outro agitando-se na cama. Levei minha mão ao seu ombro, tentando confortá-lo. Ele me agarrou num abraço apertado e pareceu acalmar-se. Suspirei e me acomodei na cama outra vez, sentindo os braços fortes sobre meu corpo. Aquela proximidade era perturbadora demais. Um formigamento familiar começou a se espalhar a partir do meu baixo ventre, deixando-me consciente de cada célula do meu corpo que estava colada ao corpo masculino. O desejo cresceu, aumentou de forma incontrolável. Minha respiração acelerou. Eu não estava mais aguentando e sem conseguir mais evitar, fui acariciando com os dedos os músculos dos braços que me envolviam, sentindo a firmeza, a rigidez, toda a extensão da pele. Ele me puxou mais para si, encostando a boca no meu pescoço. Um arrepio intenso carregado de eletricidade sexual me percorreu de cima a baixo. Eu estava quente. O clima esquentou. O ambiente no quarto mudou.
Virei-me de frente para ele, de forma lenta e calma para não despertá-lo, seguindo minha doce exploração com os dedos acariciando os ombros, a curva firme do pescoço, a linha áspera do queixo preenchida pelo início da barba que despontava. Subi até a testa, desci pelos olhos, o nariz reto, a boca. Contornei os lábios bem desenhados com a ponta do meu dedo, indo primeiro para o lábio superior e descendo para o lábio inferior, voltando e fazendo todo o percurso novamente. Meu coração batia enlouquecido. Franzi o cenho intrigada... Era impressão minha ou a ponta da língua dele acabara de lamber levemente o meu dedo?!
Ergui minha cabeça e deparei com os olhos verdes de Edward totalmente escurecidos e abertos, me encarando, refletindo certamente toda a luxúria e desejo que também havia nos meus, brilhantes de saudades. Ele deu um gemido alto e enfiou uma mão pelo decote da minha camisola, expondo um seio firme aos seus toques. Eu quase desfaleci de prazer.
-Linda, você é tão linda...
Dizia escalando agora meu outro seio, circulando-o lentamente até atingir o bico ereto e rosado, apreciando minha rendição. Gemi baixinho, um gemido indolente, abafado, rouco. Eu estava implorando por mais.
-Edward, por favor...
Solucei. Ele se afastou um pouco, jogando os lençóis e a calça do pijama ao longe, arrancando a minha camisola de uma só vez com agilidade, voltando a dar atenção aos meus seios, só que agora com a boca. Rendição. Arqueei minhas costas para trás, gemendo de puro deleite. Ele lambia, sugava, mordiscava de leve, voltava a lamber, me enlouquecendo. A luz fraca do amanhecer entrava pelas portas da varanda e banhava nossos corpos nus sedentos.
-Estou aqui baby, — respondeu antes de deixar um rastro de beijos molhados no meu colo, pescoço e no vale entre os seios.
Ele levou as mãos às laterais do meu corpo, segurando na minha calcinha. Ondulei os quadris num movimento, facilitando sua ação. A última peça de roupa que nos separava acabava de ir embora. Ele percorreu meu corpo desnudo com um olhar intenso e devastador. Se só com aquele olhar eu fiquei mole, imagine depois. Ele deslizou habilmente os dedos entre minhas coxas, escorregando para o meu sexo, os dedos procurando o meu clitóris e minha entrada estreita, circulando, acariciando, fazendo com que eu prendesse a respiração e não conseguisse mais raciocinar, apenas sentir.
-Porra... você está ensopada linda.
-Edward... Venha
Foi tudo que eu consegui dizer.
-Sua boceta está me chamando amor, inchada pelo tesão, piscando, latejando em busca de alívio.
Falou com os lábios grudados no meu ouvido, a respiração forte e descompassada, eu podia sentir.
-Quero você...
Sussurrei erguendo meus braços e passando a explorar aquele corpo delicioso e definido. Resvalei os dedos em suas costas, arranhando-o de leve, ele apertou forte minha bunda em resposta. Continuei descendo pelas costas largas que iam ficando estreitas na medida em que eu me aproximava dos quadris e das nádegas firmes. Ele gemeu e eu amei. Minha raiva evaporou, as explicações que esperassem, eu estava consumida pela luxúria do momento, completamente a mercê dele.
Ele nos virou na cama, e eu desci os lábios pelo seu peito, Respirando fundo e me deixando inebriar pelo seu cheiro único, encontrando os pequenos mamilos entre os pêlos finos do tórax e rodeando-os com a minha língua.
-Assim você vai me matar, princesa.
Disse entre um e outro gemido. “Essa é a idéia”, eu quase respondi, mas ele me impediu, puxando-me com sofreguidão e colando nossas bocas num beijo desesperado, apossando-se dos meus lábios com uma fúria enlouquecida. Doeu um pouco, mas eu não reclamei. Espalmei minhas mãos em suas nádegas e o puxei para dentro de mim, nosso sexos se encontrando. Eu não podia ver, devido ao volume da barriga, mas eu sentia. Cada pedaço de pele em meu corpo queria aquele encontro Gemi em antecipação. Edward nos virou novamente, ficando por cima, se alinhou sobre meu corpo, deitou e me penetrou com um só golpe. Amei. Em resposta arqueei ainda mais o corpo, tentando fazer com que ele se enterrasse em mim profundamente.
-Bella, Bella, eu quase morri sem você carinho...
Gemeu no meu pescoço entre uma respiração e outra. Sorri internamente com o significado daquela frase.
-Não pare, não pare, — supliquei baixinho.
Ele não disse nada, mas começou a ondular os quadris me levando para cima e para baixo, na dança mágica erótica mais antiga e inebriante do mundo.
-Estou machucando você?
Perguntou fazendo um esforço enorme para controlar o ritmo das investidas. Sacudi a cabeça negando.
-Tem certeza? E o bebê?
Ele lutava para não ser bruto ou selvagem demais. Seu maxilar estava trincado, pequenas gotas de suor brotavam em sua fronte de anjo sedutor. Eu entendia a sua preocupação, mas meu corpo gritava por mais. Eu queria mais e balancei meus quadris contra os dele, instigando-o, incentivando-o a ir mais longe, tentando dizer com meu corpo o que eu não conseguia traduzir em palavras.
-Bella... Está brincando com fogo Bella...
O momento era tão intenso que eu não conseguia articular qualquer palavra. Cada pedaço da minha pele, cada célula do meu organismo estava ciente do corpo dele enterrado no meu.
-Você é tão quente, tão apertada, deliciosa...
Ele dizia dando beijos alternados em meu rosto, colo e pescoço. Gemi em seu pescoço, puxando-o com os braços mais para perto. A temperatura dentro do quarto deveria estar perto de uns quarenta graus, mas eu não me importava. Acho que o mundo todo poderia desabar agora e eu não perceberia. Quando nós estávamos juntos, nossos corpos unidos numa só carne, todo o resto parecia deixar de existir.
Comecei a sentir o prazer familiar começar a se construir. As ondas eram pequenas, mas à medida que Edward aumentava as estocadas, elas iam se intensificando. Num gesto ousado, ergui minhas pernas até a altura de seus ombros, depositando-as ali, ficando completamente exposta, facilitando ainda mais a penetração. Eu o ouvi assobiar entre dentes, travando o queixo quando nossos quadris rapidamente bateram um contra o outro, dirigindo seu pênis dentro do meu corpo profundamente. Eu não conseguia segurar os gemidos e gritos. Por causa da barriga eu não via nossos sexos unidos, apenas sentia. Edward sibilou algumas obscenidades e aumentou o ritmo.
-Bella...
A maneira como dizia meu nome só me atiçava ainda mais. Acho que não era sangue, mais puro desejo que corria em minhas veias. Tão perto, tão perto...
-Você gosta disso não gosta?
Falou levando uma mão até os meus seios e friccionando os mamilos.
-Sim, sim, — consegui sussurrar.
O cheiro de sexo pairava no ar, o corpo de Edward oscilando em cima do meu, nossos sexos unidos.
-Eu, eu...
Não consegui dizer mais nada. Minhas mãos arranharam suas costas com as unhas, meu corpo tremendo inteiro consumido pelo orgasmo que estava correndo por mim, deixando-me ofegante. Segundos depois foi a vez dele explodir num gozo profundo. Senti quando o sêmen escorreu pela parte de trás das minhas coxas e nádegas. Seus músculos tremiam. Ele buscou a ar inspirando profundamente e saiu de cima de mim, se acomodando melhor na cama e me trazendo para perto. Palavras não eram necessárias. Apoiei minha cabeça em seu ombro e deixei que o cansaço e o sono tomassem conta do momento.
No outro dia...
PDV Edward Cullen.
Bella dormiu aninhada em meus braços, o que foi uma vitória. A noite tinha sido maravilhosa, o sexo fantástico como sempre e um sorriso enorme brincava em meus lábios enquanto eu a envolvia nos meus braços e observava-a adormecer. Bella não havia me dado à chance de termos uma conversa franca, mas eu sabia que seria apenas questão de tempo. Não insisti mais em saber quem havia ajudado-a a chegar em New Moon. Meu sexto sentido dizia que era melhor eu não saber, para evitar encrencas e aborrecimentos. Ela estava bem, Thomas estava bem e eu esperava que depois da tórrida noite de amor, tivéssemos finalmente feito as pazes.
Eu havia acordado há alguns instantes. Os raios fortes e brilhantes do sol se infiltravam pelas cortinas. Ela estava sentada num banquinho de madeira em frente ao espelho escovando os longos cabelos escuros e molhados, de costas para mim. Tinha tomado banho, o cheiro doce e inconfundível de morangos silvestres me atingiu em cheio. Só de observar seu corpo macio a poucos metros de distância, senti uma pontada de desejo e disfarcei um sorriso. Meu pau estava em ponto de bala. Nem parecia que eu a tinha possuído de forma tão arrebatadora e desenfreada apenas algumas horas antes. Comigo e Bella sempre seria assim. Ela era minha alma gêmea, minha cara metade, o tudo que completava o meu vazio.
Devo ter me mexido, chamando sua atenção, pois ela virou-se para mim, sua expressão séria, um olhar prudente.
-Bom dia, — falei deixando os lençóis escorregarem um pouco. Os olhos dela foram atraídos imediatamente, passeando pelo meu corpo, mas desviaram-se em seguida deixando-me desapontado. Uma máscara cobriu suas feições delicadas, enquanto colocava a escova no lugar.
-Bom dia, — respondeu.
Nossos olhares se cruzaram, mas ela esquivou-se.
-Bom, vou sair para que você possa se trocar. Há esta hora Siobhan com certeza já preparou o café da manhã.
Falou levantando-se. Estreitei meus olhos. Que merda era aquela?! Sair para que eu me trocasse?! Não, não mesmo.
-Precisamos conversar Isabella. Além do mais eu não me importo com a minha nudez. Talvez o problema seja com você, baby.
Retruquei com firmeza. Ela suspirou.
-Olhe, a noite passada...
Disse com a cabeça baixa, o que me irritou profundamente. Fiquei de pé, nu, jogando os lençóis para o lado oposto da cama. Seus olhos foram imediatamente para o meu membro enrijecido, fazendo com que ela arregalasse-os tomada pelo espanto.
-Sim! Eu estou duro novamente. Sim, é por sua causa! Sim, eu te desejo com loucura! A noite passada foi perfeita. E sabe o que eu quero fazer neste exato instante? Te levar para cama novamente e fazer você gemer e se derreter toda até gozar!
Uma das veias em seu pescoço pulava agitada.
-Pare!
Pediu afobada, corando até a raiz dos cabelos. Tratei de ignorá-la.
-A noite passada foi maravilhosa, para mim e para você, não tente negar!
Bradei com o dedo em riste.
-Quer falar baixo?! Pelo amor de Deus! Assim todo mundo aqui vai ouvir sobre a nossa intimidade e sair comentando!
Ralhou em tom de advertência.
-O mundo que se foda! Comi a minha mulher ontem à noite e ela adorou. Qual é o problema?!
Esbravejei de volta.
-Edward, por favor, tenha modos!
Falou apertando as mãos nervosamente. Dei um suspiro exasperado.
-Como quiser Bella, mas agora nós precisamos conversar.
Ela me fitou e mordeu os lábios. Continuei.
-Não aconteceu nada entre mim e Tânia, — falei sentando na ponta da cama.
Ela cruzou os braços sobre o peito me dando um olhar mortífero.
-Não venha dizer isto justo a mim, Cullen!
Cuspiu com raiva. Rolei os olhos. Por que as mulheres têm de ser tão complicadas?!
-Recentemente Bella. Eu não estava me referindo ao passado. Tive um caso com ela sim e com muitas outras mulheres. Como você mesma está cansada de saber, nunca fui santo.
Ela bateu o pé no chão e continuou me encarando, as feições tensas devido à força que fazia para conter a raiva.
-Quanto a Tânia...
Minha doce e sexy esposa explodiu. Parecia uma granada firme e redonda, onde o pino acabara de ser jogado fora.
-Tânia, Tânia, Tânia! Sempre Tânia! Sempre ela! Chega! EU NÃO AGÜENTO MAIS EDWARD!
Gritou com força, me deixando estupefato. Acho que até os cavalos e os empregados que estavam no celeiro e cuidando das obras dos estábulos novos devem ter ouvido.
-Bella, calma.
Pedi levantando as mãos. Eu nunca a havia visto naquele estado anteriormente. Os punhos fechados na palma das mãos, o rosto afogueado e vermelho, os olhos dardejando. Ela falava ao mesmo tempo em que soltava faíscas pelas narinas e fumaça pelas orelhas... Bella estava descontrolada, minha princesa parecia pronta para enfrentar uma guerra.
-Essa mulher tem feito da nossa vida um inferno! Quando é que ela vai nos dar sossego? Nos deixar em paz?! Mas que droga! Ela é casada, tem marido e uma filha para cuidar, isso já não é o suficiente?! Mas não, ela sempre dá um jeitinho de aparecer e ficar se oferecendo a você! Maldita, vadia, ordinária!
Ela andava de um lado para o outro. Eu não sabia se ria ou se chorava. O fato era que eu estava encantado e achando o máximo aquela crise de ciúmes sem propósito. Bella estava possessa. Melhor que ninguém, eu conhecia a força e poder do bichinho do ciúme e os estragos que ele pode causar.
-Ei, ei, calma.
Ela me fitou com desprezo.
-Para você é fácil falar! Se sentir desejado por outra mulher, ser o alvo de sua conquista... Será que ela não desiste nunca?!
-Tentei conversar com ela Bella, — falei esforçando-me para não desatar a rir. Ela parou por um momento e me fitou com uma raiva crescente.
-E por acaso adiantou alguma coisa?! Eu vi como você a rejeitou no dia do aniversário do seu pai, ouvi cada palavra, mas ela não desiste Edward!
Franzi o cenho confuso. Como ela sabia que eu havia rejeitado Tânia aquela noite no escritório?!
-Você viu? Ouviu? Como?! Rose havia me dito que você estava no escritório, mas quando entrei não vi ninguém.
Ela sustentou meu olhar de modo firme.
-Eu estava lá. Embaixo da escrivaninha do seu pai.
Arqueei as sobrancelhas, surpreso.
-Por que se escondeu?
-Por que eu precisava respirar um pouco e ficar sozinha. Havia acabado de descobrir que o meu noivo, o meu futuro marido tinha tido um caso com a esposa do tio dele!
Passei a mão pelo rosto e pelo pescoço num gesto cansado.
-Bom, ainda bem que você viu que eu não a encorajei, — falei.
-Sim. E também ouvi cada palavra que ela proferiu quando você foi embora. Que eu não perdia por esperar, porque você ainda seria dela, “ruivão”.
Engoli em seco ao ouvir o apelido que Tânia tinha me dado anos antes, mas nem por um segundo desviei meu olhar do dela. Aquela conversa estava tomando um rumo diferente do que eu tinha imaginado. Ela prosseguiu.
-E logo em seguida descobri que era com ELA que você estava transando naquele maldito dia em que nós ficamos juntos no banheiro na antiga casa.
Ela balançou a cabeça agitada.
-Tânia sempre foi um problema Bella, mas ela pertence ao meu passado. Todas as mulheres que eu tive ficaram no passado. Você é o meu presente e o meu futuro. Eu só quero você.
Emendei. Ela ameaçou dizer alguma coisa, mas preferiu calar-se.
-Essa sua agitação não vai fazer bem ao bebê, Bella. Respire fundo, tente relaxar.
Ela não respondeu. Aguardei em silêncio que ela colocasse tudo o que estava trancafiado em seu peito para fora de uma vez por todas para podermos dar um basta nesses mal entendidos.
-A lembrança daquela calcinha no seu carro arde todos os dias, queima minha pele como uma brasa viva, Edward. Foi à gota d’água. Não suporto mais saber de Tânia, ouvir falar em Tânia ou sequer ter que tolerar a presença dela nas reuniões sociais da família. Para mim chega.
Levantei e me aproximei dela, segurando em seus ombros.
-Concordo com você, linda. E te faço uma promessa: Nunca, nunca mais aquela mulher irá nos incomodar outra vez. Agora sente e, por favor, me escute.
Mais antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, o barulho forte das hélices e do motor de um helicóptero chegando à fazenda nos interrompeu.
Notas finais
até mais garotas.
Beijos
Kiki
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