Notas iniciais
Olá povoooooo, estava sem internet, por isso não postei na segunda como havia prometido, ela só voltou hoje, então postarei Hoje, amanhã e sábado.


PDV Edward Cullen.


Acordei meio dolorido e me espreguicei com cuidado para não acordá-la. Sorri lembrando a noite anterior. Bella havia travado uma enorme batalha consigo mesma para não se entregar a mim. Pude ver o desejo brilhar nos lindos olhos cor de chocolate quando tirei minha roupa diante dela. Óbvio que eu fiz tudo de propósito, com a mais pura intenção de seduzi-la. Eu gostaria de conversar primeiro, mas como percebi que ela não me daria chance, resolvi apelar para o sexo, afinal não existe um lugar melhor para se fazer as pazes do que a cama. Avisei-lhe que assim que terminasse o banho nós conversaríamos, mas tive uma triste surpresa ao retornar para o quarto e perceber que ela havia dormido. Conformado, beijei seus cabelos de leve e cobri-a, fitando seu corpo. Mesmo grávida ela continuava linda e o meu pau começou a dar sinal de vida. Suspirei e fui dormir no chão, pois ela havia se mexido e agora ocupava o meio da enorme e convidativa cama.


Um chute de Thomas me trouxe de volta a realidade. Sorri e acariciei o local onde ele havia chutado. Olhei para Bella. Seu peito subia e descia no compasso ritmado de sua respiração. Ergui-a de leve e levantei, deixando-a na rede. Olhei para a barriga crescida que abrigava o meu filho e sorri. Faltava pouco para que ele nascesse. Me espreguicei mais uma vez, fui até o banheiro tomar uma boa ducha e fazer minha higiene matinal. Após o banho, me sequei, troquei de roupa no banheiro, peguei o boné preto e saí para tomar café, fechando a porta com cuidado para não fazer barulho. Bella havia ido dormir muito tarde e, portanto precisava descansar.


Siobhan já estava na cozinha envolvida nos preparativos do café da manhã.


–Bom dia, — falei entrando no local.


–Bom dia Edward, — respondeu contente. Dei-lhe um beijo estalado na bochecha, abrindo a geladeira e pegando um iogurte de cenoura e mel. Ela disse que colocaria o café na mesa da varanda, mas pedi que ela não se preocupasse comigo, por que eu comeria ali mesmo. Ela sorriu assentindo. Eu costumava fazer aquilo sempre que vinha para New Moon.


–E Bella?


–Dormindo. Thomas não deixou que a mãe dormisse muito bem a noite, — respondi.


–Ele está crescendo e Bella é tão pequena...


Aquilo também havia me preocupado anteriormente.


–Jacob me garantiu que isso não seria problema, — falei para tranquilizá-la.


Ela me olhou com sabedoria.


–Daqui por diante ela vai conseguir dormir cada vez menos. É difícil encontrar uma posição que seja boa para ela e para o pequeno.


Concordei pegando a salada de frutas e me servindo de uma porção generosa.


–Não coloquei açúcar. Se preferir adoçante, aqui está. Quanto tempo você vai ficar?


Boa pergunta, eu pensei.


–Não sei ainda. Bella e eu não conversamos a respeito disso.


Ela sorriu satisfeita.


–Vocês aproveitaram para matar as saudades, muito bem.


Dei uma tossida discreta. Não sei explicar porque mais fiquei constrangido em partilhar minha intimidade com Bella, com a velha senhora.


–Não posso me ausentar por muito tempo. A empresa sempre tem assuntos para serem resolvidos que precisam da minha presença.


–Eu entendo. E quando você for para Richimond, ela vai com você.


–Espero que sim, — respondi baixinho.


Ela me fitou com estranheza.


–Algum problema com vocês?


Perguntou curiosa.


–Não, nenhum, — me apressei em dizer.


–Mas é que ela estava com saudades do Charlie e de você também, Siobhan.


Ela riu e fez um gesto de descaso com uma das mãos.


–Bobagem! Sabe que ela deve retornar com você. Além de estar num estágio avançado da gravidez e poder precisar de cuidados, o lugar da esposa é ao lado do marido Edward.


Concordei e comi mais um pouco da salada. Era o que eu esperava que acontecesse, mas Bella era teimosa como um cavalo empacado...


Rosalie vestindo uma roupa de montaria e botas lustrosas pretas, entrou na cozinha cumprimentando-nos, sentou a minha frente e me fitou de maneira hostil. Observei-a com frieza e atenção. Era muito bonita, mas superficial. Tinha que ser sempre o centro das atenções e para isso esforçava-se para estar impecável desde o momento em que acordava.


Soltei um longo suspiro. Não sei honestamente que o meu irmão viu nela. E pensar que antigamente o meu pai achava que ela seria minha namorada e não do Emmett. Ela arqueou as sobrancelhas numa indagação, mas eu preferi ignorar. Siobhan perguntou-lhe alguma coisa, enquanto eu tomava um copo de suco de uvas fresco e me preparava para sair. Eu precisava de privacidade para ligar para o Jasper. Agradeci a governanta pelo café, coloquei o boné na cabeça porque o sol ali não era brincadeira e fui caminhando até o celeiro. O ar gostoso da manhã no campo invadiu meus pulmões, fazendo com que eu me sentisse leve. Passarinhos e borboletas voavam nas proximidades da casa. Parei um instante para observar um beija flor extraindo o néctar das roseiras do jardim com seu bico longo e fino. Olhei ao redor e não havia ninguém ali. O trabalho começava cedo na fazenda e os empregados deveriam estar na lida com os animais. Peguei o telefone, abri e disquei para o meu cunhado. Ele atendeu no quarto ou quinto toque.


–Alô...


–Jasper?! Ainda estava dormindo?


–Hum... Claro Edward. Fui dormir às duas da manhã. E você?! Caiu da cama ou o que? Sabe que horas são aqui em Austin?!


Perguntou ainda bocejando. Rolei os olhos.


–Sei que é cedo, mas eu PRECISAVA falar com você, droga!


Ele suspirou.


–Já posso até adivinhar o motivo. Bella não te escutou, — disse com a calma que lhe era peculiar.


–Exato! Preciso que venha até a fazenda o mais rápido possível.


–Ok, amanhã eu chego aí.


A frustração tomou conta de mim.


–Não dá para vir ainda hoje?!


Perguntei impaciente. Ele demorou alguns segundos para responder.


–Não. Consegui fechar um dos contratos ontem, mas o proprietário do prédio onde funciona o centro de atendimento a terceira idade está querendo pagar menos do que nós propusemos pela reforma.


–Mas o nosso preço está dentro da faixa de acessibilidade dele, — retruquei.


–Eu sei, mas você sabe como essas coisas funcionam, — respondeu dando um grande bocejo.


–Tudo bem, faça como achar melhor, mas assim que tudo estiver resolvido, pegue um avião e corra para cá, ok? Você é a minha única chance, minha salvação, — especialmente agora que a Rose está aqui!


– Rosalie está aí?!


Gritou do outro lado da linha, quase me deixando surdo.


–Xi... Cara, você está com um problemão!


Revirei meus olhos.


–Nem me diga! Ela parece mais um cão de guarda, cercando e tomando conta da prima.


Jasper soltou um longo suspiro.


– A Alice ainda não sabe de nada e acho que os seus pais também não. Falei com ela ontem.


–Melhor assim, — respondi.


–E só para lembrar, aviões não correm Edward, ele voam, — respondeu tirando sarro da minha cara.


–Vai se ferrar!


–Ok, tchau.


–Tchau.


Respondi sorrindo e desligando em seguida.



PDV Narrador.



A manhã passou depressa. Edward não retornou a casa na hora do almoço, preferindo comer no galpão com os funcionários. Ele esperava que Bella sentisse a sua falta e durante todo o dia ajudou Riley a executar algumas das tarefas. Os dois homens aproveitaram para conversar. Em um determinado momento da tarde pôde observar o capataz conversando com uma moça muito jovem e muito bonita, que vestia calça jeans justa e uma blusa vermelha de gola alta e mangas. Ele riu de algo que ela falou, mas a moça não gostou e ficou de cara feia. Riley foi carinhoso com ela, que sem demora livrou-se dos seus toques e lhe deu as costas afastando-se logo depois. Edward aproximou-se enquanto Riley suspirava observando-a se afastar, descendo a estrada de terra batida que levava aos pastos.


–Namorada?


–Ainda não. Ela é muito jovem e imatura. Acabou de completar dezoito anos.


–Mas você gosta dela, — disse Edward.


–Assim como você ama Bella Donna, — ele respondeu encarando o marido de sua melhor amiga.


Edward sorriu.


–Eu tinha ciúmes de você antigamente.


–Eu sei, — Riley falou sorrindo.


–Sabe?


–Você nunca conseguiu ser muito discreto Cullen e ainda por cima implicava com ela por qualquer coisa.


–Achava que você gostava da Bella como eu gosto. E ficava irado ao ver vocês dois juntos, grudados o tempo inteiro.


–Você era patético, — brincou o outro. -Bella sempre foi como uma irmã caçula. Nunca houve nada entre nós além de amizade.


–Eu sei. Demorei um pouco para perceber, mas acabei entendendo.


–Você sempre foi meio lerdo Edward, — retrucou gracejando.


–Não é isso. Vocês dois tinham uma conexão, uma ligação tão forte, que eu não conseguia assimilar e muito menos entender. E de certa forma eu sentia ciúmes.


Riley sorriu compreensivo.


–Meu coração pertence a Bree desde que ela tinha quinze anos.


Edward riu alto.


–Assim como Bella e eu.


–Exato. Bree será minha esposa, só que ela ainda não sabe disso.


Encarei o homem a minha frente com admiração e respeito.


–Boa sorte, Riley. Se a sua escolhida for determinada como a Bella, você vai precisar.


–----


Na hora do jantar...



PDV Isabella Swan.



Quando despertei, Edward já havia saído. Fiquei um pouco desapontada em não vê-lo no quarto. Levantei-me e olhei minha imagem refletida no espelho. Realmente dormir na rede me fez muito bem. Eu estava descansada e relaxada. Resolvi trocar de roupa, fazer minha higiene e ir até a cozinha tomar o desjejum. Será que ele estava com papai?


Vesti uma bermuda cáqui com elástico na cintura e uma blusa soltinha branca, deixando uma parte da minha barriga de fora. Penteei os cabelos e deixei-os soltos como sempre, mas gostei do resultado. Observei que o boné dele não estava ali. Calcei meus chinelos favoritos e saí em direção a cozinha. Para minha surpresa apenas Siobhan estava lá. Ela me informou que Edward havia saído cedo e Rose fora cavalgar. Papai resolvera acompanhar a sobrinha para dar uma olhada nos cavalos e sair de casa um pouco. Um dos empregado estaria com ele. Suspirei resignada e sentei a mesa, dando uma mordida num croissant de chocolate. Siobhan sorriu e me deu mais um.


O dia pareceu se arrastar e cada vez que alguém chegava eu tinha esperanças de que fosse ele. Mas Edward ficou ausente o dia inteiro, só retornando a casa no final da tarde. Engoli em seco quando ele entrou, todo suado, a camisa xadrez escura aberta no peito deixando ver o início do caminho de pêlos em que eu adorava passar as mãos. Fingi que não dei a mínima para sua presença e Rose aprovou, piscando um olho. Ele avisou que iria tomar banho e voltaria em breve para o jantar. Quando ele desapareceu no corredor que levava aos quartos, minha mente vagou. Comecei a pensar em como ele estaria debaixo da água morna do chuveiro, os jatos escorrendo por aquele corpo viril, eliminando aos poucos o suor... O sabonete deslizando pela pele máscula dele, perfumando-o por inteiro... Sacudi a cabeça para afastar esses pensamentos excitantes e decidi ajudar Siobhan na cozinha, para ocupar minha mente e para de pensar bobagens.


–O que quer que eu faça?


Perguntei vendo-a tirar a carne assada com batatas do forno.


–Leve a salada para mesa. Já está pronta na geladeira.


Assenti e abri a porta do refrigerador, minha boca salivando quando percebi que ela havia feito salada portuguesa com brócolis, acelga, cenoura, pepino, azeitonas e tomates cereja. Eu adorava aquela salada.


–Gostou?


Perguntou sorridente.


–Você sabe que sim, respondi animada.


Ela me fitou por um momento.


–Seu pai está feliz por você ter encontrado uma pessoa como Edward, — disse sorrindo. — E eu também estou, menina.


–Er... Eu, nós...


Eu não sabia o que dizer. Ela deu de ombros.


–Deixe pra lá. Você nunca foi muito boa em expressar sentimentos mesmo. Sempre se sentiu deslocada.


Sorri aliviada.


–É verdade.


–Agora vamos apressar esse jantar.


Concordei e segui-a até a sala de jantar, onde Rose já havia posto a mesa. Hoje Riley jantaria conosco. Ao me ver, ele me deu um forte abraço e começou a brincar como de costume, o que me descontraiu um pouco, fazendo com que o jantar em família transcorresse de forma agradável e tranquila. Terminada a refeição, fomos para a sala de estar. Siobhan recusou a nossa ajuda para retirar a mesa e lavar a louça, afirmando que estava tudo sobre controle. A conversa flui naturalmente e depois de um tempo acho que cochilei. Quando abri os olhos todos estavam olhando para mim com uma expressão divertida em seus rostos.


–Perdi alguma coisa?


Perguntei espreguiçando-me.


–Você roncou, — disse papai rindo.


Sentei ereta e fitei-o, estreitando os olhos.


–Eu não ronco.


–Ah, ronca sim, — completou Rose.


–E alto, emendou Riley.


–Quer saber?! Não estou nem aí para o que vocês estão dizendo.


Percebendo que eu estava ficando irritada, Edward pôs-se de pé estendendo-me sua mão. Fitei-o, mas recusei ajuda me levantando.


–Venha Bella, vamos para cama. Você deu um cochilo e tanto sentada aí no sofá.


Corei ao ver a expressão maliciosa de Riley e de preocupação de Rose, mas discretamente fiz um sinal para minha prima, afirmando que eu poderia lidar com a situação. Ela entendeu e relaxou. Edward flexionou os músculos das costas e virou-se para o meu pai.


–Você nos dá licença, Charlie? Eu também estou exausto.


–Você trabalhou duro hoje, Edward, — Riley falou.


–Realmente, — disse Edward.


–Claro que sim, Edward. Fiquem à vontade. Eu também vou me recolher já já, papai falou.


–Não quer que eu faça um chá quentinho para você pai? Pelo adiantado da hora acho que Siobhan já se deitou.


–Não Bells, obrigado. Vá para a cama. Edward tem razão, você está praticamente dormindo em pé.


Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa Edward cruzou a sala e segurou ternamente no meu braço.


–Vamos dormir linda, boa noite a todos, — ele falou seguro.


Engoli em seco diante da possibilidade de içar sozinha com ele no quarto. O meu corpo traiçoeiro ansiava pelos toques de suas mãos e boca, mas Edward me surpreendeu ao pegar a calça do pijama, se despir, desta vez tirando até mesmo a boxer, o que me a adrenalina correr disparada em minhas veias, vestir a calça de algodão, deitar na cama e virar de lado, como se eu simplesmente não estivesse ali.


Observei por alguns minutos e peguei a mesma camisola da noite anterior, andando até o banheiro, mas antes que eu fechasse a porta, ele me chamou.


–Sim?


–Se Thomas não deixar você dormir outra vez é só me chamar ok? Agora vamos dormir. Estamos precisando de um bom sono não acha? Boa noite.


Concordei. Ele bocejou e voltou à posição em que estava inicialmente. Eu estava começando a me render aos seus encantos. Não tínhamos conversado ainda, mas algo no meu íntimo gritava que ele era inocente. Saí do banheiro e guardei minhas roupas numa das gavetas da cômoda, indo até a cama, deitando-me ao lado dele. Meu sono parecia ter evaporado depois do cochilo que tirei no sofá da sala. Olhei para Edward que já dormia a sono solto e me acomodei melhor na cama. Ele era charmoso, atraente, insanamente lindo como um modelo das capas de revista, excitante, sexy, possessivo e diabolicamente sedutor. Eu quase gemi em voz alta. Meu corpo todo estava ciente da proximidade dele, ardendo, desejando ardentemente o alívio, clamando para que ele me possuísse ao menos uma vez.


O orgulho falou mais alto e eu dei as costas a ele, tentando pensar em outra coisa que não fosse sexo, mas não obtive nenhum êxito. A noite parecia se arrastar, enquanto eu permanecia insone. Thomas estava quietinho, mas eu não conseguia dormir. O calor e a umidade no meio das minhas pernas, aumentava a cada segundo. Mudei de posição diversas vezes, chegando a me levantar e passar um pedaço da noite na rede, mas de nada adiantou. Voltei para cama quando o relógio na mesinha de cabeceira marcava 03:30 da madrugada e acho que finalmente o sono conseguiu me vencer.



Notas finais
Hum a Bella esta se rendendo em, mais quem não se renderia a um marido tão delicioso e carinhoso como ele.
beijos até amanha meninas.
Kiki