Notas iniciais
Bom Dia, estou atrasada, muito atrasada, mais ai esta o cap.

PDV Edward Cullen.

Bella conseguiu me evitar durante o resto da tarde e a noite. Rose parecia mais uma guarda costas. Não saía nunca de perto da prima, lançando-me sempre olhares de advertência, carregados de palavras mudas. Eu entendi perfeitamente a mensagem: Não se aproxime. Até ao banheiro as iam juntas. Se Siobhan ou Charlie notaram alguma coisa, ninguém comentou nada. Durante o jantar...

- Eu trouxe as fotos do quarto que escolhemos para o Thomas, — disse surpreendendo-as e mostrando cada uma das imagens ampliadas.

- Posso ver também?

Charlie perguntou ansioso.

- Claro, papai, — respondeu Bella com os olhos brilhando e estendendo as fotos para o pai.

- Puxa, vocês capricharam! Isso aqui está lindo Bells.

Falou referindo-se ao projeto como um todo. Havia um berço grande e branco, que virava uma cama, uma cômoda larga e espaçosa com duas portas e três gavetas fundas, uma cadeira de balanço com almofadas azul e verde, um enorme baú para brinquedos, o guarda roupas com puxadores de carrinhos, nas paredes um tom claro de azul com detalhes sutis de verde, uma mesinha de cabeceira antiga e reformada fora posta num canto estratégico do ambiente com um abajur sobre ela. Bichinhos de pelúcia variados e uma bola de futebol americano estavam dispostos em todo o cômodo dando um toque especial e personalizado.

- Obrigada. Na verdade a escolha foi do Edward, — respondeu sem me encarar.

- Mas eu não faria nada que você não aprovasse, princesa.

Respondi com uma voz melosa. Ela baixou a cabeça e Rose me fulminou com os olhos. Um a zero para mim. Riley chegou após o jantar e eu o cumprimentei de forma amigável, como sempre. Antigamente eu tinha uma cisma de que ele andava dando em cima de Bella, mas com o passar dos anos, pude ver que era apenas uma forte, sólida e singela amizade que os unia.

- Edward, meu velho!

- É bom te ver Riley, — respondi sorrindo.

- Parabéns pelo casamento e pelo bebê.

Emendou. Pisquei um olho para ele.

- Sou um homem de sorte, — respondi esticando minhas pernas para frente.

Ele fez um relato completo sobre tudo o que acontecera durante o dia para o meu sogro e depois nos convidou para um passeio noturno ali próximo a casa principal. Rose pareceu entusiasmada com o convite, mas Bella não. Ela estava abatida e com olheiras ao redor dos olhos. Eu não perdia nenhuma de suas reações. Para não contrariar a prima, ela fingiu estar animada e concordou em ir. Eu também, claro.

Saímos para a varanda que rodeava toda a casa e descemos os degraus. O ar agradável da noite nos tomou de cheio. Riley sempre na frente, Rose grudada em Bella como chiclete e eu um pouco mais atrás.

- Aquele galpão foi construído especialmente para as éguas que vão dar cria. Querem olhar?

As garotas assentiram e rumaram naquela direção. Eu não entendia muito sobre cavalos, mas queria me aproximar de Bella e aquela oportunidade era excelente.

- Há uma égua prenha agora, — disse o capataz animado.

- Quem?

Bella questionou curiosa, esticando seu pescoço para ver melhor o animal.

- Shezra.

Bella o fitou com surpresa.

- Ela ainda dá crias? É a égua mais velha de New Moon!

Exclamou satisfeita. Riley e Rose sorriram do seu entusiasmo e eu me aproveitei para chegar mais perto. Entramos juntos. O galpão era amplo e arejado, além de impecavelmente limpo. No meio de um dos compartimentos, uma égua de pêlos negros e brilhantes estava deitada sobre o chão coberto de feno, apresentando um ventre enorme.

- Ela continua linda, — disse Rose.

- E malcriada, — completou Riley assoviando. O animal ergueu a cabeça, mas não fez menção de levantar. Riley estranhou e foi até lá com Rose em seu encalço. Ao sentir a presença do capataz, a égua levantou a cabeça para ser acariciada. Rose e Riley esqueceram de nós por um momento. Era minha chance.

Ela deu um passo a frente, mas eu a segurei pelo braço, impedindo-a de se afastar, abraçando-a por trás, colando nossos corpos.

- Solte-me, — sibilou baixinho.

- Quando vamos conversar?

Devolvi a pergunta no mesmo tom, assim ninguém mais nos ouviria. Ela suspirou.

- Não sei.

- Estou com saudades, — retruquei roçando meu corpo no dela, que estremeceu.

- Bella...

Antes que eu pudesse concluir a frase ela conseguiu se desvencilhar do meu abraço e caminhou até onde os outros estavam. Rose ergueu a cabeça sorrindo, mas ao ver Bella, sua expressão tornou-se preocupada. Coloquei minhas mãos nos bolsos da calça e me aproximei deles.

- Algum problema? Você está tão pálida prima.

Bella deu um sorriso forçado.

- Estou bem.

Ela odiava se o centro das atenções, eu sabia. Depois de verificar que a égua estava bem, Riley também voltou-se para minha esposa.

- Rose tem razão Bella, você está pálida, abatida e... Com profundas olheiras.

Seu tom era de reprovação.

- Parem com isso vocês dois, eu estou ótima, minha saúde está maravilhosamente bem, — respondeu tentando ser convincente. Resolvi Interferir.

- Acho que se expôs demais ao sol hoje Bella, — falei com um leve tom de ironia.

Ela fechou a cara e Riley preocupou-se.

- Será que é o clima? Aqui é muito seco se comparado ao clima úmido da cidade.

Segurei o riso. Rose alternava o olhar entre mim e Bella, sabendo que havia perdido algo, mas sem se dar conta do que.

- Que tal voltar para casa linda? Acho que você precisa descansar um pouco, — eu falei.

Rose, que havia se agachado junto ao animal, se pôs de pé em segundos, mas o destino se encarregou de me ajudar.

- Edward está certo, Bella. Eu também acho melhor você ir descansar. O dia foi exaustivo hoje. Nós continuaremos sem vocês.

Disse Riley, já puxando Rosalie pela mão.

- Mas, mas...

Rose tentou argumentar, enquanto Bella me olhava chocada. Segurei a mão dela com a minha, impossibilitando-a de fugir. Riley sorriu para nós.

- Amanhã, quando estiver mais disposta eu prometo que mostro tudo a você Bella Donna.

Falou em seguida, desaparecendo com Rose na direção das outras construções. Acenei para ele, despedindo-me. Bella virou-se e tentou sair de perto de mim, mas eu não permiti.

- Não tão rápido.

- Oh, você!

Falou zangada como uma gatinha brava.

- Eu o que?!

Respondi tentando descontraí-la. Não funcionou.

- Você é um manipulador Edward Cullen!

Disse exasperada. Sorri amplamente.

- Uma de minhas qualidades, carinho.

- Cínico, egoísta, insensível!

Continuei sorrindo diante do desabafo.

- Você fica mais linda ainda quando está brava.

Ela me fuzilou com os olhos.

- Egoísta apenas quando o assunto em questão é você. Insensível... Hum, não. Até que sou considerado bastante sensível pelos meus funcionários, retruquei.

- Odeio você!

Bradou contorcendo-se para se soltar. Percebendo que havia alguns empregados nos observando a distância com um interesse genuíno, puxei-a para mim, selando nossos lábios num beijo rude. Me inclinei um pouco por causa do ventre crescido, continuando a beijar aquela boca deliciosa. Ela resistiu e eu insisti. Ela cedeu e eu tornei o beijo o mais gentil e apaixonado que pude.

Os lábios rubros e quentes tinham um gosto familiar. E eu estava sedento. Era como se ela nunca tivesse me deixado. Nunca tivesse fugido de mim, do mundo, de tudo. Ela gemeu baixinho, e tentou reagir empurrando-me, procurando me afastar, mas como eu era mais forte e bem maior que ela, todo seu esforço foi em vão. Bella parecia uma gatinha raivosa. A excitação começou a me dominar, meu coração bateu forte. Como eu a amava!

Continuei beijando, provando, degustando de seus lindos lábios, meu corpo reagindo intensamente. Ela então soltou as mãos, deslizando-as para o meu pescoço. Vibrei internamente por tê-la tão entregue. Senti as mãos delicadas percorrendo os músculos do meu peito e gemi por entre o beijo, lembrando daquela noite quente de verão, nós dois juntos no banheiro quase sete anos atrás, quando a nossa paixão havia explodido pela primeira vez.

Mesmo sabendo que não estávamos sozinhos, não consegui resistir e levei uma mão aos seios que já estavam duros sob o vestido, acariciando um e depois o outro.

- Edward...

Gemeu meu nome. Pressionei meu pau duro contra ela, encostando-o em sua coxa.

- Está vendo Bella? Você não me odeia linda. Você me ama.

Ela não respondeu. Não poderia negar.

- Apesar de estar muito chateada, magoada e com raiva, você me ama da mesma forma como eu te amo, — respondi deixando seus lábios e deslizando minha língua pela linha de seu queixo chegando até sua orelha. Ela respirava aos arquejos, arfando e buscando tomar fôlego. Deslizei a outra mão até a cintura larga pela gravidez. O fino tecido do vestido solto deixou passar o calor que o corpo dela emanava. Bella estava em chamas, seu corpo ardia em brasa como o meu. Ela segurou em mim para não cair. Mas eu precisava conversar com ela, esclarecer as coisas de uma vez antes de levá-la para cama. Assim, a muito custo consegui interromper o nosso contato íntimo, respirando profundamente.

- Por mais que eu adore ter você nos meus braços, baby, aqui não é o melhor lugar para isso, — falei enquanto alisava suas costas, sentindo-a se arrepiar inteira.

- Solte-me, — pediu fracamente.

- Se eu te soltar agora, você irá cair no chão, — respondi pacientemente.

- Edward, você não deveria...

Protestou num sussurro. Olhei para trás e vi que o número de funcionários que nos observava tinha aumentado. Provavelmente todos eles estavam curiosos sobre o relacionamento da filha do patrão com marido. Bella havia chegado a fazenda sozinha e eu no dia seguinte. Nós éramos a novidade do momento. Dei um pigarro discreto e conduzi-a de volta à casa. Charlie e Siobhan sorriam com aprovação ao ver que nós estávamos entrando juntos.

- Vão se deitar?

Questionou Charlie curioso.

- Sim, — respondi.

Eles nos desejaram boa noite e eu a levei para o nosso quarto.

PDV Isabella Swan.

Eu estava zonza, fraca e sem fôlego. Quando entramos papai perguntou alguma coisa, mas sinceramente eu não consegui articular uma só palavra em resposta. Não conseguia falar nem que a minha vida dependesse disso naquele instante. O beijo sensual e provocante que Edward me dera, me deixara entorpecida, com as pernas moles e o coração acelerado. A quem eu queria enganar?! Sempre fora assim conosco, desde a primeira vez em que ele me beijara. Minha frágil resistência foi por água abaixo, escorreu pelo ralo. Ele me dominava, me moldava ao seu bel prazer, como um pedacinho de massinha de modelar, fazendo o que bem quisesse. Mas eu ainda estava magoada com tudo e não estava disposta a escutar o que ele tinha para me dizer. Apesar de tudo, as explicações ficariam para mais tarde. Assim que entramos no quarto, Edward fechou a porta com a chave e guardou-a no bolso da calça. Engoli e seco. Rose não teria como vir hoje a noite. Ele me levou até a cama, ajeitando melhor os travesseiros para que eu me encostasse. Fechei os olhos evitando seus lindos olhos verdes, carregados de promessas.

- Quer um pouco d’água?

Perguntou.

- Sim, por favor, — consegui responder.

Ele foi até o banheiro, encheu um copo de vidro e retornou, entregando-o a mim. Bebi de uma vez só, devolvendo-lhe o objeto.

- Quer mais?

Fiz que não com a cabeça. Ele foi até a cômoda e deixou o copo lá, então virou-se para mim e começou a desabotoar a camisa. Arregalei meus olhos, acompanhando todos os contornos do seu corpo magro e definido.

- Pode parar aí mesmo, Cullen.

Ele me fitou confuso.

- Parar com o que?

- Parar de tirar a roupa!

Falei agressiva. Ele sorriu torto. Meu coração deu um salto. Filho da mãe! Maldito! Ele fazia aquilo de propósito.

- Por que? Já me viu fazer isso milhares de vezes.

Comprimi os lábios numa linha fina.

- Era diferente, — respondi emburrada, cruzando os braços sob o peito.

- Sossegue amor, eu não vou atacá-la. Pretendo tirar toda a minha roupa para tomar um banho.

Engoli em seco, Eu tinha bancado a idiota. Ele iria apenas tomar banho.

- Eu pensei que...

Comecei a falar, mas ele baixou o zíper da calça e deslizou-a pelas pernas, ficando apenas com a boxer justa como uma segunda pele. A visão penetrou em meu cérebro, embaralhando tudo o que eu estava pensando em dizer. Molhei os lábios ressecados com a ponta da língua, quase me deixando vencer por uma necessidade puramente física, carnal de cruzar o espaço que nos separava e ir de encontro a ele, abrindo os braços num convite mudo, desejando poder sentir o contato da pele dele contra a minha. Edward me fitou interrogativamente.

- Não costumo tomar banho vestido, Bella. Você por acaso ia dizer alguma coisa?

Inquiriu caminhando para o banheiro e tirando a cueca durante o trajeto, me deixando paralisada com a visão de sua nudez máscula. Minha respiração acelerou, assim como minha pulsação.

- Deixa pra lá, — respondi num fio de voz.

Ele parou por dois segundos, antes de fechar a porta.

- Não quer se juntar a mim, amor?

Não! Minha consciência gritou, embora meu corpo clamasse pelo contrário. Preferi não responder. Ele me fitou longamente e prosseguiu:

- Quando eu sair nós dois iremos conversar linda.

Era uma afirmação, uma decisão. Olhei a porta sendo fechada com firmeza e engoli em seco novamente. Eu tinha de estar dormindo antes que ele voltasse. Levantei rapidamente, troquei o vestido por uma confortável camisola de malha estampada com florzinhas e me deitei tentando achar uma posição ideal para mim e para Thomas. Fiz as minhas orações e sem que me desse conta, adormeci. Mais um dia estava indo embora.

No meio da noite...

Sentindo uma pontada forte e incômoda nas costelas, gemi involuntariamente, mudando de posição. Thomas mexeu-se inquieto.

- Calma, filho. Se você continuar assim não vai deixar a mamãe dormir, — falei tranquilamente, acariciando meu ventre.

- O que foi?

Edward perguntou bocejando. Olhei para baixo. Ele estava deitado no chão de pijama com uma enorme cara de sono. Fiquei satisfeita por ele não ter vindo dormir na cama, mas também decepcionada de certa forma.

- Ele não esta me deixando dormir, — respondi.

Levantando-se ele veio até a cama, afagando meu ventre com cuidado e carinho.

- A posição em que você estava deve ter incomodado o bebê, — respondeu.

Concordei. Ele correu os olhos pelo quarto espaçoso, um enorme guarda roupas que ia do piso ao teto encostado a parede, um cheirinho suave do lustra móveis pairava no ambiente misturando-se ao cheiro da grama lá fora, que entrava pelas portas da varanda. Na parede oposta, um espelho retangular sobre a penteadeira, onde estavam às coisas dele e as minhas. Seus olhos pararam ao chegar nos armadores de rede, em cantos opostos do cômodo. Meu pai adorava deitar numa rede e por isso havia mandado instalar armadores em cada um dos quartos da casa, quando a mesma havia sido construída. Edward voltou-se para mim.

- Onde posso encontrar uma rede?

Perguntou. Não compreendi muito bem, mas respondi assim mesmo.

- No armário do corredor, na porta do meio, — respondi.

Ele saiu e retornou em seguida trazendo consigo uma rede grande, de casal, colorida, com as laterais de crochê. Edward armou-a atravessada no quarto e ela me pareceu muito convidativa. Ele me olhou e fez um gesto com a mão.

- Venha.

Relutante, me levantei. O que ele estaria pensando em fazer agora afinal?! Me aproximei vendo-o se acomodar na rede larga afastando a pernas. Olhei-o sem entender nada.

- Entre, — disse abrindo o tecido grosso com uma das mãos.

- Não, — respondi com veemência.

Ele deu um longo suspiro, passando a mão pelo rosto onde a sombra da barba por fazer começava a despontar.

- Não se preocupe Isabella, prometo que não vou tentar nada. Estou cansado e acho que você também está, portanto deixe de lado essa atitude ridícula e venha até aqui para ver se conseguimos juntos encontrar uma boa posição para você e Thomas dormirem.

Vacilei, mas fui para não dar o braço a torcer. Se ele não queria nada, eu muito menos! Me aproximei e sentei na rede, entre as pernas dele, que me puxou de encontro ao seu peito, começando a fazer carinhos e a cantar baixinho. Thomas pareceu se acalmar com a voz do pai e aos poucos o balanço suave e os afagos de Edward me derrotaram completamente, levando-me a desfrutar de um sono profundo e reparador.

Notas finais
Vou postar amanha + um cap. então não vou deixar spolli.
beijos
Kiki