Casamento Sob Suspeita.

54 Capítulo 54 - A primeira conversa.


Notas iniciais
Olá meninas, mais um capitulo ai pra vocês...

PDV Isabella Swan.


Fiquei tensa e rígida na confortável cadeira. Respirei com dificuldade e engoli em seco com a proximidade de nossos corpos.


– Sente-se Edward, — disse papai.


Ele sentou-se no sofá que estava ao meu lado e esticou as pernas, pegando minha mão e apertando-a com a sua. Gelei e tentei me desvencilhar discretamente, mas foi em vão. Ele não permitiu.


– Bella, que tal trocar de roupa?


Rose sugeriu. Aceitei a sugesta de imediato.


– Claro! Eu já ia tomar um banho mesmo, — falei apressada, mas Siobhan me interrompeu de cara feia.


– Não senhora! Pode ficar sentadinha aí que eu preparei um lanche gostoso para vocês tomarem.


Rose e eu nos entreolhamos. Siobhan notou e voltou-se para ela.


– E você menina, trate de ficar aí e comer direito! Está muito magra Rosalie.


Edward sorriu e gracejou:


–É Rose, você está muito magra. Lembre que o Emmett sempre gostou de mulheres mais cheinhas.


Ele comentou referindo-se a primeira namorada de Emmett na escola, a gordinha e simpática Maria. Minha prima fechou a cara com ódio. Edward estava provocando e eu conhecia minha prima bem demais para saber que aquilo não iria acabar bem. Siobhan desapareceu pela porta da cozinha e voltou logo depois, trazendo uma bandeja cheia de biscoitos quentinhos. As borboletas saltaram agitadas em meu estômago. Eu não tinha a menor vontade de comer nada, mas sabia que nem ela nem papai sossegariam enquanto eu não comesse alguma coisa.


– Coma alguns biscoitos menina, — ela falou entregando-me uma xícara quentinha de chá. Depois pegou a bagagem de Edward e saiu andando pelo corredor em direção ao quartos. Segui-a com o olhar até que a perdi de vista.


– Eles acabaram de sair do forno, Edward. Devem estar deliciosos.


Disse papai com um olhar guloso. Rose foi a primeira a se servir.


– Hum, realmente estão muito bons. Adoro biscoitos caseiros de amendoim, falou minha prima pegando mais dois.


– Coma Bella.


Ele disse, levando a guloseima a boca.


– Estou sem fome Edward, — respondi com secura.


– Não seja teimosa filha, você precisa se alimentar bem.


– Eu almocei muito bem, — retruquei.


Papai sorriu complacente.


– Cuidado, Edward. Ela é teimosa como um cavalo empacado.


– Obrigado pelo aviso Charlie, — ele respondeu gracejando.


Me levantei subitamente para sair dali. Rose ergue-se também, mas Edward me segurou a tempo.


– Onde pensa que vai? Você não comeu um biscoito sequer.


Fitei-o com raiva.


– Realmente você precisa se alimentar melhor menina, — disse Siobhan.


Ignorei-a e fitei o meu marido.


– Vou para o meu quarto descansar.


Respondi entre dentes.


– Está sentindo alguma coisa?


Ele questionou. Sua expressão era de pura preocupação.


– Deve ter sido a cavalgada de hoje Bells. Você não deveria andar a cavalo nesse estado!


Meu pai falou ansioso. Edward estreitou os olhos em fenda e se aproximou mais de mim.


– Você cavalgou?!


Falou num tom de voz ameaçador, mas eu não me deixei intimidar. Ergui meu queixo, numa atitude desafiadora e o encarei.


– Sim. E vou andar a cavalo quantas vezes eu quiser!


Um silêncio pesado dominou a sala. Eu sabia que naquele aspecto não contava com a solidariedade de Rose.


– Só por cima do meu cadáver! Você está grávida sua inconsequente!


Bradou com as mãos nos quadris.


– Não ouse falar assim comigo, Cullen!


Explodi. Meus nervos estavam à flor da pele neste instante. Papai interferiu.


– Ei, ei, vocês dois. Calma! Isso não é motivo para confusão. Ela cavalgou hoje cedo, mas está bem Edward.


Nossos olhares travaram uma batalha muda, que foi interrompida quando Siobhan voltou avisando que as coisas dele já estavam devidamente arrumadas no MEU quarto. Esqueci a discussão momentaneamente, fitando Rose em busca de ajuda. Ela entendeu no ato.


– Pensei que o Edward ficaria no quarto de hóspedes... O quarto verde, — disse minha prima, enrolando uma mecha dos longos cabelos loiros com entre os dedos.


Siobhan a olhou feio. Parecia que Rose havia dito uma coisa completamente absurda.


– Pois pensou errado. O casal tem que ficar junto, Rosalie! Por acaso lá no Canadá é diferente?! Se o Emmett chegar por aqui vai ficar no quarto em que você está menina, ora essa!


Ralhou a governanta balançando a cabeça em sinal de desaprovação. Edward me deu um sorriso devasso, afastando-se um pouco, permitindo que eu saísse da sala. Engoli em seco e sumi dali o mais depressa que minhas pernas permitiram.


PDV Narrador.

Isabella entrou no quarto, furiosa e fechou porta atrás de si. Andou de um lado para o outro e parou ao ver as coisas dele dispostas junto às dela. Um boné preto com o logotipo da empresa bordado em alto relevo estava sobre a cômoda, junto com a escova de cabelos. Como Edward não havia trazido muitas coisas Siobhan conseguira arrumar tudo em pouco tempo. Bella correu os olhos pelo ambiente e lodo depois se dirigiu até o banheiro, indo ate a pia e jogando uma boa quantidade de água fria no rosto, para se acalmar. Respirou fundo, pegou uma toalha para se secar e retornou ao quarto, tirando as sandálias e deitando-se reclinada nos grandes e fofos travesseiros. Algumas posições tinham se tornado bastante desconfortáveis devido ao ventre crescido.


Ela fechou os olhos e tentou relaxar, pensando em como seria maravilhoso se o dia anterior não tivesse existido, se ela e Edward estivessem juntos e felizes, sem dramas, conflitos e tantas mágoas, mas foi interrompida minutos depois, quando a porta foi aberta e alguém adentrou ali. Mesmo de olhos fechado ela podia sentir a presença imponente e máscula. O calor que emanava dele parecia queimá-la. Ele andou um pouco pelo quarto, enquanto Bella permaneceu com os olhos fechados. Cada vez que ele se movia ela engolia em seco, com medo que ele fosse tocá-la e lá no fundo, de certa forma, ansiando por isto.


– Precisamos conversar, — ele falou com sua voz rouca.


– Não, — ela respondeu.


Ele suspirou e sentou numa cadeira próxima a cama.


– Bella, olhe para mim.


Pediu com firmeza.


– Não, — ela tornou a dizer.


– Tem idéia do inferno que eu vivi ontem sem saber onde você estava Isabella?!


Falou cansado.


– Revirei Richimond de cabeça para baixo atrás de você, preocupado, angustiado. Por que não avisou que estava vindo para cá?!


Bella revirou os olhos contando até dez.


– Se servir de consolo também vivi um inferno ontem, — respondeu com um toque de cinismo. Ele suspirou pesadamente.


– Você não voltou para a mansão, o que me faz deduzir que teve ajuda para chegar até aqui, só me resta saber de quem.


– Isso é problema meu, — respondeu com calma.


– Problema seu um caralho! Você é minha esposa, porra!


Ela calmamente cruzou as mãos sobre o ventre


– Modere a sua linguagem ou, por favor, saia do MEU quarto, Edward.


– Tudo que diz respeito a você e a Thomas também é problema meu!


Falou irritado. O silêncio imperou por alguns instantes.


– Bella, nós somos adultos e...


– E por isso mesmo você vai me dar espaço Edward. Não quero conversar com você agora e não sei quando vou querer.


– Você tem que me ouvir, droga!


Bradou exasperado. Ela abriu os olhos a tempo de ver ele passando a mão nervosamente sobre os cabelos, para frente e para trás, bagunçando tudo. A cena quase arrancou um sorriso dela, mas Bella conseguiu se refrear bem a tempo.


– Escute, eu...


Ela sentou-se para fitá-lo, o que fez com que o vestido subisse e deixasse boa parte de suas coxas de fora. Edward fitou sua esposa como um lobo faminto. Ela ignorou o forte apelo sexual entre ambos, enfrentando com firmeza o seu olhar.


– Eu gostaria que você me dissesse como se sentiria se estivesse no meu lugar, Cullen.


Ele a fitou com seriedade.


– Eu não fiz droga de porra nenhuma Bella. Eu não traí você! Eu jamais trairia você.


Todo o seu ser ansiava por acreditar naquelas palavras. Ela buscou forças em seu interior e continuou a dizer:


– O que você sentiria se encontrasse no meu carro uma cueca bordada com as iniciais de Mike Newton ou de qualquer outro homem que tivesse um vínculo, por menor que fosse, comigo no passado?! Isso ou qualquer outra prova de intimidade!


Ele engoliu em seco.


– Como você reagiria, hein?


– Ficaria puto, louco de raiva, quebraria a cara de alguém, mas lhe daria a chance de se explicar.


Ela cruzou os braços sob o peito, num gesto claro de defesa, trincando os dentes em seguida e cuspiu:


– Da mesma forma quando fez quando soube o que aconteceu na sala do professor Volturi na Universidade?! Você ficou maluco, surtou, me ignorou e saiu de casa me deixando apreensiva, ansiosa, aflita e desesperada, Edward!


Ele ficou calado. Sabia que ela tinha razão.


– Sou inocente. Posso provar. Tânia armou tudo, Bella. Você precisa acreditar em mim.


Ela suspirou.


– Não sei se isso é possível, — disse baixinho, porém ele ouviu.


– Por favor, me escute.


A mágoa era uma ferida gigante dentro dela.


– Tudo bem, nós precisamos conversar. Você tem razão Edward.


Um enorme sorriso começou a brotar na sua face de anjo. Bella continuou:


– Mas não agora. Nesse momento eu estou ferida, magoada, precisando de tempo para pensar. E gostaria de ficar sozinha.


Seu sorriso morreu naquele instante. Ele levantou aproximando-se, os olhos verdes esmeralda dardejando a raiva que se esforçava para conter.


– Parabéns por entrar no jogo daquela vagabunda! Finalmente ela conseguiu o que tanto queria, nos afastar! Mas lembre-se de que não está sendo justa comigo Isabella.


Encararam-se medindo forças.


– Nos afastar? E por que ela faria isso?!


Bella alfinetou.


– Por que ela é uma vadia egoísta, frívola, vazia, sem caráter e arrogante, que não aceita ser rejeitada!


Ao ouvir aquilo Bella estremeceu-se lembrando da conversa entre os dois que ouvira no escritório, na noite do aniversário de Carlisle. Novamente o silêncio imperou no ambiente.


– Eu sou inocente.


– É o que você diz, — resmungou baixinho.


Mais uma vez seus olhares se cruzaram. Edward inspirou e expirou diversas vezes, como se tentasse reassumir o controle sobre si mesmo, antes de tornar a falar.


– Se é de tempo que você precisa, vou te dar até amanhã. Está cansada de saber que paciência não é uma de minhas virtudes. Nunca foi. E quanto a ficar sozinha pode esquecer! Você é minha mulher, minha esposa perante as leis de Deus e dos homens e está grávida do meu filho, portanto vai ter que me aturar aqui gostando ou não!


Bradou irritado. Ela sustentou seu olhar.


– Você sempre foi e sempre será um conquistador, Cullen. Fui muito idiota em não perceber o que estava debaixo do meu nariz!


– Mas que droga, Bella! Quantas vezes eu vou ter de repetir que minha vida desregrada ficou para trás no momento em que te pedi para casar comigo?! Eu mudei! Mudei por você porra!


Ela viu a sinceridade estampada no rosto dele e desviou o olhar para um ponto qualquer no vazio.


– Esta conversa não está nos levando a nada.


Ele suspirou cansado.


– Esta é a primeira conversa que estamos tendo, — retrucou tirando a camisa por sobre a cabeça e deixando o tórax definido a mostra. Ele conhecia bem seu poder de sedução sobre ela. Bella arregalou os olhos assustada.


– O que pensa que está fazendo?!


Ele sorriu sarcástico.


– Me despindo. Algum problema?


Edward sabia como usar todas as armas que possuía para desarmá-la.


– Todos! Não quero você aqui!


Ele deu de ombros.


–Isso é problema seu, Isabella, por que eu vou ficar exatamente aqui, neste quarto com você e o nosso bebê. Não pretendo passar mais uma noite que seja longe da minha mulher e do meu filho.


Ela o fitou cética.


– O que houve com a importante viagem para Austin?!


Perguntou com ironia.


– Jasper foi sozinho. Por mim, o resto do mundo lá fora poderia explodir, não dou à mínima. Eu tinha coisas bem mais importantes e urgentes para resolver por aqui.


Falou desabotoando o jeans, deixando-a mais nervosa do que já estava. Irritada com a situação, sem poder impedir a presença dele ali, Bella agarrou um travesseiro e atirou nele, que pegou o objeto fofo no ar, arqueando as sobrancelhas e divertindo-se.


– Faça o que quiser, mas não se atreva a encostar um dedo que seja em mim, ouviu bem?!


Bradou fuzilando-o com os olhos. Bateram na porta.


–Entre.


Bella disse, aliviado por alguém interromper a discussão que estavam tendo. Rose entrou e encarou Edward com raiva. O ar ficou pesado no ambiente.


– Como se já não bastasse o que você fez, ainda está deixando-a estressada?! O que tem nessa sua cabeça Edward?! Vento?! -

Edward apertou os punhos com força.


– Rosalie Hale, não me faça perder a cabeça de uma vez ou eu posso esquecer que você é a esposa do meu irmão!


A respiração dos dois era tensa.


– Deixe Bella em paz! Eu te disse que ela não queria falar com você!


– Com todo respeito, isso não é da sua conta!


– Vim quando você precisou de mim!


– E eu sou muito grato por isso, mas agora está se metendo demais na nossa vida, Rosalie. Nunca lhe disseram que “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher?!”

– Saia e deixe-a sozinha!


A loira bradou apontando a porta do quarto. Ele a ignorou e pegou algumas cobertas deitando-se no chão. Bella olhava de um para o outro, sem saber o que fazer.


– Se tem alguém que está sobrando aqui é você, Rose, não eu.


Ela bateu o pé com força no chão.


– Não me faça ir até aí e escorraçá-lo Edward!


Ele sorriu amplamente.


– E como fará isso sem que Charlie, Siobhan ou os empregados saibam o que aconteceu?!


Bella interferiu.


– Ele está certo, prima. É melhor deixar as coisas como estão. Não quero que papai se preocupe ainda mais comigo ou que Siobhan venha me encher com seus velhos e sábios conselhos.


Rose a fitou incrédula.


– Você vai ficar aí com ele?!


Falou com incredulidade olhando para Edward, que se encontrava muito bem acomodado no chão, com os braços cruzados sob a cabeça, fitando o teto.


– Não, vou para o seu quarto com você, — respondeu levantando-se e andando para perto de Rose, que tinha um sorriso brilhante de triunfo.


Edward lhe devolveu um sorriso frio. As duas deram-lhe as costas e saíram fechando a porta do quarto. Edward as acompanhou com o olhar e em seguida levantou-se, deitando na cama e se esticando.


– Rir melhor quem rir por último, loira. Você não perde por esperar.


Notas finais
bem fica difícil uma conversa ai nê, mais acho que quando Bella cair na real ela vai se sentir muito mal por esta crucificando Edward sem nem dar a ele a chance de falar.
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨ No Próximo cap.:¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Falei agressiva. Ele sorriu torto. Meu coração deu um salto. Filho da mãe! Maldito! Ele fazia aquilo de propósito.
-Por que? Já me viu fazer isso milhares de vezes.
Comprimi os lábios numa linha fina.
-Era diferente, respondi emburrada, cruzando os braços sob o peito.
-Sossegue amor, eu não vou atacá-la. Pretendo tirar toda a minha roupa para tomar um banho.
Engoli em seco, Eu tinha bancado a idiota. Ele iria apenas tomar banho.
-Eu pensei que...
Comecei a falar, mas ele baixou o zíper da calça e deslizou-a pelas pernas, ficando apenas com a boxer justa como uma segunda pele. A visão penetrou em meu cérebro, embaralhando tudo o que eu estava pensando em dizer. Molhei os lábios ressequidos com a ponta da língua, quase me deixando vencer por uma necessidade puramente física, carnal de cruzar o espaço que nos separava e ir de encontro a ele, abrindo os braços num convite mudo, desejando poder sentir o contato da pele dele contra a minha. Edward me fitou interrogativamente.
-Não costumo tomar banho vestido, Bella. Você por acaso ia dizer alguma coisa?
Inquiriu caminhando para o banheiro e tirando a cueca durante o trajeto, me deixando paralisada com a visão de sua nudez máscula. Minha respiração acelerou, assim como minha pulsação.
-Deixa pra lá, respondi num fio de voz.
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Beijos
Kiki