Notas iniciais
Oi, turma. Nossa ta um calor terrível aqui no ABC.

Continuação POV Bella.

Abracei-o de volta. Ele era como um irmão mais velho. O pai dele, dono de uma propriedade pequena, mas muito bem-cuidada, fora vizinho e amigo de papai, mas morreu cedo. Papai então o convidara para vir trabalhar conosco. Riley o ajudara desde então e nunca reclamara do trabalho árduo e pesado. Era dez anos mais velho que eu e sempre parecera mais um adulto que um amigo. Até mamãe morrer. Ele estava hospitalizado devido a uma queda de cavalo num rodeio, mas quando soube da notícia, saiu do hospital e veio dar apoio a mim e a papai, sem autorização do médico, utilizando muletas e ainda sentindo muitas dores. Foi aí que eu descobri um amigo de verdade. Depois de alguns segundos, ele me fitou com atenção e franziu o cenho, observando-me mais de perto.

- Ei, por que estou vendo um princípio de tristeza nesses olhos? — Inquiriu com perspicácia. Tratei de disfarçar. Eu não queria que mais ninguém soubesse o que havia acontecido, pois não tinha a menor idéia de como as coisas entre mim e Edward ficariam, daqui por diante. Desviei os olhos para a construção.

- Estou triste por causa do incêndio, falei.

Ele comprimiu os lábios.

- Me perdoe Bella, eu deveria ter cuidado melhor das coisas por aqui.

- Não foi culpa sua, Riley.

Todos ali sabiam que ele dava o sangue por New Moon. Era como se fosse sua própria casa.

- Foi sim. Eu havia saído e um dos empregados fumou. O desgraçado jogou o resto do cigarro em uma das lixeiras dos estábulos sem apagar totalmente. Essa foi à origem do fogo.

Eu estava assustada com a descoberta.

- Mas isso é imperdoável!

Bradei ainda estarrecida com tamanha irresponsabilidade.

- Eu sei Bella. Minha vontade era de matar alguém quando descobrir e demiti os três empregados que eu sabia que fumavam no dia seguinte ao fato. Eram os mais novos aqui na fazenda. Os outros estão conosco há mais de dois anos e ninguém fuma.

Fomos interrompidos por Shiva que chegava resfolegando, sendo trazida por um senhor de meia idade.

- Bella este é Nahuel. Ele ajuda a cuidar dos cavalos.

- Prazer senhora.

Respondeu simpático, tirando o chapéu por um momento.

-Bella é filha do senhor Swan.

O homem mais velho assentiu, olhando-me de soslaio, sem dizer nada. E mesmo que tivesse dito não sei se eu escutaria. Minhas mãos foram atraídas para o animal, o pêlo macio, castanho e brilhante. Comecei a acariciá-la no pescoço. Esperta, ela esticou o focinho e abocanhou uma das maçãs que eu havia pegado. O que nos levou a sorrir.

- Boa garota!

- Sim, ela é mesmo muito esperta, — falou Nahuel com orgulho.

Riley perguntou se eu não queria ver os outros animais. Concordei imediatamente. Pelo menos assim, com a mente ocupada, eu não pensaria em Edward o tempo inteiro.

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PDV Narrador.

De cima da colina, Bella puxou as rédeas, fazendo com que o cavalo diminuísse a marcha ao chegar ao topo da larga e íngreme elevação. Foi reduzindo a velocidade aos poucos até parar. Thomas chutou e ela sorriu triste, afagando o local onde o bebê havia chutado em seu ventre.

- Vai ficar tudo bem filho. Eu prometo.

Falou trocando as rédeas de mão e suspirando profundamente. Seu rosto estava afogueado pelo calor do sol e porque na pressa em sair de casa, esquecera de colocar um chapéu para se proteger dos raios quentes e abrasadores. As temperaturas variavam muito naquela época do ano. Ela correu os olhos pela casa sede, toda de tijolos aparente e telhado rústico, feito especialmente sob encomenda, uma construção antiga e acolhedora, projetada para deixar que o vento circulasse livremente. Bons momentos haviam sido vividos em New Moon... Seus devaneios foram interrompidos pelo barulho de um helicóptero que se aproximava para pousar, ofuscando com o brilho do sol, perdendo altitude devagar. Os animais estavam agitados e inquietos devido à presença do gigante de metal. Montada na sela sobre Sade, ela acariciou o animal e acalmou-o. A caminhonete da fazenda com Riley ao volante já estava estacionada lá perto do campo, aguardando a nova hóspede. O piloto desligou o motor do gigante escuro de metal e saltou, ajudando Rose a descer em seguida, trazendo uma mala grande e uma valise de mão. A cabeleira loura de sua prima era vista de longe e Bella sorriu, observando Riley descer do veículo e abraçar sua prima de forma entusiasmada. Após se cumprimentarem, s dois entraram na caminhonete, que seguiu em direção à casa principal. Sabia que Rose viria ao seu encontro em breve.

Riley estacionou próximo a casa principal e Rose desceu colocando a mão na testa, cobrindo os olhos por causa da claridade e olhando diretamente para o local onde Bella se encontrava. Ela acenou com a mão e a prima retribuiu, desaparecendo dentro da casa em seguida. Uns quinze minutos depois, avistou a loira caminhando para o local que agora servia de cocheira, e permaneceu imóvel, aguardando a chegada da outra. Rose montou sobre a sela com agilidade, preparando-se para encontrar Bella. Em pouco tempo a prima estava ao seu lado no topo da colina. Bella sorriu, mas a expressão de Rosalie era dura.

- O que houve?

Bella questionou.

- Não sei se lhe dou um abraço ou umas boas palmadas!

Exclamou irritada.

- O que foi que eu fiz?

Bella estava confusa com a reação de Rose.

- O que você fez?! Está cavalgando grávida de quase sete meses! Onde está com a cabeça?! Perdeu o juízo?! Aposto que o Jacob nem sonha com o que você anda aprontando prima!

Bella revirou os olhos, divertida, e desmontou caminhando até a prima que fez o mesmo.

- Não resisti Rose, fazia tanto tempo...

Rose puxou-a para um abraço apertado. Depois se baixou beijando o ventre crescido.

- Olá, meu lindinho.

Bella sorriu com o carinho.

- Como sabia onde me encontrar?

Perguntou.

- Riley, claro.

Rose respondeu dando um meio sorriso e insistiu:

- Eu sei o quanto você é fascinada por cavalos, prima, mas tem que ter mais prudência. Não quer que o bebê nasça antes da hora... Ou quer?!

Disse Rose em tom de reprimenda.

- Não!

Respondeu apressada. Nem lhe passou pela cabeça que tal coisa pudesse chegar a acontecer.

- Essa é a sua primeira cavalgada?

- Sim, Rose, — respondeu suspirando.

- Bom, vamos cuidar para que também seja a última antes do nascimento de Thomas. E ele?

Bella sentou no chão e Rose a acompanhou.

- Foi horrível, — disse permitindo-se chorar novamente.

- Eu imagino Bella. Se fosse comigo acho que eu quebrava a cara e o pinto do Emmett em dois.

- Ele ligou o dia inteiro ontem e me mandou uma porção de mensagens, mas eu não respondi.

- Fez muito bem, — Rose falou firme.

- Afirmou que foi armação, que a Tânia está por trás disso tudo, mas eu não consigo entender como.

A loira suspirou.

- Em se tratando da Tânia prima, tudo é possível! Aquela mulher é ardilosa e escorregadia como uma cobra venenosa. Ontem mesmo a Alice ligou para o Emmett dizendo que Eleazar tinha dado uma surra fenomenal nela.

Bella a encarou com uma ruga de preocupação vincando a testa.

- Sério? Ele bateu nela?!

- Muito pelo que eu soube. Mas alguma ela aprontou, eu garanto.

Bella tentava digerir a informação.

- E o Edward?! Você deixou que ele explicasse alguma coisa?!

Questionou Rose curiosa.

- Não, mas você é a segunda pessoa a me perguntar isso.

- A primeira foi Siobhan, — suponho.

Rose emendou, arrancando um tímido sorriso de sua prima.

- Não. A namorada do Jacob. Siobhan e papai não sabem de nada e espero que continue assim.

Rose a fitava com os olhos abertos como pratos, espantada com a novidade.

- Nossa! Por essa eu não esperava! O doutor metido a garanhão namorando firme?! Mas não pense que vai conseguir enganar a velha governanta por muito tempo...

- Sim. Jacob está namorando sério e ela é um doce de pessoa, prima.

- Posso imaginar. Mas e agora? Como vão ficar as coisas entre vocês?

Bella suspirou e pegou um graveto começando a rabiscar o chão de terra batida.

- Não tenho idéia. Estou muito magoada.

O silêncio dominou por alguns instantes.

- Está pensando em pedir o divórcio?!

Aquelas palavras assustaram Bella, que deu um pulo involuntariamente.

- Divórcio?!

Rose a fitava com atenção.

- Esta possibilidade passou pela sua cabeça?

- Eu não... Não cheguei a pensar...

Respondeu engolindo em seco. Sua mente estava confusa, as idéias atrapalhadas. Teria realmente pensado em dar um fim ao seu casamento com o homem que sempre amara?! Ela fugira dele pela dor, por estar decepcionada, dilacerada. Uma atitude puramente irracional e instintiva de defesa.

- Bom, qualquer que seja a decisão que você vai tomar, saiba que tem o meu total apoio.

- Ele chega hoje.

Disse Bella baixinho.

- E?

- Não sei se quero vê-lo Rose.

Foi a vez da loira suspirar pesadamente.

- Eu entendo Bella. Você precisa de um tempo para pensar, colocar a cabeça em ordem, ficar mais forte antes de enfrentá-lo.

Ela não respondeu. Continuou fitando o chão e fazendo rabiscos sem nexo. Rose prosseguiu:

- Amo você incondicionalmente, como se fosse minha própria irmã, mas eu sinceramente acho que vocês dois precisam conversar.

- Não estou preparada.

- Acha que o casamento foi um erro?

- Sinceramente não sei Rose. Agora eu não sei de mais nada, — respondeu sentindo a angústia crescer em seu interior.

- Você o ama Bella.

Era uma constatação.

- Mais do que eu posso suportar, — ela retrucou num sussurro de voz.

- Tudo bem, prima. Sei exatamente como é isso. Sinto o mesmo pelo irmão dele.

Bella deu um sorriso triste.

- Por que as coisas tem que ser tão complicadas, Rose?

-Por que os homens são verdadeiros enigmas Bella. Sou casada há três anos, mas tem atitudes do Emmett que eu não consigo compreender de jeito nenhum.

- E depois dizem que nós mulheres é que somos as difíceis, — completou.

Rose sorriu e afastou os cabelos do rosto.

- Vamos lhe dar pelo menos mais um dia certo? Não vai ser fácil, mas eu vou dar um jeito de manter o Edward longe de você, por mais vinte e quatro horas.

Bella sorriu amplamente.

- Será que você consegue?

Perguntou rindo.

- Claro! Ou não me chamo Rosalie Hale Cullen! Agora vamos voltar para casa antes que mandem um batalhão de empregados para nos buscar.

Bella sorriu e levantou. As duas montaram em seus cavalos e retornaram em silêncio até a casa principal.

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Após um almoço leve e saboroso com uma irresistível torta de maçã como sobremesa, Bella foi ao seu quarto para descansar um pouco. Com o avançar da gestação, ela se cansava muito facilmente. Rose também se recolheu, indo até o último quarto do corredor, onde suas coisas haviam sido colocadas. A escolha deste quarto era proposital, pois o quarto de hóspedes ficava bem em frente, onde ela esperava que Edward fosse dormir a partir de hoje à noite. Depois de um sono de uma hora e meia, Bella despertou irrequieta. Sua cabeça estava um verdadeiro caos.

PDV Isabella Swan.

Divórcio. Divórcio. Divórcio?! Oh meu Deus! Será que Edward pensava naquela possibilidade? Meu coração em frangalhos agora acabava de se arrebentar! Apesar de toda tristeza e toda dor, eu jamais havia cogitado aquela hipótese! Não até Rose mencioná-la. A dor parecia ser a minha sina, negando-me a mais remota chance de ser feliz. Primeiro a morte prematura da minha mãe. Depois a paixão adolescente por Edward, não correspondida. Agora a dor lancinante da traição. Levei minhas mãos ao rosto, cobrindo-o, sem saber o que fazer.

Thomas chutou e eu chorei silenciosamente, abraçando minhas pernas, me encolhendo toda. Meu filho tinha direito a presença paterna e eu sabia que um divórcio agora seria bem complicado. O bebê ainda nem havia nascido...

Calma Isabella”, minha voz interior gritou. Parecia mais a voz da minha mãe em minha consciência, mas me fez parar e refletir um pouco. Lembrei-me dos últimos acontecimentos. As imagens se desenrolaram como um filme em minha cabeça. Suspirei mais uma vez. Apelei para o meu bom senso apesar de tudo e vi que tanto Renesmee como Rose estavam certas. Eu deveria ouvir o que ele tinha a dizer, mesmo com a lembrança da calcinha de Tânia queimando minha mente como uma brasa viva. Eu estava atordoada, estraçalhada, ferida, mas não seria injusta. Eu daria a Edward a chance de se explicar. Uma única chance. Eu só precisava me preparar emocionalmente para ter essa conversa, porque não iria ser nada fácil. Meus nervos estavam abalados, minha confiança e auto estima idem. Além disso, Edward tinha o poder de me seduzir apenas com um olhar. Ele me deixava fraca, sem forças, subjugada e neste momento eu não poderia permitir.

Horas mais tarde...

Ouvimos o ronco do motor de um carro que se aproximava. Engoli em seco e Olhei para Rose, que fez um sinal quase imperceptível com a cabeça. Estávamos na sala de estar com papai, jogando cartas. Siobhan veio da cozinha apressada, com um sorriso enorme em seu rosto.

-Seu marido chegou filha!

Exclamou animada e foi até a porta da entrada para recebê-lo. Papai me fitou com estranheza.

- Não vai recebê-lo Bells?

Questionou intrigado. Procurei dar o meu melhor sorriso.

- Estou cansada, papai. Edward vai entender, — consegui responder aparentando uma calma que eu estava longe de sentir.

Ele entrou e eu prendi a respiração sem me dar conta.

- Seja bem vindo, Edward!

- Obrigado Siobhan, — respondeu entrando e dominando o ambiente com sua presença máscula. Trazia uma sacola de couro preta própria para viagens nas mãos. Seus olhos verdes e cansados caíram imediatamente sobre mim. Desviei o olhar rapidamente.

- Meu rapaz, você está com um aspecto horrível.

Papai disse. Ele aproximou-se e os dois trocaram um aperto de mão caloroso. Edward deu o sorriso torto que eu amava.

-Como está à perna Charlie?

Edward perguntou.

- Melhorando devagar. Acho que estou é ficando velho. Antigamente nem uma cavalo xucro conseguiria me derrubar.

Edward curvou os cantos da boca num meio sorriso, assentindo. Em seguida virou-se em minha direção. Minha respiração tornou-se pesada e descompassada. Meus olhos foram imediatamente atraídos pelo corpo alto e atlético, a camisa pólo branca colada ao tórax, o jeans lavado e justo, destacando os quadris a alongando as pernas firmes, o rosto de anjo, os olhos verde esmeralda...

Seu magnetismo era único e convidativo. Porém antes que ele chegasse até mim, Rose interceptou-o, dando um abraço ligeiramente forçado e sussurrando alguma coisa em seu ouvido. Edward enrijeceu um momento e depois relaxou, fitando-a com um misto de frieza e determinação. Apenas eu poderia ter visto aquilo, pois papai e Siobhan estavam atrás dele. Em questão de segundos, ele esquivou-se dela e me alcançou na poltrona.

- Oi amor, — disse me beijando de leve nos lábios, como se nada tivesse ocorrido. Fiquei rígida como uma pedra e não retribuí, mas ninguém notou. Ele inclinou-se e acariciou o meu ventre com cuidado. Eu precisava sair dali depressa.

Notas finais
no próximo cap......
-Está sentindo alguma coisa?
Ele questionou. Sua expressão era de pura preocupação.
-Deve ter sido a cavalgada de hoje Bells. Você não deveria andar a cavalo nesse estado!
Meu pai falou ansioso. Edward estreitou os olhos em fenda e se aproximou mais de mim.
-Você cavalgou?!
Falou num tom de voz ameaçador, mas eu não me deixei intimidar. Ergui meu queixo, numa atitude desafiadora e o encarei.
-Sim. E vou andar a cavalo quantas vezes eu quiser!
Um silêncio pesado dominou a sala. Eu sabia que naquele aspecto não contava com a solidariedade de Rose.
-Só por cima do meu cadáver! Você está grávida sua inconseqüente!
Bradou com as mãos nos quadris.
-Não ouse falar assim comigo, Cullen!
Explodi. Meus nervos estavam a flor da pele neste instante. Papai interferiu.
-Ei, ei, vocês dois. Calma! Isso não é motivo para confusão. Ela cavalgou hoje cedo, mas está bem Edward.
Nossos olhares travaram uma batalha muda, que foi interrompida quando Siobhan voltou avisando que as coisas dele já estavam devidamente arrumadas no MEU quarto. Esqueci a discussão momentaneamente, fitando Rose em busca de ajuda. Ela entendeu no ato....
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Rosálie por que você não vai la cuidar do seu marido em...... nunca ouviu aquele ditado em briga de marido e mulher não se mete a colher.
Bem meninas até mai.
Beijos
Kiki