Casamento Sob Suspeita.
51 Capítulo 51 - A decepção.
Notas iniciais
Duas horas mais tarde...
PDV Edward Cullen.
Eu havia acabado de me vestir e passei os dedos pelos cabelos molhados, tentando dar um jeito naquela bagunça. Essa era a vantagem de ter um banheiro privativo com chuveiro e tudo mais no meu escritório. Bella sentada em minha cadeira, com uma expressão de preguiça em seu rosto, me fitava sorrindo.
- Aceite, seus cabelos são lindos, mas indomáveis.
- Assim como o dono deles, — respondi.
- Hum, acho que eu consegui domar o meu tigrão, — respondeu gracejando.
- Isso é o que eu quero que você pense linda.
Falei tentando fazer uma cara de mau, levando-a a gargalhar. Tínhamos feito amor por duas vezes e sinceramente eu não sei qual foi a melhor delas. Apesar da gravidez Bella estava mais solta, mais ousada. Com toda certeza a decisão de me casar com ela foi uma das melhores coisas que já fiz na vida. Ao descobrir que Bella não estava usando nada por baixo do vestido fiquei louco. Primeiro o tesão e a luxúria tomaram conta de mim e logo em seguida o medo me invadiu. Medo de que soprasse um vento e mais alguém visse aquilo que pertencia somente a mim, mas ela estava tão sedutora e tão sexy que não tive coragem de começar uma briga, nem mesmo de repreendê-la. Resolvi engolir o meu discurso e aproveitar as poucas horas que nós teríamos juntos hoje. Eu e Jasper viajaríamos a Austin para fechar um contrato de reforma de dois prédios locais antigos, pelo qual eu lutava a mais de três anos. Nesse instante o meu estômago e o dela roncaram em uníssono.
- Você está com fome, — ela disse.
- Você e o meu filho também, — respondi.
Ela levantou-se, alisou o vestido e calçou os sapatos.
- Como estou?
- Perfeita, minha linda e com cara de quem acabou de ser comida duas vezes, — retruquei dando meu sorriso torto.
- Edward!
Exclamou ficando vermelha. Eu adorava vê-la corar. Arregalei meus olhos fingindo surpresa.
- Estou mentindo?
- Não, mas também não é preciso anunciar aos quatro ventos o que nós andamos fazendo.
- Podemos publicar no informativo da empresa.
- Você não ousaria...
- Senhor e senhora Cullen fazendo sexo selvagem no meio do expediente, o que acha?!
Ela pegou uma caneta sobre a mesa e atirou contra mim. Me esquivei facilmente, caminhando até ela e segurando em seus ombros, abrindo um amplo sorriso.
- Você acha que eles têm alguma dúvida?
Eu disse apontando para a porta da minha sala com um gesto de cabeça.
- Todos os funcionários que tentaram falar comigo e souberam que você estava aqui sabem muito bem que nós estávamos trepando Bella.
Ela corou totalmente e eu gargalhei.
- Não se preocupe amor, eu sou o chefe e se quero passar o dia transando com a minha esposa no meu escritório, eu passo. Além do mais ninguém vai dizer uma só palavra a respeito disso, fique sossegada.
Ela resmungou baixinho.
- Quer sair para almoçar ou quer que eu peça a Jane para providenciar o nosso almoço aqui mesmo?
Inquiri.
- Prefiro sair.
Arqueei as sobrancelhas, fitando-a.
- Ravióli de ricota ao molho de cogumelos, linda?
Ela lambeu os lábios e eu gargalhei outra vez.
- É muito mais saudável do que as carnes vermelhas e mal passadas que você ingere Cullen!
- Alguém por aqui tem que gostar de um pouco de sangue.
Respondi em alusão ao fato de que eu adorava comer carne vermelha sangrenta. Ela fez uma careta.
- Sangue é coisa para vampiros. Além de tudo você sabe que não é saudável comer tanta carne vermelha. As carnes brancas são mais leves e de fácil digestão.
Revirei meus olhos.
- Quando eu precisar de uma nutricionista, eu lhe aviso baby.
Respondi entregando o seu casaco, pegando meu paletó Armani e o grosso envelope que estava sobre minha mesa, dando minha mão a ela. Saímos juntos. Avisei a Jane que iria almoçar e voltaria logo para uma reunião como contador da firma. Chegamos à garagem e pedi que ela fosse até o volvo, enquanto eu fazia um sinal para o Alec. Quando Bella chegou, eu estava aguardando Alec em minha sala para que ele providenciasse que todas as provas que eu tinha conseguido contra Tânia fossem entregues pessoalmente ao meu tio no seu trabalho. Entreguei o grosso envelope nas mãos dele e falei exatamente o que deveria ser feito. Demorei um pouco e quando me dei conta Bella estava chamando um táxi, na saída do prédio, de costas para mim, aporta do carro aberta. Onde ela estaria indo?! Franzi o cenho sem entender o que estava acontecendo e me aproximei do carro devagar.
PDV Isabella Swan.
Ao ouvir Edward pronunciar as palavras ”ravióli de ricota com molho de cogumelos”, minha boca encheu-se d’água, salivei imaginando o sabor da comida e Thomas chutou de leve.
- Muito bem filho, você tem o mesmo paladar que a mamãe, — falei alisando o lugar onde ela havia chutado.
Edward pediu que eu fosse até o carro enquanto ele iria dar algumas ordens para Alec. Abri a porta, sentei e liguei o rádio. Vi que duas caixas de CDs estavam sobre o painel e abri o porta luvas para guardá-las, quando senti meu sangue gelar nas veias. Um arrepio traiçoeiro e agourento desceu pela minha espinha, minha garganta ardeu, travou, meu coração desfez-se em um milhão de pedaços. Minhas mãos tremeram, mas mesmo assim foram até a pequena e ofuscante peça de lingerie que se encontrava ali dentro. Fazendo um esforço sobre humano, segurei a calcinha com meus dedos trêmulos e a trouxe mais perto, vendo imediatamente as iniciais T.D bordadas com requinte e muito bom gosto. Parecia que um punhal afiado havia sido enfiado em meu peito. O tecido queimou em minha mão como uma brasa viva e o larguei mais que depressa. Imediatamente a conversa durante jantar na casa de Esme e Carlisle veio à tona em minha mente... Lingeries exclusivas, Garrett Reed, iniciais bordadas...
Não consegui mais segurar minhas lágrimas e saltei do carro como se tivesse levado um choque. Não consegui me controlar. A decepção era enorme e tamanha, que chegava a me sufocar. O desespero tomou conta de mim... Edward havia me traído. E justo com Tânia. Caminhei até a rua rapidamente, com a visão nublada pelas grossas lágrimas que rolavam soltas, sem me atrever a olhar para trás. Atarantada pela descoberta, fiz sinal para um táxi, que parou. Abri a porta do veículo amarelo, o som do tráfego se misturando com um zumbido crescente em meus ouvidos e a distante voz dele gritando o meu nome. Como se estivesse em câmera lenta, virei-me e encontrei de longe seu olhar angustiado e assustado, seu rosto pálido, seus gestos me pedindo, me suplicando que não fosse embora. Ele gritava para que eu parasse. A única coisa que consegui balbuciar num sussurro foi:
- Como você pôde?
Ele viu a dor estampada em minha face. Sem perda de tempo, com as pernas tremendo e sabendo que eu não conseguiria evitá-lo para sempre, entrei no táxi e pedi que fosse dar uma volta pela cidade, deixando os soluços tomarem conta de mim. Ainda pude ver Edward correndo até a rua e gesticulando sem parar, mas nada daquilo importava agora. Nada mais importava. Eu estava tonta, nauseada, quebrada por dentro. Era difícil me concentrar na conversa que o motorista tentava estabilizar. Vindas do nada e como um flash, as palavras de Mike no dia do meu casamento encheram com força a minha mente:
“... – Cullen é arrogante, é um libertino que vive se vangloriando de suas conquistas! Ele não merece ter você como esposa e...
– Já chega Mike! Eu conheço Edward a minha vida toda e se você não sabia, nós já havíamos namorado antes.
Eu disse com veemência, tentando convencê-lo. Ele estreitou os olhos, confuso.
– Quer dizer que está apaixonada por ele?!
Fitei-o com sinceridade.
– E que outro motivo me faria casar Mike?
Ele me estudou por alguns momentos antes de responder.
– Eu não acredito nisso. Estávamos juntos antes de eu viajar. Os beijos que trocamos... Sei que está fazendo isso para me castigar por ter ido embora daqui. Estou aqui morrendo de inveja porque ele vai ter você na cama dele hoje.
– Mike...
– Não vai dar certo Bella. Acredita mesmo que ele vai deixar de ser um Dom Juan conquistador só porque se casou? Ele vai ser infiel e fazer você sofrer, isso sim... “
Meu coração doía demais. Respirei fundo tentando me controlar um pouco que fosse, mas foi em vão. Mike estivera certo o tempo todo. Edward nunca iria deixar de ser um conquistador. Como eu fui tola em achar o contrário... Em achar que ele poderia realmente ser fiel a mim e ao nosso casamento. Em achar que ele me amava. O motorista do táxi me fitou pelo retrovisor, receoso.
- A senhora está bem, moça?
- Sim.
Respondi sentindo as borboletas se agitarem em meu estômago.
- Quer que a leve a um hospital, clínica ou coisa assim?
Sacudi a cabeça negando.
- Er... Desculpe a minha insistência, mas a senhora está grávida.
Funguei e passei as mãos nos olhos tentando limpar as lágrimas, mas não consegui.
- Eu vou ficar bem, eu só preciso relaxar um pouco. Sofri uma decepção enorme ainda há pouco. O senhor pode continuar dirigindo.
Ele assentiu, dando-me um olhar de pesar e não disse mais nada.
PDV Edward Cullen.
Assim que cheguei perto do carro, senti meu estômago contrair e doer como se eu tivesse levado um grande soco. Uma calcinha com as iniciais de Tânia estava amassada e jogada sobre o banco do passageiro, o porta luvas aberto. A raiva que me invadiu era vermelha e quente. Aquela filha da puta havia armado para mim e agora Bella estava indo embora. Minha Bella, minha mulher. Gritei, corri, fiz o que pude para alcançá-la mais foi em vão. Na calçada, junto ao táxi, ela voltou-se para mim e a dor que eu vi refletida em seu rosto me rasgou ao meio. Ela estava ferida, magoada, decepcionada e o pior de tudo é que eu não tinha porra de culpa nenhuma naquela história podre. Sem poder impedir, vi quando ela balbuciou “Como você pôde?” e entrou no veículo amarelo sem ao menos olhar para trás. Me senti um crápula, um canalha por fazê-la sofrer daquela forma, mesmo sendo completamente inocente.
- ORA PORRA!
Gritei com raiva. Meus empregados me olhavam atônitos e eu berrei para que saíssem dali e arranjassem o que fazer. Peguei a maldita calcinha e rasguei em duas, enfiando-a dentro do envelope, quase trazendo as mãos de Alec junto quando puxei-o com força. Eleazar que tirasse suas próprias conclusões, ao ver a cara lingerie destruída. Agora tudo fazia sentido... Aquela conversa sobre lingeries bordadas, designes exclusivos, peças únicas e personalizadas... Toda a baboseira que aquela vagabunda havia despejado na conversa a mesa durante o jantar...
- Filha da puta!
Berrei chutando o para choque de um dos carros da minha empresa. Ela havia maquinado tudo, tramado cada detalhe. Claro que ela só poderia ter feito aquilo durante aquela noite, pois estávamos próximos ao meu carro quando eu a adverti sobre receber a mesma lição que o Volturi.
- AAAAAAHHHHHH!
Bradei chutando o para choque novamente. Desta vez ele não ficou apenas torto, mas soltou-se do carro e caiu no chão de concreto, o som estridente do metal ecoando por toda a garagem. Olhei para Alec com ódio nos olhos e ordenei que ele fosse até a empresa do meu tio AGORA. Aquela vadia iria me pagar caro pela ousadia e pelo atrevimento! E ela teria sorte se o marido e não eu pusesse minhas mãos sobre ela. Eu seria capaz de matar Tânia nesse exato instante. Ele saiu rapidamente e de fininho, sem questionar nada. Comecei a andar de um lado para o outro como uma fera enjaulada. Eu sempre sabia o que fazer, mas agora estava de mãos atadas, frustrado, impotente e aquilo me deixava louco!
Peguei meu celular no bolso e liguei para Bella. Tocou até cair na caixa postal. Insisti. Nada. Mais uma vez. Novamente ela me ignorou. Passei a mão nervosamente sobre os meus cabelos e liguei para Jasper, que também não me atendeu. A sensação de não poder fazer nada de imediato me consumia. Minha vontade era de sair quebrando tudo a minha volta. Pensei em ligar para os meus pais, mas desisti, fechando o aparelho e guardando-o em meu bolso.
- CARALHO! Mas isso não vai ficar assim! Eu juro!
Arranquei a gravata e entrei no volvo, manobrando rápido e saindo cantando pneus. Que DEUS me ajudasse a encontrar a minha mulher e que ele me concedesse a Graça dela me escutar.
Música:
http://www.youtube.com/watch?v=j4y-RzVGrHg&ob=av2n
Far Away (Nickelback)
This time, This place
Misused, Mistakes
Too long, Too late
Who was I to make you wait
Just one chance
Just one breath
Just in case there's just one left
Cause you know,
you know, you know
That I love you
I have loved you all along
And I miss you
been far away for far too long
I keep dreaming you'll be with me
And you'll never go
Stop breathing if
I don't see you anymore
On my knees, I'll ask
Last chance for one last dance
Cause with you, I'd withstand
All of hell to hold your hand
I'd give it all
I'd give for us
Give anything but I won't give up
‘Cause you know,
You know, you know
That I love you
I have loved you all along
And I miss you
Been far away for far too long
I keep dreaming you'll be with me
And you'll never go
Stop breathing if
I don't see you anymore
So far away
Been far away for far too long
So far away
Been far away for far too long
But you know, you know, you know
I wanted
I wanted you to stay
Cause I needed
I need to hear you say
That I love you
I have loved you all along
And I forgive you
For being away for far too long
So keep breathing
Cause I'm not leaving you anymore
Believe it Hold on to me and, never let me go
Keep breathing
Cause I'm not leaving you anymore
Believe it Hold on to me and, never let me go
Keep breathing Hold on to me and, never let me go
Keep breathing Hold on to me and, never let me go
Tradução
Esse tempo, esse lugar
Desperdícios, erros
Tanto tempo, Tão tarde
Quem era eu para te fazer esperar?
Apenas mais uma chance
Apenas mais um suspiro
Caso reste apenas um
Porque você sabe,
Você sabe, você sabe
Que eu te amo
Eu sempre te amei
E eu sinto sua falta
Estive tão longe por muito tempo
Eu continuo sonhando que você estará comigo
E você nunca irá embora
Paro de respirar se Eu não te vir mais
De joelhos, eu pedirei
uma Última chance para uma última dança
Porque com você, eu resistiria
A todo o inferno para segurar sua mão
Eu daria tudo
Eu daria tudo por nós
eu daria qualquer coisa, mas não desistirei
Porque você sabe
você sabe, você sabe
Que eu te amo
Eu sempre te amei
E eu sinto sua falta
Estive tão longe por muito tempo
Eu continuo sonhando que você estará comigo
E você nunca irá embora
Paro de respirar se
Eu não te ver mais
Tão longe
Estive tão longe por muito tempo
Tão longe
Estive tão longe por muito tempo
Mas você sabe, você sabe, você sabe...
Eu quis
Eu quis que você ficasse
Porque eu precisava
Porque eu preciso ouvir você dizer:
Eu te amo
Eu sempre te amei
E eu perdôo você
Por ficar tão longe por tanto tempo
Então continue respirando
Por que eu não estou te deixando mais
Acredite em mim, me abrace e nunca me deixe ir
Continue respirando
Por que eu não estou te deixando mais
Acredite em mim, segure-se em mim e nunca me solte
Continue respirando, segure-se em mim e nunca me solte
Continue respirando, segure-se em mim e nunca me solte
Algumas horas depois...
PDV Isabella Swan.
O meu celular vibrou novamente anunciando que mais uma mensagem de texto havia chegado. A dor latejou em meu peito e reverberou na minha alma. Era a trigésima e com certeza do Edward novamente. Eu estava sentada num banco enorme branco de uma praça num dos subúrbios da cidade. Várias crianças brincavam ali com as mães por perto. Sorri lembrando que daqui a alguns meses eu também traria Thomas para brincar no parquinho. Enquanto estava sentada tive a sensação de que o tempo congelara ou então se passara mais tempo do que eu havia percebido. Minha vida estava desmoronando. Apertei os olhos e as mãos com força, tentando me concentrar em outra coisa que não fosse à decepção sofrida.
Aquele bairro era agradável, calmo e familiar. O motorista havia me convencido a comer alguma coisa e para que ele parasse de insistir, eu acabei concordando. Ele parou o táxi próximo ao parque e me comprou um cachorro quente. Agradeci e abri a bolsa para pagá-lo, mas ele não aceitou, dizendo que eu pagaria apenas a corrida. Deu uma mordida e só então percebi o quanto estava com fome. Apesar dos meus problemas eu não podia esquecer que precisava me alimentar bem. Depois de comer tudo, e jogar os guardanapos no cesto de lixo de metal, ao lado do banco, peguei o aparelho no bolso do casaco e abri.
14:00 hs.
De Edward:
Eu te amo. Por favor, me deixe explicar. Onde você está?
Revirei meus olhos. Por que eles achavam que sempre podiam explicar tudo?! O que ele estava pensando?! Que eu era idiota?!
14:05 hs.
De Edward:
Não é nada do que você está pensando princesa, Eu sou inocente. Te amo muito carinho.
Trinquei meus dentes com raiva, continuando a ler as outras.
14:15 hs.
De Edward:
Por favor, Bella, não faça nenhuma estupidez. Linda, me dê a chance de eu me explicar. Você e Thomas são a minha vida.
Meu coração se apertou. Se ele realmente me amasse não teria transado com outra minha consciência gritava. Senti a visão embaçada por causa das lágrimas que silenciosas teimavam em escorrer.
14:18 hs.
De Edward:
Eu te amo. Eu Te amo demais, nunca, jamais esqueça disso. Foi armação. Caímos numa armadilha.
Irritada e interiormente arrasada, desliguei o aparelho e joguei no bolso do, sobretudo. Olhei em volta desanimada. Eu iria para New Moon e lá colocaria minhas idéias em ordem. Me afastar de Richimond agora só ia me fazer bem, mas a minha mala de roupas estava em meu carro eu não poderia ir para a fazenda sem ela. Havia algumas roupas na fazenda, mas não caberiam em mim devido a gravidez. Liguei novamente o aparelho e disquei o número do celular de Laurent.
- Senhora, está tudo bem?!
Perguntou aflito.
- Sim Laurent, eu estou bem.
- Onde a senhora está, diga-me que eu vou buscá-la.
Sorri irônica.
- São as ordens do meu marido?!
- Bem, sim senhora.
- Laurent, como você trabalha para a minha família há mais de doze anos, espero poder confiar em você.
Eu sabia que aquelas palavras fariam efeito.
- Estou a sua disposição, madame.
Disse solícito.
- Então é melhor ouvir tudo o que eu tenho a dizer e ficar de boca fechada ou será demitido. Fui clara?
- Perfeitamente, — respondeu dando um pigarro.
- Ótimo. Leve a minha mala que você colocou no carro esta manhã ao consultório do Dr. Black e deixe-a lá. Amanhã eu mandarei alguém pegá-la.
- A senhora não voltará para a mansão?
A ansiedade era quase palpável em sua voz polida.
- Isso não é da sua conta, Laurent.
Falei no tom de voz mais calmo que consegui. Ele desculpou-se. Prossegui com firmeza
- Apenas faça o que eu estou mandando e lembre-se: Se o meu marido souber de alguma coisa você não terá mais emprego.
- Pode ficar tranquila senhora. Ninguém saberá de nada.
- Assim espero.
Desliguei o aparelho e olhei para o céu. A tarde avançou. As mães levaram as crianças de volta para casa e eu permaneci ali quieta. Já estava quase escurecendo. Estremeci e resolvi ligar para o uma pessoa que eu sabia que poderia confiar apesar de tudo... Jake. Liguei para ele pedindo que fosse me encontrar ali no parque. Ele pareceu surpreso com a minha ligação, mas disse taxativo que eu não saísse dali, pois estaria chegando em breve. Paguei o senhor do taxi, que teimava em permanecer ao meu lado, com uma ruga profunda de preocupação vincando sua testa e o dispensei. Eu juro que pensei em ligar para a Alice, mas eu não queria envolver ainda mais Esme e Carlisle naquela confusão toda. Suspirei com pesar. Conhecendo minha melhor amiga como a palma da mão, eu sabia que ela ficaria do meu lado e contra seu irmão, acusando-o e com muita raiva, o que certamente geraria um desconforto grande no seio da minha nova família.
Notas finais
Deus do Céu, mais esta Tanya tem que queimar no mármore do infernoooooo, cobra.
Bem meninas nos vemos de Sábado.
beijos
Kiki
Fale com o autor