Casamento Sob Suspeita.
36 Capítulo 36 - Acerto de contas.
Notas iniciais
PDV Isabella Swan.
Desliguei o telefone e suspirei pesadamente. Edward havia viajado antes de ontem a tardinha e a casa parecia enorme e vazia sem ele. A saudade em meu peito era imensa e os nossos telefonemas diários apenas me deixavam com um gosto de quero mais na boca. Não era suficiente ouvi-lo. Eu tinha que ver, estar com ele, abraçar e ser abraçada, me sentir amada, protegida. Pode parecer loucura da minha cabeça, mas era exatamente assim que eu me sentia com ele.
Muitas coisas haviam acontecido naquele dia... Pela manhã desci para tomar café e me senti um tanto estranha. Sem que Siobhan percebesse fui até a pia e derramei toda a xícara de café lá dentro. Uma emoção estranha se apoderou de mim... Quando foi à última vez que a minha menstruação tinha vindo? Forcei a memória, mas não consegui lembrar. Sobressaltada corri de volta para o quarto procurando pela caixa de pílulas que Jacob havia me receitado. Eu havia tomado uma cartela inteira, mas a segunda permanecia intacta. Peguei um calendário e fiz as contas mentalmente. Minhas regras estavam com quatorze dias de atraso. Será? Peguei o telefone e marquei uma consulta com o Jake para o final da manhã. Hoje eu só teria que ir para faculdade a tarde, então daria tempo.
No consultório...
- Bella.
- Oi Jake, como está?
- Estou bem e você?
Não se era apenas impressão minha, mas ele parecia meio envergonhado, constrangido... Não sei direito.
- E a vida de casada?
- Está tudo bem, obrigada por perguntar.
- E o Cullen?
- Viajando.
Ele pareceu ficar mais confortável com aquela revelação.
- Bem, você está adiantada para os seus exames de rotina. Aconteceu alguma coisa? Está sentindo algo?
Sorri feliz. Ele me fitou por um instante.
- Você está linda. Radiante.
- Obrigada. E foi por isso mesmo que eu vim aqui hoje. Jake eu...
- Você está grávida.
Falou sério.
- Eu não sei ao certo. Eu acho que sim.
Ele recostou em sua cadeira e me avaliou com um olhar crítico.
- Qual foi a data da sua última menstruação?
- Foi há uns cinqüenta dias.
- Enjôos?
- Apenas hoje pela manhã.
- Mas você conseguiu comer alguma coisa?
- Sim.
- Tonturas? Sono ou cansaço em excesso?
- Até o momento não.
Ele fazia as perguntas e ia digitando tudo no computador, em minha ficha.
- Bom, tenho quase certeza de que você vai dar um filho ao Cullen, mas vamos fazer o teste sanguíneo para confirmar, está bem?
- Sim, está ótimo.
Ele sorriu pela primeira vez e eu pude ver o quanto Jacob era bonito. Não como o Edward é claro, mas ele tinha um charme próprio que me fez lembrar o ator do filme Sem Saída. Ele prescreveu o exame e me disse para fazer no outro dia, logo cedo. Agradeci e me retirei. Comi uma salada de frutas assim que cheguei a Faculdade de Belas Artes e me dirigi até a sala onde o professor Volturi daria aula.
Erick olhou para mim e acenou. Ele e Ângela Weber estavam sentados juntos. Caminhei até eles.
- Ele não vem. Mandou que nós ficássemos lendo o próximo capítulo do livro e organizássemos um resumo em grupos em duplas.
Falou aliviado.
- E quanto a minha apresentação? Não disse nada?
- Ele nem veio até aqui, mas o monitor perguntou por você.
Disse apontando para o rapaz que estava de costas para mim. Me empertiguei e andei até ele, que se virou antes que eu comentasse alguma coisa.
- Oi, posso ajudá-la?
- Sou Isabella Cullen.
- Certo. Tenho um recado do professor Félix para você.
Fiquei aguardando.
- Ele a está esperando.
Um arrepio gelado desceu ao longo da minha espinha.
- Como?
Insisti.
- Ele está na sala dele aguardando por você.
Engoli em seco. Na mesma hora as palavras de Edward invadiram minha mente... “Me prometa que vai fazer de tudo para não ficar sozinha com ele, Bella”... Eu estava com um pressentimento ruim, mas não poderia me negar a ir até lá. Eu era apenas uma aluna e ele um dos professores mais conceituados na instituição e na área, embora fosse arrogante ao extremo e completamente insuportável. Olhei para o rapaz agradecendo e voltei até York, dizendo que eu estava indo a sala do bastardo. Ele e Ângela estranharam, assim como eu, mas de certa forma eles seriam testemunhas de onde eu havia ido lá, caso alguma coisa desse errado.
Deixei minha bolsa com os outros alunos, peguei o meu pen drive e me dirigi ao segundo andar. À medida que eu andava o ar parecia pesado e sufocante, mas fui assim mesmo. Eu não me deixaria intimidar tão facilmente. Parei diante da porta onde o nome dele brilhava numa placa preta. Retirei cuidadosamente o meu celular da bolsa e acionei o gravador, devolvendo o aparelho ao bolso do vestido. Respirei fundo e bati.
Um “entre” abafado reverberou lá de dentro. Girei a maçaneta com cuidado e a porta abriu suavemente.
- Isabella Swan, eu estava aqui pensando por quanto tempo mais me faria ficar esperando.
Falou sarcástico. Ele estava sentado atrás de uma imensa escrivaninha preta. Me espantei com ambiente sombrio. Pinturas esquisitas nas paredes, móveis pesados de madeira e duas estantes repletas de livros do chão até o teto.
- Mandou me chamar?
Perguntei com polidez.
- Sim. Vamos falar sobre a sua nota.
Respondeu muito à vontade, recostado na cadeira de couro negra. Respirei fundo e abri a mão mostrando o pequeno objeto.
- Eu refiz alguns textos e colocações Professor. Está tudo aqui no pen drive. Se quiser eu posso apresentar agora mesmo.
- Poupe sua saliva meu bem. Sua apresentação não interessa. Nada do que esteja aí nesse pen drive me interessa.
Franzi o cenho, confusa.
- Como assim?! O senhor disse que eu perderia dois pontos, mas que poderia apresentar meu trabalho na aula seguinte.
- Sua nota vai depender do seu desempenho em outro assunto Isabella.
Apertei minhas mãos com força.
- Não sei o que o senhor está querendo dizer!
Ele sorriu debochado.
- Ah, sabe sim. E tenho certeza de que vai tirar a nota máxima e com louvor. Você sempre foi uma aluna aplicada Isabella...
Que tipo de jogo ele estava fazendo?! Meus nervos estavam à flor da pele.
- Acho melhor o senhor esclarecer tudo de uma vez professor Volturi!
Exclamei irritada. Ele levantou e eu desejei que não tivesse feito isso. Suas calças estavam abaixadas, seu membro ‘’pequeno’’ e duro para fora, apontando para mim. O asco me invadiu. O nojo me tomou. A raiva borbulhou em meu sangue.
- Como... Como ousa?!
Explodi indignada.
- Não banque a difícil. Seja uma menina obediente e faça agora um boquete bem feito. Se eu gostar, garanto que você será aprovada, lady Swan.
Maldito! Canalha! Ele iria me pagar por aquela humilhação.
- Com quem você pensa que está falando?!
Bradei enfurecida.
- Com a vadia de Edward Cullen! Conheço muito bem o gosto daquele pervertido imbecil e se ele se deu ao trabalho de casar com você é porque tem a natureza de uma puta!
Paralisei. Congelei no lugar.
- Então pare de bancar a puritana e haja como a vagabunda que você é quando está com ele.
Mas. Que. Droga. Era. Aquela?! Ele estava me assediando sexualmente! Senti o sangue fugir do meu rosto. Edward iria matá-lo quando descobrisse.
- Esperei muito tempo para me vingar daquele merda do seu marido e agora vou ter exatamente o que eu quero!
- Nunca!
- Ou você perde essa pose de donzela ofendida e vem aqui me chupar gostoso, ou eu juro que vou te reprovar, Isabella! Eu vou fazer você atrasar seu curso e deixar de ser a aluna brilhante e perfeita que você acha que é!
- Vá para o inferno!
- Seu querido maridinho conseguiu me ferrar uma vez e agora eu vou dar o troco. Se quiser a droga da nota, pegue o meu pau e chupe agora!
- Eu tenho nojo de você!
Ele sorriu.
- Não seja ridícula! Você ainda não experimentou. Como sabe que não vai gostar? Sei como tratar uma mulher que me agrada, lady Swan.
Dei meia volta e peguei na maçaneta com força.
- Edward vai acabar com a sua raça.
Ele nem se mexeu. Continuou parcialmente nu, no lugar onde estava.
- Ótimo. Estou ansioso para acertar minhas contas com ele.
- Você é doente!
Bradei.
- Se sair por esta porta vai levar um zero.
- Se acha que vou me calar diante das barbaridades que está fazendo, você enlouqueceu! Vou denunciá-lo imediatamente!
Ele sorriu com escárnio.
- Não esqueça meu bem, será sua palavra contra minha aqui na Universidade.
Apesar do choque foi a minha vez de sorrir. Estava tudo gravado em meu celular.
- Vai se arrepender Professor! Eu juro!
E saí batendo a porta com força. Minhas pernas tremiam, um nó havia se formado em minha glote. Rapidamente desliguei o botão gravar e devolvi o aparelho ao bolso. Senti a náusea subindo e corri para o banheiro mais próximo. Me ajoelhei e vomitei toda a salada de frutas que havia comido. A náusea se repetiu. Outra vez e mais outra. Vomitei tanto que fiquei fraca. Umas das senhoras que trabalhava na Secretaria, a senhora Cooper, entrou e me viu ali estática, pálida como um fantasma. Ela prontamente correu para me ajudar e me levou até o posto médico, onde havia uma enfermeira de plantão. Logo começaram a aparecer curiosos e eu disse que era apenas uma indisposição devido à má alimentação. Eles aferiram minha pressão e me deram água gelada para beber. Peguei o celular e liguei para casa pedindo a Siobhan que mandasse um dos motoristas me buscar. Não sei como foi aquilo, mas em menos cinco minutos haviam dois homens trajando ternos pretos bem ajustados entraram perguntando por mim. Um eu reconheci como sendo Paul, o rapaz que nos levou até o restaurante no dia do jantar com o Emm e a Rose. O Outro eu nunca tinha visto.
- Senhora Cullen, a senhora está bem?
- Sim, mas ainda estou meio tonta. Não vou conseguir ir dirigindo para casa. Siobhan avisou você?
- Laurent. E isso não será problema. Eu levo à senhora e o Paul vai dirigindo o seu carro até a mansão. Tudo bem?
- Sim, claro.
Respondi ainda aturdida.
- Onde estão as suas coisas, senhora?
Perguntou suavemente.
- Ela as deixou na sala de aula. Eu já pedi que trouxessem para cá.
Respondeu a Senhora Cooper. Nesse momento Ângela chegou aflita.
- Bella? O que houve? Você está bem?
Erick a seguia de perto carregando minha bolsa e minhas duas pastas. O desconhecido adiantou-se e pegou todas as coisas com um só braço. Ele era alto, atlético.
- Um mal estar súbito Angie, mas já estou melhor, obrigada.
- Aposto que andou comendo alguma porcaria!
Ralhou.
- Com certeza!
Emendou Erick.
- Na verdade eu praticamente não comi nada hoje.
Disse sentindo um enorme cansaço me dominar.
- Está vendo só?! Isso não pode acontecer Bella! Você precisa se cuidar amiga!
Tive de escutar toda essa baboseira por uns quinze minutos e depois me despedi deles, que por hora nem se lembraram de perguntar como havia sido a minha apresentação. Levantei e um braço forte me amparou no mesmo instante. Olhei para ele intrigada.
- Já nos conhecemos?
Indaguei.
- Não senhora. Sou novo na empresa.
Assenti enquanto ele me acompanhava até o carro.
- Como se chama?
- Alec.
- Obrigada Alec.
Sorri. Ele assentiu e rapidamente desviou o olhar. A princípio não entendi, mas depois sim. Edward era extremamente possessivo e não gostaria nada de saber que um dos seus funcionários estava me dando atenção de forma inapropriada. E devia ter dado instruções claras a esse respeito.
- Não precisa agradecer senhora. É o meu trabalho.
Concordei e entrei no carro. Abri a bolsa e estendi a chave do meu carro para ele, que entregou ao Paul. Meu celular tocou. Era o Edward. Tentei disfarçar, mas sagaz como era ele percebeu que alguma coisa estava errada. As lágrimas umedeceram os meus olhos e eu disse apressadamente que precisava desligar e que nós nos falaríamos mais tarde. Ele não insistiu. Joguei o aparelho dentro da bolsa e deixei minha cabeça pender para trás, no encosto do banco do carro, fechando os olhos. Engoli em seco temendo pela reação de Edward. Com certeza ele ficaria com raiva de mim. Assim que ele voltasse de Chicago eu mostraria a gravação a ele.
Notas finais
vai um pedacinho do próximo cap. ai gente.
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- Quer que eu chame o médico querida?
- Não pai. É apenas uma indisposição passageira.
- Tem certeza?
Perguntou desconfiado.
- Sim. Comi muita besteira na Universidade.
- Bells...
- Não se preocupe, já estou mais do que arrependida.
- Se continuar assim, terei que falar com o Edward.
- Prometo que vou me alimentar melhor pai.
Ele beijou sua face de leve e se retirou.
No início da noite Siobhan trouxe uma sopa creme de legumes e ela conseguiu tomar tudo o que havia no prato, juntamente com algumas torradas. À medida que a comida descia pelo seu esôfago, chegando ao estômago, ela pode perceber o quanto estava faminta apesar de tudo. Edward ligou logo depois e eles conversaram um pouco. Ele chegaria no dia seguinte. A noite foi agitada. Pesadelos sombrios com a figura estranha de Félix Volturi impediram que ela descansasse
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Ate Mais Garotas
Beijos
Kiki
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