Casamento Sob Suspeita.

37 Capítulo 37 – Despertando a fera interior.


Notas iniciais
Olá Pessoal ultimo cap. do Ano. e ai vai uma mensagem da Tiih.
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Queridas leitoras e leitores, que o Ano que se aproxima seja repleto de Paz, Bênçãos, Saúde, Luz, Alegria, Amor, Harmonia e Muitas Conquistas. Que Deus habite no lar de cada um de vocês. Se 2011 deixou tristezas, deletem, virem a página, busquem força e coragem dentro de si mesmos e sigam em frente, Vocês podem. Vocês são capazes. Vocês conseguem. Seja bem vindo 2012. Desejo Um Ano Novo Maravilhoso, Espetacular, mais do que Especial e um beijo no coração de cada um. Tiih.

PDV Narrador.

No dia seguinte Bella ficou em casa. Não voltaria a colocar os pés na Faculdade até que Edward voltasse e eles conversassem. Não tinha ânimo para nada. Os acontecimentos do dia anterior a deixaram enojada. Havia ouvido a gravação. Estava tudo ali. Cada palavra. Engoliu em seco relembrando toda a cena, toda a humilhação. Por mais que Siobhan insistisse, não conseguiu comer nada. Um nó havia se formado em sua garganta. Preferiu permanecer em seu quarto, sentindo o cheiro de Edward em sua cama o restante do dia. Seu pai apareceu à tarde, preocupado, mas ela lhe garantiu que era apenas uma indisposição gástrica.

- Quer que eu chame o médico querida?

- Não pai. É apenas uma indisposição passageira.

- Tem certeza?

Perguntou desconfiado.

- Sim. Comi muita besteira na Universidade.

- Bells...

- Não se preocupe, já estou mais do que arrependida.

- Se continuar assim, terei que falar com o Edward.

- Prometo que vou me alimentar melhor pai.

Ele beijou sua face de leve e se retirou.

No início da noite Siobhan trouxe uma sopa creme de legumes e ela conseguiu tomar tudo o que havia no prato, juntamente com algumas torradas. À medida que a comida descia pelo seu esôfago, chegando ao estômago, ela pode perceber o quanto estava faminta apesar de tudo. Edward ligou logo depois e eles conversaram um pouco. Ele chegaria no dia seguinte. A noite foi agitada. Pesadelos sombrios com a figura estranha de Félix Volturi impediram que ela descansasse.

Antes das sete ela acordou com o semblante fatigado e olheiras escuras sob os lindos olhos castanhos. Novamente o estômago revirou e Bella não suportou comer nada devido ao forte enjôo que a atingiu. A governanta a olhou preocupada, mas ela desconversou e pediu a Siobhan que chamasse um dos motoristas. Trocou de roupa e desceu fazendo caretas ao ver o desjejum sobre a mesa da copa. Parou apenas para tomar meio copo d’água bem gelado. Sorriu satisfeita ao perceber que as borboletas em seu estômago estavam quietas. Alec e Paul se apresentaram logo depois. Bella cumprimentou-os e forneceu o endereço do laboratório de Análises Clínicas onde costumava realizar seus exames de sangue. Eles se entreolharam, mas nada disseram. Ela suspirou e relaxou durante o percurso.

Chegando lá foi atendida de imediato. Entregou a requisição e pediu urgência no resultado. A recepcionista lhe disse que se quisesse aguardar, dentro de algumas horas o resultado estaria pronto. Ela respondeu que aguardaria ali mesmo. Sentou-se em um dos sofás da recepção e esperou, folheando uma revista sobre saúde e bem estar. Um artigo falando sobre a postura do Dr. Jacob Black chamou sua atenção. Ele era elogiado por várias de suas pacientes e dizia o quanto estava feliz em ter escolhido aquela profissão. Bella permaneceu entretida por algumas horas.

No final da manhã saiu do laboratório, pálida, enjoada, mas muito feliz. Assim que recebeu o resultado ligou para Jacob, que confirmou suas suspeitas e lhe parabenizou. Ela estava esperando um filho, um fruto das intensas noites de amor vividas com Edward. E aquela criança era muito bem vinda. Alisou o ventre com carinho e voltou para o carro, dando ordens de levarem-na para casa novamente. Edward chegaria ao fim do dia.

Vendo-a entrar, seu pai chamou-a para almoçar e com passos lentos Bella caminhou até ele, dando tempo ao seu organismo para se acostumar ao cheiro da comida. Viu que a náusea estava sobre controle e sentou a mesa com o velho Charlie, conversando sobre amenidades e sobre as notícias locais. Bella comeu uma salada leve no almoço, metade da sobremesa, despediu-se do pai com um beijo e retornou ao quarto sentindo-se invadida por um sono potente. Vestiu uma roupa leve e deitou-se um pouco para descansar. Acordou desorientada ouvindo o barulho do motor de um carro se aproximando. Olhou no relógio, confusa. Arregalou os olhos quando se deu conta de que já passavam das cinco da tarde. Edward! Ele deveria chegar a qualquer momento. Ela não sabia como havia dormido por cinco horas seguidas.

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Edward escutava atento o relato de Alec, que tinha ido buscá-lo no aeroporto.

- Ela foi ao ginecologista pela manhã e a tarde para a Universidade.

Ele trincou os dentes. Aquele filho da puta do Jacob a tinha examinado de novo e o pior era que ele, o marido, mais uma vez não estava presente. Fazendo força para controlar seu ciúme, pediu que o funcionário prosseguisse.

- Pouco tempo depois Laurent ligou imediatamente e nós entramos a procura dela, patrão. Acho que ficou desconfiada pela rapidez com que chegamos, mas não comentou nada.

Bella havia passado mal no Campus. Sua mente trabalhava de forma rápida.

- Continue.

- Ela já tinha sido atendida no posto médico da Universidade e os sinais vitais estavam perfeitos.

- Notou algo deferente?

- Sim. Sua esposa estava mortalmente pálida e um pouco trêmula. Ela nem conseguiu dirigir de volta para a mansão Swan.

Aquilo não estava cheirando bem. Seu sexto sentido alertava... Algo erado tinha acontecido, mas o que?!

- Quem a levou?

- Eu, patrão. Paul foi dirigindo o carro da senhora Cullen. Observei-a discretamente e parecia muito transtornada. Ela encostou a cabeça no banco e fez força para não chorar. Respirou profundamente várias vezes e parecia muito abalada.

Edward estreitou os olhos e apertou os lábios numa linha fina. Fitando Alec por um momento.

- O senhor sabe que eu sou bom em ler expressões faciais.

Edward desviou os olhos e não respondeu. Conhecia muito bem a ficha de Alec. Eles haviam deixado Jasper em casa com Alice e Kate. Agora seguiam para a mansão. Alguma coisa grave tinha acontecido para Bella ficar naquele estado e ele iria descobrir logo.

- Ela também não retornou a escola até o momento.

Edward esmurrou o painel do carro.

- Droga! Se alguém fez alguma coisa a Isabella...

Aquilo era muito estranho. Bella sempre fora uma aluna exemplar desde os tempos do colégio.

- Não se preocupe chefe. Se alguém perturbou a sua esposa, pode ficar tranqüilo. Nós daremos um jeito nisso.

Estavam diante do portão principal da mansão. Os dois trocaram um olhar cúmplice. Edward sabia que Bella odiava andar como uma dondoca, no banco traseiro do carro e com motorista. Ela era muito independente e fazia questão de sair dirigindo sozinha, por isso ele havia contratado os seguranças especiais. Alec manobrou e veículo estacionando na frente da casa.

- E hoje pela manhã a senhora Cullen pediu que nós a levássemos até um Laboratório de Analises clínicas para fazer alguns exames.

Edward saltou e seu coração acelerou. Abriu a porta da frente e correu para o andar de cima, cumprimentando seu sogro e Siobhan rapidamente. Os dois sorriram e entenderam a urgência dele em subir para ver sua esposa, afinal eles eram casados há pouco tempo.

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Mal sentou na cama, Bella correu para o banheiro, nauseada. Agachou-se na frente da bacia sanitária e colocou o conteúdo estomacal para fora. Ainda estava vomitando quando ele entrou no quarto. Ouvindo os barulhos desagradáveis vindo do banheiro da suíte, Edward entrou preocupado.

- Bella? O que foi minha linda?

- Edward eu...

Foi interrompida por outra onda de enjôos. Ele parou por um instante, fitou-a cuidadosamente e logo depois sorriu maravilhado.

- Você está grávida meu anjo.

Ela limpou a boca e assentiu. Ele ajoelhou ao seu lado, abraçando-a com força e beijando seus cabelos. O coração de Edward batia loucamente acelerado.

- Amor, que notícia maravilhosa!

- Também fiquei feliz, Edward, — disse sorrindo.

- Mas estou me sentindo tão mal agora...

Ele praguejou e levantou-a no colo.

- Por favor, eu quero escovar os dentes.

Ele assentiu e baixou-a com cuidado até o chão, atento a todos os seus movimentos. Quando Bella acabou ele a levou até o quarto e a deitou na cama, sentando ao seu lado. Ela sorriu.

- Vamos ser pais.

- Esse e o melhor presente que você podia me dar linda... Um filho.

Respondeu acariciando de leve a barriga ainda plana de Isabella.

- Quando descobriu?

- Há dois dias, mas só confirmei hoje pela manhã.

- Já consultou o Black?

Inquiriu entendo o motivo dela ter ido até o consultório médico.

- Sim. Ele falou que enjôos, tonturas e cansaço são perfeitamente normais.

- Não tem nenhum remédio que você possa tomar para se sentir melhor?

- Tem para o enjôo, mas eu prefiro não tomar nada Edward. Não quero arriscar.

Ele segurou seu rosto entre as mãos e beijou de forma apaixonada. Pensou que aquela seria uma maravilhosa oportunidade para dizer que a amava, mas antes gostaria de saber exatamente tudo o que acontecera dois dias atrás que a deixara tão transtornada segundo seu funcionário.

- Senti saudades Tigrão.

- Eu também minha linda.

- Você disse que chegaria faminto...

Seu corpo reagiu à provocação. Ele sorriu e fitou o rosto em formato de coração, abatido e com olheiras profundas.

- E estou linda. Mas devido a sua indisposição acho melhor que descanse um pouco, ok?

Ela pegou a mão dele e levou até os lábios.

- Fica comigo?

- Claro, Bella. Está sentindo alguma coisa, amor?

Perguntou com uma ruga de preocupação em sua testa. Bella negou.

- Apenas cansaço, apesar de eu ter dormido durante toda a tarde.

Era a deixa que ele estava esperando. Acariciou os longos cabelos de leve e questionou.

- Não foi a Universidade hoje?

Bella enrijeceu quase que involuntariamente, o que não passou despercebido a ele.

- Eu...

- Você...?

- Eu preciso te contar uma coisa.

Falou e engoliu em seco.

- Diga Bella.

Ela respirou profundamente antes.

- Edward...

- Sim?

A tensão começou a invadi-lo. Como ele desconfiava, ela estava escondendo alguma coisa.

- Promete que não vai ficar nervoso?

- Prometo que vou tentar.

Respondeu com o semblante sério.

- Tudo bem, mas, por favor, não fique nervoso Edward.

- Estou começando a me preocupar, carinho.

Ela mordeu o lábio inferior e estendeu a mão para pegar o celular sobre a mesinha de cabeceira. Ele olhou primeiro para o aparelho e depois para ela.

- Há dois dias quando fui à faculdade fazer minha apresentação sobre Da Vinci, recebi um recado de um dos monitores.

Ele não tirava os olhos de cima dela.

- Eu deveria me dirigir a sala do professor Volturi.

Disse com a voz começando a falhar. Edward sentiu a ira subir pelas suas entranhas, fechou os olhos e cerrou as mãos com força.

- Você foi sozinha!

Cuspiu irritado. Ela estremeceu e ele se amaldiçoou interiormente. Ela estava grávida, enjoada, abatida e ele não estava contribuindo nada para ajudar mantendo aquela atitude agressiva. Dando um pigarro, ele soltou o ar devagar.

- Desculpe Bella. Prossiga.

Lágrimas quentes rolaram pela face que ele tanto amava. Edward secou-as com a ponta dos dedos e jurou que fosse o que fosse que aquele bastardo do Volturi tivesse feito o dois iriam acertar as contas. Ele encorajou-a a continuar.

- Eu tinha que ir Edward. Ele deu um jeito dos meus colegas ficarem presos e envolvidos com trabalho relâmpago que valia pontos para a nota final. Não havia ninguém que pudesse ir até lá comigo.

Maldito Volturi! Canalha e manipulador!

- O que ele te fez?

Novamente ela mordeu o lábio inferior, envergonhada. Edward inspirou e expirou profundamente

- Eu quero saber agora o que ele fez a você Bella!

Disse num tom de voz imperativo, que não admitia discussões. Ela esticou o braço pegando o celular e ligou o aparelho, deixando que ele ouvisse. Edward levantou com ódio e estraçalhou os dois travesseiros a sua frente, desfazendo-os em mil pedaços. Seu rosto estava transtornado. Plumas se espalharam para todos os lados. Bella o fitava assustada... Ele estava completamente fora de si.

- Eu Vou Matar Esse Desgraçado!!!

Explodiu erguendo-se da cama num salto.

- Edward, por favor...

Ele virou-se e ela pode ver o tamanho da ira nos olhos verdes injetados. Ele não parecia humano. Pela primeira vez em nãos Bella percebeu o quanto seu marido podia ser amedrontador.

- Ele tratou você como uma puta Bella! Como uma puta, uma vadia! Uma rameira, uma qualquer! Ele mandou você...

Edward não conseguiu terminar a frase.

- Edward, por favor...

- Maldito! Você é minha mulher, minha esposa e ainda por cima está grávida! Grávida! Quem ele pensa que é?! O que ele pensa que é?! Inatingível?! Intocável?! Deus?! Bastardo, filho da puta! Ele se atreveu a cruzar o meu caminho outra vez. Só que agora, ele foi longe demais e vai pagar muito caro por isto! Eu juro!

- Por favor, não faça nada de que se arrependa depois. Nós vamos ter um bebê Edward, por favor, você me prometeu...

O olhar que ele lhe deu era gélido. Bella sentiu medo por ele, por ela, pelo bebê.

- Não me peça isso, Isabella.

Disse afastando-se dela. Bella sentiu um aperto no peito e levantou indo até ele, abraçando-o. Os seus braços em torno da cintura dele, que continuava rígido, de costas para ela.

- Edward, fale comigo, amor.

- Agora não.

Respondeu firmemente, retirando os braços dela de si e caminhando para a porta. Bella desabou sobre a cama, soluçando. Edward nem ao menos olhou para trás. Desceu ouvindo os soluços rasgando o peito de Isabella e aquilo aumentou a raiva que o consumia. Bella precisava de repouso, de tranquilidade e não ser insultada e humilhada como fora. Mas ele não podia ficar com ela nesse instante. Ele precisava se vingar e depois se acalmar para poder voltar para junto de sua esposa e de seu filho. Minutos depois Siobhan entrava no quarto e a acalentava. Bella não disse nada e a governanta naturalmente deduziu que eles haviam brigado, mas respeitou a privacidade do casal e nada perguntou.

- Sua mãe sempre lhe ensinou a não procurar encrenca, menina.

- Ele me odeia Siobhan...

Falou com a voz entrecortada pelo choro.

- Bobagem! Isso não passa de uma briguinha boba, meu anjo. Edward te ama muito.

Bella não respondeu e permaneceu ali até adormecer de exaustão.

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PDV Edward Cullen

Desci as escadas como um raio e passei direto para a garagem, chamando Laurent, James, Alec e Paul para uma conversinha.

- Preciso de um servicinho extra de vocês.

- Pois não patrão.

Alec respondeu e os outros concordaram sem nada dizer.

- Um filho da puta humilhou minha mulher e chamou-a de vadia.

Alec me fitou com um brilho estranho no olhar enquanto os outros arregalavam os olhos espantados por alguém ter coragem de afrontar lady Swan e a mim daquela forma.

- E ele vai pagar por isso.

Falei com frieza. O sangue em minhas veias era vermelho e quente. Meu peito arfava por vingança.

- Quem chefe?

- Félix Volturi. Ele é professor dela na Universidade.

- O que quer que façamos senhor Cullen?

- Por mim ele morreria ainda hoje. Mas Bella está grávida e uma notícia dessas a deixaria arrasada, ainda mais sabendo que eu estou indo acertar as contas com ele.

Pensei no estado delicado de Bella. Apesar de tudo eu tinha orgulho dela e da maneira como rejeitou aquele desgraçado. Por uma fração de segundos minha consciência pesou. Pelo bem da minha família talvez eu não o matasse... Talvez.

Notas finais
Bem Garotas um Feliz Ano Novo pra todas vocês.
Beijos
Kiki.