Notas iniciais
Olá meninas.....
Vou dedicar este capitulo a vocês que não foram pular carnaval e a você Danielle Fortes que foi me buscar no face pra postar rsrsrsrsrr.


PDV Narrador.

Enquanto isso na sala de estar...

- Edward você viu meu mais novo brinquedinho, lá fora?

Tânia questionou jogando charme. Antes que o filho desse uma resposta atravessada, Carlisle interferiu.

- Eleazar deu uma BMW nova de presente à esposa.

- Sim eu vi, — Edward falou secamente.

- E o que achou?

Edward refletiu alguns segundos antes de responder.

- Apesar de ser um belo carro, a cor é extravagante demais para meu o gosto.

Respondeu fitando o tio que sorriu.

- Combina com a personalidade dela. Como estão as coisas na empresa?

Perguntou Eleazar. Edward interiormente concordou, Tânia e bonita e vazia igual ao automóvel de luxo, mas sentiu-se aliviado e grato por conversar sobre sua empresa, esquivando-se assim das futilidades daquela mulher tola.

- Tudo bem. Eu tenho o telefone do empreiteiro que você me pediu, Eleazar.

- Ótimo, vou gravar aqui no celular para não esquecer. Preciso de uma pessoa de confiança para fazer algumas modificações lá em casa, — respondeu retirando o aparelho do bolso da calça.

Edward procurou o cartão do rapaz em sua camisa, mas não encontrou.

- Droga, deve ter ficado no carro, — respondeu levantando-se e saindo. Os outros começaram a conversar amenidades. Discretamente Tânia seguiu-o e o abordou quando ele estava abrindo a porta do carro.

- Oi tio Ed!

Falou passando a mão deliberadamente pelo braço masculino. Edward livrou-se do toque com um safanão.

- É privilégio apenas da minha sobrinha me chamar assim, — falou com os dentes trincados pela raiva.

Ela jogou-lhe um beijo de longe e inclinou-se para frente, permitindo que ele tivesse uma visão privilegiada do inicio de seus seios através do generoso decote. Edward contou mentalmente até dez. Aquele tipo de atitude causava-lhe nojo.

- O que você quer agora?

Falou irritado.

- Você.

Disse de forma provocante, fitando-o diretamente nos olhos.

- Você não passa de uma puta, uma vadia, uma piranha ordinária, Tânia.

Ela sorriu.

- E o que é melhor do que uma puta como eu na sua cama, meu ruivo?

- Minha mulher, — ele respondeu sem titubear e deu uma cuspida na calçada, deixando-a lívida.

- Bella é um milhão de vezes melhor que você ou qualquer outra.

Ela ficou possessa.

- Ora seu...

Ele não permitiu que ela continuasse.

- Saia do meu caminho e do de Isabella de uma vez por todas, Tânia ou vou ter que mandar alguém te dar uma lição igualzinha a do seu amiguinho Volturi.

Falei alto e claro. Ela arregalou os olhos, desequilibrou e quase caiu para trás.

- O que?!

Sussurrou amedrontada.

- Você me ouviu.

Respondeu pegando o cartão que ficara sobre o painel do volvo, e fechando a porta. Ela encostou-se ao carro para não desabar ali mesmo, trôpega, muda pelo espanto e respirou fortemente tentando recobrar a calma e sua pose, afinal teria de voltar a sala em instantes.

- Edward, você não...

Ele a ignorou completamente e voltou para a casa dos seus pais, mas na pressa de sair de perto daquela criatura insuportável, esqueceu de trancar o carro. Olhando-o se afastar, Tânia pegou um cigarro e o isqueiro, dentro do decote do vestido e o acendeu dando uma longa tragada. A fumaça a envolveu como uma nuvem de vapor e ela sacudiu a cabeça tentando clarear as idéias. Suas mãos tremiam sem parar. Ela engoliu em seco, apertando os punhos com força e jogando o restante do cigarro no chão. Então era o Edward quem estava por trás de tudo que tinha acontecido com o Félix?! Não... Ele não teria coragem... Ou teria?! O medo começou a se dissipar, dando lugar à raiva.

- Quem ele pensa que é?!

Disse falando consigo mesma. Ela não tinha mais Edward em sua cama, nem Emmett e nem tampouco Felix. Seus parceiros eram ocasionais e não muito frequentes. Homem ultimamente era uma mercadoria rara no mercado. Ela estava se sentindo sozinha e rejeitada. E de quem era a culpa?! Da vadia da Isabella que havia roubado o amor de sua vida! Mas ela iria pagar, assim como Edward também pagaria por rejeitá-la, humilhá-la e afastá-la de Félix. Percebendo que a porta do volvo ficara aberta, ela abriu, entrou, sentou no banco do passageiro, ergueu o vestido lentamente e retirou sua calcinha, sorrindo ao ver as iniciais T.D. bordadas na frente com um lacinho preto de seda dando o acabamento. Eleazar mandara fazer algumas de suas lingeries especialmente sob encomenda e aquela era uma das peças. Ela sorriu com escárnio e calmamente, abriu o porta luvas, jogando a peça dentro, torcendo para que Isabella e não Edward a encontrasse. Se ela teria apenas o desprezo de Edward Cullen, ele também não conseguiria ser feliz com a sua escolhida e ela, Tânia, trataria de se certificar de que aquele casamento iria acabar muito em breve.

PDV Edward Cullen.

- Vadia!

- O que foi?

Perguntou Jasper assim que eu retornei a casa. Com um gesto de cabeça, pedi que me seguisse até o escritório. Ele assentiu. Entramos e fechamos a porta. Me dirigi até o carrinho de bebidas e enchi um copo com uma generosa dose de uísque.

- A julgar pelo tamanho da dose, já vi que ela atacou pra valer novamente.

Jasper falou.

- Mulher maldita!

Explodi depois de ter tomado todo o líquido que havia em meu copo.

- Calma Edward.

- Ela foi se oferecer para mim outra vez, a vagabunda!

- Sinceramente, eu não sei como seu tio não percebe, — meu cunhado retrucou.

Encarei-o fixamente.

- É claro que ele percebe, Jasper, mas finge que não vê nada.

Jasper sacudiu a cabeça.

- Nunca vou entender o porquê ele suportar tudo isso.

- Nem eu!

Respondi, enchendo o copo mais uma vez.

- Mas acho que por hora ela vai me deixar em paz.

Jasper me fitou interrogativamente.

- O que você fez?

- Ameaças.

- Félix?

- Exato.

Respondi dando um sorriso de satisfação enorme. Ele coçou o queixo, pensativo.

- Não sei, Edward. Talvez ela queira se vingar de você por isso.

Meu cunhado sempre era muito ponderado e perspicaz.

- Ela que se atreva. A hora de Tânia Denali cair do cavalo está próxima Jasper.

Ele concordou.

- Alec conseguiu tudo?

Jasper sabia o que eu estava fazendo, aliás, ele sempre sabia de tudo. Sempre foi meu amigo, cunhado e confidente.

- Quase tudo. Faltam poucas coisas para fechar o relatório com chave de ouro.

Ele espreguiçou-se sorrindo.

- E depois?

- Mandarei entregar ao meu tio.

- Anônimo, certo?

- Sim, pode ficar sossegado.

- Muito bem. Quero só ver se depois de ler e ver tudo ele ainda vai continuar com ela...

Dei de ombros.

- Problema dele. Estou fazendo a minha parte e assegurando a segurança da minha família.

- Não esqueça que temos de ir a Austin na sexta feira.

Suspirei resignado.

- Não gosto de viajar e deixar Bella sozinha, ainda mais nesse estágio da gravidez.

Ele me fitou com seriedade.

- Você deve ir Edward, é importante.

- Eu sei, droga!

- Pense que serão apenas dois ou três dias.

- Eu vou resolver, — respondi, fechando a garrafa e devolvendo-a ao seu lugar junto às outras bebidas.

Em pouco tempo o jantar foi servido e Kate acordou, descendo para ficar conosco, mas desta vez eu perdi para Bella, porque minha sobrinha não aceitou sair do colo da minha esposa de forma nenhuma. Comemos em paz até que na hora de servir a sobremesa, creme gelado de morango com castanhas e chocolate, Tânia mais uma vez resolveu abrir a boca.

- Sua barriga já está bem grande Isabella.

Por baixo da mesa, apertei a mão de Bella. Ela me deu um sorriso significativo e fitou Tânia de forma altiva.

- Em breve vou fazer sete meses de gestação.

- Nossa! Foi bem rápido.

- E Bella está sendo muito bem cuidada por todos nós, — meu pai falou com um meio sorriso.

- Thomas é aguardado com muita ansiedade, pelo menos por mim, — mamãe brincou fazendo todos rirem.

- Você vai sempre ser uma avó coruja meu amor, — Carlisle respondeu rindo.

Tânia nos fitou cética.

- Cuidado para não mimarem demais a criança. Eu também queria um menino, mas Deus não quis...

- Que bobagem Tânia, Irina é uma criança linda, — minha mãe falou em tom de repreensão.

- Com certeza, mas Eleazar teria preferido um filho homem.

Respondeu com secura, fazendo um gesto de descaso com a mão, mudando de assunto. A deliciosa sobremesa começou a perder o gosto em minha boca. Era impressionante como ela sempre fazia questão de ser desagradável.

- Bom, eu descobri um designer que faz lingeries maravilhosas, exclusivas e sob encomenda. Vocês conhecem?

- Garret alguma coisa, se não estou enganada, disse Alice.

Tânia a fitou toda sorrisos.

- Ele mesmo, Garret Reed. Encomendei várias com as minhas iniciais T.D bordadas. Eleazar adorou cada uma delas, — falou olhando para o marido que ergueu sua taça fazendo um brinde a esposa.

Franzi o cenho desconfiado. Que raio de conversa era aquela agora?! Tânia dando uma de boazinha?! Jasper me deu um cutucão por baixo da mesa na mesma hora em que Kate, com a boquinha toda lambuzada de chocolate, me estendeu os bracinhos, pedindo colo. Sorri e peguei minha sobrinha, aliviado por poder sair dali, mas não sem antes segurar delicadamente o rosto de minha mulher, deslizar a ponta do meu nariz por toda a sua face e selar nossa breve separação com um beijo.

- Edward!

Ralhou D. Esme num tom divertido.

- Não demore amor, estou louco para irmos para casa.

Respondi afastando-me com Kate e Jasper, deixando Bella vermelha até a raiz dos cabelos.

- Filho! Assim até eu vou ficar constrangida, — mamãe retrucou.

Pisquei para ela divertido, pois sabia que todos estavam fazendo aquilo por Bella. Ela era da família. Em seguida foi à vez da Tampinha:

- Meu irmão é completamente apaixonado por você Bella, — disse Alice abraçando a amiga.

Tânia sorriu e falou baixinho...

- Aproveite enquanto pode.

Aquelas palavras me causaram um arrepio gelado e Jasper me olhou com receio. Ele tinha razão, Tânia com certeza estava planejando vingança, mas eu ficaria com os dois pés atrás e de olhos bem abertos.

No final da semana...

PDV Isabella Swan.

Pedi a Laurent que me levasse até a empresa, pois queria fazer uma surpresa para Edward. Ele e Jasper viajariam no início da noite para Austin, a negócios. Algumas vezes eu participava das conversas sobre a empresa, ou dava a minha opinião quando meu marido pedia, mas às vezes eu não entendia muito bem do que eles estavam tratando. Edward estava muito preocupado em me deixar sozinha, mas aproveitei a oportunidade e conversei com ele, avisando que iria para New Moon. Estava com saudades de papai, de Siobhan, da fazenda, do ar puro e dos meus cavalos. No começo ele pareceu não gostar muito de idéia, mas depois aceitou e me incentivou a ir.

Tomei um café da manhã reforçado, pois realmente agora eu estava comendo por dois e subi as escadas depressa para me trocar. Escolhi um vestido preto, tomara que caia, com uma faixa em preto e branco.

FOTO DO VESTIDO, Não porque PORRA não vai! (nota da Tiih) rsrsrsrrsr

Calcei sapatos fechados de salto baixo, pois Edward agora vivia implicando com a altura dos meus sapatos, deixei os cabelos soltos e não vesti nenhuma lingerie por baixo. Nada. Eu iria ao natural. Joguei sobre a roupa um, sobretudo branco, pesado e quente por cima. O tempo começava a esfriar e o serviço de meteorologia do Estado anunciava sem parar avanço de fortes chuvas e frentes frias vinda do Atlântico Norte. Minha mala para ir a New Moon já estava no carro, assim como minha nécessaire, meus remédios, os complementos vitamínicos que Jacob havia me receitado e tudo o mais que eu precisaria usar enquanto estivesse por lá. Eu pretendia ficar cerca de um mês, mas Edward ainda não sabia disso, mas eu tentaria convencê-lo.

Minutos depois Laurent ligou dizendo que estava me aguardando e eu desci, satisfeita. Entrei no carro e pedi que ele fosse até a empresa. Edward teria uma surpresa e tanto.

Trinta minutos depois o meu carro entrava pelos portões do prédio onde ficava a Cullen S. A. e estacionava. Muitas pessoas viraram a cabeça e eu revirei meus olhos. Quando Edward iria entender que tinha me dado de presente um carro chamativo demais?! Morta de vergonha, apertei com força o cinto do casaco e saltei, cumprimentando a todos e me encaminhando até o saguão. Subi em um dos elevadores e apertei o botão do andar do escritório do meu marido. Dois homens me observavam com indisfarçável interesse. Sorri educada e voltei minha atenção para as portas duplas que se abriam para descer ali, mas pude ouvi-los antes que as portas se fechassem novamente.

- Não é Isabella Swan?

- Exato meu amigo, mas agora é Isabella Cullen.

- Porra, Edward Cullen é um homem de sorte!

- Nem me diga!

Sorri com os comentários e continuei caminhando pelo corredor até chegar a ante sala dele, onde Jane se encontrava sentada, falando ao telefone. Ao me ver, ela sorriu e desligou o aparelho.

- Senhora Cullen, que prazer.

- Obrigada Jane. Fico feliz em ver você também.

- E o bebê como vai?

Perguntou atenciosa.

- Muito bem.

- Crescendo e engordando, — respondeu Jasper aparecendo de repente e me dando um beijo estalado na face.

- Bom dia Jasper.

- Bom dia flor do dia, — retrucou sorrindo.

- Nossa como você está galanteador hoje...

Ele fez um gesto teatral levando a mão ao coração, o que fez com que eu e Jane ríssemos.

- E a Alice?

Perguntei com saudades da minha melhor amiga.

- Deixou a Kate na escola e foi ao salão de beleza.

- Coisa de mulher, — eu emendei.

Ele sorriu e concordou.

- Vou avisá-lo de que a senhora chegou, — disse Jane, mas eu a interrompi.

- Não. Eu quero fazer uma surpresa.

Falei animada. Jasper estreitou os olhos, me avaliou e acabou dando-me um sorriso travesso.

- Está muito bonita Bella, — falou com um olhar malicioso.

Não respondi, mas senti o rubor se espalhar em meu rosto. Ele me indicou a porta da sala, embora eu já soubesse o caminho de cor.

- Aproveite e vá em frente, porque o Edward está sozinho agora.

Agradeci e caminhei até a porta pesada, girando a maçaneta e entrando sem bater. Ele estava sentado na cadeira alta de couro, de costas para a porta, fitando as amplas janelas. Dei alguns passos e ele falou ainda sem se virar:

- Estava esperando por você Alec.

Disfarcei um sorriso e dei mais alguns passos a frente, quando ele voltou-se e me viu, surpreso.

- Oi.

- Oi minha linda.

Respondeu com um meio sorriso, seus olhos me percorrendo de cima até embaixo.

- Decepcionado por não ser o Alec?

Provoquei, retirando o casaco e deixando que deslizasse pelo meu corpo até alcançar o chão.

- De forma alguma. Apenas fiquei surpreso.

- Mas gostou da surpresa?

- Demais.

Eu comecei a caminhar até ele, dando a volta na mesa. Edward virou novamente a cadeira e ficou de frente para mim, estreitando os olhos com um brilho malicioso.

- Devo avisar a Jane que não me interrompa?

- Com certeza tigrão.

Ele sorriu maquiavélico e pegou o interfone pedindo que não fosse interrompido de jeito nenhum. Em seguida, ergueu-se como um felino, tirou a gravata, o paletó, os sapatos e o cinto e largou-os em algum lugar por ali, se aproximando de mim e me segurando pela cintura.

- Agora eu sou inteiramente seu, senhora Cullen.

Sorri e levei meus braços ao seu pescoço, puxando-o para um beijo caliente. Nossos corpos se colaram e o fogo abrasador se instalou de imediato, nos consumindo. Por enquanto, o trabalho que esperasse.

Notas finais
Putis que sacanagem desta PuTania em, será que a Bella vai cair nesta armadilha? espero que não.
Beijos meninas Bom carnaval para todos.
Kiki Cullen