Notas iniciais
Olá Garotas,

PDV Edward Cullen.

Eu tinha mentido descaradamente, mas foi necessário. O fim justifica os meios. Tudo bem, nem sempre, mas naquele caso sim. Às vezes até eu mesmo ficava espantado com a minha atuação. Mantive o olhar e a voz firmes quando conversei com ela sobre a noite passada. Bella acreditou. Eu não costumava ser tão dissimulado com ela, mas a situação exigiu. Passei a mão rapidamente sobre meus cabelos, deixando aquela porra ainda mais bagunçada. Eu ainda precisava conversar com ela sobre o Jacob. Bella merecia saber que era ele o voyeur que tinha nos visto na casa do lago. Falaria com ela naquela noite. Descemos e meu sogro e Siobhan estavam na copa, a televisão portátil ligada no jornal local.

- Meu Deus!

Exclamava a governanta, com um semblante apavorado. Meu sogro acompanhava tudo sem dizer nada.

- A que ponto chegamos?!

- A violência aumenta a cada dia. Richimond não é mais a mesma.

Entramos no ambiente juntos.

- Bom dia.

- Bom dia filha, bom dia meu genro.

- Bom dia crianças.

Sorri. Para a velha senhora nós seríamos sempre crianças.

- O que está acontecendo?

Bella perguntou.

- Um rapaz foi assaltado e agredido ontem a noite, na periferia da cidade. Roubaram o que ele tinha de valor e depredaram o carro.

- Que horror!

Disse Bella.

- O que aconteceu a você Edward?

Disse Charlie olhando preocupado para minha mão.

- Fui dar uma olhada no motor do carro e o capô fechou sobre ela.

Respondi dando de ombros. O pai de Bella fez uma careta de dor. Ah se ele soubesse... Voltei minha atenção para a conversa entre Bella e a governanta.

- Pobre rapaz. Ele perdeu três dentes, e está hospitalizado com a perna, o nariz e várias costelas fraturadas.

O nome dele não havia sido revelado. O noticiário prosseguiu com as demais notícias da cidade e as informações sobre o tempo.

- Já sabem quem fez isso?

Perguntei sentando a mesa. Siobhan assentiu. Por uma fração de segundos senti meu coração enregelar.

- Sim. Ele foi socorrido pelos paramédicos e informou que quatro homens encapuzados o atacaram. A Polícia conversou com ele. Estão achando que é uma gangue de rua. Falaram que ele não conseguiu reconhecer ninguém...

Relaxei e comecei a me servir.

- Filha, tente não andar sozinha por aí ok? Uma mulher sozinha é sempre considerada como um alvo fácil.

Meu sogro falou.

- Não se preocupe Charlie. Bella terá sua segurança pessoal redobrada.

Ela me fitou irritada, mas antes que pudesse abrir a boca, eu continuei:

- O que foi amor? Tenho que zelar pela segurança da minha família.

- Seu marido está certo Bells.

Ela fez um muxoxo e levou uma colherada da salada de frutas até a boca. Tentei mudar de assunto.

- Que tal deixarmos as notícias ruins de lado? Nós temos uma excelente razão para comemorar.

Eu disse. Bella sorriu e os dois adultos me fitaram com interesse.

- Bella está grávida.

- Oh!

- Que maravilha!

- Minha menina vai ter um bebê!

- Não vejo a hora do meu neto estar correndo por aí!

- Calma, pai! O bebê não vai nascer e sair andando! E quem sabe se não será uma garotinha?

- Melhor ainda, filha! Uma menininha como você!

Charlie e a antiga empregada não cabiam em si de tanta felicidade. Fomos abraçados e parabenizados.

- Seus pais já sabem Edward?

- Ainda não.

- A menina Alice vai ficar louca com essa notícia, — falou Siobhan.

- Certamente. Assim que souber, a Tampinha vai chegar aqui logo, logo.

Comi bastante, mas Bella não. Observei que as únicas coisas que ela ingeriu foram a salada e um copo de suco de laranja.

- Não vai comer mais nada?

Perguntei quando ela fez menção de levantar da mesa.

- Não. Pelo menos por enquanto.

- Está enjoada filha?

- Muito Pai.

Charlie sorriu.

- Sua mãe enjoou sem parar nos três primeiros meses, quando estava grávida de você.

- Arg... Obrigada pelas notícias promissoras, papai.

Sua resposta fez com que nós ríssemos muito.

- Não se preocupe linda. Uma hora o desconforto passa. Não lembra da Alice?

Bella assentiu. Por diversas vezes vira sua melhor amiga ficar verde e vomitar quando estava esperando Kate. Durante os primeiros meses de gestação, por sugestão de minha sábia mãe, Jasper tinha colocado uma bacia no chão, ao lado da cama em que a baixinha dormia. Assim, se estivesse nauseada ela não precisaria levantar e correr apressada para o banheiro.

- Vamos ligar para os seus pais agora?

Falou me abraçando.

- Sim. Porque você não liga para Alice e para Rose.

Ela sorriu e concordou. Minutos depois já estavam todos cientes do pequeno Cullen que Bella carregava no ventre. Minha mãe chorava, emocionada. Alice gritou e Jasper arrancou o telefone de suas mãos assustado. Rose estava maravilhada com a novidade e Emmett como sempre não perdeu tempo em me atormentar com suas brincadeiras e piadinhas sacanas

- Muito bem mano. Fez tudo o que eu te ensinei e gozou direitinho. A lição de casa foi completa.

- Vai se ferrar!

Bradei disfarçando um sorriso.

- Está se saindo muito bem, Edward.

- Melhor que você, grandão.

Ele gargalhou.

- Uma porra! No dia que eu resolver engravidar a Rose, a gozada vai ser do caralho, viu? Pode apostar que serão no mínimo gêmeos.

Foi aminha vez de gargalhar.

- Com o tempo que vocês têm de casados e a demora para nascer um bebê, estou começando a achar que ou você é estéril ou impotente, Emmett. Já vi que desse mato aí não sai coelho.

- Você já foi meu companheiro de noitadas e já me viu em ação, por isso pode me provocar à vontade.

- Não me comprometa Emmett Cullen!

- Desista Edzinho. Hoje não vai conseguir me tirar do sério, mano... A noite foi uma loucura. Porra... Quando cheguei do escritório, peguei a Rose só de calcinha rosa e...

- Emmett Cullen! Desligue já este telefone!

Bradou uma Rose furiosa. Ele riu baixinho e nós nos despedimos. Quando Rose ficava brava daquela forma era melhor não abusar da sorte. Fui até o quarto onde Bella já se encontrava. Meus pais, Alice, Jasper e minha sobrinha estariam ali em breve para almoçar conosco. Minha esposa estava na frente do espelho, com a blusa branca um pouco erguida e alisava o ventre ainda plano.

- Você está linda.

Falei naturalmente.

- Por enquanto. Daqui a alguns meses estarei horrível. Parecendo um barril de tão gorda.

Mulheres.

- Você às vezes consegue ser tão absurda Bella...

- Mas é verdade. Vou estar tão gorda que você não vai mais me desejar.

Me joguei na cama e tive uma crise de risos enquanto ela me olhava, irada.

- Pare de rir de mim, Edward!

Gritou.

- Pare de dizer asneiras.

- Homens!

Resmungou ofendida. Me levantei e fui até ela, abraçando-a por trás.

- Amor, eu vou te desejar até o último dia da minha vida. Mesmo quando formos dois velhinhos, de cabelos brancos e usando bengalas, eu vou te deitar nessa cama e te comer com prazer.

Ela me olhou divertida, a raiva se dissipando.

- Isso se você conseguir ter uma ereção.

Pressionei meu corpo no dela para que sentisse que o meu amiguinho lá embaixo estava mais que acordado.

- Edward!

A surpresa estava estampada em seu rosto.

- Por acaso você está sem cueca?!

Beijei seus cabelos, permitindo que o cheiro característico de morangos me embriagasse.

- Foi a primeira coisa que vesti antes de descermos, Bella.

Ela corou e me deixou maravilhado.

- Acho que daqui a trinta serei o único senhor de idade a não precisar usar Viagra, linda.

- Hum, tenho minhas dúvidas...

Disse provocando.

- Quando quer amor, você é uma provocadorazinha do caralho, mas acho que posso resolver isso...

Falei levando minhas mãos até os seios e envolvendo-os por cima da roupa que ela vestia. Bella suspirou e recostou em meu corpo. Friccionei os mamilos com os polegares enquanto ela deixava escapar um gemido rouco de sua garganta.

- Adoro a forma como o seu corpo reage a mim, bebê.

Eu disse observando os pêlos arrepiados dos braços delicados. Nossa conexão sexual era incrível.

- Edward, nós não podemos...

Falou roucamente. Retirei as mãos dos seus seios e as levei de volta para sua cintura.

- Eu sei amor. Minha família vai chegar logo. Que droga! Nós devíamos ter esperado um pouco mais antes de ligar para eles.

Falei aborrecido. O celular dela tocou. Fui até a cama e peguei o aparelho: York, dizia o visor.

- Não é aquele amigo do Newton?

Questionei.

- Sim. Ele estuda comigo, — ela respondeu.

Assenti já sabendo o motivo do telefonema. Ela atendeu e eu fiquei ao seu lado.

- Oi Erick, Bom dia.

Enquanto ela conversava fiquei alisando os longos cabelos castanhos.

- Não, você não me acordou.

Lá vem a bomba.

- Sim eu vi o noticiário. Como?

Suspirei. Ela sentou subitamente sobre a cama. Franzi meu cenho como se desconhecesse o assunto em pauta.

- MEU DEUS! Você tem certeza?

Bella perguntava pálida como um fantasma. Eu precisava agir.

- O que foi Bella? O que aconteceu?

Questionei fingindo ansiedade. Ela fez um gesto com a mão pedindo que eu esperasse.

- Estou em casa com o Edward. Me parece que a Polícia já tomou o depoimento dele.

Bella ficou em silêncio. Segundos depois...

- E ele confirmou?

York disse alguma coisa que a fez relaxar.

- Tomara que a polícia encontre logo esses monstros. Hoje não. Amanhã é provável.

Ele deveria estar perguntando se ela iria a Universidade.

- Estou enjoada.

Acariciei seu ventre ao ouvir aquilo. Ela riu com vontade.

- Não Erick, não comi nenhuma porcaria desta vez, pode ficar tranquilo. Eu estou grávida.

Uma expressão de ternura invadiu o rosto dela.

- Obrigada. Eu direi ao Edward sim, aliás, ele está bem aqui comigo. Mande lembranças a Ângela sim? Ok, tchau. Nos vemos em breve.

E desligou. Fitei-a com interesse.

- E então?

Ela me encarou firmemente antes de abrir a boca.

- O homem que foi assaltado e agredido na madrugada de ontem...

- O que tem ele? Vocês conhecem?

- Félix Volturi, Edward.

Arregalei meus olhos demonstrando assombro.

- Tem certeza Bella?

Ela soltou um longo suspiro.

- Sim, Erick acabou de me confirmar. No depoimento ele afirmou que foram quatro homens que o assaltaram.

- Não posso dizer que fico penalizado princesa. Volturi procurou encrenca e teve o que realmente mereceu.

- Não fale assim Edward. Ele extrapolou os limites comigo, mas nem ao meu pior inimigo desejo o que aconteceu a ele.

- Ouça Bella. Você acha que foi a primeira vítima de assédio daquele bastardo?! Claro que não! Existiam vários rumores sobre ele e sua conduta, mas nunca houve nenhuma prova concreta.

Falei com firmeza.

- Já ouvi alguns boatos, mas pensei que tudo não passava de fofocas.

- Agora você sabe que eram verdade.

Eu disse dando o assunto por encerrado. Logo em seguida nós ouvimos os motores de dois carros chegando e nos apressamos para descer.

Notas finais
No Próximo cap.......
- Bella! Seu... Seu professor?!
Dei-lhe um olhar suplicante.
- Não precisa dizer nada Allie.
- Oh meu Deus! Ninguém merece passar por isso... O Edward sabe?!
Questionou segurando minhas mãos entre as suas. Suspirei e caí sentada ao seu lado.
- Porque você acha que eu não dormi a noite? Ele ouviu e saiu daqui como um touro enfurecido. Nunca o vi daquele jeito antes Allie.
Ela assentiu.
-Quando foi isso?
Contei tudo.
- Porque você não me ligou? O Edward estava distante, eu poderia ter vindo até aqui, ficar com você, te apoiar. Já denunciou esse miserável?
- O Edward falou que eu não me preocupasse, pois ele é quem vai resolver toda essa história.
- E foi atrás do nojento a noite passada.
Era uma afirmação e não uma pergunta.
- Ele o deixou vivo?
Olhei para ela assustada e confirmei.
- Lógico que sim! Mas, agora eu não quero mais falar sobre isso querida. Tudo bem?
Até mais....
Kiki