Casamento Sob Suspeita.

40 Capítulo 40 – Encaixando as peças.


Notas iniciais
Olá Garotas.

PDV Isabella Swan.

Siobhan abriu a porta da mansão. Ouvi a voz de Jasper primeiramente.

- Olá? Tem alguém aqui?

Edward rolou os olhos.

- Não! Convidamos todos vocês para almoçar e saímos de casa.

Dei-lhe uma cotovelada. Ele me encarou irritado. Jasper entrou sorrindo com Kate em seu colo e foi seguido pelos demais. Siobhan fechou a porta atrás de si.

- Ti-ti! Dinda, Dinda!

- Oi florzinha! Tio Edward estava roxo de saudades meu amor.

O bebê sorriu como se entendesse.

- Oi amiga, estou tão feliz por vocês!

Alice me abraçou forte, enquanto eu depositava vários beijinhos nas bochechas rosadas de Kate. Em seguida vieram os cumprimentos dos meus sogros.

- Bella, você não poderia ter nos deixado mais feliz!

Disse Esme enquanto Carlisle abraçava Edward.

- Meus parabéns filho!

Papai chegou logo depois, cheiroso, barbeado e tomado banho.

- Que felicidade Carlisle.

- Nem me fale Charlie. Mais uma criança para abençoar nossa família.

- Estou pronta para irmos às compras, Bella. Temos tanta coisa para providenciar filha...

Disse Esme me abraçando com satisfação. Ela estava radiante em saber que seria avó outra vez. Me senti especial por fazer parte da família deles. Olhei para Alice que agora estava pendurada no pescoço do irmão. Kate e Jasper sorriam divertidos com a cena cômica, pois ela era baixinha enquanto Edward tinha 1,85 m de altura.

- O que é isso mãe? O espírito consumista da gnomo a contagiou, vovó?!

Perguntou Edward divertido. Papai e Carlisle seguiram conversando para a sala de TV.

- Gnomo é a...

Edward interferiu.

- Sai anã! Assim você vai me derrubar, Tampinha.

- Estou tão feliz por saber que vou ser tia que vou deixar as suas provocações de lado apenas desta vez Edward!

A propagação do riso inocente de Kate contagiou todos. Ela mexeu a cabeça e os cachinhos se agitaram em volta de seu rostinho meigo. A criança colocou os pequenos braços em torno do pescoço de Edward e remexeu-se inquieta.

- Gomo.

Alice olhou feio para Edward.

- Se a minha filha me chamar de gnomo outra vez, você está frito Edward Thomas!

- Calma Tampinha...

Kate olhou para Edward com os olhinhos brilhando.

- Pilulito. Dá-dá.

- Você que um pirulito, linda?

Ela balançou a cabecinha confirmando.

- Depois do almoço meu amor.

Retrucou Alice ainda olhando feio para Edward. Ela sabia que ele não resistia aos encantos da sobrinha, mas minha melhor amiga estava mais do que certa. Guloseimas e doces para as crianças só mesmo em festas, aniversários e após as refeições.

- Venha Kate, vamos deixar as mulheres aí e nos divertir um pouquinho florzinha.

Disse Edward fazendo com a cabeça um sinal para que Jasper o seguisse até o escritório. Eu e Alice ficamos observando o trio se afastar. Ela então virou-se e me encarou.

- Bella você está horrível.

Disse com um olhar escrutinador.

- Filha! Que modos são esses?!

A baixinha fitou a mãe com ceticismo.

- Mamãe, por favor, não finja que não está vendo! Olhe as olheiras profundas em torno dos olhos dela. O cansaço e o abatimento também não passam despercebidos. Você está com cara de quem chorou e não conseguiu pregar o olho durante toda a noite acertei? O que o meu irmão andou aprontando?

Como sempre Alice era muito perspicaz e além do mais, ela me conhecia muito bem. Meu olhar passeou de uma para a outra enquanto eu dava um sorriso amarelo tentando disfarçar o constrangimento crescente.

- Como vocês vieram rápido eu não tive tempo de tomar um banho. Acho que vou fazer isto agora.

- Claro meu anjo, — respondeu Esme. — Vou aproveitar e ver se Siobhan não quer uma ajudinha para fazer a salada.

Esme adorava cozinhar no seu tempo livre, mas aquilo foi uma deixa para nos deixar sozinhas e mais à vontade.

-Posso acompanhar você cunhada?

Mandei um olhar atravessado para ela. Aquilo lá era pergunta que se fizesse? É mais do que óbvio que eu esperava que ela subisse comigo. Eu realmente precisava desabafar. Cheguei ao quarto com Alice no meu encalço. Ela admirou o meu novo dormitório e aprovou tudo. O que mais a encantou foi o closet. Caminhou até a cama e sentou sobre as cobertas me olhando significativamente. Suspirei e peguei o celular, ligando o aparelho e deixando que ela escutasse a gravação. Em cinco minutos ela estava horrorizada. Incredulidade, assombro, medo, tristeza, asco... Tudo se misturava nas feições delicadas de seu rosto de fada

- Bella! Seu... Seu professor?!

Dei-lhe um olhar suplicante.

- Não precisa dizer nada Allie.

- Oh meu Deus! Ninguém merece passar por isso... O Edward sabe?!

Questionou segurando minhas mãos entre as suas. Suspirei e caí sentada ao seu lado.

- Porque você acha que eu não dormi a noite? Ele ouviu e saiu daqui como um touro enfurecido. Nunca o vi daquele jeito antes Allie.

Ela assentiu.

-Quando foi isso?

Contei tudo.

- Porque você não me ligou? O Edward estava distante, eu poderia ter vindo até aqui, ficar com você, te apoiar. Já denunciou esse miserável?

- O Edward falou que eu não me preocupasse, pois ele é quem vai resolver toda essa história.

- E foi atrás do nojento a noite passada.

Era uma afirmação e não uma pergunta.

- Ele o deixou vivo?

Olhei para ela assustada e confirmei.

- Lógico que sim! Mas, agora eu não quero mais falar sobre isso querida. Tudo bem?

- Claro, amiga. O que passou, passou. Você agora tem que se focar no bebê, em sua saúde e na dele. Edward com certeza deu uma boa lição nesse filho da mãe. Vamos ao banheiro que eu vou preparar um bom e relaxante banho de imersão para você.

Concordei. Aquela era uma ótima forma de relaxar.

PDV Edward Cullen

Assim que Jasper entrou, eu fechei a porta e tranquei-a. Ele me olhou de forma interrogativa.

- Aquela sua ex-namorada ainda trabalha na Faculdade de Belas Artes?

Ele pulou sobressaltado.

- Shh... Fale baixo homem! Quer que a sua irmã me mate?!

Revirei os olhos. Jasper olhava para os lados com receio de que alguém pudesse nos ouvir.

- Você está parecendo uma galinha medrosa.

Retruquei. Ele me fitou irritado.

- Não conhece a sua irmã?!

- Claro, sou cinco anos mais velho, mas confesso que nunca tive medo da Tampinha.

- Porque Ela não é sua esposa!

Bradou baixinho. Ignorei-o.

- Preciso que o Reitor me receba em caráter de urgência.

Meu cunhado estreitou os olhos.

- Algum problema com Bella?

Perguntou atento.

- Sim.

Respondi olhando para Kate, que estava entretida com um conjunto de chá de porcelana inglesa.

- Cuidado linda, isso aí pode quebrar e machucar você.

Falei acariciando uma bochecha rosada.

- Algo sério Edward?

Suspirei e sentei na cadeira de couro, sem desviar os olhos de Kate, para que ela não aprontasse nada.

-Assédio sexual.

Falei com secura, apertando minhas mãos com força. A ira ameaçando me tomar novamente.

-Como é que é?!

Disse Jasper sentando na minha frente.

-O maldito do Félix Volturi. Eu quase matei o desgraçado Jasper.

-Filho da puta! Bella contou a você?

Inspirei e expirei profundamente antes de responder.

-Se que ele percebesse, ela gravou tudo.

Os olhos dele se arregalaram.

-Porra Edward! Que situação!

-Você nem imagina as coisas imorais e humilhantes que ele disse para ela Jasper...

Ele deu um murro sobre o tampo da escrivaninha.

-Canalha! Mas se fosse eu meu amigo, ele não estaria vivo a uma hora dessas.

-Só não o matei porque Bella sabia que eu tinha ido atrás do bastardo e não sei se ela conseguiria viver comigo depois de um ato tão odioso, mas fiz um belo estrago.

Jasper deu um sorriso diabólico.

-Ouvi dizer que ele está todo quebrado.

Sorri de volta.

-As notícias voam. E no depoimento em que deu a polícia afirmou que quatro homens o assaltaram.

Kate ia derrubando uma das xícaras do conjunto no chão, mas seu pai foi mais rápido e segurou o objeto a tempo.

-Não amor. Não pode brincar com isso.

-Chá.

A pequena respondeu.

-Mas este não é o seu aparelho de chá meu amor. O seu está em casa, no seu quarto.

Jasper falou pacientemente.

-Acho melhor encontrarmos algo inquebrável e menos perigoso para dar a ela Edward.

Eu ri enquanto carregava minha sobrinha para longe da louça tentadora. Sentei-me no sofá e coloquei-a no chão entre minhas pernas, dando alguns desenhos e uma caixa enorme de lápis de cor para que ela colorisse. Apontei para um dos desenhos e perguntei:

-Florzinha, o que é isto?

Ela seguiu o meu dedo e depois voltou-se sorrindo.

-Babi.

Jasper gargalhou.

-Se brincar hoje em dia elas aprendem a falar a palavra Barbie antes de dizerem papai e mamãe.

-Muito bem lindinha. É a Barbie você está certa.

Satisfeita ela começou a rabiscar os papéis.

-Edward, não lhe ocorreu nada depois dessa história?

Ele me olhava cauteloso.

-Como assim?

Ele se inclinou em minha direção apoiando os cotovelos nos joelhos e me fitando fixamente.

-Não lembra as palavras de Tânia?

De repente a ficha caiu. Ela tinha sido clara em dizer que não era apenas com ela que eu deveria me preocupar. Agora aquela baboseira toda de que mundo dava muitas voltas começava a fazer sentido. As peças finalmente haviam se encaixado.

-Cobra maldita!

Jasper concordou.

-Ela sabia Edward.

-Aposto meu pescoço que sim, mas eu vou dar um jeito naquela vadia ordinária Jasper ou não me chamo Edward Thomas Cullen.

-Cuidado. Não esqueça que a pesar de tudo ela é a mulher do seu tio. Quando quer a audiência com o Reitor?

Fitei-o com seriedade.

-Segunda feira se possível.

Ele assentiu.

-Farei tudo o que puder.

-A doce Charlotte vai adorar revê-lo.

Ele bufou, mas antes que pudesse dizer alguma coisa, Kate deu um grito eufórico.

-Pilulito! Pilulito!

Seu rosto de repente se iluminou e seus braços voaram no ar.

-Qué!

Ela balbuciou animadamente com sua tentativa de alcançar as guloseimas que eu havia deixado sobre a estante escura. Me aproximei e ela agarrou-se na minha perna, pedindo colo. Ergui-a do chão e ganhei um beijo molhado na minha bochecha.

-Você quer pequena?

-Qué!

-Você está mexendo num vespeiro Edward,- retrucou Jasper.

-E qual é a graça de ser tio e não poder quebrar as regras?! Os pais são feitos para educar Jasper, tios e avós para estragar as crianças.

-Você é quem sabe, — emendou Jasper abrindo os braços num gesto de rendição.

Kate envolveu meu dedo com sua mãozinha me pedindo para pegar o saco de pirulitos. Como eu poderia resistir?

-Esse será o nosso segredo, lindinha.

Peguei o saco, rasguei a embalagem e dei um para que ela chupasse, colocando-a de volta no chão. Assim que seus pezinhos tocaram no chão ela correu para Jasper pedindo que abrisse. Ele desembrulhou o papel e ela levou o doce a boca, fazendo a maios cara de felicidade.

-Seria desumano não dar o doce a ela, Jasper.

-Desumano vai ser o sermão de Alice quando descobrir isto.

Gemeu ele. Guardei o restante no mesmo instante em que bateram na porta.

-Edward? Jasper?

Era minha mãe.

-Estamos aqui.

Respondi adiantando-me em abrir a porta.

-Vamos almoçar?

-Claro.

-Bobó. Pilulito.

Disse Kate mostrando a D. Esme a guloseima.

-Quem lhe deu isso?!

O tom de reprovação era claro em sua voz. Fiz uma careta.

-Ti-Ti.

Falou Kate animada.

-Edward! O que você fez? Céus! Não sabe que ela só pode comer besteiras depois do almoço?! Com certeza agora ela não vai comer mais nada!

Atraída pelo tom de voz alterado da minha mãe a Tampinha apareceu na porta.

-Não se atreva a corromper minha filha com doces, Edward ou você vai me pagar!

Eu e Jasper pulamos como dois coelhos assustados. Sujou geral. Ela entrou furiosa, caminhando apressadamente e pegou a filha nos braços.

-Dê para a mamãe linda.

-Não.

Kate respondeu. A Tampinha olhou feio para mim e para Jasper, que tratou de se defender.

-Amor eu não tive culpa. Você sabe como o seu irmão é...

O olhar dela foi fulminante.

-Kate meu amor, dê para a vovó, sim? Depois que você almoçar vovó dará dois pirulitos em vez de um só.

Ela olhou para mamãe sem entender. A Alice aproveitando a oportunidade, tomou a guloseima e escondeu levando a pequena a chorar.

-Espero que agora esteja satisfeito Edward!

Bradou minha irmã saindo do escritório com Kate nos braços e sendo seguida por D. Esme e Jasper. Suspirei e segui atrás indo para a copa, onde todos já se encontravam reunidos para almoçar.

Notas finais
até sábado garotas......
Beijos
kiki