Casamento Imperfeito

4 Chapter 04: Sensação estranha


Notas iniciais
tudo bom minha gente???? obrigada por todos os comentários e a fic ta ganhando bastante acompanhamentos, to feliz hihi ♥ mais um capítulo e esse não é tão grande, mas eu gosto dele ♥ espero que apreciem, boa leitura ^^

Sarah

Eu não estou bem.

Eu realmente não estou bem.

— Você não... — não consegui terminar. Olhava tão chocada para Klaus que não tinha palavras para descrever como eu me sentia em relação ao que estava acontecendo. E ele nada dizia, apenas me encarava com uma serenidade irritante no rosto. Tudo bem que nossa lua-de-mel foi um fiasco, mas daí chamar uma psicóloga para resolver nosso “aparente” problema? Nunca. Nós nem temos um mês de casados, oras! — Não vai fazer isso! — gritei histérica, apontando o dedo no peito dele. As palavras agora escapavam com total liberdade. — Não ache que eu vá permitir! Não ache que eu vá... não! Você não pode fazer isso! Não pode! — continuei a vociferar, soltando palavrões e andando de um lado para o outro pela sala. Parei quando percebi o que estava fazendo e fiquei remexendo meus braços e mãos com indignação enquanto batia o pé no piso. Bufei, fiz um gesto obsceno para Klaus, e por fim cruzei os braços, ainda batendo o pé.

Este inspirou o ar profundamente e falou:

— Posso dar minha opinião agora? — ergueu a sobrancelha.

NÃO!

— Sim — respondi contragosto, ainda com a vontade de replicar um grande não. Subi no sofá pela parte de trás, escorregando até estar sentada de modo desleixado.

Ele – finalmente – pareceu estar um pouco nervoso. Acho que pelo meu olhar de “se-eu-pudesse-te-jogava-um-cruciatus”. É, talvez.

— Eu sabia desde o começo que você não apoiaria minha ideia — começou e eu já abri a boca para retorquir, mas ele levantou o dedo indicador para cima, num pedido mudo para que eu não falasse e como sou trouxa: fiquei quietinha. — Deixe-me terminar, por favor. — pediu. Bufei. — Como estava dizendo, sabia que não concordaria, então fiz tudo sozinho. Sei que é orgulhosa o suficiente para dizer que não precisa de nenhum profissional para resolver sua vida pessoal, mas lembre-se de que agora não é só você que vive nela. Eu também estou incluído e assim vice-versa. Temos que fazer as coisas juntos.

Semicerrei os olhos.

— Então você acha que precisamos de alguém para resolver algo inexistente? — indaguei cinicamente. — Porque pelo que eu me lembre não estava a par disso há pelo menos oito minutos atrás, e você mesmo disse que eu não concordaria com isso. Então por que fez isso? Nós não temos que entrar num acordo juntos como um casalzinho qualquer? Não temos que agir juntos? Então por que não me consultou? — ele abriu a boca, mas continuei antes que pudesse emitir algum som. — Ah, é claro, eu sou orgulhosa, não quero e nem preciso de ninguém. — comentei irônica. — Pois fique sabendo que se eu ao menos precisasse de alguém, pediria ajuda com meus próprios métodos, não através de você. E se realmente acha que precisa de um profissional, tudo bem, vá em frente, mas não me meta nisso. — terminei, e levantei do sofá, caminhando em direção às escadas.

— Você tá interpretando tudo errado e sabe disso — ouvi quando já estava começando a subir. — Eu só achei melhor pedir ajuda pra um profissional, porque quero ser feliz com a minha mulher. — havia tristeza em sua voz. Virei minha cabeça para olhá-lo, sua expressão me mostrava claramente sua infelicidade.

Me senti um monstro, uma sensação ruim apoderando-se em mim. Eu podia não gostar daquele ser humano, mas aquilo não significava que quisesse que ele fosse infeliz por minha culpa.

— Então procure outra. — disse fria. Eu sempre fui bem contraditória aos meus sentimentos.

SK

Alguns podem me achar louca, mas uma das coisas que mais gosto nessa vida é ficar triste. E eu tenho três motivos pra isso.

Primeiro: começo a ter ideias maravilhosas com finais trágicos e emocionantes;

Segundo: me ajuda pra caralho na hora de escrever – principalmente se eu usar as ideias maléficas que vem de quebra;

Terceiro: entendo mais sobre sentimentos ruins e consigo expressar melhor meus personagens.

Ahhh, convenhamos, tem coisa melhor do que ficar triste? Não.

Meus leitores receberão uma bomba atrás de outra nesses dois capítulos que sim, eu postarei no mesmo dia, hora e minuto. Agora vamos apenas revisar o texto porque tenho que postar isso antes da meia-noite.

Mais algumas coisinhas aqui… ok. Não, não, isso aqui precisa ficar mais detalhado…

Batidas na porta me fazem ficar alarmada.

Respirei profundamente; estava bom demais pra ser verdade. Ah, por que logo agora, Klaus?

Empurrei o notebook para a lado e levantei receosamente em direção a porta. Fechei os olhos quando rodei a chave na fechadura – “Tomara que não seja ele, tomara que não seja ele. Tomara” –, sentindo meu coração bater forte. Agora é a maçaneta. No três!

1…

2…

3…

TOMARA…!

— Ahhhhh, é você — senti tanto alívio que coloquei a mão sobre o peito, inspirando e soltando o ar de uma vez quando vi a empregada ao invés dele.

— Está tudo bem, senhora? — perguntou. — Eu só vim trazer um lanche, já que voc-, quer dizer, a senhora…

— Eu estou bem sim — respondi antes que continuasse, encarando a bandeja cheia de comida em suas mãos com fome. Só agora havia percebido o fato de que não me alimentava desde o almoço. —, obrigada por se preocupar — roubei o objeto de suas mãos.

— Não é mais do que minha obrigação. Com sua licença, senhora — abaixou a cabeça e levantou-a num pedido mudo de que pudesse se retirar.

Estava prestes a fechar a porta, com a sensação de que estava esquecendo algo. Ah, é claro!

— Hey! — coloquei a cabeça do lado de fora da porta, ainda sustentando o peso da bandeja. A empregada que já estava na metade corredor virou-se para mim. — Qual seu nome mesmo? — indaguei, sem um pingo de vergonha por ter esquecido o nome da garota.

— Bonnie, senhora. Bonnie Bennett — disse, e voltou a trilhar seu caminho.

...

— Bonnie, hm… — sorri enquanto comia um pedaço do sanduíche que ela havia trazido e clicava na opção ‘postar’ que aparecia na página da internet. — tenho planos para você... — disse maliciosa, minha mente brilhando em ideias malucas. Soltei uma gargalhada maldosa, porém parei quando engasguei. — Desista, Sarah, essa risada com você não cola — disse enquanto pegava o copo d’água, bebendo. Eu não tinha nenhum plano para Bonnie, aliás.

SK

Era umas onze horas da noite quando resolvi sair do quarto, já banhada. Andei pela casa calmamente, a bandeja anteriormente cheia nas minhas mãos. Depois do que pareceu minha vida, cheguei na cozinha. Liguei a luz e coloquei em cima do balcão de mármore o objeto. Fui em direção a geladeira, abrindo-a e procurando algo que preste para comer.

Virei para trás e vi um volume na mesa. Um volume redondo. Deve ser bolo. Eba.

Peguei um prato, copo e garfo. Botei tudo em cima da pequena mesa que ficava no centro e me sentei, tirando logo a tampa que cobria o bolo de chocolate partido em pedaços. Roubei duas fatias e coloquei suco de morango no meu copo.

Suspirei, fechando os olhos em deleite ao sentir a massa fofa misturado com cobertura desmanchar em minha boca. Seja lá quem fez, devo parabenizar por trazer um pinguinho de alegria à minha vida.

— Pensei que não estivesse mais acordada — abri os olhos assustada ao perceber Klaus no mesmo ambiente que eu. Céus! Ele realmente não cansa de me assustar?

— Pois se enganou. — retorqui indiferente, já recuperada do susto.

— Está bom o bolo? Pedi para Elena fazer. — disse, ocupando a outra cadeira da mesa.

— Hm, está comível — mentira, aquilo ali estava muito bom, mas ele não precisa saber, não é mesmo? —, aliás, quantas empregadas temos nesta casa? — indaguei, pois não me lembrava de nenhuma Elena.

— Você não se lembra? — por que ele sempre faz essa cara de surpreso? Idiota.

— No dia em que viemos para cá todos os nossos empregados foram apresentados, eu lembro disso. — pontuei, tomando um gole de suco. —, mas não lembro de todos… — olhei vagamente para um ponto inexistente atrás dele.

Estou há quinze dias nessa merda e não lembro, uau.

— Pois vou te dizer, mas, por favor, tente se lembrar — pediu e eu fiz um gesto de que tinha entendido. — Damon Salvatore é o nosso motorista; Elena Gilbert e Bonnie Bennett são as cozinheiras; Caroline Forbes e Katherine Pierce cuidam da limpeza e Stefan Salvatore é o jardineiro. Totalizando: temos 6 empregados.

— Entendi — murmurei, remexendo o bolo com o garfo; havia perdido a fome. — Já cancelou a vinda da psicóloga? — perguntei, tentando parecer desinteressada.

— Sim e não, reservei para outro dia. — respondeu calmamente. — Me desculpe por não consultá-la antes.

— Hm — encarei o prato ao invés dele, procurando algo para dizer. Eu também pediria desculpas pelo meu ato se ele não tivesse reservado para outro dia. —, tudo bem — suspirei derrotada, olhando-o, e ele sorriu. Retribuí o sorriso, mesmo que este fosse fraco e forçado.

Ficamos em silêncio, observando um ao outro.

Klaus estava se esforçando para ter uma relação estável, eu sabia disso, entretanto, um não pode fazer por dois e tudo que ele fazia acabava sendo um mero desperdício.

Levantei e joguei fora o restante do bolo. Lavei o que tinha sujado e guardei o bolo na geladeira, tudo isso sob o olhar atento dele.

É claro que eu me senti incomodada, era quase irritante. Aquela relação era irritante.

— Vou dormir. — anunciei, pisando duro em direção a sala, meio chateada com a situação.

— Eu também. — levantou-se, avançando o passo para o mesmo lugar que eu.

Quando fui abrir a porta de meu quarto, senti Klaus me chamar.

— Sim? — voltei-me para ele, que virou-se para mim, se aproximando rápido demais para eu processar.

Seus lábios tocaram minha testa, num beijo casto.

— Boa noite — murmurou, e se afastou, abrindo a porta de seu quarto, se enterrando atrás desta.

Não sei quanto tempo fiquei ali, paradinha. Pousei meus dedos no local que havia sido beijado, meio atônita, sentindo um formigamento típico.

Suspirei, cansada, resolvendo me recolher também. Por agora eu só quero esquecer essa sensação estranha.

Notas finais
hmmmmm sensação estranha, sei ( ͡° ͜ʖ ͡°) mas me digam, o q acharam do capítulo? e ah, ja foram assistir esse vídeo? aqui: https://www.youtube.com/watch?v=3tmd-ClpJxA muito topzera, se nao for pra panfletar nem so fã. E QUERIA ESCLARECER UMA COISA: sabe quando tem esses "..." e também esse "S•K" no meio da narrativa? eles significam, respectivamente, isso: ... = quer dizer que passou um curto tempo desde o ultimo acontecimento, tipo no máximo duas horas. S•K = quer dizer que já passou um tempo mais longo, a partir de três/quatro horas desde o ultimo acontecimento. ENFIM, espero que tenham gostado e o próximo capítulo vai ser mais longo, apesar de não muito... é a vida né, pelo menos não toma muito tempo de vocês shaushauhsua. obrigada pela atenção, até mais ver ♥