Casamento Arranjado - A história que se repete
3 Que porra é essa?
Notas iniciais
Diego Narrando
— Mãe a senhora está linda. – Elogiei minha mãe. – O senhor também pai. – Disse observando os trajes de ambos.
—Obrigada meu filho, você também está Lindo. – Respondeu minha mãe, enquanto meu pai apenas piscou para mim.
Eu estava um pouco ansioso, não sei se a peste está aprontando alguma coisa para mim também, não sei mas se estiver ela que se prepare pois não nasci para amadores, logo que chegamos fomos recepcionados pela tia Rafaela junto do tio Felipe, eles parecem um casal bem felizes como meus pais, como eles puderam ter uma filha tão repugnante como a Roberta. Os cumprimentei e fiquei quieto no meu canto esperando o jantar ser servido para acabar logo com o aquilo, até a Roberta aparecer, ela estava linda, a babaca mais linda que já vi, pelo amor Diego, foco lembre-se da missão, vai conseguir qualquer garota aos seus pés quando quiser, mais lembre-se que Roberta Vargas jamais.
— Boa Noite. – Disse Roberta sorridente, até me ver.
— Boa Noite Roberta. – Responderam meus pais, e eu apenas observava.
— Bom, o jantar está servido, vamos? – Perguntou a tia Rafaela.
— Vamos. – Respondemos todos em uma única voz.
Estava tudo indo bem, como eu planejava queria deixar para o final a melhor parte queria ver a cara de derrotada dessa menina, mostrar para ela quem manda aqui no jogo do drama em que ela mesma começou. Logo chegou a parte da sobremesa, nossos pais papeavam enquanto nós dois nos mantínhamos em um silencio mórbido, eu planejava a minha vingança e ela, eu não sei, ela é a única garota que eu não consigo nem de longe adivinhar os pensamentos dela, mas isso já não me importa.
— Diego, como anda a escola? – Perguntou tia Rafaela, essa era minha deixa.
— Fui suspenso por dois dias tia. – Respondi calmamente, vi Roberta engolir seco.
— Meu Deus, mas o que você aprontou meu filho? – Disse espantada tia Rafa.
— Sua Filha – Dei um sorriso sarcástico – Me beijou na hora que o diretor vinha em nossa direção, e disse que eu havia a agarrado. – Disse olhando nos olhos da tia.
—Roberta, a senhorita fez isso? – Perguntou a tia brava.
—Mãe eu, eu não mãe foi ele. – Disse assustada.
— Você não sabe mentir pra mim Roberta Vargas, você não cansa garota? – Disse alto Rafaela. — Nada de sair por uma semana, de casa pra escola e escola para casa!
É eu consegui, primeira parte bem sucedida, nada como ver aquela pirralha me olhando com ódio, aquilo só me dava mais vontade de querer acabar com aquela droga que a infeliz chama de vida.
—Mais Mãe.. – Foi interrompida imediatamente pela tia Rafa.
—Mais nada está de castigo e pronto. – Disse ríspida e indiferente.
— Sabe Roberta, eu gosto de você de verdade, eu sempre quis que você gostasse de mim e não me usasse como me usou ontem. – Disse botando lenha na fogueira, arrebentando no drama. – Estou de coração partido!
— Seu cretino mentiroso, eu te odeio, e vou te odiar até o ultimo suspiro de vida. – Disse subindo até o quarto.
— Viu ela não me ama, e eu me declarando a ela. – disse forçando as lagrimas e sai da sala de jantar e fiquei encostado na parede para ver se ouvia alguma coisa dos meus pais.
— Ele ama a minha filha, uau. – Disse tio Felipe surpreso. — Estou velho mesmo, caralho, minha filha!
— Diego é um menino muito sentimental, a Roberta deveria ceder mais. – Disse meu pai.
— Bom vou conversar com ela mais tarde, descobri o que ela sente. – Falou a tia Rafaela.
Eles estavam chegando onde eu queria, o que eu estranhava era o silencio da minha mãe que estava me deixando confuso, será que não fui convincente o suficiente.
— HAHA ouvindo a conversa dos nossos pais é. – Me surpreendeu a Roberta.
— Não é que eu bem, vai se ferrar Roberta. – Disse nervoso, nossos pais já se aproximavam era nítido o som dos saltos e dos sapatos deles.
— Eu te amo Ro.. – Disse a menina irritante imitando minha voz.
Não tive outra escolha, eu tinha que fazer aquilo, a beijei com delicadeza, tentando parecer que realmente desejava aquilo, o que me deixou embasbacado foi á reação da Roberta de permitir o beijo. Aquilo estava ficando até bom se não fosse o grito escandaloso das nossas mães.
— Parem vocês dois, eu já não aguento mais, vocês se amam ou não? – Perguntou minha mãe um tanto assustada.
— Mãe eu amo a Roberta e é com ela que quero viver o resto da minha vida. – Disse encabulado e contrariado por ter dito aquilo.
— Hã? Como assim me ama? – Rebateu a insuportável, ela poderia aliviar as vezes.
— Roberta Vargas, Aceita se casar comigo? – Disse me ajoelhando perante a mesma enquanto nossos pais nos olhavam confusos.
— Diego, eu só tenho 17 anos, e não vou me casar contigo seu inútil. – Respondeu de uma forma grosseira.
— Vai sim Filha. – Disse tio Felipe sorrindo meio confuso. – Vocês foram prometidos um ao outro desde que você nasceu Roberta. – Disse um tanto constrangido.
— O que? – Dissemos juntos eu e a Roberta. Isso não é possível eu estava blefando, não isso Nunca.
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