Notas iniciais
Bom, estou tendo visualizações mais ninguém favoritou nem nada, nenhum comentário, será que a fic é tão ruim assim. Estou preste a desanimar! Mas ainda tenho esperança de alguns leitores aparecer então! Capitulo novo *-* Boa Leitura!

Roberta Vargas

Não é possível que meu pai estivesse falando sério, não acredito nisso, aquilo não poderia estar acontecendo, eu queria gritar, espernear, dar um mortal, pular da janela do meu quarto, fazer qualquer coisa que demonstrasse protesto sobre a tal situação, mas a única coisa que consegui fazer foi ficar parada, petrificada seria uma palavra que definiria melhor, o problema maior era que eu estava mais confusa do que o normal com aquela declaração estúpida do Dieguinho afinal será que ele estava falando a verdade ou apenas queria me ferrar? Talvez eu tenha que dar uma chance pra ele.

—Isso é brincadeira, me diz, estão zoando com a nossa cara? – disse Diego

— Qual problema filho? Você acabou de pedir a Roberta em casamento, achamos que era o momento propicio a dizer sobre isso. – disse tranquilamente o tio Fernando.

— Não quero me casar, era brincadeira, Roberta fala alguma coisa! – Implorou Diego.

Eu só conseguia ouvir, realmente aquelas baboseiras ditas antes pelo inútil eram todas falsas, e eu ainda pensava em dar uma chance para aquele animal, como pude ser tão inocente. Nem gritar eu estava conseguindo, nada saia da minha garganta, sair correndo por aquela porta foi a melhor escolha naquele momento, o bairro parecia mais escuro que o normal, mesmo assim não me intimidei pela escuridão, vaguei por horas até chegar a uma praça um pouco movimentada e me sentei em um banquinho e parei pra pensar em como aquela minha pequena rebeldia deu errado. Estava começando a ficar com fome, acho que estava na hora de ir embora, até um carinha vir em minha direção, é estava ferrada iria ser assaltada, merda.

— Oi linda, sozinha por aqui? Meio perigoso sabe! – disse o carinho perfeito *--* O.M.G

— É fazer o que, estou indo, bye! – Falei tentando sair dali.

— Espera, eu te levo até em casa! – Disse sem ao menos se apresentar.

—Mas, eu nem te conheço, não pego carona com estranhos. – tentei me afastar.

— Meu nome é caio, estudo na mesma escola que você! – Respondeu tranquilamente. – Agora vamos, toma seu capacete!

Peguei o mesmo e parei de relutar, o carinha quer dizer o Caio parecia ser alguém conhecido mas não da escola, como não tinha reparado nele antes? Um fato um tanto curioso. Subi na moto e ele acelerou, fui gritando praticamente meu endereço por causa do vento, o que descobrir é que ele morava a 2 quadras de mim, logo que chegamos em frente a minha casa vi meus pais e meus tios na varanda com uma viatura da policia, a cara deles não eram lá daquelas ótimas, talvez eu devesse ter atendido as 143 ligações deles. Desci da moto e tentei me despedir do caio, mas meus pais apareceram correndo e me abraçaram.

— Onde você se meteu minha filha? – perguntou minha mãe chorando, meu deus quanto drama!

— Estava por ai. – Respondi seca.

— Roberta Vargas está de castigo, de casa pra escola e virse e versa por 5 meses! – disse eu pai bravo.

— Felipe não fale assim com a menina, ela está assustada! – minha mãe tentou me defender.

— Rafaela, nossa filha precisa de limites. – Respondeu Papai relutante.

— Ela tem limites, só estava assustada, estamos a obrigando a se casar, como meus pais fizeram comigo, e eu fui infeliz por muito tempo, passei por muitas coisas até te amar, nossa filha tem que escolher o que vai ser melhor pra ela. – Disse Rafaela chorando.

— Eu pensei que esse nosso passado tinha sido enterrado, mas parece que você só vive pra isso! — Meu pai respondeu nervoso!

— Chega, vão ficar discutindo na minha frente, que droga! – Disse num tom de reprovação, e entrei em casa fui direto pro meu quarto.

Eu só queria que aquilo fosse mentira, Meu deus logo aquele estúpido, eu quero escolher quem amar, não quero ser obrigada a aprender a amar.

— Roberta, precisamos conversar. – Disse Diego assim que abri a porta.

—Ai que susto seu estúpido, vaza do meu quarto! – Respondi grosseiramente.

— Roberta, para de ser mimada, precisamos fazer alguma coisa, eles estão loucos! – Afirmou Diego. Realmente tinha que concordar com a ameba.

— Tudo bem, o que pretende fazer? – tentei ser amigável.

—Não sei, a dona das ideias malucas e você não eu! – Respondeu grosseiramente, é um jumento mesmo esse Dieguinho.

—Ah sai daqui sai. – disse irritada.

—Ok, desculpa, precisamos pensar juntos, só assim vamos nos livrar dessa situação. — Disse transparecendo a sua preocupação.

Acabamos sentados ao pé da cama pensando por horas, há uns 30 minutos ainda se ouviam uma pequena discussão sobre nosso futuro lá em baixo, agora um murmúrio e outro e nada mais. Por mais que eu quisesse ter uma solução em mente era impossível pensar em algo, só vinha a minha cabeça que minha vida era uma merda de projeto, tudo meramente calculado pelos meus pais, isso não era justo comigo mesma.

— Diego filho, Vamos embora. – Gritou tia Aline da escada.

—Droga! Não tive ideia nenhuma Diego! – Disse aflita.

—Já sei, vem comigo. – Puxou minha mão me arrastando escada abaixo.

— O que esta fazendo? – sussurrei

— Apenas concorde com tudo que eu disser ok? – disse tranquilamente.

Apenas acenei que sim com a cabeça, tomara que aquele cérebro de ameba saiba o que está fazendo porque se não vou matar ele.

— Família, eu e a Roberta conversamos muito e chegamos a conclusão que vocês estão corretos, vamos nos casar, mais com uma condição!- Falou Diego tranquilo da decisão, qual é desse amebaloide está querendo me ferrar mesmo.

— Como assim isso é serio? – Disse minha mãe Rafaela.

— Unhrum. – Eu apenas concordei!

—E qual seria a condição? – perguntou tio Fernando!

— Roberta faz 18 anos daqui a 3 meses, queremos nos “casar” durante esse período, se nosso “casamento” não der certo vocês desistem dessa historia de prometidos. – Disse sorridente, agora sim estava entendendo o mongol do Diego, esperto! – pegar ou largar!

— Boa proposta. – Falou meu pai pensativo. – Mas como vamos vigiar vocês pra saber se realmente estão tentando?

— Papai é simples, moraremos aqui mesmo durante os 3 meses. – Respondi entrando no jogo.

Nossos pais se entreolharam como se duvidassem da nossa proposta, acho que cedemos muito rápido, só acho, será que eles vão acreditar? Foram todos para a sala de reunião deixando eu e Diego criando rugas de curiosidade no sofá da sala, quando saíram de lá as faces não eram lá muito boas, seja o que Deus quiser.

— Roberta eu e sua mãe conversamos muito e chegamos a uma conclusão! – disse tia Aline.

—Filho eu e seu tio também conversamos muito sobre e também chegamos a uma conclusão. – Disse serio tio Fernando.

— Digam logo. – Falamos juntos eu e Diego.

— Talvez vocês ... – Disse minha mãe.

Notas finais
Bom o que será que vai acontecer? comenteeem please hahah Bjuuus de luz *---* Capitulo também revisado e melhorado!!!!!