Casamento Arranjado - A história que se repete
5 Muita calma nessa hora
Notas iniciais
Enquanto isso, no escritório de Felipe, os casais que já passaram por tanta coisa, compartilhavam agora talvez um dos momentos mais malucos e constrangedores que já viveram.
— Eles estão nos enganando. – Disse Aline.
— Como sabe? – Perguntou Rafaela.
— Não sou idiota, já tivemos a idade deles e sabemos o que pessoas com casamento arranjado são capazes de fazer para se safarem, estão tentando contornar a situação. – Disse Aline pensativa.
— Verdade, mas vocês acham que isso pode dar certo? – Fernando que estava calado até então se manifestou. – Vocês sabem o que o rompimento daquele contrato fará conosco, será um prejuízo de trilhões!
— Sabemos, desde o inicio fui contra, mas vocês não me ouviram. – Disse Rafaela. – Mas Aline tem razão, eles estão tentando nos enganar!
— Faremos assim. – Felipe disse e todos concordaram. – Decidido então, vamos dar a boa nova!
Os 4 se dirigiram para sala onde se encontrava Roberta e Diego, se entreolharam e pressionada com o olhar do filho, Aline resolve dar partido no acordo.
— Talvez morar aqui não será uma boa ideia. – Aline respirou fundo e continuou. – Vocês vão morar em um apê perto da gente, queremos 6 meses e a comprovação de que realmente tentaram, os negócios das famílias está nas mãos de vocês!
— Perfeito. – Disse Diego me incentivando a Roberta dizer algo também!
— Eu, quer dizer, sla, pra mim assim está bem. – Comentou Roberta um tanto confusa!
De repente todos olhares se voltaram para Rafaela que chorava nos braços de Felipe.
— Porque ta chorando mãe? – Perguntou Roberta!
— Você vai se casar meu amor, tão nova, me desculpa por isso!- Rafaela dizia emocionada acariciando o rosto da filha.
— Filha, é para o seu bem e do Diego, pode parecer um ato egoísta, mas necessário! – Felipe também se aproximou abraçando as mulheres de sua vida.
— Bem, então ficamos assim, vou resolver toda a parte burocrática e ainda nessa semana os dois se mudam! – Fernando disse contente.
Os seis presentes se despediram e um clima estranho se instalou entre os casais, todos diziam estar bem e confortável com a situação, quando na verdade, tudo aquilo os submetia aos dramas do passado que tentava a qualquer custo apaga-lo, mas um acordo trilhonário trás tudo de volta a tona, mesmo anos depois, passando todo aquele sofrimento e impotência aos seus herdeiros, hoje eles se amam, mas só Deus sabe o que passaram para viverem felizes, será que a história ira se repetir? Ou um raio não costuma cair três vezes no mesmo lugar?
Diego Narrando
Que droga, eu nunca imaginei que isso pudesse acontecer, eu só tenho 18 anos e agora descobri que vou me casar em breve, com uma guria mimada, chata e insuportável, tem destino pior? Não me venha com a história das crianças da áfrica ‘-‘ Eu sei, Eu sei..
— Filho quer conversar? – Meu pai me surpreendeu ao entrar em meu quarto e me tirar desses pensamentos.
— Eu não a amo pai. – Eu disse. – É uma droga, minha vida começou agora, não é justo!
— Filho, quando conheci a sua mãe, tudo foi muito difícil, ela era a mulher mais linda que já tinha visto, mas o seu gênio, oh mulher difícil. – Meu pai riu de seu próprio comentário. – Foi muito complicado conseguir quebrar o gelo, mas a gente conseguiu, porque tentamos, éramos jovens, mas hoje vemos que valeu a pena, eu a amo tanto que daria minha vida por ela sem pensar duas vezes, ela é tudo que eu sempre precisei, se mesmo com todos os problemas tivemos um “final feliz”, por que você não vai conseguir?
— Meu amor, que lindo. – Meus pais se beijaram na minha frente, pqp. — Obrigada por não desistir de mim!
— Mãe e pai, já chega, estou aqui poxa! – Falei brincando, mas feliz por ver o amor dos dois. – Eu espero que você tenha razão pai!
— Ele tem meu filho. – Minha mãe disse me dando um beijo na testa e se retirando junto com meu pai.
1 SEMANA DEPOIS...
Parecia brincadeira, mais cá estou eu no meu mais novo lar esperando a minha “esposa” de mentirinha chegar, já que desde o fatídico dia eu não a vi mais, nem mesmo na escola, talvez ela esteja tentando me evitar, que assumo, eu o faria se ela não fizesse, precisava de espaço
— Oi. – Vi a Roberta entrando e logo subindo as escadas mas a gritei.
— Ou, precisamos conversar sobre regras, como isso vai funcionar, o que vamos fazer, essas coisas. – Sorri tentando ser amistoso.
— Claro, minhas regras, nada de puta aqui, nada de festinha aqui, vamos brigar toda vez que possível em público, no demais tudo fica como está. – Roberta disse bem seca, o que não estranhei.
— Concordo, as minhas são parecidas, nada de macho aqui, nem festinhas, está livre pra ficar com quem tu quiser e eu também, vamos brigar em público e curtir a vida nesses próximos 6 meses!- Falei minhas condições e ela pareceu bem tranquila.
— Resolvido? Estou no meu quarto, não quero ser incomodada, nem se for o papa! – Roberta sumiu e eu nem fiz questão de procurar, pelo visto, acho que nossos pais erraram na aposta!
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