Notas iniciais
Queridos, amados.
Me desculpem pela demora de postar outro capítulo. É que recentimente tive alguns problemas com o pc, e tive que comprar uma tela e um teclado novo. E escrever sem tela e sem teclado é quase impossível.
Mas, bem aqui está um novo capítulo. E tenho uma surpresa, mas só irei dizer nas notas finais.

Capítulo 9

A resposta era tão óbvia que eu estava me chutando mentalmente por não ter descoberto antes. No dia em que Colin se revelou para mim como um demônio do mal, Kris havia me dito que vampiro obedeciam os demônios. Então, obviamente, os lobisomens deveriam obedecer os anjos. Lilian com os genes do avô vampiro e Dante com os da avó loba.

“Do que você está falando, Emi?”, Lucio me perguntou, meio preocupado.

“Lilian e Dante”, eu olhei para Lucio. “Vampira e Lobisomem. Eles tem os genes de Sam e Guto, Lucio.”

Ele levou minha descoberta em consideração, até que deu de ombros e saiu andando. Desgraçado. Fiquei uns dois segundos parada, olhando para o nada, até que corri na direção de Lucio.

“É só isso que você tem para me dizer?”, eu disse quando consegui alcançá-lo e já estava andando novamente ao seu lado.

“O que você quer que eu diga?”, ele perguntou, pouco ligando.

Ás vezes eu achava que ele fazia aquilo apenas para me irritar, mas não podia ser, não é? Lucio não faria aquilo comigo, não é?

É claro que faria.

“Não sei”, eu disse observando sua expressão vazia. “Parabéns, Emi? Você finalmente descobriu?”, eu imitei a sua voz zangada e o vi sorrindo. “Algo do gênero, entendeu?”, também sorri.

Lucio parou de andar e me encarou de cima a baixo , sorrindo, mas nos seus olhos não havia uma sombra sequer de humor. Estavam mais sérios do que nunca. Ele parecia ler a minha alma através de um olhar. O olhar mais profundo que eu já recebi na vida. E o único que havia me feito tremer internamente e ter pensamentos inapropriados para o momento.

Por exemplo, como seria Lucio sem aquela postura de guardião? Legal ou a mesma porcaria que era agora? E aquele beijo? Porque havia me afetado tanto de chegar ao ponto de eu não conseguir esquecê-lo? E toda vez que olhava para Lucio, queria outro. E outro ponto: imaginava como seria o corpo de Lucio sem aquela roupa de guardião. Na verdade, não me contentaria com ver, tinha que sentir. Descer cada linha de seu abdômen com a minha unha negra. Senti sua pele quente pelo meu corpo, sem barreira nenhuma. Sem família, sem mundo sobrenatural ou, até mesmo, sem roupas.

“Emi, volte para o mundo. Terra para Emi.”, Lucio estava estalando os dedos na frente do meu rosto.

Eu pisquei forte e voltei ao normal. E no segundo seguinte, corei. Oh meu Deus! Eu estava imaginando meu guardião nu! NU! Totalmente sem roupas. E eu junto com ele.

É, com certeza estava delirando.

“Você está pensando em que, Emily?”, Lucio perguntou com um sorriso maroto nos lábios.

“Parece que você já sabe.”, eu disse desviando meu olhar para o bosque em volta da gente.

Me perguntava constantemente se ele tinha algum poder de ler minha mente. Me lembrei de quando Gabriel havia me contado sobre um tipo de comunicação mental entre os dois. Será que ele podia ler a minha mente também? Eu só saberia se perguntasse.

“Como assim?”, Lucio perguntou estreitando os olhos.

“Você não me engana, Lucio Del Fin Dênior”, estreitei os meus olhos para ele enquanto Lucio arregalava os seus, por eu ter usado seu nome todo.

“Eu realmente não sei do que você está falando, Emily Twist Demon. Você poderia me explicar?”, ele se aproximou de mim, deixando nossos rostos quase grudados.

Coloquei minhas mãos em seu peito quente através de sua blusa de ginástica para que houvesse um certo espaço entre nós dois, mas aquilo só serviu para deixar as minhas fantasias mais vívidas. Aquele sorriso malicioso surgiu no rosto de Lucio. E o pior era que eu estava gostando daquilo.

Eu nunca havia me imaginado com outro homem. Nunca mesmo. E agora vinha esse cara saído não sei dá onde e faz isso comigo. Quem ele pensava que era? Oh, sim! Meu guardião.

“Se decida se vai ficar com tesão ou raiva”, ele disse depois de um longo tempo de silêncio constrangedor. “Mas, para mim, você fica sexy de qualquer jeito”

“É disso que estou falando.”, eu afirmei, corando. De maliciosa, a expressão de Lucio foi para confusa. “Você lê a minha mente, não é? Assim como a de Gabriel?”, eu soltei sem parar. “Isso é algum poder de demônio ou tem haver com você ser meu guardião?”

Em vez de responder as minhas perguntas como qualquer bom guardião faria, Lucio riu. Cruzei meus braços e fechei minha cara esperando a crise de risos de Lucio passar. Finalmente ele pareceu se tocar e parou de rir.

“então, você vai me explicar ou tem mais para rir?”, eu perguntei. Lucio esticou sua mão e acariciou o meu rosto de leve, deixando um rastro de fogo onde ele tocou. Depois veio o velho sorriso debochado.

“Querida pupila, ás vezes você é surpreendentemente esperta”, ele deu uma rápida risada. “Parabéns, Emi. Você finalmente descobriu.”

“Haha”, eu ri sem humor. “Muito engraçado. Então eu acertei?”

“Não e sim.”, ele ficou com uma expressão de professor. “Eu não leio a sua mente, muito diferente. Eu sinto as suas emoções. Quando está triste, feliz, com raiva e excitada.”, ele deu um sorriso malicioso e piscou com um olho. “Isso é coisa de guardião. Um tipo de ligação entre nós dois. Mas você acertou quando citou o poder de demônio”

“Como assim?”, eu comecei a ficar mais interessada.

“Bem, a maioria dos demônios tem uns poderes a mais que beleza, carisma e sensualidade.”

“E você tem algum desses requisitos?”, eu o desafiei.

“Quer ver?”, ele se aproximou de mim, estufando o peito. E, tão rápido que eu quase não vi, Lucio passou o braço em minha cintura trazendo meu corpo em direção ao dele e , automaticamente, deixando nossas bocas quase unidas.

Minhas fantasias estavam virando realidade. Ele iria me beijar de novo. Eu iria sentir aqueles lábios quentes e macios se mexendo contra os meus e talvez tivéssemos clima até em casa e...

O que estava acontecendo comigo? Era só esse cara chegar remotamente perto que vinham fantasias e um estranho desejo de tê-lo em minha cama, nem que fosse por uma noite. Geralmente isso acontecia (esse desejo ou essa fantasia) com homem, não é? Oh, Deus! Esqueci totalmente que ele sentia minhas emoções. Mas uma missão para mim. Além de ter que aguentar uma prima hippie, meia anjo e ter que fugir das investidas de Lucio, teria que controlar as minhas emoções.

Se eu conseguisse sair dessas, seria madrinha de casamento de Barbie. Quando vi Lucio aproximando seu rosto do meu, coloquei minha mão em seu peito novamente e me afastei o máximo possível ( o que não foi muito)

“Hey, calma, Emi.”, Lucio disse. “Eu só iria te mostrar o meu poder. No bom sentido.”

“Você realmente tem um poder?”, eu perguntei sem esquecer o quão próximos estávamos.

“Claro, mas preciso estar tocando essa pessoa para que funcione.”, ele frouxou e apertou seu braço em minha cintura para dar ênfase.

E eu com a idiota ideia que ele iria me beijar. É claro que não, Emi. Ele é seu guardião. Você não podem ter um relacionamento. Então, porque eu me sentia decepcionada?

“Pensei que você quisesse entender mais sobre o meu poder.”, Lucio pareceu magoado e seu aperto frouxou.

“É claro que eu quero saber. Até parece que você não conhece a pupila que tem”, eu forcei um sorriso enquanto me chutava mentalmente por não controlar minha emoção. “Vamos lá. Me mostre do que você é capaz. No bom sentido.”, eu incentivei.

Ainda bem que funcionou. O aperto voltou a ser firme e o sorriso brincalhão de Lucio voltou. Então ele começou a me explicar sobre o seu poder. Só esperava que fosse interessante e que não envolvesse a polícia.

“Bem, meu poder é basicamente controlar a sua mente, mas não nesse sentido. É mais hipnotismo.”, ele explicou e a cada palavras meus olhos brilhavam mais de curiosidade. “agora, olhe em meus olhos e não desviei.”, ele orientou. “Eu não sei ao certo se irá funcionar com você, mas vamos tentar.”

“Por que você acha que não irá funcionar?”, perguntei. Tanto meu sorriso quanto a minha alegria diminuíram.

“Você é meio sobrenatural, Emi. Meu poder só funciona com humanos.”, ele explicou como um pai paciente explica a sua filha pequena. “Talvez ele até funcione, mas por alguns momentos.”

Eu queria que funcionasse, mas ao mesmo tempo tinha medo do que ele pediria para eu fazer. Imitar uma galinha, passear de cipó igual ao Tarzan, outras coisas a mais. Eram tantas as possibilidades. Parei para pensar em quantas vezes havia pensado em nós dois em uma cama, nesse pouco tempo que estávamos conversando com os corpos juntos.

Fosse o que tivesse que ser. Respirei fundo e criei coragem.

“Manda ver.”

Notas finais
Bem, e aqui terminamos mais um capítulo de Casa de Fogo. Não esqueçam de comentar. Ah, sim, a surpresa.
Bem, uma amiga minha fez um blog para mim e para as minhas histórias. É bem simples ainda, mas conforme o tempo vai passando, nós damos um jeito nisso.
Bloog: http://estantedasfics7.blogspot.com.br/
Vejam e comentem!