Cartas para Regina
2 Minha doce senhora

Minha doce senhora,
Quando acordei esta manhã, ainda sentia em minha pele o resultado de seus desejos. Cada mudança na cor de minha pele, apenas exibia ao mundo e aos meus olhos, a certeza da força de sua vontade pelo meu corpo.
Sinto-me honrado ao poder sanar seus anseios e suas curiosidades femininas. Posso ficar prostrado diante de você, apenas para receber seus olhares e seus sorrisos. Vejo toda a gula com que você me olha e consigo até sentir o cheiro da necessidade que sente e que somente pode acabar quando nossos corpos ficam entrelaçados.
Ajoelhado e submisso aos seus ímpetos, apenas aguardo os próximos toques e ordens. Isso é um presente fascinante e excitante ao mesmo tempo.
Olho-me no espelho e não me sinto envergonhado ou humilhado pelas marcas de seus ataques famintos contra minha pele. Meu corpo inteiro, cada pedacinho dele, cada centímetro dele, cada espaço dele pertence às suas mãos e seus lábios. Jamais me furtarei aos seus ímpetos, porque sei o quanto exerço fascínio aos seus sentidos.
*Você é minha perdição, mulher! Eu me coloco totalmente submisso aos seus desejos e quero ser dominado por sua força erótica.
Sou seu vassalo do amor e no amor.
Eu quero ser amado por você, com a fúria dos bárbaros, com o calor do deserto e com a força das tempestades.
Não quero que pense como alguém civilizado e apenas use os seus instintos mais primitivos.
Arrebate-me como um terremoto, como a surpresa da morte e como se fosse uma loba faminta e perigosa.
Do sempre seu, Vasco.
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