Cartas de Hans

4 Carta III: de Hans para seus irmãos


Notas iniciais
O Hans aprendendo

"Para as únicas pessoas que eu queriam que desaparecessem da terra, e Lars. Donos do meu desprezo, que zombam, e dizem que nunca fariam o mesmo.

Pois sei que seram ainda piores.

Eu decido está carta, aos meus 12 irmãos."

Acho que nunca senti tanto desdém, desconsideração, desapreço, descaso, desatenção, depreciação, detração, desrespeito, desacato, desfavor, desamor, desculto. E outras palavras com 'd' que expressem o meu desprezo por quase todos vocês. Exceto, é claro, o único de dose irmãos que realmente vale alguma coisa, o Lars.

Não me entendam mal, eu odeio todos vocês em conjunto. Talvez seja um complexo paterno, pois, nenhum de nós cresceu numa família bem estruturada que desse uma devida atenção a todos, mas tudo o que recebemos foi a frieza e descontentamento do nosso pai que pensa, aparentemente, que só tem três herdeiros. E para os três deixou tudo. Algumas vezes cheguei a pensar de como teria gostado como fossemos unidos.— Influência de duas irmãs que não citarem nomes.— Que fossemos uma família que se ajudasse.

Ganharíamos presentes no natal, jantariamos juntos enquanto ririamos de alguma piada que eu falei, brincariamos na neve, faríamos uma fogueira, ou pescariamos na costa e todos dariam orgulho ao nosso pai. Mas, não é bem assim, tudo é apenas um jogo político, e trabalhar em conjunto nunca foi o nosso forte, principalmente quando somente Caleb faz tudo.

Caleb, a estrela do nosso pai, o orgulho da família, o movedor do mundo, o bom filho, o exemplo. — O primogênito da nossa família. — O homem que ficou com tudo e toda personalidade do nosso pai, como um mala ele se tornou. Eu sinto pena da sua esposa sabia? Ela é tão inútil para você como eu, chegamos a competir uma vez com o papel de parede. Eu te odeio, e por um longo tempo eu senti inveja da atenção que papai lhe dava. Como queria que fosse o único filho da papai.

Runo e Rudi, como eu detesto vocês. — Copos cortam e quebram sabia? Não é legal quando atingem a cabeça de alguém. Principalmente fingir que uma criança é invisível durante 3 anos, não é legal. Fantasiei várias vezes cenários onde vocês dois eram confundido com peixe e levados nos barcos ou caem do terceiro andar. São como peças, os mais velhos zombam do mais novo, e eu como mais novo de todos eu ganhei o prêmio de ser o mais afetado.

Foi fundo, afetou todo o meu psicológico.

A família está fadada ao desastre, rezo para que nunca se casem, terei pena de seus filhos.

E Lars, o terceiro mais velho. Você é bem inteligente, deveria ser o braço direito do nosso pai. Fico impressionado o quanto de conhecimento tem, catalogou mapas sozinhos, reorganizou a biblioteca e sempre fora legal comigo, talvez a consciência pesasse ou fosse de fato bom, porque sabe como é ruim sofrer na mãos deles. — É, eu sinto todos os dias. — Mas eu tenho que te agradecer, apesar de ter dado tudo errado, o tiro saiu pela culatra e agora eu moro numa casa pequena. — De certa forma, é algo que eu queria, ficar longe do castelo. Você só queria ajudar, e conseguir um sonho.

Quando mais penso sobre todos vocês, mais eu consigo entender que, de certa forma, todos são culpados e inocentes. Me deixa um gosto amargo na boca em pensar que vocês poderiam ser diferentes, foram as piores coisas da minha vida durante 23 anos. — Sabiam, todos os dias o que faziam. Porém, sinto uma felicidade momentânea, como uma pequena faísca piscar no meu peito. Estou longe de vocês, não tenho que falar com o nosso pai, nunca mais precisei sorrir forçadamente ou ser falso com vocês diariamente, eu só trabalho.

Está longe de tudo é libertador, gostaria que todos sentissem a mesma coisa.

Com indiferença,

Hans.

Notas finais
É noix