Cartas Perdidas

15 Capítulo 15


Notas iniciais
pessoal eu peço mil desculpas por estar demorando tanto a postar... na verdade estouestava com um bloqueio criativo, mas acho que ja foi embora, pq me empolguei e cfiz esse capitulo todo hj... espero que gostem... eu adorei as cenas finais...

Harry não sabia se lia a carta que estava sobre a cama ou não. O homem andava de um lado para o outro, respirando fundo e agitando suas mãos nos cabelos escuros e pensava se deveria abrir a carta que sua mãe escrevera para ele.

– Eu tenho que saber suas ultimas palavras.

O grito que Lilian deu quando recebera o Avada Kedavra, há 39 anos, que o perturbava e o despertava em pesadelos durante toda sua infância e adolescência, estava fraco, mas ainda sim, permanecia em sua mente como se fosse ontem que Harry tivesse escutado.

– Preciso acabar com essa curiosidade. – suas mãos estavam tremendo quando pegou o envelope amarelado.

Querido Harry

Sei que quando ler essa carta, eu não estarei mais presente. Saiba que seu pai e eu sempre estaremos ao seu lado, mesmo você não podendo nos ver. Acredito que estará vivendo na casa da minha irmã, Petúnia. Ela pode ser meio chata e rígida as vezes, mas ela te ama, meu filho. Por que você é uma parte de mim.

Conheci Luisa. Ela disse que sua mãe fora criada com Thiago e de certa forma vocês são primos. No inicio não acreditei mas ela parece ser uma garota boa e sincera. Ela veio do futuro e me disse as coisas que acontecerão com você. Quero que saiba Harry, que seu pai e eu nunca nos arrependeríamos de dar nossas vidas para salvar a sua. Não se sinta culpado nunca por isso, meu filho.

Eu não me sentirei culpada por não poder vivenciar nada mais do que seus primeiros passos e suas primeiras palavras. Mas saiba que estarei pronta para fazer o que for preciso para te manter a salvo. Peço apenas que viva sua vida ao máximo, seja um bom garoto e cuide de Luisa. Ela parece ser uma garota muito frágil e precisa de alguém que a proteja.

Com todo o meu amor

Sua mãe

Harry chorava muito enquanto lia cada uma daquelas palavras. O homem se sentiu uma criança desamparada quando terminou de ler. Ele sabia que sua mãe o amava a ponto de dar a vida por ele, mas nunca soube que ela sabia que teria se se sacrificar para salvá-lo.

Assim que se acalmou, Harry se vestiu e foi dar uma volta pela cidade. Não conseguiria encarar Gina depois de ler aquela carta. Ao menos não naquele momento, em que ele se sentia tão frágil. Gina era uma mulher forte e ele nunca gostou de se mostrar impotente na frente dela. Por ela ter 7 irmãos homens dentro de casa, ela adquiriu a força e a coragem dos Weasley, e o medo de se mostrar fraco o incomodava desde os tempos de Hogwarts.

Andando perto de um lago, Harry viu a lua refletida. O céu estava limpo, com algumas estrelas e a lua nova sorrindo para ele. O moreno se sentou e se encostou em uma arvore e ficou pensando sobre a vida que teria se seus pais estivessem vivos. Se Voldemort tivesse escolhido os Longbotton ao invés dos Potter. O garoto que sobreviveu teria sido Neville e ele teria tido uma vida normal.

– Oi Harry.

– Luisa? O que faz aqui? – Ele se espantou com a garota. Que deveria estar descansando por causa dos sintomas da Toxic Amet.

– Senti que precisava sair. Sempre gostei de vir pra perto desse lago. Na verdade eu ando em volta dele e me sento ali naquelas arvores. – A garota apontou para um canto, onde haviam algumas arvores bem próximas, formando uma pequena floresta ao redor do lago.

– Se quiser podemos ir pra la. – Harry disse, se levantando.

– Está bem.

Um silencio constrangedor permaneceu entre ambos, até chegarem perto das arvores. Luisa esfregava os braços, com frio.

– Devia ter pegado um casaco. Está mais frio do que no meu mundo.

– Pegue o meu. – Harry a cobriu com o blazer dele, e Luisa se sentiu ruborizada.

– Luisa, você já viajou alguma vez ao passado, em que tenha visto meus pais?

– Bem, eu já conversei com sua mãe. Ela estava com você no colo.

– E ela pediu para que me entregasse uma carta, certo?

– Sim.

– Bem, hoje Gina me entregou a carta. – Luisa se sentiu incomodada- ela disse que vocês se conheceram.

– Harry, não posso dizer que a Luisa desse mundo conversou com sua mãe o mesmo que eu conversei, mas o que Lilian me disse foi que eu deveria cuidar de você. Quando ela morrer. – Luisa começou a tossir e se encostou em uma arvore.

– Luisa, não deveria estar aqui fora. Vamos voltar.

– Estou bem. Eu só preciso... descan....- Luisa caiu nos braços de Harry e ele sentiu que ela estava quente. – Minha varinha. – Ela pegou a varinha do bolso de seu short jeans e a segurou firme, mesmo se sentindo fraca.

Harry a apoiava para que permanecesse de pé, e uma luz branca saiu da ponta da varinha de Luisa. A luz envolveu os dois e a loira sussurrava algumas palavras sem sentido para o homem confuso. Harry abraçou forte Luisa, que perdeu a consciência. O homem fechou os olhos e sentiu um puxão como se estivesse aparatando, mas a sensação era mais tranquila. Assim que parou a sensação, abriu os olhos e se viu onde estavam, próximos do lago. Mas era dia.

– Luisa. Acorde. Luisa.- Harry tentava fazer a garota voltar a consciência. Depois de alguns minutos, ela abriu os olhos negros.

– Harry? Eu...

– O que aconteceu? Eu senti um puxão como se estivesse aparatando, mas era diferente. E uma luz saiu de sua varinha... o que você fez?

– Acho que viajamos no tempo. Cof. Cof.- Luisa tossiu um pouco e se levantou, cambaleante.

– Voce sabe pra quando?

– Não. As vezes sinto que minhas viagens no tempo são inconscientes. Eu fico fraca e acordo em algum lugar do tempo, mas pelo menos estamos em Bristol, acho.

– Bem, meu celular não tem sinal, então provavelmente estamos em algum lugar do passado.

– Ande logo, não podemos ser pegos. – uma voz masculina foi ouvida, e Harry pegou sua varinha. Ele puxou Luisa para perto dele e ficaram encostados detrás de uma arvore, escondidos.

– Quem será que é? – Sussurrou Luisa.

– Não sei mas podem ser comensais. Não sabemos em que época estamos.

– Em Bristol?

–Shhhh – Harry tapou a boca de Luisa, quando ouviu que os passos estavam mais próximos.

– Preciso beber água, espere um pouco. – Harry puxou Luisa mais para si quando viu uma das pessoas passando próxima a eles. A loira sentiu seu rosto queimando e seu coração acelerar. Seu rosto e o de Harry estavam tão próximos. Luisa fechou os olhos e se aproximou um pouco do rosto do homem que a abraçava. Ela podia sentir seu perfume. Quando a loira ficou na ponta dos pés, tentando se aproximar do moreno, uma mulher passou por eles. Tinha sido muito rápido, mas Luisa pôde ver os cabelos longos e castanhos.

– Vamos logo, Kate.

– Kate? Será que era... minha mãe?- Luisa cochichou e Harry se virou para ela, com os olhos assustados.

– Podemos saber quem é seu pai.

Notas finais
nhaaaa fiquei tao feliz com essa cena meio romantica...mas como ja disse anteriormente, nao tem romance entre eles... axo q devia tirar "romance" da caracteristica da fic... muitissimo obrigada por todos vcs estarem curtindo e seguindo essa fic... mais de mil vizualizacoes... contentissimaaaaaaa vao ganhar um premio... o proximo cap vai ser rapidinho prometo... a ideia dele ja ta pronta...