Cartas Perdidas
16 Capítulo 16
Notas iniciais
– Harry, ele pode ser meu pai! Vamos segui-los.
– Sim, mas precisamos fazer uma coisa antes. Abafiatto.– Harry lançou o feitiço para que o casal no os ouvisse e seguiram de longe.
Andaram mais de 2h, até saírem de Bristol e suas imediações. As vezes Harry ia na frente e deixava Luisa descansando, e depois voltava para buscar a garota, e aparatavam juntos. Eles seguiram Ane Katherine e o homem misterioso até chegarem a uma cabana, próxima a um lago chamado Fish Ponds, ao sudeste de Bristol. A mulher morena e o homem entraram na cabana e Harry e Luisa puderam parar um pouco.
– Por que eles não aparataram?- perguntou Luisa.
– Talvez eles tenham protegido a cabana com algum feitiço como em Hogwarts. Lá não se pode aparatar.
– Essa floresta... acho que já ouvi falar dela.- Luisa comentou, depois de um tempo. Estamos distantes quantos km de Bristol, Harry?
– Acho que uns 8 a 9 km, por que?
– Se viemos pelo sul, estamos em Lord Wood. O que foi? Quando se tem uma avó como a minha, o máximo que tem para se fazer é estudar. E eu gostava de estudar geografia. – Luisa se justificou quando viu Harry olhando espantado por ela conhecer tão bem a geografia de onde morava.
– Voce seria uma ótima professora ou geóloga. Mesmo que esse estudo não seja o mais interessante para os bruxos.
– Pois é, eu gostaria de conviver mais com os trouxas. Se eu tiver tempo...- Luisa disse, se lembrando de sua doença.
– Vai dar tudo certo. Você vai ficar boa e vai conhecer o Harry do outro mundo.
– Estou feliz de já ter te conhecido. Se não tiver como eu me curar, não importa mais.
–Não diga isso, Luisa. 20 anos se passaram e você está no futuro, lembra? Talvez volte para seu tempo curada.
– Talvez...- a loira ficou pensativa e Harry percebeu que não adiantaria tentar anima-la. Então Harry recebeu um feitiço nas costas, que o desacordou.
– Quem são vocês e por que estão aqui?- o homem, loiro e de olhos castanhos gritava, apontando a varinha para Luisa. Ela sabia que ele era o seu pai. O homem que conquistou sua mãe, a convenceu a fugir para longe, a estuprou e a engravidou, abandonando-a logo em seguida. Luisa pensou rápido e disse:
– Por que você fez isso com meu pai?
– O que querem aqui? Já perguntei uma vez mocinha.
– Eu... estamos perdidos. Havia uma escursão para a Lord Wood mas nos perdemos de nosso acampamento depois de uma caminhada, e um ataque de abelhas. Vimos essa cabana e pensamos que não teria ninguém.
– Ah mocinha. Então estão perdidos? Eu posso ajuda-los. Venha, me ajude a carregar seu pai.
Luisa não sabia o que estava sentindo, por finalmente conhecer seu pai. Enquanto ajudava-o a levar Harry para dentro da cabana, tentava inventar uma historia convincente para irem embora sem alterar mais ainda o passado.
– Querida, me ajude. Eu ataquei acidentalmente o pai dessa garotinha. Eles estavam perdidos na floresta.
– Claro. Vamos coloque ele aqui nessa cama. Enquanto isso vou preparar um chá pra gente.
Os olhos de Luisa brilharam ao ver sua mãe. Ela era doce, gentil, transmitia uma tranquilidade no cômodo onde estava e a garota não deixou de se emocionar ao vê-la tao próxima a ela.
– Por que está chorando, minha querida?- Luisa se assustou quando percebeu que uma lagrina fugia de seus olhos. A loira limpou o rosto rapidamente, sem jeito.
– Eu, me lembrei da minha mãe.
– E onde ela está?
– Morreu pouco depois que eu nasci.
– Sinto muito. – Disse Ane Katherine. Luisa tentava se controlar, mas com sua mãe ali, ela não conseguia. Até que Harry acordou.
– Onde estou?
–Papai! Finalmente. Pensei que não fosse acordar logo. – Luisa disse, abraçando Harry, que estava confuso. – Poderia nos deixar a sós um minuto, senhora?
– Claro. Vou preparar algo para comermos.
– Papai?- Harry perguntou, arqueando uma sobrancelha.
– Desculpe, eu tive que inventar uma historia depois que você foi estuporado.
– Tudo bem. Só vamos saber o nome de seu verdadeiro pai – Harry disse isso dando uma piscada, o que fez Luisa corar de vergonha- e vamos dar um jeito de voltar.
Logo, Harry, Luisa, Ane Katherine e o homem misterioso estavam sentados em uma mesa, tomando um chá com biscoitos.
– Entao, onde vivem?- O homem loiro perguntou.
– Moramos em Barton Hill. – Luisa respondeu.
– Eu não sabia que fazem excursões aqui em Lord Wood.- Disse o homem, desconfiado.
– Bem, eles estão fazendo mais acima daquelas montanhas, do outro lado. Como disse nos perdemos e umas abelhas nos perseguiram. – a garota ficara nervosa com a insistência do homem.
– E vocês, vivem aqui faz muito tempo? – Harry mudou de assunto.
– Bem...- Ane Katherine olhou para o homem, que respondeu:
– Estamos apenas de passeio.
– Ah, como somos mal educados, não nos apresentamos. Me chamo Alvo James e essa é minha filha Lilian. – Harry disse, trocando suas identidades e se lembrando de Dumbledore e seus pais.
– Prazer, me chamo Ane Katherine e esse é meu marido, Marpheis.
– Marpheis? Que nome ... incomum.- Perguntou Harry, curioso.
– Minha mãe era muito, digamos, excêntrica. E teimosa. – O homem encarou Harry com um profundo olhar, intimidando o moreno.
– Não queremos tomar o tempo de vocês. Obrigada pela hospitalidade. – Luisa se levantou. – Poderiam nos dizer como chegar á estrada para voltarmos ao topo da montanha?
– Ah sim, claro. Eu conheço essa região como a palma de minha mão. – Ane Katherine mostrou um caminho para eles e Harry e Luisa se despediram. Assim que andara um pouco mais, Harry aparatou de volta no lago, onde eles estavam.
– Harry. Ele é meu pai. Marpheis. Nome diferente. Mas pelo menos sei o nome dele. Podemos investigar.
– Sim. Você acha que consegue voltar?
– Acredito que sim. – Luisa respirou fundo. Fez o mesmo movimento de levantar a varinha no topo da cabeça e a girou 3 vezes, dizendo Quo Postumus e uma luz branca saiu de sua varinha. A garota se aproximou de Harry e segurou sua mão. Assim que sentiram um puxão no estômago, sabiam que iriam voltar para o futuro. Harry só esperava que fosse o seu futuro, no seu mundo.
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