Notas iniciais
Oi gente! Seguinte, eu queria ter postado antes, mas eu to com uma super gripe, e acabou que não deu para terminar o capítulo. Mas, como prometido, aqui está! Não reparem os erros. Boa leitura!

“[...] Faz nove anos que tudo isso aconteceu.”

Nove anos, e eu não deixei de pensar nela um dia sequer. Seu cheiro já não está mais impregnado em minhas roupas, mas eu consigo senti-lo todas as vezes que fecho meus olhos. O sabor de seus lábios e a macia textura de sua pele branca hoje são apenas lembranças, as quais eu nunca consegui — ou me permiti — esquecer.

Há nove anos eu a perdi...

E hoje, como eu estou?

Bem, resumindo... Sou casada com Samuel Evans, considerado o melhor mestre-cuca de Nova York. Sam e eu temos uma filha de sete anos, chamada Manoela, e ela é a coisa mais linda e preciosa que eu tenho. Eu nunca achei que pudesse sorrir novamente, até a Manu entrar em minha vida.

Trabalho como escritora regular para o The New Yorker, onde tenho minha própria coluna toda edição, porém já fiz também inúmeras matérias para o The New York Times. Sou considerada uma ótima escritora por quase toda a mídia, entretanto, meu estrelato veio somente um ano após a publicação do livro sobre Claire e Lorenzo, onde todos começaram a ler e conhecer sua história, passando assim a conhecer meu nome.

Por falar em Claire, eu ainda mantenho contato com ela. Sei que parece arcaico, mas nós trocamos cartas todos os meses.

Ela me conta sobre tudo. Conta sobre o Lorenzo, seus novos netinhos, de como está feliz e de como sua vida está perfeita graças a mim. Mas ela nunca fala sobre Brittany.

Brittany sumiu do mapa nos primeiros 7 meses depois do casamento de Claire e Lorenzo. Só fazia curtas ligações à Claire, e dizia que estava bem.

Nada mais.

No oitavo mês ela retornou à Londres. E eu só sei disso, pois Lorenzo me ligou escondido todos os meses, durante um ano. Segundo ele, Brittany havia proibido a avó de dar notícias dela para mim.

As ligações de Lorenzo foram ficando cada vez mais escassas, até que um dia, acabaram.

Eu nunca mais soube dela, porém ela nunca deixou meus pensamentos.

Eu até tentei procurá-la inúmeras vezes, mas ela sempre conseguia fugir de mim.

Então eu não a procurei mais.

Na metade do outro ano, eu estava tão arrasada emocionalmente que me casei oficialmente com Samuel em uma pequena igreja em Lynchburg, onde poderíamos realizar uma cerimônia mais simples.

Minha vida estava uma droga, e eu realmente iria me separar de Sam se eu não descobrisse que estava grávida.

Manu nasceu quase um ano depois disso.

No dia em que eu escutei seu choro, e pude ver seu rostinho pela primeira vez, decidi que iria dar o melhor para ela, e se para isso eu tivesse que ficar com o Sam, assim seria.

Atualmente, Manu está prestes a fazer 8 anos. Ela é uma linda menina com a pele clara, cabelos cor de mel e olhos escuros, que ama dançar. Segundo ela, seu maior sonho é ser uma bailarina.

Samuel não aprova muito isso. Apesar de a Manu ser ainda uma criança, ele quer que ela faça gastronomia ao crescer, e tenta, a qualquer custo, fazer com que ela se apaixone pelo trabalho dele.

Por falar nele, Sam e eu não temos uma relação “marido e mulher” muito amorosa, por assim dizer. Quer dizer, ele até tentou se aproximar mais de mim, mas eu simplesmente o afastava com alguma desculpa. Hoje em dia ele nem ao menos tenta alguma coisa. Tenho certeza de que ele me trai com alguma vadia por aí, mas eu não o culpo. Deve ser horrível estar casado com alguém que perceptivelmente não te ama. Para mim hoje, ele é apenas o pai da minha filha, e um amigo que eu acabei, infelizmente, iludindo e magoando...

Olhei pela janela da minha sala, e pude constatar que começara a chover.

Os ponteiros do relógio fixado na parede branca pareciam estar mais devagar que o normal, e tudo o que eu podia escutar eram os barulhos da rua, misturados com os telefones tocando e toda a agitação no departamento separado da minha sala por uma grande porta de madeira.

Os pingos de chuva batiam contra a janela, e as buzinas dos carros que passavam eram constantes na rua. Nova York é um caos.

Mas antes que pudesse tentar lembrar o que eu estava fazendo anteriormente — antes de mergulhar nas profundezas dolorosas que eram minhas lembranças -, o telefone que ficava em cima da minha — devo me vangloriar — enorme mesa de madeira, tocou, fazendo-me dar um pequeno pulo na cadeira.

–Sim? –perguntei.

–Sra. Lopez, a professora de balé da Manu ligou. –avisou minha secretária. –Parece que seu marido esqueceu-se de ir buscá-la novamente.

Claro. Deve estar trepando com uma qualquer e esqueceu da filha. Típico.

–Tudo bem, Ana, obrigada. Diga à professora dela que eu estou indo imediatamente.

–Certo, Sra. Lopez. –disse Ana desligando.

Suspirei pesadamente, e escondi meu rosto entre minhas mãos. Sam estava conseguindo se superar.

Olhei em volta, peguei meu celular, as chaves da minha — devo me vangloriar novamente, afinal ser metida está no meu sangue latino – BMW M5 preto, levantei da minha cadeira, caminhei até a porta abrindo-a em seguida, e olhei para minha sala.

“Mais um dia normal na vida de Santana Lopez Evans”-pensei.

Então virei as costas e fechei a porta.

Notas finais
E aí? Eu to meio sem tempo, mas vou responder os comentários ainda essa semana, ok? Suas lindas *-* Então até sexta! Beijão no core, e não fiquem com ódio da autora porque ela ama vocês s2 hauahuhau =*