Notas iniciais
Oi gente. Antes de qualquer coisa, eu preciso dizer que eu to precisando de um psicólogo depois do episódio 100 de Glee. Alguma indicação? Tudo o que eu lembro era que eu gritava "BRITTANA PORR*" e minha mãe me xingava da sala. ai ai Mas como isso é irrelevante, vamos voltar ao assunto principal... Me desculpem por qualquer erro, povo. Boa leitura!

[...] Santana Lopez, você me daria a honra de ser o seu Romeu, para todo o sempre?

Estou começando a achar que eu realmente deveria ter pulado do carro.

Ai, que merda.

Por um breve momento, tudo ficou preto, e toda minha vida passou diante de meus olhos. E foi nesse milésimo de segundo que eu soube o que tinha feito de errado.

É claro que aquela macumba amorosa que eu havia feito com a minha antiga colega de faculdade, Rachel, não daria certo. Eu não deveria ter esperanças, afinal aquela gorda nerd comeu a galinha, deixando apenas as velas — e isso apenas porque eu a impedi de comê-las também.

Agora cá estou, finalmente realisando meu sonho de ser pedida em casamento de uma maneira, digamos, decente.

E qual o problema disso? O problema é que isso está acontecendo com uma pessoa que eu não amo. E quer um problema maior? A pessoa que eu amo está presenciando tudo.

Rachel Berry, eu a amaldiçoo por ter comido o meu ticket para a felicidade.

Enfim, chega de falar da anã. Eu devo estar nesse raciocínio imbecil há séculos, porque todo mundo está me olhando com uma cara assustada.

Espera um pouco... Por que todos estão tão grandes?

E por que o viado do Sam não para de me sacudir enquanto Claire me abana com um guardanapo? Aliás, esse negócio do guardanapo não parece ser muito eficaz, mas ok.

E por que merda eu estou no chão?

–Ai San, graças a Deus você acordou. –disse Claire com Lorenzo ao seu lado, que me ajudava a levantar. –Patrícia, traga uma água para a Santana. –ordenou Claire, e a moça morena logo se afastou.

–O que aconteceu? –perguntei um pouco tonta. –E quem é essa Patrícia?

–Você desmaiou. –respondeu Lorenzo fazendo-me sentar em uma cadeira. –E a Patrícia é uma prima da Brittany.

Prima? Amém.

–Você está bem? Sant, você apagou e bateu a cabeça na cadeira! Ficou desacordada durante 30 minutos. A ambulância já está a caminho. –dizia Sam rapidamente. –Oh meu Deus, sua testa está sangrando! Fica sentada aqui com a Claire que eu vou buscar o carro. Eu mesmo te levo ao hospital.

–Está sentindo alguma dor, minha querida? –perguntou Claire sentando-se ao meu lado, e passando seus braços ao meu redor.

–Onde está a Brittany? –perguntei, ignorando completamente sua pergunta.

Claire e Lorenzo se olharam, e a senhora abaixou a cabeça.

–Brittany não estava se sentindo muito bem. –respondeu Lorenzo, agachando-se e pousando sua mão sobre a minha. –Ela foi embora antes de você desmaiar.

–O quê?!Ela não pode ter ido embora! –disse tentando me levantar. –Como assim “embora”?! Ela foi para a sua casa? –me dirigi a Lorenzo. –Eu preciso encontrá-la.

Levantei-me meio cambaleante, mas antes que eu pudesse cair, Lorenzo me segurou.

–Santana, tente se acalmar. Você bateu a cabeça, precisa ficar quieta. –disse ele me colocando novamente na cadeira.

–Você não entende! Eu preciso dizer à ela que eu...

–Brittany voltou para Londres. –sussurrou Claire, porém alto o suficiente para que aquelas palavras machucassem meus ouvidos, e perfurassem meu coração.

Minha boca se abriu inúmeras vezes, porém eu não consegui pronunciar uma única palavra.

Ficamos em silêncio por algum tempo, até que Samuel apareceu.

–Vamos, meu amor. –disse ele me levantando.

–Espere garoto. Um de meus filhos vai com vocês para mostrar o caminho. –disse Lorenzo.

–Tudo bem, obrigado. –disse Sam passando meu braço esquerdo sobre seu ombro, e segurando firmemente em minha cintura.

–Claire! –exclamei virando meu rosto, que estava coberto por lágrimas, para que eu pudesse vê-la. –Preciso que me dê o telefone dela. Eu preciso falar com ela.

–Ah minha querida... –suspirou Claire. –Eu sinto muito mesmo, mas eu não posso fazer isso. Não irá adiantar de nada. –então ela levantou, mostrando-me um aparelho preto, que eu já havia visto anteriormente. Era o celular dela. –Brittany deixou isto aqui. Eu nem sei ao menos se ela realmente está voltando para a Inglaterra... Ela disse que precisava “esfriar a cabeça”, e simplesmente sumir por um tempo. Eu juro que tentei impedi-la, minha querida, mas ela saiu correndo e entrou no carro logo em seguida.

Eu não conseguia acreditar em tudo que estava acontecendo. Minha cabeça latejava de dor, e minhas pernas não estavam mais aguentando o peso do meu corpo. Era como se eu fosse desmaiar novamente.

Fechei os olhos, sentindo as lágrimas rolarem livremente por todo meu rosto, e inspirei profundamente em busca de ar.

–Nós temos que ir, Sant. –alertou Sam. –Não feche os olhos! Fique comigo, amor...

–Sinto muito, querida... –disse Claire depois de um tempo.

E essa é a última coisa de que me lembro.

–--------

Logo após aquele incidente, eu acordei no hospital duas horas mais tarde, depois de ter desmaiado novamente.

Segundo o médico, os motivos dos desmaios foram a minha imunidade baixa, por não comer e dormir direito, e algum estresse que eu tenha passado. O que definitivamente era verdade. Porém, eu só precisaria de alguns medicamentos, e deveria tomar mais cuidado comigo mesma, para que nada de ruim acontecesse.

Tive alta uma hora depois.

Sam resolveu passar a noite na Itália, para que assim descansássemos, e fossemos apenas no dia seguinte à Lynchburg para ver sua mãe.

Ao chegarmos lá, Sam e eu preferimos nos hospedar em um hotel, para não termos que ficar na casa de seus pais.

Por falar nisso, seu pai, que tinha o mesmo nome de um ex-jogador do Boston Red Sox, Dwight Evans, não saía um único minuto do lado da esposa.

Sam quase o obrigou a ir para casa, tomar um banho e descansar um pouco.

Ficamos mais vinte dias em Lynchburg. Mary, a mãe de Sam, milagrosamente acordou no décimo quarto dia, e passa bem desde então.

Faz nove anos que tudo isso aconteceu.

Notas finais
Lembrando que ao matar a autora a história não terá uma continuação, ou seja, não terá Brittana. Então me deixem vivinha, certo? huehuehuehuehueu O capítulo ficou curtinho porque eu queria parar naquela parte para dar mais impacto, sorry not sorry. Massss como eu to acelerando o processo (para poder tirar o bocudo logo da jogada), eu já tenho outro capítulo quase pronto. Então se tiver vários comentários, eu posto mais um cap antes de sexta. Combinado? É isso aí galerinha, beijão =*