Notas iniciais
Oi gente! Saudades? Me desculpem por qualquer erro! Boa leitura! P.s: Para quem não lembra, o Bob é o chefe, e a Lucia é a secretária e amiga da San.

–O que aconteceu? –questionou Bobby após um silêncio enlouquecedor.

–Não gosta do final? –perguntei insegura.

Não era todo dia que alguém lia algo meu.

–Não, está bom. É até comovente. –disse ele dando de ombros. –Mas o que aconteceu com as pessoas? Ainda estão juntos? E a garota? O que aconteceu com Brittany?

Olhei para minhas mãos entrelaçadas sobre minhas pernas, e suspirei sorrindo.

–Eu não sei. Não mantive contato... –respondi com a cabeça baixa. –Tem algum conselho?

–Devia comprar ações da Alitalia. –começou ele arrumando os papéis a sua frente. –Porque todas as moças irão em bando para Verona.

Levantei rapidamente o rosto, e o encarei incrédula.

–Vai publicar isso? –perguntei ainda desacreditando.

–Sim, claro que vou! É uma boa história. –sorriu de volta para mim. –Tem mais alguma coisa para mim?

–Não... Não no momento. –sorri abertamente.

Finalmente alguma coisa deu certo para mim neste mês!

Flashback 2 horas antes:

Respira, Santana. É só o Bob... Ele vai ler a história, e vai aprová-la.

Vai aprová-la, vai aprová-la, vai aprová-la, vai aprová-la, vai aprová-la... Essa palavra fica realmente estranha depois de ser repetida 1500 vezes durante todos os dias de uma semana.

Sim, eu estou nervosa. Santana Lopez está nervosa... E por quê? Porque simplesmente nada mais dá certo na minha vida depois da Brittany. Faz um mês inteiro que não ouço notícias dela...

Eu não durmo direito, não me alimento como deveria, meu humor que já não era dos melhores está cada vez pior... Eu estou mais para uma zumbi do que para um ser humano.

Eu não vivo mais! Não tenho pra quê viver...

Mas eu vou mudar isso, ou não me chamo Santana Lopez!

Flashback Off.

Saí da sala de Bob radiante. Claro que eu sei que já possuo certo “brilho próprio”, mas hoje eu estou simplesmente brilhando.

Saiam da frente vadias, Santana Lopez está passando!

Eu estava tão feliz, que não pensei duas vezes e fui caminhando até o lugar onde seria o restaurante do Sam, para lhe contar a novidade.

O lugar era próximo, então cheguei em menos de 15 minutos, já o avistando brigando com alguns funcionários. Coisa que não era mais novidade.

–Oi Sam! –disse chegando perto dele.

–Oi, meu amor. Só um minutinho, está bem? Estou um pouco ocupado. –respondeu ele virando-se novamente para os homens a sua frente. –Eu disse dourado da Toscana, certo? Dourado da Toscana! Olha, isso é amarelo! –ele apontou para o grande letreiro com o nome do restaurante que os homens carregavam.

–Tudo bem, eu vou trocar. –respondeu um dos homens.

–Fará outro? Ótimo. –disse Sam assistindo os homens partirem. –Agora sim... Oi, princesa! Como foi seu dia? –disse me abraçando.

–Bem, eu... Mostrei minha história ao Bobby. –comentei sorrindo.

–E ele gostou? –perguntou Sam.

–É... Ele vai publicá-la. –respondi com um sorriso orgulhoso.

–Vai publicá-la?! –gritou ele, pegando em minha cintura e me levantando do chão. –Meu Deus, isso é demais!

–Sim! –respondi entusiasmada. –Você leu? Eu deixei uma cópia em cima da mesa para você ler.

–Eu... –gaguejava ele. –Eu não preciso ler. Quero dizer... Eu sei que será incrível. Se vou vê-la, prefiro esperar sair, e então comprar. Sabe, e ser surpreendido...

Fomos interrompidos por um barulho alto vindo de dentro do restaurante, e Sam imediatamente parou de falar.

–Mas que merda. –exclamou Sam. –Espere aqui.

Escorei-me nas caixas que se encontravam ali fora, e suspirei fechando os olhos.

A cada dia que se passava, eu me martirizava mais e mais pela escolha estúpida que eu havia feito.

Mas agora... Agora Brittany nem deve querer mais olhar na minha cara.

Uma semana depois.

Samuel finalmente abriu aquela porcaria de restaurante. Eu já não aguentava mais ouvir o quanto ele estava ansioso. Ele consegue ser pior que uma amiga que eu tive na faculdade... Como era mesmo o nome dela? Não lembro. Só sei que ela falava muito, e tinha um metro e meio de altura, além de um nariz gigantesco. Apesar disso, ela era boa pessoa.

–Senhora, chegamos. –disse o taxista.

–Ah, obrigada. –disse acordando de meu transe e pagando o homem.

Saí do carro, e entrei no grande prédio do The New Yorker. O dia estava lindo, e eu não poderia estar mais feliz. Profissionalmente, claro. Estou com um bônus ótimo no meu salário, graças à história de Claire, e Bob quer que eu pense em histórias novas. Isso é definitivamente um sonho se realizando.

Hoje não teria muitas coisas para fazer, então apenas subi até a minha sala e comecei a ler uns papéis que Bob tinha deixado em cima da minha mesa.

Passei a manhã toda lendo, e nem me toquei que Lucia estava sentada na minha frente.

–Há quanto tempo está aí? –perguntei para ela.

–Tempo suficiente. –respondeu Lucia. –Você parece triste, San...

–Não, eu estou bem. –menti.

–Tem certeza? Sabe que pode conversar comigo, não é? –insistiu ela.

–Sim, eu sei. Mas eu estou bem, Lu. Obrigada. –respondi.

–Bem, está na hora do almoço. Vamos? –chamou ela.

–Na verdade eu vou para casa... Preciso resolver algumas coisas. Termino isso segunda. –respondi. –Mas eu desço com você.

–Tudo bem. –disse ela. –Então, como está com a história? Eu estou tão ansiosa para ler, San... Você bem que poderia me dar uma cópia adiantada!

–Você não tem jeito, Lu... –ri. –É claro que eu te dou uma cópia. Posso te enviar por e-mail?

–Absolutamente! É claro, né San! –respondeu Lucia animadamente. –Meu Deus, você merece tanto isso! Eu quero ser a sua verificadora de fatos para a vida toda. Não procure outra, nunca, jamais! Entendidas?

–Prometo! –respondi rindo.

Estávamos saindo do elevador, quando Ana, a recepcionista, me chamou.

–San, tenho mensagens para você.

–Ok, Ana. –respondi. –Bom final de semana, Lu!

–Igualmente, amiga! –gritou ela já perto da porta.

–Então Ana, o que tem para mim?

–Essas mensagens aqui... –disse ela me entregando alguns papéis. –Ah, e você recebeu uma carta.

–Obrigada! –respondi de saída.

Andei até uma pracinha que tinha perto do prédio, e me sentei em um banco para poder ver todas minhas mensagens.

As tais mensagens eram insignificantes, mas a carta... Era da Claire.

Eu abri o envelope, e me deparei com as seguintes palavras, escritas de maneira bem desenhada no topo do papel:

Claire Pierce E Lorenzo Bartolini

Com grande alegria anunciam seu matrimônio

A se realizar

Neste Sábado, dia 28 de agosto

À uma hora da tarde

Local: Fazenda Bartolini

Montecarelli, Florença

Itália

Terminei de ler o pedaço de papel em minhas mãos com um sorriso no rosto. Atrás do convite, eu pude perceber um outro papel, mas desta vez dobrado e muito gasto pelo tempo. Era a carta de Claire para Julieta... A carta que foi o começo de tudo.

Desdobrei o papel, podendo assim me deslumbrar com aquelas palavras tão sofridas e bem conhecidas por mim, quais eu já tive até mesmo o prazer de gravá-las em minha mente.

Fechei os olhos, podendo sentir a fraca brisa bater contra meu rosto e balançar levemente meus cabelos.

As pessoas dizem que nunca é tarde demais para amar, ou viver sua vida ao lado de quem realmente amamos. Eu mesma disse isso... Se dissesse algo diferente agora, eu estaria sendo totalmente contraditória, mas... É tudo tão mais complicado quando somos nós a passar por isso.

Mas eu a amo tanto...

Será muito tarde para buscar meu próprio final feliz?

Notas finais
E aí? O que acharam? Me desculpem pela demora, eu tenho andado um pouco ocupada. Ah, assim... O próximo capítulo vai ser o último da versão original, e depois eu vou postar a minha versão, ok? Apenas avisando. Comentem, que eu tento postar o mais rápido possível :3 Beijos