Notas iniciais
EAIIIIIIIII GALERA o/ Eu acho que eu tinha tanta coisa pra falar, que eu acabei me esquecendo de todas '-' Anyway... Esse aqui é o último capítulo da primeira parte. Espero que gostem... Boa leitura, e me perdoem por qualquer erro :3

Será muito tarde para alcançar meu próprio final feliz?

Abri os olhos na esperança de que tudo que eu vivi neste último mês fosse apenas um sonho. Mas não... Essa era a realidade. Uma realidade que eu deveria mudar se realmente quisesse ser feliz e completa.

Recolhi as mensagens e o convite de Claire e Lorenzo, colocando tudo em minha bolsa. Chamei um táxi, e fui direto para casa. De lá liguei para um restaurante, e pedi comida chinesa como meu almoço.

Já estava acostumada a comer sozinha, já que tudo o que Sam fazia era ficar no tal restaurante.

Ouvi a campainha tocar, e fui buscar meu pedido e pagar o entregador.

Ao voltar para a cozinha, deixei a caixinha em cima da mesa, e fui até o armário pegar um copo, e em seguida até a geladeira pegar um suco.

Com tudo pronto, eu finalmente me sentei para comer.

O apartamento estava silencioso, e tudo o que podia se ouvir eram os ruídos que eu fazia com a pequena caixa de comida, e os barulhos da rua movimentada ao lado de fora.

Olhei para a cadeira a minha frente... Vazia. Como sempre. Eu tenho um noivo, mas ele nunca está presente. Ele sempre está tão perto, mas ao mesmo tempo tão distante.

Parei de comer, e comecei a encarar minha mão direita... Mais precisamente meu dedo sem o anel de noivado.

Nos casaremos em menos de duas semanas, e porque eu me sinto tão vazia?

Eu sei que o amo... Mas talvez não o ame como homem. Talvez eu não o ame como “a pessoa que vai passar o resto da minha vida ao meu lado”. Talvez... Talvez não, eu sei que não o amo desse jeito.

Esse foi meu grande erro. Confundir o carinho que eu tenho por ele, com amor.

Não é justo comigo, e até mesmo com ele continuar com uma relação que não existe.

Eu sei o que devo fazer. Sei que é o certo, mas mesmo assim não é fácil.

Eu vou terminar com o Samuel.

Duas horas mais tarde.

Fiquei mais alguns momentos me perguntando se estava mesmo fazendo a coisa certa... E nada do que eu pensei me fez mudar de ideia.

Eu realmente estava certa do que faria. Aproveitei o tempo em casa, e comprei apenas uma passagem para ir à Itália esta noite. Isso já é um grande passo, não?

Agora eu me encontro parada em frente ao restaurante, apenas tentando reunir coragem suficiente.

Pensei em Brittany... E isso, como sempre, foi o suficiente.

Entrei no restaurante, cumprimentei todos que estavam ali, e caminhei até a cozinha.

É agora. –pensei.

–Que cheiro é esse? –ouvi Sam dizer. –Ei Alfonso, não! Assim não! Combinamos de “suar” as cebolas, isso aí está caramelizado e não “suado”. Não sei que ideia foi essa... Faça de novo!

–Oi San! –disse Sam quando me viu parada na porta da cozinha. –Como está? Tudo bem?

–Lorenzo e Claire vão se casar. –falei de imediato, deixando suas perguntas de lado.

–É mesmo? –disse ele parecendo interessado, indo até a pia para lavar as mãos. –Quando?

–No sábado. –respondi.

–Sábado? Neste sábado? –questionou ele.

–Sim. E eu vou. –disse. –Sozinha.

–Sozinha? –perguntou ele virando-se para mim.

Sam olhou para as mãos, e então para o restante das pessoas que estavam na cozinha.

–Pessoal? Podem sair da cozinha, por favor? –gritou ele. –É. Todos. Deixem tudo como está. Está tudo bem... Ei, Alfonso, você também, sai! Por favor. Rápido, vamos!

Quando todos saíram, ele logo começou a falar.

–Espere, eu não sei se...

–Eu preciso... Deixe-me falar! Por favor. –o cortei. –Eu realmente não sei mais o que é isso. Não sei o que estamos fazendo. Saímos de férias, e nem passamos um tempo juntos.

–É, porque você estava ocupada escrevendo. –justificou Sam. –E não me importei.

–Sim, mas...

–Eu não me importei! –exclamou ele.

–Sei que não se importou. –disse. –E você estava ocupado.

–Qual é! –gritou ele abrindo os braços.

–Você foi à Livorno! –eu disse um pouco mais alto. –E eu não me importei.

–Não. Não, Santana! –gritava ele.

–E é isso que eu estou dizendo! –me aproximei dele. –Samuel, nós fomos em tipo, uma lua de mel. E não nos importamos de ficar separados um do outro. –parei um pouco, respirei, e me voltei para ele. –Não é para ser assim. Devíamos querer ficar juntos o tempo todo. –dei ênfase nas últimas palavras.

Eu já podia sentir as lágrimas descerem pelo meu rosto, e Sam se aproximou mais de mim.

–Gostaria de poder te dizer que as coisas serão diferentes. –começou ele com a voz baixa. –E que eu vou ser diferente. Mas, eu... É assim que eu sou.

–Eu sei. Mas eu amo... –parei, escolhendo as palavras certas. –Eu amo você como é. –respirei fundo e olhei em seus olhos. – Mas eu mudei.

Segurei suas mãos nas minhas, e lhe enviei um fraco sorriso.

–Não está dando certo... –completei.

Ele me olhou com os olhos cheios de lágrimas, e me puxou para um forte abraço.

Ficamos algum tempo assim, até que eu me separei dele.

–Eu tenho que ir, Sam.

Então eu dei as costas para ele, e saí do restaurante sem olhar para trás.

Passei no meu apartamento, arrumei uma pequena mala, e às 16 horas peguei um táxi para o aeroporto, embarcando uma hora depois.

Depois de cansativas 9 horas de viagem, cheguei ao aeroporto de Florença.

Com todo o negócio do fuso-horário, eu acabei chegando um pouco em cima da hora. O casamento seria realizado às 13 horas, e eu ainda teria que fazer meu cabelo e maquiagem.

Tomei um café da manhã bem reforçado no aeroporto mesmo, já que o lanche do avião é uma porcaria, e fui direto alugar um carro.

Saí do aeroporto às 8:30, e entrei no primeiro salão de cabeleireiro que achei.

–Buongiorno, bella. Cosa posso aiutarla? [Bom dia, bela. Em que posso lhe ajudar?]. –perguntou um homem moreno, e muito bonito vindo em minha direção. Detalhe: Completamente afeminado. To pensando em apresentá-lo pro Sam...

–Parla inglese? [Fala inglês?]. –perguntei.

–Claro. –respondeu ele. –Então a linda jovem é americana?! Muito prazer, querida. Chamo-me Giacomo.

–Muito prazer, Giacomo. Eu sou a Santana. –respondi apertando sua mão.

–Então... O que gostaria? Um corte novo? Mudar a cor, talvez? –perguntou ele.

–Na verdade eu preciso perguntar uma coisa antes... –falei e ele assentiu. –Consegue fazer um penteado lindo em mim, em menos de uma hora?

–Se eu consigo?! –exlamou ele. –Minha querida, você ficará deslumbrante em 30 minutos.

Sorri, e ele me direcionou até uma garota que lavaria meus cabelos, e depois ele faria o penteado.

Dito e feito. Eu estava maquiada, e com meus cabelos soltos em cachos a tempo de chegar ao casamento.

–Você está linda. –disse Giacomo, enquanto eu me olhava no espelho.

–Obrigada. –respondi. –Bem, onde posso pagar?

–Ali com as meninas. –respondeu ele apontando para o caixa. –Mas antes... Tem algum lugar para se arrumar?

–Na verdade, eu iria colocar a roupa no carro. –comentei.

–De jeito nenhum. Você vai arruinar os meus cachos. –disse ele. –Pegue seu vestido, e se troque ali no banheiro.

Fiz o que o rapaz disse, e em pouco tempo eu já estava na estrada em direção à Montecarelli.

Depois de 3 horas de viagem, eu cheguei a enorme fazenda. Pelo o que eu pude ver, tudo estava muito bonito.

Havia algumas mesas brancas espalhadas pelo grande jardim, um pequeno palco com alguns instrumentos, e ao lado, uma grande mesa, a qual eu deduzi ser para os familiares.

Desci do carro, e respirei fundo. Caminhei entre as pessoas, e fui entrando na linda igreja de pedra.

–Santana?! –ouvi alguém me chamando. Aquela voz... Eu reconheceria em qualquer lugar.

Virei-me, e lá estava ela. Mais linda, impossível! Seus olhos brilhavam, e seu vestido azul claro, de comprimento até os joelhos, dava um lindo contraste a eles.

–Oi. –foi a única coisa que consegui responder.

–Oi... –disse ela aproximando-se de mim.

–Oi... –eu disse novamente, sorrindo.

–Olá. –riu ela. –Não acredito que esteja aqui... Você... Você está linda! –gaguejou um pouco.

Awn. Ela fica tão fofa quando está nervosa... E é claro que eu estou linda. Primeiro, porque eu sou linda. Segundo, porque esse vestido que eu estou usando é da Dior. Não é para qualquer uma.

–Obrigada, você também está... –respondi com um sorriso de lado.

–Então... Quando chegou? Onde está hospedada? –perguntou ela de uma só vez.

–Ainda não resolvi isso... –respondi.

–Nem precisa. –disse ela. –Ficará aqui. Lorenzo não aceitaria que fosse diferente.

–Espero que sim. –sorri. –E como vai... Como vai o nosso grande Lorenzo? Incrível como sempre?

–Mais até. –respondeu Brittany sorrindo.

–É? Puxa... –ri.

Ficamos alguns segundos apenas nos olhando, até que eu quebrei o silêncio.

–Na verdade, eu só queria... –mas alguém com uma voz de taquara rachada me cortou.

–Achei você! –disse ela para Brittany.

Ok. Quem é essa vadia?

–Acho que estamos prontos. Ela estará aqui a qualquer momento. –eu ouvi a feiosa dizendo.

Então Brittany suspirou, e olhou para mim.

–Santana, esta é a Patrícia. –disse ela.

O quê?! Eu devo ter jogado pedra na cruz. A vadia da Patrícia?! A ex-namorada da MINHA Brittany?!

Eu vou quebrar esse nariz torto, e essa cara de puta de 15 reais, se ela não tirar a mão da nuca da minha garota.

–Oi. –sorri falsamente.

–“A” Santana? –perguntou ela com uma cara de retardada, e um sotaque que mais a fazia parecer como um pato engasgado.

–“A” Santana! –respondeu Brittany sorrindo.

–É tão bom finalmente conhecê-la! –disse ela estendendo a mão. Quem essa lacraia de quinta categoria pensa que é para apertar minha mão?!

Eu apenas sorri, e desfiz o cumprimento rapidamente.

–Bem, te vejo lá dentro. –disse ela à Brittany.

–Tudo bem. –respondeu.

–Não tropece! –riu ela, dando um beijo no rosto pálido de Brittany, e saindo em seguida.

Ok. Essa piranha tá na minha lista.

–Como se não estivesse nervosa o suficiente! –gritou Brittany fazendo-me sair de meus devaneios.

–Certo... –suspirei frustrada.

–É... –começou Brittany. –É ótimo revê-la, Santana.

–Bem, eu vou... –mudei de assunto, olhando para todos os lados, menos nos olhos azuis. –Eu te vejo depois, está bem?

Então eu dei às costas para ela, e saí. Simples assim...

Entrei na igreja com a cabeça nas nuvens. Eu não acredito que Brittany voltou com aquela mocréia! Mas também... Eu a deixei. Ela tem todo o direito de estar com quem quiser.

Senti um cutucão em meu braço, e me virei, encontrando Isabella.

–Oi! –sorriu ela gentilmente, e me abraçando calorosamente logo em seguida.

–Olá Isabella! –respondi no abraço.

–Como você está? –perguntou ela. –Linda como sempre! Venha sentar-se conosco.

–Estou bem, e você? –respondi a seguindo pela igreja.

–Melhor impossível. –disse ela.

Isabella me levou até a frente, onde estava sentada, me deixando na ponta do banco, e eu cumprimentei todas as Secretárias De Julieta que estavam presentes.

A igreja estava um pouco barulhenta, devido a todas as conversas. Mas enquanto as mulheres conversavam, meu olhar se perdeu em uma direção e foi parar no altar. Lorenzo olhava para mim com um sorriso orgulhoso em seu charmoso rosto. Eu retribuí o gesto, e em questão de segundos, começou a soar pelo local não aquela conhecida música, mas uma valsa muito calma, e ele, que ainda olhava para mim, colocou a mão no peito em sinal de gratidão e carinho, e a abaixou novamente.

Eu sorri para aquilo, e segui o olhar do homem no altar, direcionando-se para Claire.

Claire... Ela estava linda. Simples, claro, mas muito linda. E Brittany entrava ao seu lado.

Quando seus lindos olhos azuis se encontraram com os meus, Claire sorriu e ao passar por mim, pegou em minha mão, logo a soltando para ir de encontro com o amor de sua vida.

Ela andava calmamente, e ao chegar ao altar, Brittany posicionou-se ao seu lado. Lorenzo olhou em seus olhos, e pegou o cordão que Claire usava, onde estava o anel que ele havia dado a ela há mais de 50 anos.

Eles sorriram, e pegaram as mãos um do outro, finalmente unindo aquilo que já estava escrito para ser eterno.

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A cerimônia foi relativamente rápida, afinal Lorenzo não gostava de coisas demoradas.

Saímos da igreja, e fomos todos nos sentar nas mesas que se encontravam ao lado de fora. Os músicos já tocavam animadamente, e só podia se ver sorrisos espalhados por todo o lugar.

Eu sentei em minha mesa com Isabella e as outras, e pude avistar Brittany sentando-se ao lado de Claire, e de, infelizmente, Patrícia, na grande mesa.

A feiosa a abraçava, e elas conversavam animadamente. Aquilo já estava me dando náuseas.

Comecei a conversar com as mulheres, a fim de me distrair um pouco, até que ouvi Lorenzo pedindo uma pausa aos músicos, e a atenção de todos para que pudesse falar.

–Eu só queria agradecer, em meu nome e de minha adorável esposa, a minha bela Claire. –Todos o aplaudiram, e ele cochichou à Claire que era sua vez.

Ela levantou da cadeira, um pouco envergonhada, e sorriu docemente.

–Queridos amigos, há cinquenta anos eu fui à casa de Julieta, em Verona. –começou. –Eu escrevi uma carta à ela, fazendo uma pergunta. E há dois meses, recebi uma resposta. –ela fez uma pausa, e mostrou a todos a carta. –E sem essa resposta, nenhum de nós estaria aqui hoje.

Eu já podia sentir as lágrimas descendo pela extensão do meu rosto, e o gosto salgado escorrer pelos meus lábios discretamente.

Brittany me olhava com uma intensidade incrível. Eu nunca havia sentido uma conexão tão forte com alguém.

Desviei meu olhar, podendo ver Claire passando seus braços ao redor de seu, agora, marido, lhe dando um rápido abraço. Então ela se virou para mim, e disse:

–Santana, se importaria se eu lesse as palavras que me escreveu?

Eu apenas neguei com a cabeça, e ela sorriu.

–Muito bem então. –começou ela. –“Querida Claire. “E” e “se” são duas palavras tão inofensivas quanto qualquer palavra. Mas coloque-as juntas, lado a lado, e elas têm o poder de assombrá-la pelo resto de sua vida. ‘E se?’... E se? E se?

Não sei como sua história acabou. Mas se o que você sentia na época era amor verdadeiro, então nunca é tarde demais. Se era verdadeiro, então, por que não o seria agora? Você só precisa ter coragem para seguir seu coração.

Não sei como é sentir um amor como o de Julieta. Um amor pelo qual abandonar os entes queridos, um amor pelo qual cruzar os oceanos. Mas gosto de pensar que, se um dia eu o sentir, eu terei a coragem de agarrá-lo.

E, Claire, se você não o fez, espero que um dia o faça.

Com todo meu amor, Julieta.”

Quando Claire terminou de ler, meus olhos estavam repletos de lágrimas. As pessoas começaram a aplaudir, e eu estava apenas tonta com tudo aquilo.

Eu fui totalmente contraditória... Finalmente senti um amor como o de Julieta, e o deixei escapar por entre minhas mãos. Fui tão burra...

As coisas estavam como um borrão a minha frente. Era como se eu fosse desmaiar a qualquer segundo. Claire beijava Lorenzo, Brittany ainda sustentava seu olhar em mim...

As pessoas continuavam a me aplaudir, mas tudo o que eu queria era sair correndo daquele lugar, então foi o que eu fiz. Levantei, sorrindo educadamente à todos que me cumprimentavam, e apenas saí sem dar uma única explicação.

Eu corri sem rumo, não queria que me vissem chorando. Não queria que ela me visse vulnerável. Avistei ali perto uma casinha. Passei pela velha porta de madeira, e me deparei com alguns degraus um pouco gastos. Não me importei nem um pouco com a infraestrutura, e subi até o segundo andar. Parei perto da sacada, e me sentei ali. As lágrimas haviam secado nesse meio tempo. Encostei a cabeça na parede, e suspirei. Tudo o que podia se ouvir dali, era um pouco da música tocando a alguns metros, e o barulho das animadas e descontraídas conversas.

–Santana? –ouvi gritos vindos de fora da casa. –Santana?

Brittany.

Levantei-me de meu lugar, e andei calmamente até o parapeito da sacada de pedras, apenas observando aquela linda loira de magníficos olhos azuis.

–Claro! –a ouvi suspirar ao finalmente me achar. –Uma sacada! O que está fazendo aí em cima?

–Vou embora. –disse simplesmente.

–Por quê? –perguntou Brittany dando alguns passos mais a frente.

–Porque isso é realmente doloroso! –exclamei fechando os olhos. –Eu deveria ter percebido antes, mas não percebi. Talvez pudesse ter percebido, mas... –suspirei. –Sam e eu não estamos mais juntos. E acho que voltei esperando que...

–Espere! –Brittany me interrompeu. –Não está noiva?

–Não. –neguei com a cabeça. –Mas é tarde demais! É claramente tarde demais. –parei, sentindo as lágrimas voltarem a aparecer. –E isso não importa mais, porque... Honestamente? Eu amo você.

Senti um grande alívio tomar conta de mim. Como se um grande peso fosse tirado de minhas costas.

–Não acredito que disse isso! –exclamei rindo, e limpando minhas lágrimas com as costas da minha mão. –Mas é a verdade, eu te amo! E não é... Digo, você nem deve se importar, porque está... Você está aqui com a Patrícia, e...

–Patrícia? –Brittany me interrompeu novamente, me olhando com uma cara estranha.

–E deveria estar lá, com ela agora. –continuei com meu monólogo.

–Patrícia é minha prima. –disse Brittany gesticulando com as mãos. –Ela é minha prima!

–E isso não é ilegal? –perguntei confusa.

–O que?! Ah... Nossa... –então Brittany começou a rir. Sério isso? Eu aqui toda acabada, e ela ri. –Deixe-me explicar! –disse vindo até a lateral da sacada da casa. –Santana, eu sou tão estúpida... Existem duas Patrícias! A minha prima que está aqui e a outra a quem já esqueci. Porém o mais importante, é que só existe uma Santana.

Ela terminou o discurso com os olhos brilhando, e eu não tenho dúvidas de que os meus não estavam diferentes. Meu coração batia descompassado em meu peito, e minha respiração estava falha. Juro que poderia morrer agora mesmo.

–Agora pode, por favor, descer? –pediu Brittany agitadamente.

Antes que eu pudesse fazer algum tipo de movimento, olhei novamente para baixo, e vi Brittany tirando os sapatos.

–Espere! –disse com os olhos arregalados. –Brittany, o que está fazendo?

Então ela apenas começou a escalar uma planta que havia grudada na parede da casa, e que dava até a sacada.

–Brittany! Desça já daí! –gritei novamente, mas em vão. Ela já estava pendurada em um galho a minha frente, com um lindo sorriso no rosto. –Você vai rasgar todo seu vestido!

–Escute-me, está bem? Com muita atenção. –disse ela olhando em meus olhos. –Eu moro em Londres, uma linda, vibrante, histórica cidade, onde por acaso, eu amo morar. Você mora em Nova York, que é mais que superestimada.

–Como é? –olhei-a indignada.

–Caladinha. –sorriu ela. –Mas como o Atlântico é largo demais para se atravessar todo dia, nadando, de barco, ou de avião, eu sugiro que tiremos na moeda. –disse seriamente.

–O que está dizendo? –sorri.

–E se estes termos não forem aceitáveis, deixar Londres será um prazer, desde que você esteja me esperando do outro lado. –sussurrou ela. –Por que a verdade, San, é que estou loucamente, profundamente, verdadeira e intensamente apaixonada por você.

–Está? –perguntei abobalhadamente.

–Estou. –riu balançando a cabeça.

–Não vai me beijar? –sorri abertamente.

–Vou... –disse ela, não sabendo se sorria e olhava para mim, ou escalava o que faltava daquele negócio. Então ela resolveu fazer os dois juntos, o que realmente não foi uma boa ideia, e se segurou em um galho que acabou se quebrando, fazendo com que ela caísse lá de cima.

–Ai meu Deus, Brittany!! –Gritei. E saí correndo lá de cima, dei a volta na casa, encontrando-a deitada na grama, rindo.

–Não acredito que fiz isso. –disse ela.

–Oi! –me abaixei ao seu lado, fazendo com que nossos rostos ficassem de frentes um para o outro. –Você está bem?

–Por favor, me diga que não ninguém viu aquilo. –sussurrou ela.

Levantei a vista, e pude perceber que Claire e Lorenzo, perto dali, observavam toda nossa interação com grandes sorrisos.

–Ninguém viu. –disse sorrindo.

–Bom... Isso é bom... –respondeu ela fazendo carinho com as pontas dos dedos em meu rosto.

–Pode se mover? –perguntei olhando em seus olhos.

–Apenas meus lábios. –disse ela descaradamente.

Sorri para sua resposta, e me aproximei mais de seu rosto. Sentia sua respiração forte bater contra minha boca, e seu peito subir e descer rapidamente. Sua testa, que minutos antes possuía uma ruga de tensão, agora estava novamente relaxada, demonstrando certa tranquilidade. Seus olhos brilhavam com tanta intensidade que eu tenho certeza que se eu os admirasse por mais alguns segundos, poderia ficar cega. Sua boca estava curvada em um curto sorriso de lado, e seu lábio inferior tremia de excitação.

Ela tentava demonstrar calma, porém eu sei o que ela estava sentindo por dentro. Aquele desespero e vontade do outro. Porque é isso que o amor é. É diferente de qualquer sentimento já vivido. É forte, lindo e ao mesmo tempo conturbador.

E quando nossos lábios finalmente se chocaram, foi diferente de qualquer outro beijo. Não que os outros não tenham sido bons, ou verdadeiros... Não. Muito pelo contrário. Mas esse beijo demonstrava algo que nenhum dos outros fizera. Esse beijo marcava o recomeço da nossa história, agora juntas para sempre.

Notas finais
Eu sei que demorei, mas as aulas começaram e eu já to cheia de coisa pra fazer. Sério, meus professores são loucos. Enfim... Eu já comecei a escrever a segunda parte (lê-se minha versão da história), e vou postar assim que der, ok? Eu ainda estou tentando me organizar com os horários, mas vou tentar postar tipo um capítulo por semana, e quando der eu posto mais, ok? Comentem *-* Até a próxima! Beijão =* P.s: Quem estiver procurando uma fic Brittana para ler, deem uma olhada na The Long And Winding Road, da lindona da Uma Targaryen. Eu, particularmente, adoro a história, então se quiserem deem um oi pra ela lá o/ vlw, flw