Notas iniciais
Olaaaa! Fiz um capítulo especial na "voz" do Adam, então espero que vocês gostem! Boa leitura

De alguma forma muito boa, estar fora da mistura de música alta e odores de álcool fez muito bem para Diana, mesmo que ela não estivesse beirando os cem por cento como sempre estava. Pelo menos Adam estava lá. Ele a levou até o carro, procurando muito cautelosamente não deixá-la cair, ele estava bastante temeroso sobre o estado que ela se encontrava, principalmente porque ele tinha certeza que Diana nunca tinha estado num lugar como aquele e muito menos ingerido a quantidade de álcool que havia consumido em poucas horas. Adam queria saber onde sua amiga, Abby, estaria nesse exato momento. Uma parte dele queria tirar satisfações com ela e descobrir porque havia deixado sua melhor amiga para trás, outra, uma que ele estava tentando lutar contra — e contrariando Sven — era que ele agradecia mentalmente por Diana não ter tido a sorte de encontrar Abby, assim ele poderia passar mais tempo com ela.

Era estranho pensar naquela garota frágil — e selvagem quando menos esperava — cruzar seu caminho. Adam não tinha muitas garotas como Diana em sua vida. Eram mais como... Summer. Tentou tirar da cabeça a garota de cabelos negros e lábios carnudos, ela fizera Adam prometer que voltaria para casa, para terminar o que eles não haviam terminado noite passada. E também na retrasada. E nos outros dias. No exato momento que voltou a cruzar com Diana após aquele dia no café, ele não conseguiu organizar seus outros pensamentos e seus outros objetivos, nem suas prioridades. Ele não sabia o que fazer além de ficar matutando quando iria encontrá-la novamente. A lembrança do primeiro dia que a viu no café ainda estava fresca em sua memória. Ele a viu chegar logo depois que eles e seus amigos se reuniram para fumar perto do sinal. Normalmente, os guardas nunca se interessavam em rondar aqueles lugares de pessoas nobres. Sven tinha estado com uma garota da Comumbia que ele se negava contar quem, por isso pareceu o melhor lugar para todos se encontrarem. Adam sabia que as garotas dessa universidade eram bem difíceis de levar para cama, embora a maioria se amarrasse em garotos como ele. Elliot estava imitando uma garota que conheceu para ele, Karl, Sven e Tom quando elas chegaram. Eram três, uma garota mediana estava apontando para algo no seu dedo enquanto caminhavam, a da ponta direita, ligeiramente mais alta que a do meio, cobria a barriga enquanto ria, mas a da esquerda foi a que mais lhe chamou a atenção. Era alta, loira, estava apertando os braços em volta da cintura enquanto ouvia atentamente o que sua amiga dizia, franzia a testa rapidamente antes de dar uma gargalhada. Adam não sabia porque havia se interessado pela loira, talvez porque gostasse de loiras. Sven sempre dizia que era sua sina as garotas loiras e inteligentes. Era até constrangedor ouvir Sven falar que sabia que ele assistia pornô apenas com loiras, e eram sempre vestidas de uniforme. Era bizarro, Karl disse uma vez para ele. Adam sempre dava de ombros e fazia de conta que não se importava. Mas aquela garota lhe chamou a atenção. Em alguns minutos, a mesma loira se levantou, repetindo num sussurro alguma coisa várias e várias vezes, podia ser uma música, ele não soube decifrar. Quando ela entrou, ele se segurou para não arrumar uma desculpa e ir atrás dela. Seria bem maluco. Depois de longos minutos fingindo achar graça do Elliot, ela apareceu. Trazia cafés em copos e doces junto com ela. Sentou-se na sua mesa e dividiu cada pedido. Ela parecia muito curiosa no que suas amigas falavam e foi naquele momento que ele percebeu que era sobre eles. Adam rapidamente desviou, notando que todas olhavam para ele e seus amigos, mas vez ou outra roubava e encarava as expressões da loira. Ela tinha a testa franzida, entediada. Ele achou engraçado. Não pareceu gostar de nada do que estava vendo, ao contrato de suas amigas. Ele realmente estava ferrado se queria algo com ela.

Logo depois, foi tudo muito rápido. Um garoto se aproximou, falando com elas, o sangue de Adam subiu a veia fervendo quando a loira demonstrou timidez, ela parecia gostar dele. No ato, ela derramou seu café em sua calça e saiu o mais depressa para se limpar. Ele achou o momento certo para encontrá-la. Ele havia seguido para o banheiro, e espiando ao mesmo tempo o momento que ela iria sair. Não demorou muito para que ele tivesse a resposta. Ela esbarrou nele e pela primeira vez ele pode ver seu rosto de perto. Olhos esverdeados, puxados para o castanho, doces. O melhor de dois mundos. Ela era fantástica. Dos pés a cabeça. O seu corpo era divino, contraste perfeito entre as coxas grossas e a desenvoltura do quadril.

E agora, lá estava a garota do café , no seu carro, após várias tentativas de demonstrar o quanto o odiava, rindo-se de uma piada não contada. Diana estava bêbada, ele chegou a esta conclusão mais uma vez. Talvez se convencendo de que ela nunca faria tudo que estava fazendo e nem diria tudo que estava dizendo a ele se estivesse sóbria. Ela certamente o mandaria embora. Não sabia como fora que acabara levando ela até aqui. Achou que quando ela o visse na porta da escola de artes o mandaria ir se fuder na hora. Adam riu para si mesmo. Mas foi exatamente o contrário. Ela não parecia tão zangada ao vê-lo, era uma versão de Diana que ele menos conheceu nesses últimos dias. Tirando o fato que ele a beijou e ela recusou logo depois, ele acreditou que ela nunca mais queria vê-lo na vida. Mas estava enganado.

Quando o garoto todo engomado veio para cima dela, testando suas artimanhas — ele aprendeu essa palavra com Diana — para levá-la para casa, uma fúria enorme cresceu dentro dele. Quem aquele merda achava que era para se oferecer levar Diana para casa? No fundo, não soube como aguentou ficar tão manso e não partir para cima do garoto. Talvez porque Diana estava ali e ela certamente odiaria isso vindo dele, normalmente é sempre o que espera dos garotos pobres do Five Points, ele pensou. E para sua alegria e surpresa, ela decidiu que ele a levaria para casa. Por quê? Ela parecia conhecer tão bem o engomado do que a ele, seria mais normal que ela o escolhesse, não ao Adam. Por um momento ele pensou que talvez Diana estivesse finalmente se interessando por ele. Mas depois, ele decidiu não criar uma falsa esperança.

Rapidamente, Adam ouviu alguém gritar, assustando-o e o despertando dos seus devaneios.

– Porra, Diana, — ele xingou. — bote essa cabeça para dentro. — ele gritou novamente, agora dividido entre puto e assustado. Quando ela não o obedeceu, ele se esticou para puxar o corpo de Diana para dentro do carro, impedindo que ela colocasse todo o corpo para fora pela janela e ao mesmo tempo tentando não bater em nenhum carro enquanto dirigia.

– Que merda, Adam. — ela berrou para ele.

– Você está ficando louca? — Adam olhou exasperado da estrada para ela, fazendo o mesmo movimento várias vezes.

– Estava me divertindo. — ela deu um sorrisinho.

– É, não será engraçado quando você despencar para o outro lado.

Ele ficou furioso. Era muito fácil ele ser o imprudente do que Diana. Era uma situação nova para ele, se importar com a segurança de alguém. Era trabalhoso para falar a verdade.

– Quando você estiver em casa, poderá descansar. — e vai estar segura, ele murmurou em seus pensamentos.

Ela bufou.

– Eu não quero descansar. Estou entediada e com raiva. — ela cruzou os braços. — Até agora não posso acreditar que Abby me deixou.

– Pode haver uma explicação quanto a isso. — Adam ponderou, Diana resmungou alguma coisa que ele achou engraçado.

– Talvez. Ela estava com uma vadia. Uma tal de Feye.

– Ela te trocou por essa garota?

– Pelo jeito. — ela murmurou. — Ela é transferida e fez amizade com a Abby. Eu conheço a Abby há quase quatro anos. Eu tenho mais direito.

– Evidentemente! — Adam concordou. — Mas entrar em coma alcoólico não vai resolver seu problema.

Diana bufou.

– Achei que você gostasse disso. — ela o encarou com aqueles enormes olhos esverdeados.

– De me matar com álcool? — ele riu.

– Não, Hans. De beber. Você faz o tipo.

Adam ignorou como ela o chamou. Não adiantava reclamar com alguém que estava bêbado.

– Eu bebo, Diana. Fumo as vezes. Passo da conta. Mas sei dos meus limites, não sou virgem de álcool. Estou acostumado. Você não e, — ele notou uma coisa. — Como assim faço o tipo?

Diana o encarou e depois a estrada.

– Ah, chegamos! — ela ficou feliz de se esquivar da pergunta. Diana abriu a porta do carro quando Adam estacionou em frente ao seu prédio e se colocou para fora, quase tropeçando e despencando no asfalto.

– Ei, vai com calma loirinha. — espontaneamente, ele se esticou para segurá-la, mas ele estava longe demais para alcançá-la.

– Estou bem. Estou bem. — ela respondeu enfiando a cara para dentro do carro e dando uma risadinha. — Foi uma ótima noite, Adam. Obrigada. — e fechou a porta.

Adam nem precisou de muito tempo, assim que ela deu os primeiros passos ele a viu se esborrachar no chão. Adam abriu muito rápido a porta do carro e correu para o outro lado dele, ajoelhando-se para segurar os braços de Diana e poder erguê-la. Ela estava murmurando algumas coisas quanto a dor quando ele a pegou pela cintura e a abraçou, fincando-a em pé. Sua saia tinha subido alguns centímetros e ele se segurou para não reparar no estrago. E o estrago era ver parcialmente a parte desnuda de suas coxas e da polpa de sua bunda.

– Você está bem? — ele sussurrou para ela, um pouco tenso. — Se machucou?

– Estou bem. Eu acho. — ela fez uma careta. — Foi tão rápido. Não sei como tropecei.

Ele tentou não rir por vê-la tentar achar uma lógica por ter caído e não por estar bêbada.

– Eu levo você. — ele completou.

– OK!

Ele a envolveu um pouco mais, ajudando-a a andar agora para cima da calçada. Quando eles chegaram perto da entrada e ele pode ver o porteiro entretido atrás de um balcão, ele se lembrou de sua saia.

– Ah, Diana. — ele chamou sua atenção. — Você poderia abaixar sua saia?

Ela abriu a boca.

– Merda. Minha bunda está por lado de fora não é? — ela não esperou que ele respondesse, tornou em baixar a saia o máximo que pode e quando ela retornou ereta, Adam percebeu o rubor em suas bochechas.

Ele não disse mais nada, preferia não deixá-la mais encabulada do que já estava. Ele a ajudou a entrar pela porta e passar para o salão da entrada, chamando a atenção do porteiro logo de cara.

– Srta. Primrose? O que aconteceu? — ele saiu detrás do balcão e veio feito furacão para a frente deles, olhando desconfiado para Adam.

– Eu estava na festa da Abby, depois da apresentação. Aquela que eu disse. E acabei bebendo demais, Sr. Filpsbird. — Diana falou calmamente e embora estivesse levemente alterada, ela falou muito bem.

– Mas está se sentindo bem?

– Só preciso de uma boa noite de sono. — ela sorriu. O porteiro, o tal de Filpsbird, olhou para Adam, curioso e desconfiado. Diana deve ter percebido. — É um amigo meu da faculdade, não se preocupe. — ela se inclinou para ele para sussurrar alguma coisa. — Ele é gay.

As orelhas de Adam queimaram, mas ele não disse nada. O Sr. Filpsbird acenou para ela, piscando em compreensão. Agora o porteiro do prédio achava que ele era gay, que engraçado. Ele disse a si mesmo que riria disso mais na frente. Pelo menos sua passagem ao lado de Diana estava livre. Ele a levou até o elevador, escolhendo o andar do seu quarto e lembrando-se de pegar a chave em volta do seu pescoço. Um pouco mais de cinco minutos, ambos já estavam caminhando para a porta do quarto de Diana, abrindo-a e se colocando para dentro. A maioria das luzes estavam apagadas e por isso aos poucos ele foi ascendendo uma por uma. Diana parecia melhor para andar sozinha, mas ainda cambaleava. Ela se mexeu até o sofá e despencou nele, jogando a cabeça para trás para o encosto.

– Você parece prestes a vomitar. — Adam se aproximou depois de ligar as luzes. — Tem certeza que está bem?

Ela balançou a cabeça em confusão.

– Não sei como vocês gostam daquilo. É horrível. E deixa a pessoa numa situação ridícula. — ela murmurou.

Adam riu, sentou-se ao seu lado no sofá, mantendo uma distância confortável.

– Amanha você estará melhor. — ele relaxou.

Levou alguns segundos para que Diana voltasse a falar.

– Obrigada por me acompanhar. — disse. E depois riu.

– Por que está rindo?

Ela enxugou uma lágrima que escapou dos olhos e olhou para Adam.

– Você. — ele não compreendeu. — Mal nos conhecemos e você já sabe o número do meu quarto. E me resgata quando não tem ninguém para isso.

– Ah, tinha aquele outro cara. — ele a lembrou.

Diana fungou.

– O Matt. — ele agora sabia seu nome. — Matt não era uma opção. — Diana completou.

Isso suou estranho para ele. Queria dizer que agora ele fazia parte das opções dela? Era um sinal positivo? Ele tinha que parar de fazer suposições em sua cabeça e fazer suas próprias perguntas. Nada mais esclarecedor do que Diana responder suas dúvidas.

– Diana.. — ele se virou para ela.

– Oh, merda! — Diana se levantou num pulo, no ato pressionando a mão contra a boca. Atravessou como um furacão quase por cima dele e correu para o banheiro.

Adam tinha a expressão chocada, mas depois ele a conheceu como preocupada. Ele correu para o banheiro atrás dela, precisava saber se ela estava bem.

– Você...

– Nem chegue perto! — ela bateu a mão contra a porta, fechando-a num baque.

– Não adianta se esconder de mim. — ele respondeu contra a porta.

– Você não precisa ver isso. — ela fez uma pausa, ele achou que estivesse vomitando agora.

Ele resolveu dar um tempo, esperar que ela liberasse todo aquele enjoo que estava sentindo. Faria bem para ela, mas precisava depois comer alguma coisa, não havia ingerido nada além de álcool. E em muita quantidade.

– Posso entrar agora?

– Claro que não!

– Eu vou abrir essa porta de qualquer jeito. — ele falou depois de um tempo, pressionando a maçaneta e abrindo-a. Diana estava de frente a pia, lavando o rosto, nem se preocupou de olhá-lo. Ela parecia bastante pálida, o que preocupou Adam.

– Feliz agora?

– Não ainda. Onde fica suas toalhas? — ela se virou para ele, arqueando as sobrancelhas. — Não para mim, para você. Um banho gelado te fará bem, acredite.

Por incrível que pareça, ela cedeu. Diana deu as coordenadas e ele encontrou o que precisava. Rapidamente, a entregou a toalha e deixou ela sozinha enquanto ele se encaminhava para a cozinha. Ao som do chuveiro ligado, ele preparou café e pão com geleia. Seria melhor que ela não dormisse de estômago vazio. No percurso que ele preparava seu lanche, ele ouviu a água cessar e um tempo depois a porta se abrir. O café já estava posto ao lado de um prato cinza em cima do balcão com pão e geleia em cima quando ela apareceu. Vestindo uma roupa mais leve, um moletom claro e uma blusa de alças finas na cor azul, entrando em contraste a sua pele branca, macia. O cabelo úmido sobre os ombros, deixando suas expressões mais leve, ela parecia muito mais frágil agora.

– Você fez isso para mim? — ela ergueu os olhos para ele quando se aproximou do balcão.

– Não sou muito bom na cozinha. Mas faço um ótimo café.

Diana sorriu. Isso queria dizer que ele estava fazendo tudo certo.

– Cuide em comer. Você dormirá melhor tendo alguma coisa para sustentá-la. — ele completou.

Diana não notou o quão faminta estava antes de olhar o pão e a geleia. Ela pegou uma cadeira e a arrastou até o balcão, e começou a devorar seu prato em minutos. Agradecia mentalmente por Adam estar ali. E ele por ela ter deixado ele estar ali. Depois de alguns minutos em silêncio, encarando Diana enquanto comia, agradecido por ela estar com fome e por ele ter acertado, Adam notou as horas. Estava tarde e precisava deixar Diana dormir. Em alguns minutos, sua amiga poderia aparecer a qualquer momento e seria constrangedor ter que explicar como tudo aconteceu.

– Eu preciso ir. — ele se afastou do balcão, ficando ereto.

Diana limpou a boca, erguendo os olhos para ele.

– Está meio tarde então... — ele se afastou da cozinha. Sabia o que o esperaria. Um boa noite e um obrigada, como sempre ela fazia.

Ele só percebeu depois de um tempo caminhando para a porta que ela o seguia. Ele se virou para ela, Diana parecia conflituosa com alguma coisa.

– Você tem certeza? — ela disse de repente, mas se arrependendo logo depois.

Adam estava com a mão na maçaneta, esgueirando o olhar para ela, tentando decifrar o que ela queria dizer.

– Está tarde. — ele repetiu.

– É.

– E sua amiga deve aparecer a qualquer momento.

Diana cruzou os braços.

– Duvido muito. — respondeu. — Abby sempre dorme fora de casa quando pernoita com seus amigos nas festas.

De uma forma bem estranha, uma pontada de alívio e felicidade cresceu dentro dele.

– Então você estará sozinha? A noite toda?

Diana engoliu em seco, mas confirmou com a cabeça.

– Não é muito seguro se está sozinha... — Adam não tirou a mão da maçaneta. — mas sei que você prefere ficar sozinha e...

– Você é uma ótima... hm, companhia. — Diana fechou os olhos, e depois os abriu com a testa franzida.

– Quê? — perguntou, um pouco perdido. Diana ruborizou, procurou encarar outra coisa ao invés ele.

Adam se afastou da porta e se aproximou dela. Percebeu que apenas o ato de se aproximar fazia respiração de Diana acelerar.

– Você também é uma ótima companhia.

Ela piscou.

– Não era bem isso que eu queria dizer. — suas bochechas coraram.

– O que era que você queria dizer?

Diana o encarou. Ela tinha enormes olhos esverdeados, e apesar de sua altura, ela ficava alguns centímetros menor que ele. Isso tornava a situação mais tensa, a ideia de sua fragilidade se misturando com a sua masculinidade e sua vontade de querer protegê-la. Era uma mistura intensa e impossível de ignorar.

– Você precisa dizer as palavras, Diana. — ele sussurrou, sua respiração não menos sã que a dela. — Preciso saber o que você quer. O que você quer... — ele diminuiu alguns tons. — de mim.

Diana baixou a cabeça, os olhos encarando as linhas de sua camisa, e a sensação de vê-la encarando e a ideia de imagens se formando em sua mente esquentou seu corpo.

– Não posso. — ela sussurrou para ele.

– Por quê?

Ela não respondeu. Adam segurou seu queixo e ergueu sua cabeça para poder ver seus lindos olhos.

– Existe uma diferença entre não querer e não poder. Você precisa me esclarecer antes que eu fique maluco tentando desvendar, Diana.

Ela fechou os olhos. Era um sinal negativo, ela estava tentando pensar e quando Diana ia pela sua cabeça e não pelo seu coração ele sempre ficava de lado. Ela era diferente. Algo a impedia, algo que ele não saberia dizer de algum dia poderia descobrir, algo que... Ela o beijou.

Diana respirou profundamente, esticou-se na ponta dos pés e o beijou. Um beijo de leve, sem malícia, mas a sensação foi surpreendente. Adam tentou lutar contra a vontade de agarrá-la a força apenas para sentir a maciez dos deus lábios nos dele. Lentamente, Diana se afastou, o rosto ainda corado, os olhos fechados, apreciando momento. Foi nesse segundo que ele notou qual era sua resposta. Quando ela abriu os olhos e viu os olhos escuros dele encarando-a de volta, ela acreditou que tinha sido um erro e que não deveria ter ido tão rápida. Mas para seu engano, Adam jogou as chaves do carro no chão e avançou para ela, segurando seu rosto com as duas mãos e beijando-a com força. Seus lábios se oprimiram contra os deles, a pele quente e o coração veloz. Adam umedeceu os lábios dela e adentrou para dentro de sua boca com segundas intenções. Abraçou sua cintura e a empurrou para trás, preocupado em manter seus lábios unidos, aprofundando o beijo e o avanço de sua língua. O sabor de sua boca contra a sua era magnífica, ele sentiu emoções que não sabia que existiam até agora. O corpo de Diana parecia pequeno em relação ao seu, mas estava fervendo como o dele. Ela agarrou sua nuca e acariciou seus cabelos enquanto ele a segurava pelo quadril, levando-a até o sofá.

Ligeiramente, ele a tomou pelos braços e trocou as posições, sentindo seu corpo pender no sofá e o dela vir junto. Diana abraçou sua cintura com suas longas pernas e ele a ajeitou em seu colo, esticando os dedos pela sua costa e sentindo sua pele contra a dele. Ela era macia, sedosa. Adam queria sentir todo o seu gosto. Ele partiu o beijo e grudou a boca em seu queixo, arrastando seus lábios para sua mandíbula e descendo pelo seu pescoço. Diana jogou a cabeça para trás e soltou um gemido. O som alegrou o corpo de Adam e ele pode sentir seu membro ganhando vida dentro de sua calça. Ele não conhecia outro som mais prazeroso do que o som de prazer saindo da boca de Diana. Ele queria ouvi-la gemer em seus braços e se possível seu nome.

Diana voltou-se para ele e ela mesmo o beijou. Cruzando sua língua contra a dele e arrancando seus suspiros no ato. Ela estava o torturando, como havia feito a noite toda. Ela segurou seu cabelo enquanto o beijava, cuidando de que ele não fizesse nenhum movimento brusco. Quando ele ousou erguer seus dedos e acalcar seus seios, ela se afastou, ofegante.

– Temos que ir com calma. — ela disse, sua respiração entrecortada.

– Ah, OK. — ele suspirou, tentando lutar contra a sensação pulsante bem íntima.

Diana pousou o rosto no seu ombro e deslizou para o seu lado no sofá. Ele não podia atravessar a linha com Diana muito rápido, ela era cautelosa.

– Desculpe. — ele disse. — Se fui rápido demais. — ele se virou para ela.

Diana o olhou e para sua surpresa, ela beijou seus lábios. Era outro sinal positivo.

– Eu acho que... preciso dormir. Tenho faculdade amanhã. — ela falou depois do beijo.

– OK. — ele fez que sim. — Eu te vejo amanha?

– Talvez. — ela se levantou. Ele fez o mesmo. Diana o empurrou até a porta, um sorriso malicioso nos lábios. Adam se inclinou para o chão para pegar suas chaves e se virou para ela:

– Como assim talvez?

– Eu te encontro, OK? — ela replicou.

Ele fez que sim com a cabeça.

– Confio em você.

– Boa noite, Adam!

– Boa noite, Diana. — e ele abriu a porta, fechando-a depois de sua saída.

Notas finais
O que acharam? Será que Diana vai se entregar de verdade para ele? Ou não faz o tipo dela? Comentem!!!!