Notas iniciais
desculpem a demora, depois do natal e do ano novo eu não tive tempo para nada, juro mesmo, estava zero criatividade. Espero que gostem, está em edição de celular porque escrevi esse capitulo e os outros mais novos às pressas pelo blocos de nota do celular então... boa leitura
As cortinas se fecharam, enormes, pesadas e vermelhas. A última apresentação da noite foi a melhor de todas e não era somente porque Abby estava nela. Diana faltou estourar os pulmões de ganhar fôlego para gritar junto com a multidão palavras de agrado e satisfação, fora isso ainda aplaudir de pé todo conjunto que trabalhou na peça musical. Abby era uma garota do interior que havia pego suas malas e fugido de casa depois da morte do irmão. Iria seguir seu sonho de cantora após encontrar uma carta escondida nas coisas vazias do seu irmão onde ele havia escrito inúmeras formas de encorajar a irmã de persistir naquilo que ela amava. Infelizmente ele não pode fazer isso pessoalmente. Abby, que interpretava Lola, viajou para NY e encontrou um rapaz chamado Oliver, com quem se apaixonou logo de cara e enfrentaram juntos todas as desilusões e os desencontros da vida até que no fim se encontraram na apresentação da vida deles. O cenário, os atores, as musicas, Diana não podia estar mais orgulhosa do que estava pela sua amiga, pela forma como tudo fora tão perfeito e organizado. Seus olhos se encheram de lágrimas, mas eram lágrimas de felicidade.
Alguém se inclinou para ela.
– Dê os meus parabéns a ela. — reconheceria a voz nem que estivesse num campo de futebol com centenas de pessoas gritando ao mesmo tempo. Tratava-se de Adam.
Diana o encarou sem conseguir espantar suas expressões de felicidade e emoção, mas não se importou, ele sorria para ela com alguma forma de apreciação.
– Se você subir pela esquerda ninguém vai notar. — ele acenou para frente, mostrando caminho.
Ela não pensou duas vezes, ultrapassou a primeira fila e subiu correndo pela escada lateral do palco, infiltrando-se na cortina e entrando para dentro de onde tudo acontecia. Havia muita gente ali, zanzando de um lado a outro, comemorando ao mesmo tempo, arrumando cenário, desmontando e guardando. Diana demorou para raciocinar onde sua amiga estaria, mas depois de alguns poucos segundos entrou dentro de um corredor e foi procurar os camarins. Ela teria ido de primeira se trocar ou comemorar com o restante do elenco, com as suas amigas do teatro. Diana não sabia se ela conseguiu vê-la lá embaixo olhando atentamente para cada movimento dela e dos outros no palco, mas queria ir lá mesma parabenizá-la. Nem passou pela sua cabeça avisar que já tinha chegado no auditório quando se encontrou no meio de Matt e Adam, era como se os pensamentos lógicos fugissem da sua cabeça. De um lado, Matt pousava a mão em cima do amparo de sua cadeira, do outro Adam fazia o mesmo, ambos com diferentes expressões, mas similarmente como se quisessem pressionar Diana ou marcar território. Ela teria que escolher um lugar pra pousar o braço, certo? Era alguma forma do outro entender quem ela escolheu? Diana achou estupido somente de levar em consideração uma coisa dessa, por decidiu esperar pela apresentação de Abby. Fez bem. Agora estava aqui correndo atrás da amiga.
Depois de alguns deslizes, ela encontrou alguém para perguntar onde Abby estava e recebeu como resposta a porta à direita a uns três metros dali. Quando entrou, acertou em cheio. Abby ainda estava com a mesma roupa da última cena, mas havia mais garotas ali com quem ela contracenou e outras que participaram de apresentações anteriores. Não demorou muito para que Abby notasse Diana e viesse num pulo abraçá-la, extasiada.
– Você viu? — foi a primeira coisa que Abby perguntou.
– Claro que vi. — Diana se afastou para olhá-la. — E foi incrível, não consegui desgrudar os olhos nem um segundo. Aquela parte que você está nas ruas de NY cantando sozinha e aparece algumas pessoas para se juntar, você estava perfeita. Ninguém desviou o olhar, meu Deus, pareço uma maluca sem fôlego, mas é porque estou orgulhosa. Parabéns, amiga!
Os olhos de Abby se encheram de lágrimas, talvez porque fosse a maior e melhor apresentação de sua vida aqui.
– Eu fiquei tão nervosa, Ana!
– Não deu para notar. Estava perfeita. — abraçaram-se mais uma vez, sorrindo uma para a outra.
– Ainda bem porque foi um mês de muito trabalho e tudo tinha que se sair bem. — Abby disse se recostando na lateral da penteadeira. Seu rosto estava um pouco vermelho, talvez pela emoção.
– Confie em mim, Abby. Todos adoraram, aplaudiram de pé. — uma garota de pele morena e cabelo afro se aproximou, chamando a atenção de Abby.
– Voce vai? Evy me mandou uma mensagem e está tudo marcado.
Abby trocou olhares com Diana, que estava perdida demais para dizer alguma coisa.
– Me esperem lá fora, só vou me ajeitar e falar com a Ana. — a morena acenou, dando uma olhada rápida para Diana dos pés a cabeça que a deixou desconfortável.
Quando ela se afastou, Diana perguntou:
– Quem é ela?
– Feye. Ela é transferida, ela estava como papel da garota que me ajudou no bar. — ela explicou, fazendo Diana recordar no mesmo momento. Feye era a melhor amiga de Abby na peça.
– Ah, sim, lembrei.
Abby sorriu.
– A minha turma vai sair pra comemorar depois de nos liberarem, o que você acha de ir com a gente?
Inúmeras pessoas que ela não conhecia, pessoas que certamente devem entender o lado artístico de Abby melhor que ela, tudo isso parecia um bom motivo para Diana dizer não. Iria se sentir a pessoa mais deslocada do mundo, fora do universo de Abby. Se ela fosse tão simpática como sua amiga, espontânea e sociável, não se preocuparia, mas não era assim. Se sentiria um peixe fora d'Água, então por que aceitaria?
– Claro. — sorriu timidamente. Amava Abby e queria comemorar esse dia, ela parecia tão feliz pelo resultado do seu esforço que Diana não ousaria estragar sendo a pessoa insociável que ela é.
– Ótimo! — Abby bateu palmas. — Irei ajeitar minha roupa e iremos juntas. Me espere!
Diana assentiu, procurou uma cadeira para se sentar e esperou. As garotas mal pareciam notá-la, estavam ali se enturmando porque se conheciam, faziam as mesmas coisas, tinham coisas em comum. Era uma atmosfera diferente, conversar com Abby era uma coisa, ela se entendiam, mas se enturmar com pessoas que pareciam ser o oposto do que ela é era outra muito diferente. Complicado.
Seu celular vibrou. Alguém para salvá-la de parecer tão deslocada. A luz brilhou na tela e ela percebeu que era uma mensagem do Matt.
"onde você está?"
ela retornou com:
"no camarim, esperando pela Abby. E você?"
um segundo mais tarde, ele respondeu:
"com o seu namorado."
Ela não compreendeu. Mas rapidamente o rubor chegou a sua face e se lembrou que Matt estaria falando do Adam. Eles estavam juntos? Conversado talvez? Isso nao parecia ser nada bom.
"ele não é meu namorado."
Matt não se demorou a responder:
"vocês pareciam juntos. E qual é desse cara? Ele não parece gostar nada de mim. Não importa, não gosto nada dele."
Diana teve que rir. Não iria respondê-lo, porque primeiramente não saberia o que dizer. Adam não era seu namorado, este era o fato. Mas, então por que ele estava ali? Por que ele se esforçava para encontrá-la? Ela nunca o procurou, as coincidências que os atormentavam de repente não pareceram casuais agora. Diana chegou à conclusão que ele estava a perseguindo, não na primeira vez, mas quando ele a levou para a escola e apareceu aqui, não parecia nada como um encontro do destino. O que Adam queria?
– Estou pronta! — Abby apareceu de repente, vestindo jeans, uma blusa de alças finas e decotada, salto e um casaco dobrado no braço para qualquer emergência.
– Ah, vamos! — Diana se levantou. Estava com muito menos roupa que Abby e isso a deixou frustrada.
– Nem lembrei de falar. Esta linda, Diana. Não sei o que lhe deu de vestir algo assim, mas estou amando, você realmente acordou para o corpo que você tem. — Abby passou o braço em volta do de Diana e a puxou para a saída.
– Isso não foi nada.
– Está querendo impressionar alguém? — Abby arqueou as sobrancelhas, investigativa.
– Nada disso. — ela ficou vermelha. — Só foi uma ideia maluca. Nem me sinto eu mesma.
– Eu estou sentindo que tem rapaz no meio de tudo disso. — Abby a levou para o corredor detrás, direto para a saída. — Você não consegue mentir para mim.
Diana preferiu o silêncio a tentativa de dizer alguma coisa para contrariá-lá. Mas rapidamente o medo voltou a atormenta-la. Lá fora iria se deparar com Matt e Adam, um ao lado do outro a sua espera e o que faria? Não tinha a resposta. E se um deles a convidasse para levá-la para casa? Ou se oferecesse para acompanhá-la? O que diria? Ou ainda pior, quem escolheria? Teria que tomar uma decisão rápida porque os segundos passavam ligeiramente rápidos e já estava perto da saída, ao lado de Abby atrás de seus amigos. Eles iriam para algum lugar, era o fato, mas para onde? Os lugares que sua amiga normalmente frequentava com seus amigos eram diferentes dos que escolhia para sair com Diana. Era um péssimo dia para ser antissocial, ela pensou consigo mesmo. Deveria se divertir em nome da Abby, era seu dia, e não estragaria nada com seus transtornos pessoais.
Lá fora, sentindo a brisa gelada da noite tarde em Manhattan, Diana se xingou por não ter trazido nenhum casaco para confortá-la, faria um agrado se o tivesse agora em seus ombros. Quando finalmente saíram de dentro da escola de artes, Diana se sentiu curiosa sobre os amigos de Abby. O que fariam?
– Ei onde disse que seus amigos vão te encontrar para se divertir? — Diana se virou para ela.
– É um clube particular no centro. O Blue Dream.
Diana caçou em suas memórias o nome do clube. Já ouviu falar sobre ele, só não conseguia raciocinar a direção.
– Então, é uma festa?
– Sim. Nada contra isso, certo? — Abby a olhou com ar de esperança.
– Claro que não. Quero me divertir em sua homenagem. — Diana forçou um sorriso.
– Otimo. Você vai amar essa nova atmosfera, Ana. Espere e verá!
Lá na frente, ela conheceu a morena de cabelos cacheados. Ela se encontrava num pequeno círculo com um restante de sete pessoas, todos conversavam animadamente como se conhecessem há um bom tempo. Diana se sentiu deslocada outra vez.
– Ei, estou aqui! — Abby acenou para o alto, chamando a atenção de muitos ali.
Alguns acenaram de volta, chamando-a para chegar mais perto. Diana não pode assimilar qual era conversa deles quando chegaram, eles voltaram suas atenções diretamente para Abby.
– Está tudo pronto? — Feye perguntou, não pareceu notar a presença de Diana naquele espaço.
– Está. Vocês vão agora?
– Estávamos apenas te esperando. — Feye olhou de relance para Diana finalmente. — Ela vai conosco?
– Ana é minha amiga. Ela vai adorar isso.
– Ah, mas o carro do Ted está contado os sete lugares, Abby. — Feye encenou uma expressão de tristeza, mas Diana conhecia o tipo dela, estava soltando fogos por dentro por Diana não ir definitivamente.
– Eu não vou sem a minha amiga, ela se aperta no meu colo.
– Ou eu posso pegar um táxi. — Diana disse, queria evitar alguma discussão sobre ela como se ela não estivesse ali.
– Claro que não, Diana. — Abby se virou para ela. — Já está decidido, iremos juntas.
– Venha aqui, Abby. — ela segurou seu punho, afastando-a do meio de sua turma sem chamar muita atenção. — Voce me passa o endereço, eu tenho que pegar dinheiro em casa, não vou aceitar que paguem a minha entrada mesmo. Pego um taxi, passo em casa e vou direto para lá.
– Não estou de acordo com isso. Peço para dividirem uns trocados para pagar sua entrada. — Abby cruzou os braços, fazendo birra.
– Eles já me amam sem fazer esforço imagina quando pedir algo? Faça o que estou dizendo, Abby. — Diana disse, forçou um sorriso para acalmá-la, não queria que sua noite estragasse por não ter se dado bem com seus outros amigos.
– É como se eu os escolhesse e não você. Está muito errado, Diana.
– Escute-me! Vá lá agora e se ajeite com eles, vou pegar um táxi rapidinho! Pronto. — Diana a empurrou, sem dar brecha para que ela voltasse a replicar suas ideias. Faria o possível para não dividir um segundo que fosse com Feye no mesmo carro.
– Olha, — Abby se virou para ela. — estarei esperando na entrada, eu saberei se foi ou não, OK?
Diana revirou os olhos.
– Okay. Amo você! — ela acenou, afastando-se e certificando-se de que Abby seguiria o plano. Ela se afastou tristemente, olhando para Diana, sabia que não era do feitio de Abby deixá-la sozinha, por isso não quis demonstrar que estava prestes a furar os planos. Além disso, não pode deixar de notar o grau de felicidade no rosto de Feye quando se aproximou de Abby e a puxou até o carro estacionado há alguns metros de onde até então estavam. Diana nunca foi de se enraivar com alguém ao ponto de querer quebrar-lhe os dentes, mas Feye despertava seu pior lado.
– Aí está você! — Diana acertou o rosto em alguém se querer, quase atropelou Matt no meio do caminho.
– Desculpe. — Diana ruborizou.
– Está tudo bem. — ele sorriu para ela, parecia animado em vê-la. Diana não pode dizer o mesmo. — Estava te procurando. Para onde está indo?
– Para casa. — ela murmurou, zangada. Imaginava a cabeça de Feye como uma bola de beisebol enquanto segurava um taco para arremessa-la para o outro lado do campo.
– Uou, por que tão cedo?
– Desculpe Matt, estou um pouco cansada. — ela resolveu dizer, não estava paciente para enfrentar as investidas de seu ex flerte depois de subitamente ter levado um pé na bunda e de uma hora para a outra se tornado o centro das atenções para ele.
– Achei que sairia com a Abby.
– Ela está com os amigos dela agora e eu preciso dormir. — o que era verdade, não podia pensar dar um bolo em sua amiga, mas estava ao ponto de desistir de ir para o clube.
– Eu posso te levar, se quiser. — o sorriso de Matt era encantador. Brilhante, uma carreira de dentes brancos que iluminava sua feição tornando-o tão doce que poderia fazer o coração de Diana acelerar. E faria há alguns dia atrás, mas agora era como se ela tivesse desenvolvido algum anticorpo para Matt Marverik, inibindo-se de qualquer reação que ele lhe causasse. Não sabia se isso significava algo mais importante ou era apenas uma reação natural das coisas.
– Eu não sei... — ela se conteve. Pela primeira vez, não queria sua companhia.
– Vamos, seria divertido, como nos velhos tempo. — ele sorriu novamente, esticando o braço em sua direção.
Sua válvula de escape chegou no mesmo segundo. Havia destacado o quanto Adam parecia incrivelmente sexy quando se vestia como um garoto prendado de uma família rica no centro de Manhattan? Diana tentou afastar os pensamentos mesmo quando pareceu impossível.
– Estava esperando por mim? — Adam estava segurando um molho de chaves enquanto andava até eles. Seu andado era bem mais relaxado e auto confiante, Diana odiava a forma como ele era presunçoso embora também achasse isso muito atraente agora.
– Não, cara, estávamos indo embora. — Matt respondeu sem resquício algum de educação. O que ela havia perdido?
– Não sabia que era o porta-voz dela, "cara". — Adam sorriu levemente, debochando da severidade de Matt.
– Dê-nos licença, precisamos ir. — Matt a puxou, segurando ainda seu braço para frente. Antes que ela pensassem em alguma coisa para impedi-lo, Adam a segurou pelo o outro lado.
– Preciso falar com você. — ele sussurrou na sua direção, impedindo-a de ir embora.
Diana o encarou, absorvendo sua expressão, aquele contraste de bondade e severidade. Por que Adam a irritava ao ponto de fazê-la se sentir bem? Era normal por acaso?
– Achei que você quisesse ir para casa, Ana. — Matt a chamou do outro lado. — Vamos!
– Diana... — Adam a chamou outra vez, sua expressão intensa.
Tinha uma escolha a fazer. Estava irritada, Abby havia a deixado para trás enquanto saía para se divertir com seus outros amigos — embora Diana a tivesse forçado a ir — e agora tinha Matt, finalmente dando-lhe alguma importância quando havia se passado meses sem retorná-la, deixando-a criar expectativas sobre algo que nem mais parecia real agora. E também tinha Adam. Ela o odiou na primeira vez que colocou seus olhos em cima dele, e seguinte jurou que o odiaria para sempre. Até ele salvá-la e sua presença se tornar constante nos últimos dias. Adam a salvou de formas distintas e em tão pouco tempo, a confusão que ele transbordava trazia à tona todos os seus sentimentos mais internos, mais profundos e intensos. O que ela faria? Escolher o cara que quebrou seu coração, mas parecia querer uma segunda chance ou o cara que ela odiava enquanto tentava não cair nos seus encantos?
– Eu não sou um brinquedo. — ela berrou, afastando-se dos dois. — Para ficarem me puxando de um lado a outro.
– Desculpe, Ana. — Matt se virou para ela, juntando as sobrancelhas e a encarando.
– Está tudo bem, Matt. Eu apenas tenho que ir. — ela murmurou. Olhou para Adam, ele não carregava expressão alguma, nem se desculpou pela ceninha de ciúme que havia demonstrado com ela por causa do Matt. Não era de se estranhar, mal o conhecia. — Adam... — ela sussurrou. — Me leve para casa.
E deixou Matt plantado ali. Não sabia porque tinha feito isso, deixado-o sem dar nenhuma explicação, mesmo que no fundo houvesse uma. Ela não queria ouvi-lo, não queria vê-lo para tornar a se lembrar que um dia já havia perdido noites de sono se perguntando por que ele não a retornava. Matt não parecia alguém para ela nesse momento.
Deixou-o para trás e nem pensou duas vezes. Era um alívio finalmente não montar uma imagem de que não queria gritar a qualquer momento para Matt que o havia esperado por meses e agora estava cansada de continuar. Diana ultrapassou algumas pessoas até não ouvir nenhuma conversa nem rastros da escola de Abby.
– Ei, vá com calma, Diana. — ela ouviu alguém dizer. Ela havia se esquecido completamente dele. Adam tentava acompanhar seus passos largos e ligeiros.
– Quanto menos demorar, mais cedo chegarei em casa. — ela resmungou.
– Está zangada com o que? Foi aquele babaca? Eu posso... — Diana se virou com tudo para ele, Adam quase a atropelou se não tivesse parado a tempo.
– Pare de ameaçá-lo.
– Me pedir uma coisa dessa não fará meu ódio diminuir, Diana. — ele deu um breve sorriso. Ela tentou conter as emoções que surgiram no seu corpo no ato.
Diana tinha muitas coisas para perturbar a mente, como por exemplo o Adam e o que ele fazia aqui.
– Por que você me seguiu?
– O que? — respondeu, um pouco perdido.
– Por que veio aqui, Adam? Por que estava na rua do meu prédio na manhã de hoje? Por que? — havia estourado, talvez a raiva liberasse alguma válvula da verdade dentro dela que ela queria jogar para fora.
– Está querendo a verdade?
– É claro que estou.
Adam se aproximou, encostando seu peito no dela, sua respiração entrando em choque com a sua. Sua mente não estava mais em ordem depois disso.
– Eu me interessei por você, Diana.
Ela riu. Achou engraçado e nem sabia porque. Diana revirou os olhos e lhe deu as costas. Era assim que ele esperava conversar com ela? Flertando a todo momento como se ela fosse acreditar em suas cantadas? Como se ela fosse as garotas com quem ele transava todas as noite? Diana conhecia seu tipo mais do que ninguém.
– Qual a graça? — ele a seguiu.
– Toda. — ela murmurou. — Seus flertes por exemplo. Não perca seu tempo comigo, Adam.
– Não vejo isso como uma perda de tempo, acredite.
Ela bufou.
– Quantas vezes já deve ter dito isso a uma garota? — ela o olhou por cima do ombro.
Ele ficou quieto por alguns segundos.
– Muitas vezes. — Diana riu para si mesma. — Mas não nessas circunstâncias.
– E que circunstâncias? — ela o olhou de lado, diminuindo a velocidade de seus passos.
– Nenhuma garota me obrigou a dizer o porque de eu tê-la seguido. Nenhuma garota também nunca me deu tantos foras como você. Elas simplesmente se jogam em cima de mim na primeira oportunidade. Estou acostumado. — ele despejou um sorriso sínico nos lábios que despertou uma fúria passageira em Diana, prestes a empurrá-lo para longe e chamá-lo dos piores nomes.
– Você não é especial, Hans.
Ele parou. Diana se virou para ele, mas continuou a andar.
– Diana, pare!
Ela o encarou.
– O quê? Sobre o que?
– Sobre o Hans, Diana.
– Seus amigos te chamam assim. — ela cruzou os braços.
– Este não é o meu nome. As pessoas normais me chamam assim.
– Você não me considera normal para entrar nessa lista? — ele se aproximou, pairando sobre ela, encostando seu peito nos seus braços, desequilibrando-a por alguns segundos até ajeitar-se a tempo.
– Você é diferente. Acredite, de onde eu venho, ser diferente é o que torna alguém muito especial. — seus olhos negros buscaram os delas, procurando alguma coisa para ver, ao ponto de deixá-la como se não vestisse nenhum tecido sobre a pele. Diferente de Matt, Adam fazia seu coração perder o compasso das batidas do coração, perdendo o rumo da lógica e da prudência. Ele era o jeito errado de fazê-la se sentir viva.
– Meu carro está logo ali. Vou levá-la para casa. — ele se afastou, deixando-a parada no mesmo lugar.
– Espere!
– Diana, ande.
– Você conhece o Blue Dream? — ela falou em alto e bom som.
Adam parou. Virou-se para ela.
– O que você quer lá?
– Abby está lá. A amiga vadia dela também e eu quero me divertir, hoje foi o dia muito importante para ela.
Adam sorriu.
– Então estava indo embora por ciúmes de sua amiga? — Diana fez uma careta para ele. — OK, loirinha. Entra no carro e te levarei ao clube.
Ela nem acreditou que ele a levaria, talvez esperasse que Adam a negasse sair por aí, mas ele aceitou. Não sabia para o que estava pronta, mas faria desse dia um dos mais insanos de sua vida, de um jeito bom... Era o que esperava!
Notas finais
e aí? Obrigada pelos reviews maravilhosos do cap anterior, beijosss
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