Havia sentimentos confusos em sua cabeça aquela noite.

Se arrependia de tê lo beijado.

Mas ao mesmo tempo não se arrependia.

Não devia ter feito aquilo.

Mas queria tanto.

Ele já usou você e sua irmã.

Mas foi só um beijo.

Nada além.

Mas quem ela queria enganar com isso ?

Só um beijo… um que desperta a vontade de outros mil.

Fazia um pouco mais de semana mas não consegui parar de pensar naquilo.

E nem ele.

Ainda por cima tivera aquele dia do qual ela o consolará no Palácio de gelo.

Dormirá ao lado do príncipe, mas nada além de abraços e beijos de consolo foram trocados.

A apreensão aos poucos tomava conta dela, não tinha mais como negar.

O amava profundamente.

Durante essa semana ela tentou se afastar do jovem. Dirigir lhe a palavra somente quando necessário.

Deixando um príncipe totalmente confuso.

Mas com certeza ela estava em dobro.

O que deveria fazer ?

— Elsa ? —

Aquela voz doce tirava lhe daqueles pensamentos, a acordando para a realidade.

Quando Elsa dava a permissão Anna entrava em seu quarto com um sorriso no rosto.

— Está um pouco frio aqui. Está tudo bem Elsa ? -

Há sé Anna realmente soubesse o que acontecia dentro de sua irmã.

O embate interno que Elsa levava dentro de si desde a volta do príncipe….

— Sim, está tudo ótimo. —

Anna podia muitas vezes ser inocente, mas não estúpida. Era óbvio que estava acontecendo algo.

Aquela leve mudança de temperatura no castelo já dizia isso. Pois sempre acontecia quando Elsa estava com algum grande problema.

— Sei….. -

Anna tentaria não arrancar as verdades de sua irmã. Ao menos não naquele momento, pois também pretendia dar o mínimo de privacidade a ela.

Mas obviamente se continuasse daquele jeito ela faria Elsa falar.

— Bem Elsa. Você sabe que não importa o que seja; sempre estarei ao seu lado. -

A verdade é que Elsa no fundo temia que Anna não estivesse ao seu lado caso ela descobrisse a verdade.
Mas a conversa que teve com Paddie e Bulba foi o suficiente para tirar um peso de suas costas. Pois era uma verdade. Não devia se culpar por isso.
Mas também era um fato que ela sempre teve a tendência de se culpar.

Dia 16 de Abril. — 9:20 .

Lá estavam elas novamente.

Era impressionante como eram unidas, sempre pareciam estar juntas.

Novamente as irmãs Westergaards eram convidadas por Anna, mas dessa vez em vez de ir ao palacete de Dagmar tomar chá ou no castelo; elas passeavam pela cidade.

O pequeno Elrich andava na frente animado com um cachorro que Hans havia dado para fazer companhia ao sobrinho nesse período tão complicado de sua vida.

Já logo atrás andavam elas três.

— Você soube Anna ? Haverá uma maravilhosa ópera daqui a duas semanas no teatro nacional. —

Anna virava se animada para Dagmar que havia lhe dirigido a palavra.

Fazia anos que não ia a um teatro, a última vez que se lembrava fora com seus pais quando ela era bem pequena, ver um ballet; e Elsa não estava lá com eles.

— Que incrível ! —

— Fizemos questão de comprar ingressos para vocês irem com a gente, Kristoff, você, Elsa e Olaf. —

Charlotte parecia se divertir com aquilo, um boneco de neve no teatro vendo opera.

Sem dúvida uma situação muito diferente.

6:15

Batidas foram ouvidas na porta de seu quarto.

Havia acordado a poucos minutos ainda encontrava se um pouco sonolenta.

Mas as batidas insistiam em continuar, e com isso ela foi até a porta e abriu.

— Gerda ? -

Ela perguntava com a voz embargada pelo sono mas logo percebia que não se tratava da velha senhora mas sim do príncipe das Ilhas do Sul.

Nisto ela tentava fechar a porta mais sem sucesso pois ele forçando conseguiu entrar.

— O que pensa que está fazendo ?! Retire se daqui agora príncipe Hans ! -

Ele ia até ela e a pegava pelo pulso e a puxava, aproximando se dela.

— Não antes de me dizer o que está acontecendo. -

O semblante do príncipe era sério, olhando diretamente nos olhos da rainha.

— Está com medo de mim majestade ? -

— Nunca o tive. -

Ela mantinha um olhar também serio e transmitindo superioridade perante ele.

— Então o medo e dos sentimentos recíprocos. —

Aquelas palavras dele faziam Elsa engolir seco; porque no final das contas.

Ele tinha razão.

Sem ouvir resposta de sua rainha ele sorria e a puxava ainda mais para perto dele tomando lhe em um beijo doce que primeiramente ela não correspondia.
Mas demorava apenas segundos, não conseguia resistir a isso.

— Elsa. Você não sabe quantas vezes deito me com desejo de tê la ao meu lado. Por mais que isso não lhe pareça nada, nunca estive tão certo de que quero entregar me a alguém. -

Elsa corava ao ouvir tais palavras, porém não tinha muito tempo para isso, logo o beijo era retomado por ele de modo mais ousado.

Mas aquela ousadia caia por terra quando eles ouviam o bater na porta.

Era finalmente a Gerda.

Imediatamente Elsa mandava o príncipe esconder se embaixo da grande cama, e assim ele o fez. Rindo daquela situação um tanto perigosa de quase ter sido descoberto no quarto da rainha, agarrando se com ela.

Pareciam mais dois adolescentes.

Elsa então ao abrir a porta via a senhora a sua frente com um sorriso nos lábios.

— Bom dia Elsa. -

Quando olhava Elsa, Gerda via a jovem um tanto descabelada com um sorriso tímido nos lábios como se tentasse esconder algo, mas o próprio riso que a rainha tentava guardar já revelava o que provavelmente havia acontecido ali.

Além do clima mais agradável em um quarto que costuma a ser ligeiramente frio.

Gerda também sorria com aquilo, sabia muito bem o que se passava ali e que muito provavelmente o príncipe ainda devia estar escondido naquele quarto.

Não podia estar mais certa.

— Vejo que acordou de bom humor. Eu suponho o motivo. —

A senhora se aproximava da rainha que tentava em vão esconder sua timidez diante daquela situação.

— Bem… digamos que tive um ótimo começo de dia. -

Gerda dava apenas um leve riso e então logo ouvia se uma batida no fundo da cama de um Hans que sem querer acabará se contundido ali em baixo.

— Bem. Já preparei seu banho. E príncipe Hans, tente ser mais discreto da próxima vez. —

Logo ouvia se uma gargalhada masculina vindo de baixo da cama enquanto Elsa botava uma das mãos em seu rosto envergonhada.

A rainha se levantava e ia em direção a porta com Gerda logo saindo do quarto.

E após alguns minutos depois Hans também saia dali. Mas não antes de se certificar de que não havia ninguém no corredor para vê lo sair do quarto da rainha.

No banho a rainha pensava nas mais diversas coisas, tanto nos compromissos do reino até o príncipe.

— Nunca estive tão certo de que quero me entregar a alguém. -

Aquelas palavras faziam ela se arrepiar. No fundo ela também tinha aquela certeza.

Mas o que Anna diria ?
Era óbvio que a princesa não ia gostar nada daquilo. Mas não adianta; Elsa não conseguia deixar de sentir.

Ela então afundava sé naquela enorme banheira até o pescoço.

— Não sabe quantas vezes deito me com desejo de tê la ao meu lado. -

Elsa não conseguia se conter quando pensava no príncipe. Fazia o que ? Um mês ou mais desde que ele retornará a Arendelle. E desde então vossa majestade via renascer o desejo muito esquecido que havia por ele.
Após sair do banho e vestir-se ela ia ao seus afazeres como rainha.

Aquela manhã parecia mais devagar que o normal.

Ela olhava para o grande relógio de pêndulo no canto do escritório. Ainda 8:30

Então apenas voltavam seus olhares para os documentos na mesa a sua frente até que ouvia se uma batida na porta.

Sabia exatamente de quem se tratava.

Logo que era dada a permissão o príncipe entrava no cômodo com um jornal e o café da manhã que havia trazido para a rainha.
Então ele lia as notícias em voz alta para ela que comia calmamente e pensativa.

Havia as mais diversas notícias; incluindo dos diversos problemas que pareciam não ter fim nas Ilhas do Sul que estava a beira de uma guerra civil.

— Miserável. -

Era somente o que era ouvido sair dos lábios do jovem príncipe que esmagava o jornal em suas mãos com raiva.

Mas a raiva dava o lugar a surpresa quando sentiu uma leve mão gélida em suas costas.

Olhando para trás ele via Elsa com um leve sorriso e um tanto tímido.

— Sua família vai ficar bem Hans. -

Mesmo depois de tudo que aconteceu com ele por causa de maior parte de sua família Hans se importava com eles.

E Elsa sabia disso.

Nesse período que passara com ele percebia cada vez mais de que no fundo ele era como aquele príncipe do qual ela se encantou a anos atrás.

Ele pegava uma das mãos de Elsa botando sobre a sua palma e a outra mão acima.
Elsa olhava para esse gesto e logo depois para ele.

Os dois tinham em seus lábios sorrisos cúmplices e gentis, e permaneceram daquele modo por vários segundos até ser interrompido por um Olaf e Elrich que entravam sem nem bater na porta.

— Elsa, acho que estou com um probleminha, estou descongelando e….. -

Olaf parava de falar na mesma hora que via Elsa com Hans que tinham semblantes um tanto assustados.

— Descongelando ? -

Elsa se aproximava de Olaf e se ajoelhava diante dele ao mesmo tempo que Elrich entrava no cômodo e ficava perto de seu tio.

—Sim. Estava brincando com Elrich lá na casa da duquesa quando comecei a descongelar e ela nos trouxe até aqui. -

Realmente o boneco estava descongelando aos poucos. A solução era então fazer uma geada mais forte para ele.

— Será que ele começou a descongelar porque você e o tio Hans gostam um do outro ? —

A inocência e sinceridade infantil mais uma vez acertou em cheio a rainha de Arendelle. Já ela apenas olhava para o menino a sua frente um tanto incrédula de ter ouvido tais palavras.
Enquanto ele apenas sorria para ela do modo inocente que sempre fazia.

Olaf a princípio encontrava se um tanto confuso com aquela declaração do seu grande amigo de brincadeiras; mas logo entendeu, e com isso sorria para Elsa dando um recado de que nunca revelaria tal segredo, ou ao menos tentaria.

— Menino esperto. —

A voz do décimo terceiro soava brincalhona enquanto bagunçava o cabelo do sobrinho que ria com aquela forma de afeto.

Com o problema resolvido Elrich e Olaf voltavam a brincar pelo castelo dessa vez enquanto o silêncio começará a predominar no escritório.

Elsa apenas olhava para o lado e via um sorriso um tanto sugestivo do décimo terceiro próximo a ela.

— Poupe me de suas falas príncipe Hans. —

— Ora minha rainha, eu não disse nada. —

Também nem precisava.

Nenhum deles dois precisavam falar, pois Elrich já revelou absolutamente tudo.

Era um tanto irônico o fato do castelo parecer ficar mais alegre quando os Westergaards estavam ali.
A estadia da família estava bem proveitosa para quem achava que eles trariam somente problemas.

Duas dessas pessoas era Anna e Kristoff que acabaram se tornando amigos das irmãs Westergaard.

E tinha o adorável príncipe Elrich que tinha sempre uma alegria que resplandecia como o sol.

Olhando para o menino que brincava com Olaf e o cão que era bem maior do que eles dois, Anna sorria. Àquilo fazia lembrar quando ela era pequena a brincar pelo castelo.
Mas logo também vinha a lembrança de Elsa sempre trancada em seu quarto.

Olhando para cima ela via exatamente daquela área a janela do quarto de sua irmã que estava fechada com cortinas azuis.

— Tudo bem Anna ? -

— Sim; claro. -

Anna virava o rosto para Kristoff que sentava se ao seu lado naquela manhã de sábado.

O sol aquele dia parecia um pouco mais intenso, não o que se espera para uma primavera.

O vendedor de gelo então sorria para ela e dava lhe um breve beijo a abraçando depois disto.

Aquele dia mais quente da primavera acabará por ser uma das doces lembranças que muitos de Arendelle guardaram na memória.