Can You Keep A Secret? - HIATUS
9 Very, very well!
Notas iniciais
—Eu não sei se você lembra ou não, não sei o que está acontecendo e no momento não me importo, mas eu só quero que você me responda a uma pergunta, porque depois daquela noite eu prometi a mim mesmo que não tocaria em você, a menos que você estivesse sóbria e quisesse isso. Então aqui está, você quer isso, Felicity?
Ergui a cabeça e mirei aqueles olhos que eram extremamente azuis!
Talvez fosse o efeito deles, talvez fosse essa sucessão de coisas que vinham acontecendo, talvez fosse uma mistura de tudo ou talvez não fosse nada disso.
Mas a minha resposta foi simples...
Porque eu sabia que não conseguiria responder de outra forma!
—Sim!
.....................
Antes que eu pudesse parar pra pensar no real sentido das minhas palavras, a boca de Oliver já estava grudada na minha em um beijo totalmente indecente para o local em estávamos. Eu me agarrei a ele com força e ele logo me prendeu ainda mais entre o seu corpo e o meu carro atrás de mim.
Eu sempre fui fã de romances de época, principalmente dos livros da Julia Quinn e me inspirando nela, acho que só nós dois fôssemos os protagonistas de uma das suas histórias, a narração a seguir seria essa:
“E em uma tarde nublada, dentro da Queen Consolidation, Oliver Queen beijou Felicity Smoak e foi...mágico!”
Esplêndido!
Encantador!
Quente!
Sensual!
Incrível!
Ele me apertava com tanta força e me beijava com uma espécie de sede, como se ele precisasse de mim pra satisfazer uma necessidade realmente forte e aquilo fazia com que eu me sentisse incrível.
Suas pernas estavam encaixadas entre as minhas e suas mãos corriam todo o meu corpo, desde os meus seios até o meu quadril, sua língua brincava com a minha e se tornava cada vez mais difícil respirar, mas quem ligava? Eu só precisava continuar beijando aquele homem, só isso.
—MAS QUE PORRA É ESSA?
Nós dois nos separamos rapidamente e percebi que assim como eu, Oliver também estava com a respiração afetada, mas eu não tive tempo pra pensar nisso, pois (infelizmente) reconheci aquela voz e respirei fundo antes de me virar na direção dela.
Helena Bertinelli parecia a própria personificação do ódio no momento e eu tive medo de que ela fosse pular em mim ou coisa parecida.
—Mas que diabos você tá fazendo aqui? Não basta só te expulsar? Eu vou ter que conseguir uma restrição judicial contra você? –Ao contrário de mim que estava totalmente envergonhada, Oliver parecia com raiva, na verdade, com ainda mais raiva do que a Helena.
Porque a verdade é que apesar de ele estar vociferando pra ela, Helena não havia olhada na direção de Oliver nenhuma vez, seus olhos estavam focados em mim e exalavam tanta maldade.
—Você deve pensar que tirou a sorte grande né? Uma pobre coitada que conseguiu fisgar um cara rico, mas deixa eu te dizer querida, você não tem nada de especial, ele simplesmente é um homem que não consegue resistir a uma vagina, então pode tirar o seu cavalinho da chuva porque isso não vai acontecer! Quando a irmã dele veio com aquela historinha ridícula de que vocês estavam namorando eu confesso que não acreditei, mas agora, vendo essa cena, eu vejo que você não passa de uma interesseira tentando conseguir um dinheiro fácil!
Ela tinha um sorriso cruel no rosto e eu gostaria de poder dizer que aquilo não me abalou nem um pouco, mas a verdade é que eu estaria mentindo.
—Como você ousa falar assim com ela? Eu...-Segurei a mão do Oliver com força e olhei dentro dos olhos dele, seu corpo tremia com raiva, mas ele pareceu entender o recado e se acalmou um pouco, em seguida, deu um passo pra trás, como forma de mostrar que me deixaria tomar conta da situação.
Porque agora era a minha vez de revidar!
Eu havia passado a vida toda sendo subestimada, eu era subestimada e rebaixada por ser pobre, por ser loira, por ser mulher, por ter crescido em Vegas. Ninguém olhava pra mim e acreditava que eu tinha o QI que afirmava ter, todos simplesmente preferiam achar que eu tinha dormido com alguém e por isso conseguido chegar onde eu estava.
Eu estava tão cansada disso!
—Você não deveria falar que ele é um homem que não resista a uma vagina, pega mal pra você já que parece que ele não quer a sua! –Eu falava tudo isso enquanto mantinha um sorriso singelo no rosto e isso pareceu tirá-la do sério, pois em poucos segundos ela estava cara a cara comigo, mas ao contrário de antes, dessa vez eu não me deixei intimidar. –Além disso, quem é a pobre coitada aqui? Você não passa de uma filhinha de papai que conseguiu tudo na vida porque tinha dinheiro e um rostinho bonito, nunca teve que lutar por nada, não sabe o preço das coisas, não dá valor em ninguém, sua vida é uma grande casa de bonecas, já eu tive que batalhar por cada mínima coisa que consegui na minha vida, consegui tudo com esforço e por mérito próprio.
A mulher parecia um cão raivoso, arregalando os dentes pra mim!
—Quem você pensa que é? Como você ousa se comparar a mim? –Me aproximei ainda mais dela e praticamente grudei nossos rostos, queria que ela olhasse bem no fundo dos meus olhos enquanto eu falava.
—Tem razão, eu não posso comparar nós duas. –Ela sorriu por um momento, achando que tinha vencido, mas eu não deixaria que isso acontecesse hoje. –Você é só uma garotinha rica, tudo o que você tem é dinheiro, enquanto eu tenho Phd, porra!
Depois disso, destravei o meu carro e deixei uma Helena chocada pra trás, entrei dentro do veículo e dei a partida, mas antes que eu pudesse sair com o carro, Oliver entrou e se sentou no banco do passageiro.
—Você não estava pretendendo me deixar aqui com aquela louca né? –Me virei na direção dele e só então me dei conta de que ele estava lá aquele tempo todo, porque a verdade é que eu havia me esquecido de Oliver...completamente!
—Desculpe, eu não...
Não consegui terminar, mas ele pareceu entender, já que pousou a mão no meu ombro e a deixou lá, me confortando, enquanto eu dava a ré no carro e saía do estacionamento da empresa.
Não abrimos a boca durante toda a viagem, eu nem sequer perguntei pra ele onde ele queria ir ou se queria parar em algum lugar, apenas dirigi ao lugar que parecia ser o meu único refúgio agora...
Minha casa!
Entrei na garagem e parei o carro ali, em seguida saí do veículo e Oliver me seguiu, continuamos caminhando em silêncio, enquanto minha mente era transportada pra longe dali, pra uma situação que havia ocorrido comigo há muitos anos atrás.
Na época ainda morávamos em Vegas e eu estava em uma das escolas mais caras da cidade, é óbvio que eu havia ganhado uma bolsa, mas sendo uma das únicas bolsistas no meio dos filhos da Elite de Las Vegas, eu era perseguida o tempo todo.
Ninguém fazia questão de se sentar comigo ou de falar comigo, a não ser quando precisavam de ajuda com alguma matéria, é claro, mas tinha uma menina em especial, Sasha, que parecia ter nascido com o único intuito de me importunar.
Ela nunca me deixava em paz, nunca, eu havia aguentado por meses a fio os xingamentos, as chacotas, os puxões de cabelo, os empurrões, o único momento em que eu tinha paz era quando eu estava dentro da sala de aula junto com os professores, eles me adoravam.
O problema é que chegou o momento em que eu cansei de ficar calada.
Me lembro que naquele dia ela parecia com ainda mais raiva de mim e quando saímos da aula de trigonometria e o professor desapareceu pelo corredor, ela me empurrou com tanta força contra o armário que eu bati a cabeça nele e meus óculos caíram no chão.
Talvez se ela tivesse parado por aí, eu tivesse aguentado como todos os outros dias, mas ela decidiu ir além e pisou nos meus óculos até não restar um pedacinho inteiro. Me lembrei do quanto a minha mãe havia trabalhado pra conseguir compra-los pra mim e pensei no quanto ela teria que trabalhar novamente pra poder comprar novos e ali foi o fim pra mim.
“Por que você se importa tanto comigo em? Por que vive me perseguindo? Eu já fiz alguma coisa pra você? Você deveria se importar consigo mesma já que é tão burra que não consegue passar em nenhuma matéria sozinha e os seus pais sempre precisam vir aqui pagar pra que os professores te passem. Até quando acha que o dinheiro deles vai conseguir compensar as suas merdas? “
Coloquei pra fora tudo o que eu estava sentindo e achei que aquilo faria com que eu me sentisse melhor e por um momento realmente fez, mas quando cheguei em casa e decidi contar à minha mãe, tudo o que eu fazia era chorar.
FlashBack On
—O que eu fiz foi errado, mãe? Eu não estava mais aguentando aquilo! –Eu já havia chorado por um bom tempo sem parar e minha mãe havia me escutado e secado todas as minhas lágrimas com a maior calma do mundo, nem parecia aquela mulher agitada de sempre, na verdade, eu nunca havia visto a minha mãe esse jeito.
—É claro que não meu bem, você não atacou, só se defendeu e isso depois de aguentar calada por muito tempo! –Assenti, ainda fungando devido as lagrimas.
—Mas então, por que eu tô me sentindo desse jeito? –Minha mãe riu baixinho e me abraçou com um pouco mais de força.
—Porque você é uma pessoa boa e pessoas boas não ficam felizes quando dizem coisas ruins, essa é e sempre foi a sua maior qualidade, meu amor! –Eu não estava enxergando direito porque estava sem os óculos, mas conseguia distinguir o sorriso da minha mãe enquanto ela olhava pra mim. –Na vida, você vai encontrar muitas pessoas más e as vezes você vai falar coisas como as que falou hoje pra poder se defender e não tem problema, mas por favor, nunca deixe de se importar, não deixe que essa maldade tira a bondade do seu coração. Lembre-se sempre de ser corajosa e gentil, tudo bem?
—Prometo que vou ser, mamãe! Mas eu não entendo, por que ela se importa tanto comigo? Quer dizer, o que eu fiz pra ela? Eu sou uma ninguém vinda de lugar nenhum, então por que ela não me deixa em paz?
—Eu não acho que você seja isso, mas vamos pensar assim, por que será que ela te persegue tanto? Porque, como você mesmo disse, mesmo você sendo uma ninguém vinda de lugar nenhum, você consegue ser melhor que ela em tudo o que faz, não é só o dinheiro que traz inveja meu bem, a luz que algumas pessoas carregam também faz isso!
FlashBack Off
—Felicity?
Fui trazida de volta das lembranças pela voz de Oliver ao meu lado e só então percebi que já estávamos na porta do meu apartamento e que provavelmente ele é quem havia me guiado o caminho todo.
—Você gostaria de entrar? –Ele assentiu, parecendo tímido de repente e eu abri a porta.
O meu apartamento estava como sempre, nerd demais, mas era assim que eu gostava, era por isso que eu me sentia em casa.
Aqui era o mundo da Felicity!
—Você tá bem? –Olhei na direção dele, que parecia acanhado numa ponta do sofá. –Desculpe, pergunta estúpida!
—Não foi estúpida, obrigada por perguntar! –Dei um tapinha no lugar do sofá ao meu lado que estava vago e Oliver logo veio se sentar ao meu lado. –Eu tô bem sim, só fiquei um pouco triste porque eu não gosto de brigar nem ofender ninguém, mesmo que eu só esteja me defendendo, mesmo que a pessoa mereça, eu sempre acabo ficando triste depois.
Ele acariciou os meus cabelos e então sorriu pra mim, aquele sorriso de menino que só ele sabia dar.
—Isso mostra que você se importa, mostra que você tem um bom coração! –Sorri ao ouvir as palavras dele e perceber que minha mãe já havia dito algo muito parecido.
Eu estava com saudades dela!
—Ei, eu não quero que você pense na Helena por nem mais um segundo, ok? Ela não merece um fiapo de pensamento seu! –Demorei um pouco para responder, mas percebi que ele estava certo e por isso, lutei para tirar aquele peso do meu coração e sorrir verdadeiramente pra ele.
Oliver pareceu extremamente feliz com isso e começou a acariciar a minha mão.
—Entããããão, estávamos tendo um momento antes daquela doida aparecer, não estávamos? –Ele parecia em dúvida, como se estivesse sondando se deveria tocar naquele assunto ou não.
—Sim, senhor Queen, estávamos tendo um momento! –Pisquei pra ele e ri baixinho ao ver que isso o fez relaxar completamente. –Mas acho que em primeiro lugar, precisamos conversar!
Ele assentiu rapidamente e eu respirei fundo antes de começar a falar.
—Em primeiro lugar, eu quero me desculpar pelo meu comportamento enquanto estava bêbada naquele dia, eu realmente não sou assim e me senti muito envergonhada. –Percebi que ele estava prestes a falar, mas segurei a mão dele com um pouco mais de força e ele pareceu entender que eu precisava falar tudo de uma vez. –Em segundo lugar, eu quero me desculpar se dei a impressão de estar esnobando você ou me fingindo de desentendida, ok? Não gosto de joguinhos, eu realmente não sabia que tudo aquilo havia mesmo acontecido, quer dizer, eu me lembrava, mas achei que era só um delírio de uma mente bêbada, nunca passou pela minha cabeça que aquelas coisas haviam acontecido realmente, eu só descobri que tudo era verdade hoje quando a sua irmã foi conversar comigo!
Oliver me olhou por um bom tempo, como se estivesse analisando tudo o que eu havia dito e então, finalmente, pareceu voltar a si e riu baixinho.
—Era isso o tempo todo? Por que não me disse antes? Você não precisa se desculpar por nada, Felicity! Eu jamais deixei de admirar ou respeitar você, o que aconteceu naquele dia não mudou em nada a maneira como eu vejo você, ok? –Assenti rapidamente e percebi que ele chegou mais perto de mim, começando a moldar o seu corpo contra o meu. –Agora, chega dessa história de ficar envergonhada, ok? Você não tem nada pra se envergonhar, senhorita Smoak!
Ele me lançou mais uma das suas habituais piscadinhas e eu ri baixinho.
—Tudo bem, agora eu realmente me sinto melhor agora! Quer dizer, eu estava muito constrangida mais cedo, tanto é que quando você foi na minha sala e o Curtis e a Thea disseram que eu não estava lá, eles estavam mentindo, assim que escutei sua voz eu entrei em pânico e me escondi em baixo da mesa.
Oliver me olhou pelo que pareceu uma eternidade, como se estivesse lutando consigo mesmo para decidir se me falava alguma coisa ou não.
—Eu sei que os dois estavam mentindo e que você estava em baixo da mesa, Felicity! –Ele parecia tímido ao dizer isso, ao mesmo tempo em que parecia estar lutando contra a risada, o que diabos ele queria dizer com isso?
—Como você sabia? Algum deles te contou depois? –Mais um silêncio, mais um longo olhar.
—Não, não contaram! –Franzi o cenho e continuei esperando ele continuar. –Eu acho que você acabou se esquecendo de que as mesas da sua sala são transparentes!
Mas é claro que eu sabia que as mesas da minha sala eram transp....
NÃO!
—Isso quer dizer que você? –Apontei pra ele e então apontei pra mim, incapaz de dizer aquelas palavras em voz alta.
Oliver havia me visto escondida como uma doida varrida em baixo da mesa?
—É, foi! Sinto muito...-Ele realmente parecia estar se segurando para não rir e eu simplesmente coloquei o rosto entre as mãos e fiquei em silêncio. – O que você tá fazendo!
—Calculando! –Minha voz saiu abafada pelas minhas mãos, mas acho que ele entendeu do mesmo jeito, pois pude ouvir a confusão na sua voz.
—Calculando o que? –Ainda com o rosto entre as mãos, deixei os ombros caírem e senti que meu corpo inteiro deveria estar tão vermelho quanto poderia ficar.
—O que vai me matar mais rápido, pular do topo do prédio ou jogar o meu carro de uma ponte! –Dessa vez ele decidiu rir alto mesmo e eu me senti ainda mais envergonhada, por isso me levantei rapidamente e comecei a ir em direção ao quarto, mas antes que eu pudesse chegar a porta, Oliver me pegou pela cintura e me colocou pela parede.
—Você não precisa ficar envergonhada, na verdade, aquela foi uma das coisas mais fofas que eu já, se você quer saber! –Ele retirou a minha mão do rosto e então depositou um suave beijo na minha testa. –Me desculpe por rir, acho que isso me fez perder pontos na minha contagem de trinta dias pra ser perdoado né?
Finalmente abri os olhos e percebi que a hora da brincadeira havia acabado, o olhar de Oliver demonstrava intensidade e dentro dessa intensidade havia uma tristeza, como se ele realmente estivesse temeroso por estar “perdendo pontos” comigo.
—Na verdade, eu já te perdoei faz tempo! Eu só queria que você sofresse um pouco pra aprender a não fazer mais aquilo.
Ele pareceu chocado por alguns minutos e eu não aguentei e acabei começando a rir bem baixinho, mas o tom da risada logo foi crescendo e quando dei por mim eu estava rindo como uma louca e ele estava me acompanhando.
—Você é muito má, Felicity Smoak! –Ri ainda mais alto e dei um tapinha no braço dele.
—Você foi mal comigo também, senhor Queen! –Somente quando a risada dele morreu é que percebi que havia errado e aí me dei conta do que havia dito. –Oliver, me desculpe, eu não...
—Tudo bem, você está certa, eu realmente fui mal com você e mesmo já tendo pedido desculpas, preciso dizer que eu mesmo nunca vou me desculpar por ter te feito chorar naquele dia! Eu realmente sinto muito por tudo, Felicity. –Busquei a mão dele e apertei junto da minha.
—Eu sei que sente e eu já desculpei você, embora eu ainda não entenda o que te levou a ter aquela reação ou mentir naquele dia, mas você me disse que também nãos sabia, então... –Tentei dizer tudo aquilo no tom mais brando possível, para mostrar que eu estava apenas dizendo os fatos e não o acusando de nada.
—Na verdade, eu sei sim! –Dessa vez eu senti, eu realmente senti, era como se a atmosfera ao nosso redor tivesse mudado, como se o mundo inteiro tivesse parado para poder ouvir o que ele estava prestes a dizer. –Nunca fui muito bom com essa coisa de sentimentos e sempre fujo quando se trata desse assunto, na verdade, foi isso o que aconteceu. Eu preferi fugir e me esconder do que assumir o que estava acontecendo comigo, porque a verdade é que eu gosto de você, realmente gosto e isso é muito assustador pra mim.
Minha garganta estava seca e eu realmente sentia dificuldade para respirar.
—Por que isso te assusta? –Minha voz não passava de um sussurro nesse momento e eu sentia como se meu coração estivesse prestes a sair pela boca.
—Porque eu nunca senti isso antes e simplesmente não sei o que devo fazer! –Ele parecia realmente assustado e eu percebi que ele realmente parecia estar falando a verdade.
“Mas e a Laurel? Será que ele nunca havia sentido nada do tipo por ela?”
—Não, não senti! Acho que foi por isso que eu a traí, não que isso seja justificativa, é claro! –Corei um pouco ao perceber que eu havia pensado alto (como sempre), mas então tomei uma decisão.
Eu gostava demais daquele homem e não havia sentido algum em negar isso!
—Eu também gosto muito de você e no momento eu só preciso que você faça duas coisas-Oliver me olhava, parecendo tenso pela expectativa, então peguei as duas mãos dele e as coloquei em volta da minha cintura.
—Precisa me prometer que sempre vai ser sincero, mesmo que esteja assustado ou com raiva! –Ele me apertou contra o seu corpo e seu nariz roçou no meu.
—Isso eu posso prometer, já que vi tentar te enganar nunca dá certo mesmo, sempre faço papel de bobo. –Ri baixinho ao notar o sorriso dele e acariciei o seu rosto. –E qual é a segunda coisa?
A voz dele também não passava de um sussurro!
—Eu preciso que você me beije toda vez como se eu fosse a mulher mais bonita do mundo! –Ele riu baixinho e subiu uma das mãos para o meu pescoço, puxando a minha cabeça logo em seguida para que pudesse olhar melhor para o meu rosto.
—Isso não é nada difícil, já que pra mim você é a mulher mais bonita do mundo!
Abri um sorriso largo e então eu mesma tomei a iniciativa, puxei a boca dele pra minha e demos início a um beijo ainda mais intenso que o do estacionamento.
Nossas línguas se mesclavam uma com a outra enquanto gemíamos baixinho, nossas mãos viajavam pelo corpo um do outro em um atrito selvagem e quando eu menos esperava, Oliver colocou as mãos no meu quadril e me ergueu contra a parede.
Rapidamente passei as pernas pela cintura dele e quase desmaiei de desejo ao sentir o membro rígido dele contra o meu núcleo sensível.
—Eu já falei que achei uma ótima ideia o fato de você estar de saia hoje e ela ainda ter essa fenda aqui na lateral? –Aos mãos dele subiam e desciam pela minha coxa enquanto ele dizia essas palavras no meu ouvido e eu sinceramente já devia estar tão molhada que a situação chegava a ser vergonhosa.
—Eu também achei uma ótima ideia, Senhor Queen! –Ele voltou a aproximar a boca da minha, depositando leves beijos no caminho entre a minha orelha e os meus lábios.
—Sabe o que mais seria uma ótima ideia, senhorita Smoak? –Não falei mais nada, eu não conseguia, apenas olhei pra ele, ansiosa. –Irmos pro quarto!
Eu sabia o que ele estava oferecendo e talvez dissessem que era muito rápido ou que eu estava sendo atirada, mas eu era solteira, adulta e sabia que queria aquele homem mais do que qualquer outra coisa, então por que esperar?
Apenas assenti e o abracei com mais força enquanto ele nos levava pro quarto, deixei que ele me conduzisse da maneira como quisesse e não me importei, eu não ligava de ser massinha de modelar nas mãos dele em momentos como esse.
Oliver me depositou na cama com delicadeza, mas ao contrário do que eu pensei, não pulou em cima de mim, apenas ficou ali por um momento, me admirando.
—Você realmente é a mulher mais bonita que eu já conheci, Felicity Megan Smoak!
Depois disso ele se deitou em cima de mim, tomando o cuidado para não me esmagar com o seu peso e sua boca voltou a se colar na minha com sofreguidão, eu arfava loucamente e jurava que estava prestes a ter uma parada cardíaca.
“Seria essa a sensação?”
—Qual sensação? –Oliver tinha um olhar astuto no rosto e eu sabia que ele sabia completamente do que se tratava, mas estava me perguntando só para me ver corar. Por isso continuei calada enquanto ele exibia um sorriso safado. –Sabe, eu me lembro que naquela noite em que eu te trouxe pra casa, você disse que tinha certeza de que se alguém conseguiria resolver o seu problema com orgasmos, esse alguém seria eu.
Enquanto dizia cada uma dessas palavras, a sua mão adentrava cada vez mais na minha saia e ia em direção a minha calcinha.
Eu estava prestes a soltar um longo gemido simplesmente porque aquilo era muito excitante, quando fui tirada daquela atmosfera pelo toque irritante do meu celular.
Eu sempre havia amado o meu toque de celular, era uma música de um dos meus doramas favoritos (porque sim, eu amava séries coreanas), mas no momento tudo o que eu conseguia fazer era achar o barulho extremamente incômodo.
—Eu não quero atender... –Oliver encostou o nariz no meu e abriu um sorriso fofo.
—Mas?
—Mas pode ser alguma coisa importante, já que estão tentando hackear o sistema do presa nesses últimos dias, você sabe!
Ele assentiu e saiu de cima de mim, demorei pelo menos 10 segundos pra poder me recompor e quando finalmente me levantei e peguei o celular, a ligação já estava pra cair.
Vi o nome na tela e abri um sorriso involuntário.
—Oi Kara!
—Felicityyyyyyyy! Precisamos de você hoje, por favor! –A voz dela estava animada, muito mais animada do que o normal e eu podia ouvir Mon-el rindo ao fundo.
—Tudo bem, o que aconteceu?
—Aconteceu que hoje Mon-el e eu estamos fazendo cinco anos de namoro e decidimos que nesse ano vamos comemorar de um jeito diferente, queremos comemorar com os nossos amigos e por isso, você, o Curtis, o Paul e o Diggle precisam vir, ok? –Esse era a tal coisa urgente? Mas fazer o que né? Eu não podia deixar eles na mão.
—Tudo bem, pelo menos o Diggle vai ou eu me recusaria a ficar de vela pra vocês dois e pro Curtis e o Paul! –Ela riu baixinho e então ouvi ela mandando um beijo estalado.
—Vou te mandar o endereço do restaurante por mensagem, vai ser incrível! Beijos!
Nem consegui falar tchau antes dela ter desligado o celular.
—Tudo bem, eu acho que fui meio que intimada de última hora, mas não tenho escolha a não ser comparecer! –Eu tinha um sorriso sem graça no rosto, afinal, Oliver e eu estávamos tendo um “momento” antes daquela ligação.
Ao contrário de mim, Oliver não parecia nada incomodado e apenas deu de ombros.
—Tudo bem, teremos outras oportunidades! –Ele abriu um sorriso e me chamou com a mão, larguei o telefone em cima da minha estante e fui até ele que abriu os braços para me receber. –Acho que vamos ter que adiar os nossos planos, senhorita Smoak!
—Infelizmente sim, Senhor Queen, mas... o que você tá fazendo? –Enquanto eu falava com ele (normalmente, diga-se de passagem), o sem vergonha foi subindo a mão por dentro da minha saia. –Oliver, o que?...
Não consegui terminar a frase, pois nesse momento sua mão encostou no meu sexo sensível ainda por cima da minha calcinha que já estava encharcada e eu precisei me segurar pra não gritar.
—O que eu estou fazendo? Vamos ver, fazendo você se sentir, muito, muito bem? –Depois de dizer isso ele mordeu o meu pescoço com força e eu gemi baixinho enquanto ele me deitava na cama.
—Eu disse que nós não temos tempo! –Quem eu estava querendo enganar? No momento em que ele havia tocado à minha calcinha, minha mente apagara todo o resto.
—Não temos tempo para fazer muito coisa, isso é verdade, mas temos tempo ao menos pra que eu resolva o seu pequeno probleminha! –Ele dizia tudo isso enquanto massageava minha intimidade lentamente e eu grunhia baixinho enquanto apertava as minhas pernas contra a mão dele.
—Mas...e você? –Eu não sei como ainda estava conseguindo formular frases nessa situação.
—Não se preocupe comigo, ok? Agora, por que você ainda está falando? Devo estar fazendo algo de errado! –Suas mãos rapidamente adentraram a minha calcinha e eu gritei alto antes de passar os braços em volta do pescoço dele e trazer sua boca pra minha.
Tudo bem, ele estava fazendo algo de certo, muito, muito, muito certo!
Os dedos de Oliver eram ágeis, mas ao mesmo tempo gentis e ele apertava com maestria aquele pontinho em mim que tanto precisava de atenção.
Eu gemia baixinho enquanto me contorcia nos braços dele e eu tinha a mais absoluta certeza de que o mundo inteiro havia acabado e só restávamos nós dois naquele quarto.
Nunca havia sido daquele jeito, eu nunca havia me sentido daquele jeito, porque a verdade era que a sensação que percorria cada osso do meu corpo era de que eu estava caminhando pra algo que não conseguiria suportar, minha pele estava quente, minha mente estava nebulosa e meu baixo ventre estava vibrando de uma maneira muito estranha.
Era real, eu estava prestes a ter um orgasmo, o primeiro da minha vida, diga-se de passagem!
Me sentia como uma mocinha dos romances de época!
—Mais...rá...rápido! –Eu estava praticamente colapsando enquanto os dedos de Oliver entravam e saiam de dentro de mim, mas foi quando ele apertou com força o meu clitóris que tudo explodiu a minha volta.
Eu estava fraca, estava elétrica, estava exausta, estava acesa.
O quarto inteiro estava iluminado como uma super nova e tudo o que eu sabia era que aquele homem seria a minha perdição total e completa.
—Problema resolvido, senhorita Smoak!
...
Mais tarde, naquele mesmo dia!
—Felicity? Aonde você tá mulher? Parece que nem tá ouvindo o que a gente tá falando! –Kara tinha um biquinho fofo nos lábios e eu sorri pra ela como uma forma de pedir desculpas.
—Desculpa gente, eu tô meio aérea mesmo, mas prometo que vou me concentrar a partir de agora! Afinal, eu não sei se eu já disse, mas vocês são o meu casal favorito do mundo todo e tô muito feliz por poder estar aqui comemorando com vocês! –Kara e Mon-el sorriram e ele correu para o meu lado para me abraçar enquanto Curtis e Diggle batiam palmas e Paul tirava fotos.
—Ela é tão fofa, né gente? Com certeza a melhor coisa que aconteceu esse ano foi ter conhecido essa loirinha! –Curtis lançava beijinhos na minha direção e eu dei de ombros, bancando a pomposa.
“Cuidado ao andar pelos corredores da empresa, eu posso ser um cara mal e estar te esperando em algum lugar!”
Abri um sorriso involuntário ao me lembrar das últimas palavras de Oliver hoje quando nos despedimos e isso não passou despercebido por Diggle.
—Tá tudo bem mesmo?
Me lembrei de tudo o que havia ocorrido naquela tarde e meu sorriso se alargou mais ainda.
—Está tudo ótimo!
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